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24/06/18
Para especialistas da nutrição, os resultados de tratamentos podem não ser iguais para todos, e as imagens oferecem risco à saúde por trazer expectativas irreais aos clientes (Foto ilustrativa: Freepik)
Para especialistas da nutrição, os resultados de tratamentos podem não ser iguais para todos, e as imagens oferecem risco à saúde por trazer expectativas irreais aos clientes (Foto ilustrativa: Freepik)

Novo código de ética dos nutricionistas proíbe fotos de ‘antes e depois’

24 / jun
Publicado por Cinthya Leite em Alimentação - 24/06/2018 às 12:14

Estadão Conteúdo

O novo código de ética dos nutricionistas, em vigor desde o dia 4, proibiu o uso das famosas fotos de “antes e depois” – a divulgação de imagens corporais de si ou de clientes, atribuindo os resultados a produtos, equipamentos ou técnicas. O documento anterior era de 2004. Segundo o Conselho Federal dos Nutricionistas (CFN), os tratamentos podem não apresentar o mesmo resultado para todos e as imagens oferecem risco à saúde por trazer expectativas irreais aos clientes.

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Para Fabiana Poltronieri, da Comissão de Ética do CRN-3, a recomendação é evitar até postagens nas redes sociais em que o cliente cita o profissional que fez o tratamento. “A nossa recomendação é que o nutricionista, caso seja marcado em publicações desse tipo, peça que seu nome seja retirado ou que, pelo menos, não deixe nenhuma indicação que possa parecer propaganda ou autopromoção velada.”

À reportagem, profissionais da área disseram que a norma era necessária, mas acreditam que a proibição total pode prejudicar a divulgação do trabalho. A nutricionista Denise Real costumava publicar imagens mostrando a evolução dos seus clientes. Segundo ela, isso não era feito para promoção pessoal, mas como motivação para outras pessoas.

Denise diz que o veto, apesar de correto para coibir abusos eventuais, pode elevar a desinformação. Nas redes sociais, afirma, as pessoas irão atrás de blogueiras ou modelos fitness que usam o “antes e depois” e podem passar informações sem embasamento. O CRN-3 diz que irregularidades podem ser denunciadas.


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