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12/04/15

Úlceras oculares podem prejudicar a visão, alerta especialista

12 / abr
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 12/04/2015 às 6:00

Olho (Foto: Free Images)
As úlceras oculares têm como principais sintomas coceira, ardência e vermelhidão. Se o problema não for tratado, pode causar lesões ainda mais graves (Foto: Free Images)

Assim como a pele, os olhos também sofrem com lesões causadas por bactérias, fungos ou vírus, que podem causar úlceras oculares, cujos principais sintomas são coceira, ardência e vermelhidão. Especialistas alertam que o problema precisa ser tratado adequadamente para evitar lesões ainda mais graves em outras partes dos olhos.

A úlcera da córnea, que é a mais conhecida, é caracterizada pela destruição do tecido da córnea ou uma lesão que deixa essa área sem epitélio na sua camada externa de cobertura. “Denominamos úlceras qualquer infecção na córnea. São problemas que precisam ser tratados adequadamente, a fim de que não evoluam para outras partes do olho e não ocasionar quadros ainda mais graves”, alerta o oftalmologista Lúcio Maranhão, do Hospital de Olhos de Pernambuco (Hope).

Os agentes causadores da doença são os mais diversos e incluem desde defeitos no filme lacrimal pré-ocular a doenças sistêmicas como a diabetes. Hábitos inadequados de higiene também podem desencadear úlceras oculares. “Quem coça muito os olhos, por exemplo, pode quebrar a barreira de proteção do epitélio ocular e causar uma lesão. Outros fatores também são a blefarite, que é a inflamação das pálpebras, a presença de um corpo estranho no olho e o uso descuidado, com falta de higienização adequada, de lentes de contato”, esclarece. Idosos, que têm um epitélio já mais frágil, também estão mais propensos à doença.

Os tratamentos variam de acordo com o tipo e gravidade da doença. Geralmente, o especialista faz a prescrição de colírios. Casa não façam efeito, podem ser substituídos por medicamentos orais ou, em último caso, cirúrgicos. “O importante é que o paciente recorra ao especialista para que seja feito o diagnóstico, já que o não tratamento pode ocasionar a evolução do quadro ao ponto máximo de uma infecção generalizada que pode levar à perda da visão”, alerta Lúcio Maranhão.


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