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Idalina-metodo-Supera-235
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Conheça a ginástica cerebral, método que desenvolve as habilidades do cérebro

17 / nov
Publicado por Cinthya Leite em Bem-estar - 17/11/2015 às 10:04

Imagem da psicóloga Idalina Assunção, gestora da unidade Madalena do Método Supera (Foto: Free Images)
Para a psicóloga Idalina Assunção, ginástica cerebral tira o cérebro da zona de conforto, desenvolvendo habilidades matemáticas, raciocínio e também os relacionamentos com as outras pessoas (Fotos: Malu Silveira / NE10)

Você já se imaginou realizando ações esquisitas, como tomar banho com a luz apagada ou trocar de roupa com os olhos fechados? Pois saiba que elas podem até ser estranhas, mas têm uma função importantíssima na nossa rotina. Esses exercícios são, na verdade, atividades neuróbicas que ativam novas conexões sinápticas e potencializam as habilidades do cérebro. É a chamada ginástica cerebral. Sim, ela existe. E pode ser transformadora.

O principal objetivo é tirar o cérebro da tão agradável zona de conforto. Novidade, variedade e desafio crescente são algumas das características dessa ginástica no mínimo diferente. “O cérebro é muito inteligente, porém preguiçoso demais. Quando você começa a realizar as atividades, cria fios de conexão e adquire mais potência. É simples: se você exercita, você tem mais força cerebral”, explica a psicóloga Idalina Assunção, gestora da unidade Madalena, na Zona Norte do Recife, do Método Supera, empresa brasileira dedicada ao desenvolvimento das capacidades do cérebro e à saúde mental.

A técnica de ginástica cerebral vem ganhando cada vez mais participantes entusiasmados. Desde crianças inseridas no aprendizado pelos pais, que desejam que os pequenos desenvolvam todo o potencial, passando pelos jovens que querem garantir um bom desempenho no vestibular, aos concurseiros e adultos que focam na vida profissional, até chegar naqueles que atingiram a terceira idade. Estes encontram nas atividades neuróbicas e demais dinâmicas do método uma forma de garantir uma mente saudável e retardar ou prevenir doenças neurológicas, a exemplo do Alzheimer. Há também os pequenos com déficit de atenção, TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), Síndrome do Pensamento Acelerado ou comprometimento neurológico em decorrência de acidentes e falta de oxigenação do cérebro no momento do parto.

Nas classes, preenchidas com até 12 pessoas, os alunos aprendem a estimular o cérebro através de atividades variadas. Desde os jogos educativos, as apostilas didáticas, as dinâmicas em grupo e os vídeos informativos até os exercícios com o ábaco, um instrumento milenar de cálculo. A ferramenta serve não só para desenvolver a concentração, mas também a velocidade do pensamento e as habilidades matemáticas. “O estímulo, como um todo, vai fazer com que a pessoa ganhe desenvolvimento cognitivo, porque a gente está trabalhando com as duas habilidades, os dois lados do cérebro. É um estímulo que você vai, gradativamente, desenvolvendo o cérebro”, ressalta a psicóloga.

E não tem essa de apenas nivelar desempenhos, já que cada pessoa chega à classe em um momento diferente. A ideia é criar um contexto no qual o aluno, independente da idade, crie hábitos de exercitar o cérebro no dia a dia, sempre com o cuidado de não realizar nenhuma atividade agressiva e esgotar o órgão. É o caso de Socorro Araújo, 80 anos, uma das mais antigas alunas da unidade. “A minha rotina mudou demais. Somou e multiplicou. Eu saio com mais lembranças, o relacionamento com as outras pessoas é muito melhor, ajuda demais”, conta a aposentada que, além da ginástica cerebral, ainda arruma tempo para aulas de hidroginástica, classes de computação, canto de coral e trabalhos com artesanato.

Imagem da pedagoga Fátima Garibaldi, aluna das classes de ginástica cerebral (Foto: Malu Silveira / NE10)
Para a pedagoga Fátima Garibaldi, a ginástica cerebral a ajudou a sair do piloto automático

 A experiência é parecida com a pedagoga aposentada Fátima Garibaldi,  62 anos. Sempre interessada nos assuntos relacionados à área da  educação, o método logo chamou sua atenção. “Eu comecei a me preocupar porque tenho histórico de Alzheimer na família e já vinha tendo uns momentos de esquecimento. Conviver com os exercícios deixa a pessoa muito mais ligada. Comecei a criar estratégias para não me angustiar diante do esquecimento e por isso mesmo esqueço menos, mantenho ativa toda a parte motora e de raciocínio, além de ter melhorado a parte social. Sem dúvidas, foi uma das melhores coisas que já fiz”, comemora.

 E se engana quem pensa que o método é focado apenas no desenvolvimento das habilidades matemáticas. Muito mais do que o raciocínio lógico, as atividades neuróbicas aprimoram a inteligência emocional. Nos mais novos, personalidades em formação. Por isso a importância de trabalhar também conceitos éticos. “Inteligência emocional é uma necessidade. Quando a criança é muito pequena, não tem ideia do que significa isso. A pessoa só vem a ter dimensão de que está comprometida quando é adulta e não consegue se relacionar. Por isso, nas crianças a gente ensina, principalmente, a perder. É inacreditável a quantidade de crianças que não sabem perder. Dessa forma elas se transformam em adultos intolerantes e com dificuldades de relacionamento e isso é muito sério”, ressalta Idalina.

Nos mais velhos, o foco é trabalhar também autoestima e relacionamento interpessoal. Assim como, claro, também retardar ou prevenir as doenças neurológicas. “Eu sempre estimulo os alunos a fazerem muitas coisas diferentes, como tirar férias em uma época do ano diferente e viajar para um local novo, anotar datas de aniversário, fotografar os registros. Comemorar os momentos. Digo que eles têm que ter muitas histórias para contar aos netos, pois a gente corre o risco de passar pela vida com um livro de um capítulo só. Ou o mais grave: de uma página só”, alerta.


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