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01/01/18
O primeiro bebê de 2018 é uma menina chamada Vilisi Ciri Sovocala, que nasceu às 1h44 no dia de ano-novo em Suva, a capital de Fiji (Foto: Unicef/Chute)
O primeiro bebê de 2018 é uma menina chamada Vilisi Ciri Sovocala, que nasceu às 1h44 no dia de ano-novo em Suva, a capital de Fiji (Foto: Unicef/Chute)

O 1º dia de 2018 registra nascimento de quase 386 mil bebês no mundo, estima Unicef

01 / jan
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 01/01/2018 às 14:41

Quase 386 mil bebês nascerão em todo o mundo neste primeiro dia de 2018, segundo informou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesta segunda-feira (1º/1). Em todo o mundo, estima-se que mais da metade desses nascimentos ocorrerá em nove países:

1) Índia – 69.070

2) China – 44.760

3) Nigéria – 20.210

4) Paquistão – 14.910

5) Indonésia – 13.370

6) Estados Unidos – 11.280

7) República Democrática do Congo – 9.400

8) Etiópia – 9.020

9) Bangladesh – 8.370

Segundo o Unicef, o primeiro bebê de 2018 é uma menina chamada Vilisi Ciri Sovocala, que nasceu às 1h44 no dia de ano-novo em Suva, a capital da ilha de Fiji. Vilisi Ciri Sovocala pesa 3,3 quilos. A sua mãe, Joana Sovocala, deu à luz no Hospital Colonial War Memorial de Suva. Imediatamente após o nascimento, Joana amamentou a filha para protegê-la de doenças. O leite materno contém anticorpos que podem impulsionar o sistema imunológico de um bebê, protegendo-o assim de doenças e da morte.

Primeiro bebê de 2018, Vilisi Ciri Sovocala nasceu com 3,3 quilos (Foto: Unicef/Chute)

No entanto, em todo o mundo, 77 milhões de recém-nascidos (mais da metade) não são colocados no peito na primeira hora após o nascimento. Atrasar o aleitamento materno entre 2 e 23 horas após o nascimento aumenta o risco de morte nos primeiros 28 dias em mais de 40%. As estimativas do Unicef mostram que 47 bebês nascerão, no primeiro dia de 2018, em Fiji, onde um bebê que vem ao mundo este ano deverá viver até 2088, enquanto que uma criança nascida na Austrália provavelmente viverá até 2101.

Mortalidade

Enquanto muitos bebês sobreviverão, alguns não passarão de seu primeiro dia de vida. Em 2016, cerca de 2,6 mil crianças morreram nas primeiras 24 horas após o nascimento, em todos os dias do ano. Para quase 2 milhões de recém-nascidos, a primeira semana também foi sua última. Ao todo, 2,6 milhões de crianças morreram antes do final do primeiro mês. Mais de 80% de todas as mortes de recém-nascidos são em decorrência de causas que poderiam ter sido prevenidas e tratadas, como parto prematuro, complicações durante o parto e infecções como septicemia e pneumonia.

No Brasil

No Brasil, a estimativa é de 7.929 nascimentos para o primeiro dia do ano, segundo o Unicef. Para os bebês que vêm ao mundo este ano no País, a expectativa de vida é de 76 anos.

O Brasil é uma das nações que têm se destacado por reduzir a mortalidade infantil e na infância. A taxa de mortalidade de crianças menores de 1 ano foi reduzida em mais de 25% de 2005 a 2015. No entanto, em 2015, mais de 37,5 mil crianças morreram antes de completar seu primeiro aniversário – na maioria das vezes por causas que poderiam ter sido evitadas, relacionadas ao acesso e à baixa qualidade do pré-natal, à assistência ao parto e ao cuidado neonatal. E as maiores vítimas da mortalidade infantil no País são as crianças indígenas. Elas têm mais que o dobro de chance de morrer antes de completar 1 ano do que as outras crianças brasileiras.

“Para 2018, a resolução do Unicef é ajudar a dar para cada criança mais do que uma hora, mais do que um dia, mais do que um mês; é dar uma vida longa, plena de direitos e oportunidades”, afirmou a especialista em Saúde e HIV do UNICEF no Brasil, Jane Santos. “Pedimos aos governos e parceiros que se juntem à luta para salvar a vida de milhões de crianças, fornecendo soluções comprovadas e de baixo custo. É preciso priorizar a formação continuada dos profissionais, sobretudo das áreas de saúde, educação e assistência social.”

Nas últimas duas décadas, o mundo viu avanços sem precedentes no combate à mortalidade infantil, reduzindo para a metade o número de crianças em todo o mundo que morrem antes do quinto aniversário para 5,6 milhões em 2016. Apesar desses avanços, os progressos para os recém-nascidos foram mais lentos. Os bebês que morrem no primeiro mês representam 46% de todas as mortes entre crianças com menos de 5 anos de idade.

No próximo mês, o Unicef lançará a campanha global Every Child Alive (Toda Criança Viva, em português), a fim de exigir e oferecer soluções de cuidados com a saúde, acessíveis e de qualidade para cada mãe e recém-nascido. Esses incluem um fornecimento constante de água potável e eletricidade nas instalações de saúde, a presença de um atendente de saúde hábil durante o parto, desinfecção do cordão umbilical, amamentação na primeira hora após o nascimento e contato pele a pele entre a mãe e a criança.

De acordo com as estatísticas de expectativa de vida, estamos entrando na era em que todos os recém-nascidos do mundo deveriam ter a oportunidade de ver o século 22. Entretanto, quase metade das crianças que nascerem este ano, provavelmente, não sobreviverá. A expectativa de vida de uma criança nascida na Suécia em janeiro de 2018 atingirá 2101, enquanto, uma criança da Somália provavelmente não viverá além de 2075.


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