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22/04/15

Virose deve ser notificada como dengue, recomenda Governo de Pernambuco

22 / abr
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 22/04/2015 às 14:32

Secretaria de Saúde de Pernambuco está realizando investigação dos casos atípicos da doença (Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem)
Secretaria de Saúde de Pernambuco está realizando investigação dos casos atípicos de dengue (Foto: Divulgação)

Os pacientes que chegarem às unidades de saúde com manchas avermelhadas na pele, acompanhadas ou não de febre e outros sintomas, deverão ser notificados como casos suspeitos de dengue, assim como aqueles que possuem a sintomatologia clássica da doença. Essa determinação da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES) está sendo encaminhada, nesta semana, a todas as secretarias municipais de Saúde e também às unidades de saúde de todo o Estado. O objetivo é auxiliar no tratamento dos pacientes, divulgando os sinais de alerta da dengue e a necessidade de hidratação.

>> Leia também: Eis a dúvida de muita gente: é dengue ou virose?

“Os doentes precisam ir a uma unidade básica de saúde para que seja iniciado o tratamento, a fim de evitar que a doença se agrave. Além disso, a notificação do caso é obrigatória em todo o serviço de saúde e ajuda a orientar as ações de campo para evitar que novos casos ocorram e para nortear as investigações que estão sendo realizadas pela Secretaria de Saúde de Pernambuco”, diz a coordenadora do Programa de Controle da Dengue da SES, Claudenice Pontes.

Desde janeiro, o Estado vem verificando, em todas as regiões, casos atípicos de doença com manchas avermelhadas na pele que não se enquadra nas definições preconizadas pelo Ministério da Saúde para dengue e outras doenças de notificação obrigatória. Contudo, até o momento, pelas amostras analisadas pelo Lacen-PE, laboratório de referência estadual, foram confirmados apenas casos de dengue.

“Apesar da presença de edema articular em alguns casos, esse sintoma desaparece rapidamente, o que descarta a possibilidade de chicungunha, que apresenta dores mais fortes e que podem durar meses”, avisa Claudenice. Ela lembrando que ainda não há caso autóctone de chicungunha em Pernambuco.


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