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05/10/18
Marley tinha um ano e morreu após levar tiros de um homem na Bahia. Foto: reprodução/Delina Maltez/Arquivo Pessoal
Marley tinha um ano e morreu após levar tiros de um homem na Bahia. Foto: reprodução/Delina Maltez/Arquivo Pessoal

Homem mata cachorro a tiros durante carreata política na Bahia

05 / out
Publicado por Priscila Miranda em Comportamento às 7:41

Um cachorro morreu após levar tiros de um homem que participava de uma carreata na cidade de Muniz Ferreira, no interior da Bahia. Segundo o jornal O Povo, a carreata era em favor do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL).

De acordo com informações do Portal G1, a família que cuidava do cão está incrédula com o fato, que aconteceu no domingo (30).

Ao portal, a tutora de Marley, da raça pitbull, contou que estava em casa com familiares quando decidiu ver a carreata que passava na rua. Delina Maltez disse que o cão e os outros três da residência começaram a latir enquanto os veículos passavam. Um homem que estava na carreata, ao perceber os latidos dos cães, se incomodou e começou a atirar. Delina afirmou que o homem teria se apresentado como policial na delegacia do município vizinho de Nazaré das Farinhas.

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“Um homem saiu do carro e deu um tiro no pé do Marley e, depois que o cachorro correu, ele deu mais dois tiros. Eu pedi, ‘não atire, não atire!’. Mesmo assim, ele deu mais dois tiros. Meu cachorro correu para dentro de casa e, quando vimos, estava morto no chão”, afirmou a tutora.

“Legítima defesa”

Em depoimento à Polícia Civil, o homem disse que se sentiu ameaçado com o cão e teria agido em legítima. Delina afirma que Marley não era um cachorro agressivo e que nunca havia mordido ninguém. “Ele era dócil, brincava. Era um cachorro que obedecia a todos”, lamentou.

Após prestar depoimento na delegacia da cidade, o homem foi liberado. A tutora também foi ouvida pela polícia e aguarda as investigações. 

Ela ainda contou ao G1 que o cachorro foi um presente para o filho, que teve um momento difícil após a morte do pai. “Ele estava muito triste, o pai dele era tudo para ele. O Marley passou a ser o companheiro e agora o menino não come direito, toda hora lembra dele”, lamentou.


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