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Dia Mundial da Fibrose Pulmonar Idiopática: data orienta sobre doença desconhecida

06 / set
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 06/09/2016 às 17:00

Imagem de homem tossindo (Foto: Reprodução / Internet)
Pesquisa apontou que menos de 5% dos entrevistados têm algum conhecimento sobre a fibrose pulmonar idiopática, doença rara e sem cura (Foto: Reprodução / Internet)

Muito provavelmente você desconhece o termo fibrose pulmonar idiopática (FPI), mas a expressão se trata de uma doença grave e sem cura que causa cicatrizes permanentes no pulmão, resultando na falha desse órgão vital. Uma pesquisa conduzida pela Ibope Inteligência e encomendada pela farmacêutica Boehringer Ingelhein apontou que menos de 5% dos entrevistados têm algum conhecimento sobre a condição. Nesta quarta-feira (7), é celebrado o Dia Mundial da FPI, data designada para conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico e tratamento da doença.

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A pesquisa Panorama da Saúde Respiratória do Brasileiro, realizada entre maio e junho de 2015, consultou 2.010 pessoas de diferentes classes, gêneros e localidades do País. Com o objetivo principal de levantar informações sobre o conhecimento da população brasileira em doenças respiratórias, suas percepções sobre sintomas, tratamentos e impacto nas atividades de rotina. “Na verdade, a fibrose pulmonar idiopática é uma doença sem causa conhecida, por isso o termo ‘idiopática’. Porém há fatores de risco, como tabagismo, exposição prolongada a contaminantes ambientais e infecções pulmonares virais ou bacterianas. Menos de 5% dos casos são hereditários”, explica o pneumologista Adalberto Sperb Rubin, da Santa Casa de Porto Alegre.

O levantamento demonstrou que 96% dos entrevistados afirmam não saber nada ou conhecer pouco sobre a doença. Para a parcela de respondentes que disse ter algum conhecimento, foi questionada qual seria a causa de FPI e a maioria afirmou ser o tabagismo (56%), seguido de infecções (40%) e poluentes (38%).

Dos entrevistados que informaram conhecer a doença os sintomas mais citados são, principalmente, o cansaço (62%), a falta de ar (61%) e a tosse seca (45%). “Esses são os principais sintomas de FPI, porém existem indícios que são menos comuns, como, por exemplo, deformação na ponta dos dedos, que ficam parecidos com baquetas de um tambor, devido ao tempo prolongado de falta de oxigenação. É importante ressaltar que assim que os primeiros sintomas sejam identificados é muito importante procurar um especialista, fazer o diagnóstico o mais cedo possível e iniciar o tratamento que pode desacelerar a perda de função do pulmão”, explica Rubin.

“A falta de conhecimento, apontada pela pesquisa, é um sinal preocupante, principalmente entre pessoas com mais de 50 anos. É de extrema importância que a população saiba mais sobre doenças como a FPI, tendo consciência que falta de ar e tosse seca podem ser indícios da enfermidade e procurem imediatamente um pneumologista caso apresentem esses sintomas. O diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para o paciente com a doença”, finaliza o especialista.

Sobre a doença

A FPI é uma doença de causa desconhecida (idiopática), progressiva, crônica e rara que afeta os pulmões. Embora os sintomas típicos da doença, como falta de ar e tosse crônica seca, sejam evolutivos, na fase inicial da doença estes são comumente confundidos com o envelhecimento, doenças cardíacas, enfisema pulmonar, bronquite crônica ou outras doenças inflamatórias do pulmão.

O tempo médio para o diagnóstico é de um a dois anos após o início dos sintomas. O problema é que cerca de 50% dos pacientes são diagnosticados erroneamente. Por isso, a principal recomendação é procurar um médico pneumologista assim que os sintomas característicos da FPI forem percebidos. As principais técnicas que possibilitam o diagnóstico da doença são: histórico médico, exame físico, resultado de uma tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR) e, em alguns casos, uma biópsia de pulmão.


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