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16/04/16
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H1N1: Vacina contra gripe pode oferecer proteção contra pneumonia na infância

16 / abr
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 16/04/2016 às 19:52

Em 2016, Pernambuco tem como meta vacinar contra H1N1 e outros vírus da gripe 628.638 crianças de 6 meses a menores de 5 anos (Foto: Guga Matos/JC Imagem)
Em 2016, Pernambuco tem como meta vacinar contra H1N1 e outros vírus da gripe, pelo menos, 80% do universo formado por 628.638 crianças de 6 meses a menores de 5 anos (Foto: Guga Matos/JC Imagem)

A vacina contra H1N1 e outros vírus da gripe também é valiosa para oferecer proteção contra pneumonia na infância, segundo mostra a tese de doutorado do pediatra Eduardo Jorge da Fonseca Lima, presidente da Sociedade de Pediatria de Pernambuco. “A conclusão é que a chance de internamento por pneumonia foi 3,7 vezes maior nas crianças menores de 2 anos que não tinham tomado a vacina de gripe, quando comparadas com as que tinham se imunizado”, destaca o pediatra, que é coordenador-geral das residências médicas do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), em Pernambuco.

Ele vê o vírus influenza como um agente que pode facilitar a infecção bacteriana. “A infecção pelo influenza destrói a defesa e favorece uma bactéria, especialmente o pneumococo”, ressalta Eduardo Jorge.

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 1,2 bilhões de pessoas apresentam risco elevado para complicações da influenza (popularmente conhecida como gripe). Dentro desse universo, 140 milhões são crianças. Outros 700 milhões são crianças e adultos com doença crônica mais 385 milhões de idosos acima de 65 anos de idade.

No Brasil, a partir da introdução da vacina para crianças de 6 meses a menores de 5 anos, observou-se redução significativa no percentual de casos graves de gripe nessa faixa etária, em comparação com o ocorrido durante a pandemia de 2009 (Foto: Clemilson Campos/Acervo JC Imagem)
No Brasil, a partir da introdução da vacina contra gripe para crianças de 6 meses a menores de 5 anos, observou-se redução significativa no percentual de casos graves da doença nessa faixa etária, em comparação com o ocorrido durante a pandemia de H1N1, em 2009 (Foto: Clemilson Campos/Acervo JC Imagem)

Até 2 de abril, dos 10 pacientes que apresentaram complicações graves provocadas pelo H1N1 em Pernambuco este ano, nove são crianças. Sete delas têm menos de 2 anos, uma tem 2 anos e outra tem 5 anos. Todas apresentaram a síndrome respiratória aguda grave (SRAG), conhecida como a forma mais grave de gripe. “Ainda há mais um caso de paciente com menos de dois anos que apresentou SRAG, mas a análise laboratorial não conseguiu reconhecer o subtipo do vírus. Verificou-se que era influenza A, mas não deu para identificar o subtipo: H1N1 ou H3N2, por exemplo”, explica a sanitarista Ana Antunes, gerente de Vigilância Epidemiológica das Doenças Imunopreveníveis da Secretaria Estadual de Saúde (SES). “Todos esses casos já tiveram alta hospitalar.”

Esse recorte que evidencia a concentração dos casos graves de gripe em crianças acende o alerta para a importância da prevenção da gripe por meio da vacinação, como também a necessidade de cuidado reforçado e precoce diante de quadros gripais, especialmente na população com menos de 2 anos. Trata-se de um grupo em que o H1N1, em vez de causar síndrome gripal, pode se apresentar de forma mais agressiva. “Isso reforça a importância da vacina nessa população. Crianças que têm complicações por causa da influenza provavelmente não foram imunizadas”, diz Eduardo Jorge.

"A infecção pelo influenza destrói a defesa e favorece uma bactéria, especialmente o pneumococo", ressalta o pediatra Eduardo Jorge (Foto: Guga Matos/JC Imagem)
“A infecção pelo influenza destrói a defesa e favorece uma bactéria, especialmente o pneumococo”, ressalta o pediatra Eduardo Jorge (Foto: Guga Matos/JC Imagem)

No ano passado, o Recife e o Estado atingiram a meta geral da campanha de vacinação contra influenza (para se quebrar a cadeia de transmissão dos vírus da gripe, recomenda-se que 80% do público-alvo sejam vacinados). O detalhe é que, entre as crianças de 6 meses a menores de 5 anos, a cobertura vacinal para influenza só chegou a 68,9%, em 2015, no Recife.

“As crianças realmente são vistas como prioridade para a vacinação, pois podem manter a transmissão dos vírus quando não imunizadas. Os outros grupos também não devem relaxar. Nosso foco agora é sensibilizar essa população a participar da campanha de vacinação”, esclarece Ana Antunes.

Infográfico gripe - H1N1 (dados até 2/4/16)


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