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25/06/19
Vitiligo é uma doença não contagiosa caracterizada por perda da coloração da pele, em virtude da destruição dos melanócitos, células que formam a melanina, pigmento que dá cor à pele (Imagem: Freepik)
Vitiligo é uma doença não contagiosa caracterizada por perda da coloração da pele, em virtude da destruição dos melanócitos, células que formam a melanina, pigmento que dá cor à pele (Imagem: Freepik)

Dia Mundial do Vitiligo: tire suas dúvidas sobre sintomas e tratamento

25 / jun
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 25/06/2019 às 11:24

Esta terça-feira (25) é marcada pelo Dia Mundial do Vitiligo, criado para conscientizar e minimizar o preconceito sobre a doença que afeta 1% da população mundial e 0,5% da brasileira. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) aproveita a data para discutir os impactos da discriminação sobre essa condição e a importância da informação.

O vitiligo é uma doença não contagiosa caracterizada por perda da coloração da pele, em virtude da destruição dos melanócitos, células que formam a melanina, pigmento que dá cor à pele. Os principais sintomas são manchas brancas pelo corpo. As pessoas que têm essa condição também podem manifestar transtornos psicológicos, como baixa autoestima, pouca qualidade de vida e retração social.

“Os pacientes com vitiligo não costumam se queixar de sintomas físicos, além das manchas. É uma doença em que os sintomas psíquicos provocados pelo preconceito são os que mais preocupam. O paciente precisa ter um acompanhamento médico e psicológico para não deixar as manchas virarem o centro da sua vida, prevenir novas lesões e garantir efeitos positivos nos resultados do tratamento. A família também é muito importante na superação da doença, principalmente na infância”, explica o médico dermatologista Caio Castro, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

As causas da doença ainda não são totalmente conhecidas, mas a genética, exposição solar ou química, alterações autoimunes, condições emocionais de estresse e traumas psicológicos podem desencadear o surgimento ou agravamento do vitiligo.

Além de tentar controlar o estresse, o paciente deve evitar fatores que possam precipitar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes, como usar roupas apertadas, que provoquem atrito ou pressão sobre a pele, e se proteger da exposição solar usando medidas fotoprotetoras (chapéus de aba larga, roupas que cubram áreas do corpo que ficam expostas ao sol, óculos com proteção UVA e UVB e protetor solar).

Ao surgir as primeiras manchas na pele, é necessário procurar um dermatologista associado à SBD (www.sbd.org.br/associados), profissional apto para diagnosticar e realizar o tratamento individualizado da doença. A SBD alerta que quanto antes começar o tratamento, maior é a chance de controlar/interromper a propagação das manchas e repigmentar a pele.

A fototerapia com radiação ultravioleta B banda estreita (UVB-nb), fototerapia com ultravioleta A (PUVA), laser, bem como técnicas cirúrgicas de transplante de melanócitos são alguns dos tratamentos disponíveis. Também existem medicamentos em fase de pesquisas que devem surgir em médio prazo.

Tipos de vitiligo

1) Focal: Poucas lesões pequenas em uma área específica

2) Mucosal: Somente nas mucosas, como lábios e região genital

3) Segmentar: Lesões que se distribuem unilateralmente, ou seja, em apenas uma parte do corpo

4) Acrofacial: Nos dedos e em volta da boca, dos olhos, do ânus e dos genitais

5) Comum: No tórax, abdômen, pernas, nádegas, braços, pescoço, axilas, além das áreas acometidas pela acrofacial

6) Universal: Manchas por quase todo o corpo


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