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15/02/18
Ao seguir alterações  feitas no calendário básico de imunização pelo Ministério da Saúde, Recife passa a aplicar uma segunda dose de vacina contra a catapora para crianças entre 4 e 6 anos (Foto: Ashlley Melo/JC Imagem)
Ao seguir alterações feitas no calendário básico de imunização pelo Ministério da Saúde, Recife passa a aplicar uma segunda dose de vacina contra a catapora para crianças entre 4 e 6 anos (Foto: Ashlley Melo/JC Imagem)

Recife passa a oferecer 2ª dose gratuita da vacina contra catapora para crianças de 4 a 6 anos

15 / fev
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 15/02/2018 às 15:06

A Prefeitura do Recife divulga o calendário vacinal do Programa Nacional de Imunização (PNI), que apresenta alterações feitas este ano pelo Ministério da Saúde. Entre as principais mudanças, está a aplicação de uma segunda dose de vacina contra a varicela (catapora) para crianças entre 4 e 6 anos de idade. O objetivo, de acordo com o Ministério da Saúde, é prevenir surtos, sobretudo em escolas e creches, aumentando a proteção desse grupo alvo. A primeira dose continua sendo aplicada aos 15 meses de vida (um ano e três meses de idade).

A mudança é importante porque “a dose única da vacina previne a manifestação grave da catapora, mas há chances do desenvolvimento de formas brandas, especialmente se houver surto em creches e escolas”, esclarece o pediatra Eduardo Jorge da Fonseca Lima, presidente da Sociedade de Pediatria de Pernambuco (Sopepe). Por isso, para evitar as formas brandas e graves de catapora, recomendam-se duas doses da vacina, principalmente em épocas de aumento de casos da doença.

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Em Pernambuco, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, o aumento expressivo dos surtos de varicela (ou catapora) começou a ser identificado em 2016. Foram 304 casos, decorrentes de 42 surtos. Em 2017, foram 315 casos, no Estado, relacionados a 39 surtos – ou seja, quase quatro vezes mais do que o total de casos (92 pacientes diagnosticados) em 2015. Esses números ainda são subestimados (ou seja, o total de adoecimento pelo vírus Varicela zoster é maior do que os dados oficiais), pois as notificações só incluem os casos dos surtos, e não casos isolados.

Sobre a doença

Em crianças, a catapora costuma ser benigna, mesmo assim causa bastante incômodo. É importante não coçar as lesões, já que essa prática pode provocar feridas e desencadear infecção bacteriana. Segundo a SBIM, pneumonia e o comprometimento do sistema nervoso são outras complicações da catapora (felizmente, raras) e podem levar à internação. A doença é transmitida pelo contato com saliva ou secreções respiratórias, lesões de pele e mucosas e objetos contaminados.

A infecção, prevenível por vacina, é causada pelo vírus Varicela zoster (da catapora), é altamente contagiosa e fácil de ser diagnosticada devido às erupções características na pele. Elas surgem como manchinhas vermelhas por todo o corpo, coçam e evoluem para vesículas (bolhas) até nas mucosas (boca e região genital), mas não ao mesmo tempo. Isso faz com que a pessoa apresente erupções em diversas fases: manchas, bolhas e crostas. Também podem ocorrer febre, mal-estar, dor no corpo e na cabeça. Além disso, quando a pessoa se infecta, esse vírus fica “adormecido” no organismo. Embora não vá mais causar catapora, poderá, no futuro, principalmente a partir dos 50 anos, provocar o herpes zóster, mais conhecido como cobreiro.

Outras mudanças do calendário

Também houve alteração no calendário para a vacina meningocócica C conjugada (meningite e meningococcemia), aplicada em adolescentes entre 11 e 14 anos de idade, que receberão um reforço ou dose única, conforme a situação vacinal. Até o ano passado, vacinava-se só a partir dos 12 anos.

Maior campanha do calendário nacional, a vacinação contra gripe terá, neste ano, um cronograma mais longo: começará em 16 de maio e se estenderá até 8 de junho para o grupo prioritário: gestantes, mulheres que acabaram de ter bebês, idosos, crianças entre 6 meses a 4 anos de idade, professores e profissionais de saúde.

Coordenadora do PNI Recife, Elizabeth Azoubel destacou a importância de manter o calendário vacinal em dia, especialmente em relação às crianças. “Tem acontecido um relaxamento por parte dos pais, e isso pode trazer de volta doenças que estão sob controle ou mesmo erradicadas”, destaca.

 


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