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14/04/17
Pesquisado sugere aos adolescentes a uma conduta alimentar livre de produtos industrializados, por conterem excesso de sal, açúcares e gorduras saturadas (Foto ilustrativa: Pixabay)
Pesquisado sugere aos adolescentes a uma conduta alimentar livre de produtos industrializados, por conterem excesso de sal, açúcares e gorduras saturadas (Foto ilustrativa: Pixabay)

Tamanho e condição socioeconômica das famílias influenciam no estado nutricional do adolescente

14 / abr
Publicado por Cinthya Leite em Alimentação - 14/04/2017 às 11:00

Por Fabson Gabriel, da Agência UFPE de notícias

Além das condições socioeconômicas, o tamanho da família reflete na disponibilidade de alimentos, influenciando, assim, no crescimento e no estado nutricional de adolescentes. É o que aponta a dissertação ‘Influência da Mobilidade Social no Estado Nutricional de Adolescentes’, apresentada no Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O estudo aponta que os adolescentes que nasceram e cresceram em ambientes com menor número de pessoas eram 4 cm mais altos do que aqueles que nasceram, cresceram ou permaneceram em famílias com um número elevado de membros.

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De autoria da pós-graduanda Deise Pereira de Lima Oliveira e orientação da professora Marília de Carvalho Lima, a pesquisa coletou os primeiros dados nos anos de 1993 e 1994, em maternidades e centros de saúde, a partir da seleção de um grupo de crianças de seis meses. Em um segundo momento, em 2012, no Hospital Regional de Palmares, os 217 jovens que inicialmente fizeram parte da pesquisa foram reavaliados, já com idades entre 17 e 19 anos, quanto às medidas antropométricas, para medir a altura, condições socioeconômicas e nível de atividade física.

A pesquisa desenvolveu uma abordagem que analisa a trajetória socioeconômica dos sujeitos estudados, denominada mobilidade social. A pesquisadora avaliou a influência que a mobilidade social exerce no estado nutricional de adolescentes do Nordeste brasileiro. “Constatamos a diferença na altura entre meninos e meninas, porém essa diferença é biologicamente determinada, e já era esperada. O grande achado foi a diferença na altura dos adolescentes que viveram a vida toda em famílias menos numerosas, o que pode estar relacionado tanto com a maior disponibilidade de alimentos no domicilio quanto à maior oferta de cuidados maternos”, analisa Deise.

Como sugestão para reverter o quadro de deficiência nutricional, a pesquisadora Deise Lima incentiva os adolescentes a uma conduta alimentar livre de produtos industrializados, por conterem excesso de sal, açúcares e gorduras saturadas. “Uma alimentação ideal seria aquela que priorizasse os alimentos na sua forma mais natural possível, com presença consistente e diária de vegetais, como frutas, legumes e verduras, além de proteínas de boa qualidade, como carnes, peixes, ovos e leite para garantir um crescimento adequado” destaca.

O estudo, segundo a pesquisadora, pode contribuir para subsidiar a formulação e a implementação de políticas de enfrentamento dos problemas de saúde publica relacionados à nutrição.

Grupos

Os adolescentes e suas respectivas famílias foram estudados por meio de entrevistas e questionários estruturados, contendo questões fechadas e a equipe de pesquisa foi dividida em três grupos, para as etapas de busca pelos adolescentes, entrevistas e medição do peso. A busca pelos adolescentes e familiares ocorreu nos municípios de Água Preta, Catende, Ribeirão, Palmares e Joaquim Nabuco, localizados na Zona da Mata meridional de Pernambuco, onde se realizou a coleta de dados.

Para o levantamento, considerou-se grande a família com quatro ou mais integrantes; sendo tidas como pequenas as que contavam com menos de quatro membros. O nível de atividade física dos adolescentes foi avaliado através da versão curta do Questionário Internacional de Atividades Físicas (IPAQ), que classifica de acordo com a intensidade da prática da atividade física (leve, moderada ou intensa).


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