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16/12/19
Trabalho mostrou que, quando alimentados mais de uma vez com sangue, os mosquitos são capazes de transmitir mais rapidamente os vírus para novos hospedeiros, em comparação com os insetos que se alimentaram só uma vez (Foto: Pixabay/Banco de Imagens)
Trabalho mostrou que, quando alimentados mais de uma vez com sangue, os mosquitos são capazes de transmitir mais rapidamente os vírus para novos hospedeiros, em comparação com os insetos que se alimentaram só uma vez (Foto: Pixabay/Banco de Imagens)

‘O Aedes pode disseminar os vírus mais rapidamente do que pensávamos’, alerta pesquisador

16 / dez
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 16/12/2019 às 10:59

O mosquito Aedes aegypti, principal vetor de zika, chicungunha e dengue, pode disseminar esses vírus mais rapidamente do que pensávamos. A declaração é do pesquisador da Universidade Yale (EUA) Doug Brackney, um dos coordenadores de estudo publicado, no último dia 9, na revista científica Nature Microbiology.

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O trabalho, que teve a colaboração da pesquisadora brasileira Tereza Magalhães, da Universidade do Estado do Colorado (EUA), revelou que, quando alimentados mais de uma vez com sangue, os mosquitos são capazes de transmitir mais rapidamente os vírus para novos hospedeiros, em comparação com os insetos que se alimentaram só uma vez.

“Percebemos que essa segunda refeição causa mudanças estruturais no intestino do Aedes. E quanto mais curto for o período entre as alimentações com sangue (no nosso estudo, foi de três dias entre a primeira e a segunda), maior a chance de transmissão dos vírus para um segundo hospedeiro”, esclarece Tereza Magalhães, que já fez parte do quadro de pesquisadores da Fiocruz Pernambuco.

Ela explica que, quando se alimenta mais de uma vez, o mosquito passa a ter maior habilidade para transmitir a infecção. “Em vez de passar nove dias para ter capacidade de disseminar o vírus, o Aedes demora sete dias. Esses resultados podem ajudar a entender, em parte, a rápida disseminação do zika e chicungunha em certas populações humanas, como no Nordeste do Brasil”, acrescenta Tereza.


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