publicidade
29/08/15
idoso-235
idoso-235

Pesquisa aponta novos dados sobre saúde de idosos no Nordeste e restante do Brasil

29 / ago
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 29/08/2015 às 12:00

Imagem de idoso (Foto: Free Images)
Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013 trouxe novos dados sobre o acesso à saúde para idosos no Nordeste e em outras regiões do País (Foto: Free Images)

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013 apontaram um novo retrato do idoso no Nordeste e outras regiões do País. Do total de indivíduos de 60 anos ou mais de idade, estimada em 13,2% da população brasileira, 28,7% foi diagnosticada com catarata, com maiores proporções para o Centro-Oeste (33,7) e Nordeste (31,9). Do total de diagnosticados no Brasil, 72,7% tiveram indicação de cirurgia e a realizaram: 47,6% usaram o Sistema Único de Saúde (SUS) e 37,9% foram cobertas por plano de saúde – do total, 66,5% dos que tiveram indicação de cirurgia no Nordeste realizaram o procedimento. Já 27,7% das pessoas de 60 anos ou mais de idade, que tiveram indicação de cirurgia de catarata, não realizaram a cirurgia.

LEIA TAMBÉM:
» Oito em cada dez idosos precisam de ajuda para realizar tarefas, diz IBGE

Em 2014 foram realizadas 469.820 cirurgias de catarata em maiores de 60 anos, e 185.598 em 2015. A cirurgia de catarata faz parte do rol de procedimentos das Cirurgias Eletivas (marcadas com antecedência) do SUS. Entre 2010 e junho de 2015, o Ministério da Saúde afirmou ter disponibilizado R$ 1,7 bilhão aos estados e municípios para a realização desses procedimentos, que incluem também ortopedia e outras áreas que vão variar de acordo com as necessidades de cada estado, como cirurgias vasculares e urológicas.

Considerado um dos grupos de mais riscos de desenvolver complicações causadas pela gripe, os idosos também têm buscado o SUS, através do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, para a vacinação. Nos 12 meses anteriores à realização da PNS 2013, 73,1% dos brasileiros de 60 anos ou mais de idade tomaram a vacina contra a gripe. O Nordeste foi a região que registrou a menor proporção (69,4%), enquanto as Regiões Centro-Oeste e Sul apresentaram as maiores proporções desse indicador (77,1% e 77,9%, respectivamente).

A primeira campanha de vacinação do idoso contra gripe foi em 1999, contemplando a população acima de 65 anos. A partir de 2010, a vacinação foi ampliada para pessoas a partir de 60 anos. A adesão dos idosos à campanha de vacinação contra gripe aumenta ao longo dos anos. Em 2010, 15,3 milhões de pessoas acima de 60 anos receberam a vacina, o que representa 79,07% das pessoas que formavam esse público. Em 2014, foram vacinadas 17,9 milhões de pessoas acima de 60 anos, 86,7% do público-alvo. Em 2014, o investimento foi de R$ 469,2 milhões para aquisição de 53,5 milhões doses.

“As projeções populacionais do Brasil evidenciam o avanço do envelhecimento da população, o que exige uma adequação do sistema da saúde para receber essa população. Por isso, a Pesquisa Nacional de Saúde investigou alguns fatores relacionados à saúde das pessoas de 60 anos ou mais de idade. Os resultados irão auxiliar o Ministério da Saúde a traçar suas políticas públicas para os próximos anos”, ressalta o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

O terceiro volume da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) foi realizado em 64 mil domicílios em 1.600 municípios de todo o País entre agosto de 2013 e fevereiro de 2014. Para os dados antropométricos e pressão arterial, um morador foi selecionado; para Saúde da mulher, foram aquelas de 18 anos ou mais e para Saúde das crianças de menos de dois anos de idade, a mãe respondeu. Durante o levantamento, foram coletadas informações sobre toda a família a partir de entrevistas válidas para 205 mil indivíduos em domicílio, escolhidos por meio de sorteio entre os moradores da residência para responder ao questionário.

EXPECTATIVA DE VIDA

O ministro da Saúde destacou, durante a divulgação dos dados do PNS 2013, que a expectativa do brasileiro passou de 62,7 para 73,9 anos entre 1980 e 2013, um crescimento real de 11,2 anos. “Esse aumento se deve às medidas de combate à desnutrição, redução da mortalidade materna e infantil, ampliação do acesso a vacinas e medicamentos gratuitos, entre outras ações promovidas pelo governo federal em parceria com estados e municípios”, defende o ministro.


FECHAR