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02/06/14

Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM) revela que Pernambuco tem apenas 34% das cidades com nível de desenvolvimento moderado

02 / jun
Publicado por jamildo em Notícias às 16:42

O Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM), criado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) para acompanhar a evolução dos 5.565 municípios brasileiros, revelou em sua 6ª edição que apenas 34% dos municípios de Pernambuco possuem nível de desenvolvimento moderado, enquanto 64,9% ainda apresentam desenvolvimento regular. O estado não apresenta cidades nos extremos do índice, com níveis de desenvolvimento baixo ou alto. Vale destacar que a capital, Recife, está entre os 500 melhores resultados do Brasil.

Com recorte municipal e abrangência nacional, o IFDM avalia as condições de Educação, Saúde, Emprego e Renda de todos os municípios brasileiros. O índice varia de 0 (mínimo) a 1 ponto (máximo) para classificar o nível de cada cidade em quatro categorias: baixo (de 0 a 0,4), regular (0,4001 a 0,6), moderado (de 0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1) desenvolvimento.

Os resultados obtidos têm base em informações oficiais dos ministérios da Educação, Saúde, Trabalho e Emprego. Nesta edição foram utilizados os dados de 2011, o que permite a comparação do desenvolvimento dos municípios com o ano de 2010 – último ano da primeira década do século XXI. A metodologia foi aprimorada para captar os novos desafios do desenvolvimento brasileiro. O principal incremento foi situar o Brasil no mundo, com base em padrões de desenvolvimento encontrados em países mais avançados.

Saúde – Analisando as áreas de desenvolvimento do IFDM, Saúde é a vertente que possui maior número de municípios em alto grau de desenvolvimento em Pernambuco: são 25 (13,5% do total). Em Educação, apenas Fernando de Noronha e Triunfo apresentaram alto desenvolvimento, mas esta foi a variável com maior percentual de avanço frente ao ano anterior: 162 cidades pernambucanas (87,6%) evoluíram nessa área, impulsionadas principalmente por melhorias nas distorções idade-série e nas notas do IDEB.

A vertente Emprego e Renda foi a que apresentou pior desempenho: 155 cidades (84,2%) apresentaram desenvolvimento baixo ou regular. Nos dois maiores conceitos, 26 municípios (14,1%) exibiram desempenho moderado do mercado de trabalho, ao passo que apenas três (5,4%) registraram alto desenvolvimento: Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho, e Recife.

Melhores – No Top 10 dos melhores resultados de Pernambuco, todos os municípios apresentaram grau de desenvolvimento moderado, com a capital Recife mantendo-se em primeiro lugar, assim como no ano anterior. Das 10 cidades, apernas três apresentaram crescimento nas três variáveis: Timbaúba, Lagoa do Itaenga e Petrolina. Além disso, observa-se que todos eles registraram crescimento no IFDM-Educação na comparação com o ano anterior. Ipojuca, em 5º lugar, apresentou o maior índice de Emprego e Renda nacional, o que contrasta com o desenvolvimento regular observado no IFDM Educação do município. Também vale destacar o avanço registrado nos municípios de Itapissuma e Lagoa do Itaenga que, devido às conquistas nas vertentes de Emprego e Renda e Educação, subiram de posições e passaram a integrar o grupo dos 10 melhores do estado em 2011.

Piores – No outro extremo do ranking estadual, três municípios estrearam entre os 10 menores IFDMs: Santa Maria da Boa Vista, Quipapá e Manari. Apesar de ainda apresentarem um nível de desenvolvimento menor do que o restante do estado, sete municípios exibiram crescimento em seus IFDMs. Buíque foi o único município entre os menores de 2011 que registrou aumento nas três vertentes de desenvolvimento e deixou o último lugar do ranking estadual, resultado registrado no ano anterior. Vale mencionar que, entre os resultados mais baixos, nenhum município apresentou queda simultânea nos três indicadores acompanhados pelo IFDM.

No ranking das capitais brasileiras, Recife ganhou três posições em relação ao ano anterior: ocupa o 11º lugar com IFDM 0,7829. A capital registrou 0,8139 ponto na vertente Emprego e Renda; 0,6915 em Educação e 0,8434 em Saúde.


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