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28/11/18
Alcachofra pode ser coadjuvante na prevenção e no controle do colesterol alto (Foto: Freepik)
Alcachofra pode ser coadjuvante na prevenção e no controle do colesterol alto (Foto: Freepik)

TV JC: tudo o que você precisa saber sobre o uso de plantas medicinais e fitoterapia

28 / nov
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 28/11/2018 às 15:08

Planta medicinal foi o tema do programa Casa Saudável desta quarta-feira (28). Entrevistamos o farmacêutico Leandro Medeiros, professor do curso de medicina da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), sobre o tema. Entre outros detalhes, ele destacou que as plantas medicinais e os fitoterápicos têm inúmeros benefícios para a saúde, mas também podem causar efeitos colaterais e, por isso, podem ser contraindicados em alguns casos.

Confira:

Saiba mais

O Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, do Ministério da Saúde, completa 10 anos em 2018. Atualmente, 12 fitoterápicos integram a lista da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) do Sistema Único de Saúde (SUS). O programa também visa promover o uso sustentável da biodiversidade, o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional. “Temos gestores e profissionais de saúde de todas as regiões do País para discutir e pensar o cuidado e atendimento do SUS”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Marco Fireman,

Desde a criação do programa, o governo federal investiu R$ 85 milhões em pesquisas, incorporação de fitoterápicos industrializados e insumos, entre outras ações. Em 2017, foram registrados, no SUS, 66.445 atendimentos de fitoterapia, em 1.794 estabelecimentos da Atenção Básica, distribuídos em 1.145 municípios, segundo dados do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB).

Atualmente, o Ministério da Saúde apoia 93 projetos relacionados ao tema, de 78 municípios em 11 Estados. Ao longo desses dez anos, houve a inclusão de 71 espécies de plantas na Relação Nacional de Interesses ao SUS (Renisus), ou seja, que possuem potencial para gerar produtos de interesse ao SUS. Também houve capacitação de profissionais médicos e investimento em sete editais de pesquisa sobre o tema.

Além dessas conquistas, o programa também incluiu 12 fitoterápicos na Rename. São eles: Alcachofra (Cynara scolymus); Aroeira (Schinus terebinthifolius); Babosa (Aloe vera); Cáscara-sagrada (Rhamnus purshiana); Espinheira-santa (Maytenus officinalis); Guaco (Mikania glomerata); Garra-do-diabo (Harpagophytum procumbens); Hortelã (Mentha x piperita); Isoflavona de soja (Glycine max); Plantago (Plantago ovata); Salgueiro (Salix alba); e Unha-de-gato (Uncaria tomentosa).

As plantas medicinas são aquelas que, por meio de seus princípios ativos, ajudam no tratamento de doenças, podendo inclusive curá-las. São a matéria-prima dos medicamentos fitoterápicos, que produzidos em laboratórios podem reunir um ou mais princípios ativos de diversas plantas.


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