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04/02/20
De olho no aumento do número de turistas na capital pernambucana por causa do Carnaval, a Secretaria de Saúde do Recife também orientará o trade turístico (Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem)
De olho no aumento do número de turistas na capital pernambucana por causa do Carnaval, a Secretaria de Saúde do Recife também orientará o trade turístico (Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem)

Coronavírus: Carnaval do Recife contará com esquema de contingência para evitar propagação da doença

04 / fev
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 04/02/2020 às 13:42

Diante do cenário de perigo iminente de introdução do novo coronavírus no Brasil e da situação de emergência de saúde pública internacional decretada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a Prefeitura do Recife prepara um esquema de contingência para evitar a propagação do coronavírus durante o Carnaval. A rede municipal intensificou, na manhã desta terça-feira (4), a capacitação de profissionais de saúde sobre a infecção. O secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, que é infectologista, deu orientações para mais de 60 profissionais da atenção básica, média e alta complexidade e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

De olho no aumento do número de turistas na capital pernambucana por causa do período carnavalesco, também serão dadas orientações para os profissionais da Secretaria de Turismo Esportes e Lazer do Recife (Seturel), representantes do trade turístico, do sindicato dos taxistas, dos aplicativos Uber e 99. A Secretaria Municipal de Saúde também está produzindo banners, cartazes e folders para os serviços de saúde e população em geral, incluindo informativos para viajantes em português, inglês, espanhol e mandarim.

“Estamos em alerta, nos preparando, mas precisamos manter a serenidade já que, por enquanto, não temos notificação de caso suspeito da doença no Recife e nenhum caso foi confirmado no Brasil. Não há motivo para pânico”, afirmou o secretário Jailson Correia.

Durante a capacitação desta terça-feira (4), foram repassadas informações sobre a doença, como identificar casos suspeitos, como deve ser o fluxo de notificação, como conduzir os pacientes que venham a procurar as unidades municipais com sintomas de infecção por coronavírus, entre outras orientações. Na última sexta-feira (31), foi feita uma capacitação com mais de 60 profissionais da Vigilância Epidemiológica do Recife e com os núcleos de epidemiologia das unidades de saúde municipais e privadas.

A Sesau Recife também está tomando providências para disponibilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras, luvas e outros insumos, além de estar preparando materiais informativos sobre o coronavírus, para distribuição em unidades de saúde que têm atendimento 24 horas. Ainda esta semana, pelo menos 200 kits com máscaras, aventais, luvas, gorros e óculos de proteção começarão a ser distribuídos para cerca de dez unidades municipais de saúde estratégicas.

Monitoramento

Como o epicentro da disseminação desse surto de coronavírus é a China, profissionais do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância à Saúde (Cievs) do Recife visitaram o Consulado Chinês, na manhã desta terça (4), para compartilhar orientações sobre a doença e o que devem fazer caso tenham conhecimentos de pessoas que vão para a China ou voltaram de lá com sintomas da doença.

O Cievs é responsável pelo monitoramento epidemiológico do Recife. Os profissionais atuam 24 horas, todos os dias do ano, para monitorar e tentar conter, com agilidade, a transmissão de doenças e a ocorrência de surtos, entre outras atribuições. Durante o Carnaval, a atenção é redobrada por causa do grande fluxo de turistas no Recife, que podem trazer vírus típicos das cidades onde moram e que comumente não circulam no Recife.

De acordo com a diretora-executiva de Vigilância à Saúde do Recife, Joanna Freire, este ano, há uma atenção especial por causa do risco de chegada do coronavírus. Segundo a gestora, há uma lista com mais de 40 doenças de notificação imediata que são motivo de monitoramento constante, como as arboviroses (dengue, chicungunha e zika), meningite e as síndromes respiratórias, como a gripe e, agora, o coronavírus.

“A nossa característica é trabalhar em alerta. O tempo todo estamos monitorando e comparando dados, buscando indícios de alterações relevantes na saúde. Ninguém vê esse lado do SUS. Por isso, chamamos de SUS invisível, mas sempre há profissionais de plantão para agir imediatamente nos casos de doenças que exijam notificação imediata”, explicou Joanna Freire. O monitoramento é feito por meio de rondas presenciais nas unidades de saúde públicas e privadas do Recife, como também por telefone, fax e e-mail.


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