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27/11/18
Desafios ligados à prevenção, acesso à testagem e ao tratamento da aids permanecem, mas a boa notícia é que atualmente é possível estar com o vírus indetectável no organismo (Foto: Freepik)
Desafios ligados à prevenção, acesso à testagem e ao tratamento da aids permanecem, mas a boa notícia é que atualmente é possível estar com o vírus indetectável no organismo (Foto: Freepik)

Testagem para HIV é tema de campanha para marcar o 30º Dia Mundial contra a Aids

27 / nov
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 27/11/2018 às 9:50

O dia 1º de dezembro é marcado, em todo o mundo, como um momento para combater o preconceito e o estigma em torno da aids. A data, que completa 30 anos com o tema Conheça seu estado sorológico para o HIV, foi criada em 1988 pelo Programa Global sobre Aids (atual Unaids, sigla para o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids). Passadas três décadas, os desafios ligados à prevenção, acesso à testagem e ao tratamento permanecem, mas a boa notícia é que atualmente é possível estar com o vírus indetectável no organismo – condição alcançada pelas pessoas que vivem com HIV e, graças a medicamentos antirretrovirais, alcançam a chamada “carga viral indetectável”.

Evidências científicas demonstram que, além da melhora na qualidade de vida, a condição de se estar indetectável impede a transmissão do HIV por via sexual. No Brasil, 92% das pessoas em tratamento atingiram a condição de indetectáveis. Ainda há, no entanto, um longo caminho a percorrer, segundo o Unaids. Entre esses desafios, é preciso alcançar as pessoas que vivem com HIV e ainda não conhecem seu estado sorológico.

Com a evolução do tratamento, nem todo mundo que vive com HIV chega a desenvolver a aids (sigla em inglês para síndrome da imunodeficiência adquirida). A infecção pelo HIV não tem cura, mas tem tratamento e pode evitar que a pessoa chegue ao estágio avançado de presença do vírus no organismo, desenvolvendo a síndrome. Ou seja, viver com o HIV não é a mesma coisa do que viver com aids. Há pessoas soropositivas que não têm sintomas nem manifestam a aids, mas podem transmitir o vírus a outras pessoas por relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho na gravidez e a amamentação, quando não há medidas de prevenção. Por isso, é importante a testagem.

O teste de HIV é essencial para expandir o tratamento e garantir que todas as pessoas com HIV possam levar vidas saudáveis e produtivas. Além disso, a testagem também é crucial para alcançar as metas 90–90–90. Ou seja, garantir que 90% da população com o vírus conheça a sua condição sorológica e, entre esse grupo, pelo menos 90% recebam tratamento e, entre eles, 90% se tornem indetectáveis.

Em Pernambuco, tem sido ampliada a distribuição de testes rápidos, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. Em 2015, foram 109.675; em 2016, 381.105; em 2017, 570.320. E este ano, até setembro, foram 536.825 testes. Eles são disponibilizados na Atenção Primária à Saúde, nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em entidades parceiras, como organizações não governamentais.


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