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15/03/19
A hipertensão arterial está entre as principais causas de insuficiência renal crônica e, se não tratada da maneira correta, pode levar a falência dos rins (Foto: Freepik)
A hipertensão arterial está entre as principais causas de insuficiência renal crônica e, se não tratada da maneira correta, pode levar a falência dos rins (Foto: Freepik)

Prevenção e controle da hipertensão são atitudes essenciais para proteger os rins

15 / mar
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 15/03/2019 às 10:15

Nesta semana de conscientização dos problemas que acometem o rim, especialistas alertam para a prevenção e o diagnóstico precoce da doença renal crônica. No Brasil, o envelhecimento populacional e as doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão e diabetes, são considerados importantes fatores de risco. O Dia Mundial do Rim é sempre lembrado no dia 14 de março.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), das 12 milhões de pessoas com pressão arterial alta no Brasil, 6,6% têm alguma doença renal. A relação entre as duas doenças é muito estreita. A hipertensão pode levar à disfunção do rim, assim como pode ser o resultado da deficiência desse órgão. “Os rins controlam as concentrações de sódio e a quantidade de líquido no corpo. Quando falham e não cumprem com essas funções vitais, a pressão sanguínea pode se elevar”, explica a nefrologista Ângela Santos, diretora Uninefron.

A hipertensão arterial está entre as principais causas de insuficiência renal crônica e, se não tratada da maneira correta, pode levar a falência total do funcionamento renal. Segundo Ângela Santos, os rins são órgãos essenciais à vida. Eles são responsáveis pela eliminação das substâncias tóxicas produzidas pelo metabolismo, controlam a química dos líquidos corporais, eliminando o excesso de ácidos e secretando hormônios.

A doença renal crônica leva a uma redução da capacidade dos rins de remover resíduos e excesso de água no organismo e pode ser classificada em seis estágios, conforme a perda renal. Na maior parte do tempo de evolução, o quadro é assintomático, fazendo com que o diagnóstico seja tardio e o paciente precise passar por hemodiálise.

De acordo com o estudo Saúde Brasil 2018, do Ministério da Saúde, pessoas entre 65 e 74 anos apresentaram, em 2017, a maior taxa de realização de terapia renal substitutiva em relação às demais faixas etárias – 785 para cada grupo de 100 mil pessoas. A maior predominância foi entre homens, com taxa de crescimento anual de 2,2% contra 2% entre o sexo feminino. A raça, cor predominante, é a branca (39,6%), seguida pela parda (36,1%), preta (11,4%), amarela (1,2%) e indígena (0,1%). A maior taxa de pessoas em alguma modalidade de terapia renal substitutiva foi registrada no Sudeste, com 236 pessoas para cada grupo de 100 mil.

Em seguida, estão Centro-Oeste (229 para cada grupo de 100 mil) e Sul (208 para cada grupo de 100 mil). Os índices, segundo o levantamento, aumentaram em todas as regiões do país, sendo 3,9% no Norte, 3,3% no Nordeste, 3,2% no Centro-Oeste, 1,7% no Sudeste e 0,6% no Sul.

O estudo revela ainda que a hemodiálise foi a modalidade de terapia renal substitutiva mais frequente no país entre 2010 e 2017, com média de 93,2% contra 6,8% de diálise peritoneal. Feita por meio de cateter, diariamente, na casa do paciente.
Prevenção Tratar e controlar fatores de risco como diabetes, hipertensão, obesidade, doenças cardiovasculares e tabagismo são citados pelo ministério como as principais formas de prevenir doenças renais. De acordo com a pasta, as chamadas doenças crônicas não transmissíveis respondem por cerca de 36 milhões ou 63% das mortes no mundo. No Brasil, elas responderam por 68,9% de todas as mortes registradas em 2016.

Entre as metas propostas no Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil para 2011-2022 estão: reduzir a taxa de mortalidade prematura (menos de 70 anos) por doença renal crônica em 2% ao ano; deter o crescimento da obesidade em adultos; aumentar a prevalência de atividade física no lazer; aumentar o consumo de frutas e hortaliças e reduzir o consumo médio de sal.

 


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