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Pesquisa aponta que romã pode ajudar a prevenir doenças como Alzheimer

01 / set
Publicado por Cinthya Leite em Alimentação - 01/09/2016 às 16:45

Imagem do romã (Foto: Divulgação)
Casca da romã possivelmente apresenta efeito neuroprotetor que pode ajudar a prevenir Alzheimer e outras doenças (Foto: Divulgação)

Uma pesquisa do doutorado em Ciência e Tecnologia de Alimentos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), apontou que a casca do fruto da romã é fonte de compostos antioxidantes que podem trazer benefícios à saúde. Outro dado importante é que os animais tratados que ingeriram a fruta apresentaram níveis de substâncias que favorecem a sobrevivência dos neurônios e foram capazes de reduzir placas amiloides, uma das principais características da doença de Alzheimer. Além disso, os animais que consumiram a romã apresentaram uma manutenção da memória, o que não acontecia nos animais que não eram tratados com a romã, o que indica que a casca da fruta possivelmente apresenta um efeito neuroprotetor para a doença.

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A pesquisa é de Maressa Caldeira Morzelle, que iniciou o estudo para apurar se micropartículas à base da casca de romã apresentava tal efeito.  Orientada pela professora Jocelem Mastrodi Salgado, do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição, Maressa continuou o trabalho que sua orientadora havia começado, quando detectou que a casca da romã apresenta maior quantidade de compostos bioativos e atividade antioxidante do que sua polpa. Os compostos contribuem para o bom funcionamento do organismo e prevenção de doenças e reduz as reações de degradação oxidativa.

“Precisamos destacar que é preciso muita cautela ao extrapolar estes resultados para humanos. Os resultados obtidos na pesquisa em camundongos foram melhores do que imaginávamos, mas ainda existe um longo caminho na pesquisa, para que possamos transferir estes dados aos seres humanos”, ressaltou a pesquisadora. Maressa também observou que o extrato da casca é capaz de inibir a enzima acetilcolinesterase, e essa inibição é a ação de medicamentos utilizados para a doença de Alzheimer. “Essa enzima prejudica o sistema colinérgico por meio da degradação de um neurotransmissor”, explica.

A casca da fruta apresentou valor de 95% superior de compostos fenólicos, principais responsáveis pela atividade antioxidante em relação à polpa. Foi verificado, em relação ao estudo com os animais, que o consumo do extrato da casca da romã foi capaz de inibir a atividade da enzima acetilcolinesterase em até 77%.

A pesquisa foi desenvolvida no Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da ESALQ, e no Departamento de Ciências Fisiológicas, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Além de Maressa e da prof.ª Jocelem, participaram do trabalho os pesquisadores prof.ª Tânia Araújo Viel – co-orientadora (Escola de Artes, Ciências e Humanidades/USP) e o prof. Hudson Buck (Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo). O estudo foi desenvolvido com bolsa de doutorado da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).


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