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21/08/15
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Novo retrato da obesidade mostra que brasileiras precisam fazer as pazes com a balança

21 / ago
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 21/08/2015 às 17:02

A explicação para uma silhueta mais rechonchuda entre as mulheres está basicamente no estilo de vida maléfico (Foto: Free Images)
A explicação para uma silhueta mais rechonchuda entre as mulheres está basicamente no estilo de vida maléfico (Foto: Free Images)

Um novo retrato da obesidade no Brasil foi apresentado nesta sexta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revelou os achados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). Um dado do estudo, feito em parceria com o Ministério da Saúde, chama a atenção: uma em cada quatro brasileiras (24,4%) com mais de 18 anos é obesa – ou seja, têm índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 30. O IMC normal é até 24,9.

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Para o chefe do Serviço de Cirurgia-Geral do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Álvaro Ferraz, o recorte da pesquisa que chama atenção para o fato de as mulheres terem mais dor de cabeça ao encarar a balança não causa surpresa. “Cerca de 70% dos meus pacientes, nos serviços público e privado, que se submetem à cirurgia bariátrica para tratamento da obesidade são mulheres”, diz Álvaro, que já realizou mais de três mil procedimentos desse tipo.

A explicação para uma silhueta mais rechonchuda entre as mulheres está basicamente no estilo de vida maléfico. “Elas estão acumulando, cada vez mais, muitas responsabilidades e, dessa maneira, deixam um pouco de lado hábitos saudáveis, como a prática de exercícios físicos”, diz Álvaro.

"Cerca de 70% dos meus pacientes, nos serviços público e privado, que se submetem à cirurgia bariátrica para tratamento da obesidade são mulheres", diz Álvaro Ferraz (Foto: Guga Matos/JC Imagem)
“Cerca de 70% dos meus pacientes, nos serviços público e privado, que se submetem à cirurgia bariátrica para tratamento da obesidade são mulheres”, diz Álvaro Ferraz (Foto: Guga Matos/JC Imagem)

O médico também explica que, quando encaramos a balança, nós temos mais dor de cabeça do que os homens, porque somos desfavorecidas em relação às condições hormonais. “A influência dos hormônios nas mulheres também contribui para o acúmulo de gordura e a retenção de líquido.”

Se tudo isso não bastasse, o acúmulo de gordura abdominal, segundo a pesquisa do IBGE, também é mais frequente no sexo feminino: atinge 52,1% das mulheres e 21,8% dos homens. “É um tipo de gordura que preocupa porque aumenta muito o risco de aparecimento de doenças cardiovasculares”, explica Álvaro Ferraz.

Em suma, fica o recado: nós, mulheres, precisamos repensar os nossos hábitos. Repensar a nossa rotina e priorizar tarefas talvez sejam passos valiosos que nos estimulem a começar a ter uma agenda que priorize atividade física e um cardápio mais saudável.


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