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Loló pode provocar parada cardíaca. Especialista alerta sobre perigos da droga

22 / jan
Publicado por Malu Silveira em Blog - 22/01/2016 às 9:00

Imagem de lata de cerveja (Foto: Free Images)
Substância, muito usada durante o Carnaval, é colocada, geralmente, dentro de latas de cerveja e inalada pela boca ou nariz (Foto: Free Images)

Durante o Carnaval, é comum o aumento do uso do álcool e outras drogas. Uma das mais consumidas no período é o conhecido ‘loló’, um solvente usado como inalante que pode causar diversos efeitos colaterais. A substância proibida é uma mistura de benzina, clorofórmio, éter e essência perfumada – todas consideradas cancerígenas. Pelo efeito rápido, o loló parece inofensivo, mas a droga destrói células do cérebro e acelera a frequência cardíaca do usuário, podendo causar parada cardíaca e levar à morte.

Segundo o cardiologista Tomás Mesquita, do Hospital Jayme da Fonte, a frequência cardíaca normal para jovens entre 15 e 20 anos é de 60 bpm (batimentos por minuto), chegando ao máximo de 90 bpm. Com o loló, a frequência pode chegar até 180 batimentos por minuto. “Uma frequência de 180 bpm é um sinal de alerta e perigo de morte. Há situações em que é possível atingir este número sem que isso represente um risco para a saúde, por exemplo, quando você está malhando. Porém, a situação é completamente diferente quando o corpo não está em atividade de preparação e sofre uma alteração repentina desta freqüência, podendo levar a parada cardíaca”, diz o especialista.

Logo após a inalação da droga, é comum a sensação de formigamento nas mãos e no rosto, zumbido nos ouvidos, sintomas acompanhados de uma grande sensação de felicidade, vontade de rir e alucinações. Após o efeito, o saldo são náuseas, depressão, dores de cabeça e mal estar. O pior: o loló tem seu efeito potencializado quando é consumido juntamente com bebidas alcoólicas. “Engana-se quem pensa que o resultado do uso do loló fica apenas no mal estar. A droga tem efeitos muito mais devastadores no organismo. A recomendação é evitar a droga em qualquer hipótese”, finaliza o médico.


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