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29/03/17
Cinthya Leite (à esquerda), repórter do Jornal do Commercio e editora do Casa Saudável, publicou diversas matérias sobre o zika e a microcefalia ao longo destes quase dois anos (Foto André Nery / JC Imagem)
Cinthya Leite (à esquerda), repórter do Jornal do Commercio e editora do Casa Saudável, publicou diversas matérias sobre o zika e a microcefalia ao longo destes quase dois anos (Foto André Nery / JC Imagem)

Cinthya Leite é uma das autoras de livro sobre o zika lançado pelo Ministério da Saúde

29 / mar
Publicado por Malu Silveira em Aedes aegypti - 29/03/2017 às 16:19

O Ministério da Saúde (MS) lançou nesta terça-feira (28) a publicação ‘Vírus Zika no Brasil: a resposta do SUS’, coletânea que reúne em sete capítulos a experiência de um ano de trabalho intensivo no Sistema Único de Saúde (SUS) para identificar a causa do surto de microcefalia que atingiu o País a partir dos últimos meses de 2015. Entre os 33 autores que contribuíram com a publicação, está a jornalista Cinthya Leite, editora do Casa Saudável e repórter do Jornal do Commercio (JC). Desde outubro de 2015, quando os primeiros casos suspeitos da máformação congênita foram notificados, Cinthya cobriu as principais descobertas da medicina sobre o assunto, trazendo à tona informações relevantes para a comunidade científica e sociedade em geral.

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Com cerca de 150 páginas e organizado em sete capítulos, o livro mostra os esforços para saber a origem do agravo, associado ao vírus zika, e suas consequências. Com o aprofundamento das investigações foi possível expandir o diagnóstico para alterações do Sistema Nervoso Central dos bebês diagnosticados com a síndrome congênita do zika vírus, além de abordar os cuidados paliativos para oferecer mais qualidade de vida às crianças, suas mães e familiares. “Foi muito importante ter registrado, neste livro organizado pelo Ministério da Saúde, como o olhar do jornalismo científico em saúde ajudou a me tornar uma profissional mais sensível para investigar e divulgar os primeiros casos de microcefalia associada ao zika”, ressalta Cinthya.

Em um ano de surto de microcefalia e outras malformações atribuídas ao vírus Zika, os cientistas do Brasil e do mundo aprenderam muito. Foi um volume de conhecimento semelhante ao de três ou quatro décadas de estudos. Nunca se publicou tanto. As publicações não apenas se restringiram à comunidade científica. Meios de comunicação de todo o mundo produziram diversos conteúdos jornalísticos sobre o tema. E no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC). “O trabalho responsável que temos realizado no SJCC ajuda a transmitir para a população da forma mais fiel possível o que os pesquisadores descobrem em laboratórios sobre um vírus que ainda carrega tantas incertezas”, reforça a repórter, responsável pelas principais coberturas de saúde na editoria de Cidades do Jornal do Commercio (JC).

Para o secretário de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, Adeilson Cavalcante, as causas para os agravos causados pelo vírus zika no Brasil devem ser aprofundadas. “Pouco mais de um ano após outubro de 2015, quando foi feita a primeira notificação de caso, não sabemos por que o vírus zika teve esse perfil tão cruel no Brasil, diferente de outros países, mesmo da América Latina, que registraram um número bem inferior de casos de microcefalia associada ao vírus. Sabemos que outras causas devem estar relacionadas ao vírus zika para provocar o cenário diferenciado ocorrido no Brasil. E, mais ainda, no interior da região Nordeste”, reforça.

A versão eletrônica, já disponível para leitura, também terão uma edição impressa editada em português e inglês.


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