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Confira 10 detalhes preciosos que você precisa saber antes de o bebê nascer

05 / abr
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 05/04/2015 às 6:00

Antes do nascimento do bebê, é preciso se cercar de informações claras, didáticas e tranquilizadoras para o dia a dia (Foto: Igo Bione Fotografia)
Antes do nascimento do bebê, é preciso se cercar de informações claras, didáticas e tranquilizadoras para o dia a dia (Foto: Igo Bione Fotografia)

Antes do bebê nascer, precisamos nos informar sobre uma porção de detalhes que costuma fazer a diferença nos primeiros meses após o nascimento. Planejamento é fundamental para harmonia e saúde da família, pois ajuda a aliviar a ansiedade diante de imprevistos e surpresas, especialmente para os pais de primeira viagem. Confira aqui as principais dúvidas mais comuns no período que antecede o parto. As respostas são do pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, autor do livro Seu bebê em perguntas e respostas – Do nascimento aos 12 meses (MG Editores).

1. É bom procurar um pediatra antes de o bebê nascer? 

É de extrema valia uma consulta ao pediatra antes do parto. É um profissional que fornecerá informações importantes, além de transmitir aos pais maior segurança nos cuidados com o bebê, principalmente nos primeiros dias de vida, e poderá orientar sobre produtos adequados para o recém-nascido. Além disso, o neném deve ser avaliado pelo pediatra até completar 15 dias de vida – ou mesmo antes.

2. Posso colocar o bebê em nosso quarto ou é melhor acomodá-lo em seu quarto?

Quando o bebê chega da maternidade, ainda está muito dependente dos pais, especialmente da mãe, e necessita de cuidados constantes. Por isso, aconselha-se deixar o neném no carrinho ao lado da cama dos pais devido à comodidade durante esse período de frequente cuidados. Passados os 30 primeiros dias, é recomendável que o bebê inicie a independência e passe a dormir no próprio quarto, onde ele viverá seus próximos anos e firmará seus conceitos de posse e privacidade.

3. Quanto tempo depois do parto posso sair com o bebê? Que ambientes devo evitar e até quando?

Não é recomendável que o bebê saia de casa antes de completar um mês de vida, pois ele se encontra com a resistência ainda muito baixa em relação a uma série de germes, o que favorece o aparecimento de algumas doenças. Após um mês de vida, já se pode dar pequenos passeios em locais próximos de casa, como jardins e espaços abertos. Deve-se evitar locais com aglomeração de pessoas.

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No período que antecede o parto, os pais se preocupam com o enxoval do bebê e a decoração do quarto, mas também devem procurar se informar sobre dúvidas em relação à alimentação, sono e bem-estar do neném (Foto: Igo Bione Fotografia)

4. Devo receber visitas logo após o parto?

Geralmente, os pais não conseguem evitar totalmente as visitas, mas é preciso controlá-las. O bebê deve ficar em seu berço; as visitas, na sala. Se a visita insistir em conhecer o bebê, deve fazê-lo a distância, sem ruídos excessivos. Não se pode esquecer de que o recém-nascido ainda não tem proteção contra uma série de infecções, além de se excitar com ruídos excessivos e de estranhos.

5. É bom contratar uma babá para cuidar do bebê assim que eu sair do hospital?

Se as condições financeiras permitem, a contratação de alguém que possa auxiliar nos cuidados iniciais com o bebê pode ser útil. É importante ter uma pessoa que ajude, mas que não substitua os pais. Se a mãe estiver muito cansada, por exemplo, não há problema em deixar que a pessoa dê banho no bebê nessa ocasião. No entanto, a relação com o bebê não deve ser intermediada por quem quer que seja.

6. As mães devem se preparar para a amamentação?

Assim como qualquer outro processo da vida, como falar e andar, a amamentação requer aprendizado. A Organização Mundial de Saúde estabelece que o aleitamento materno deve ser a única fonte de alimento para o bebê do nascimento aos 6 meses de vida. Porém, existem casos em que isso não é possível. Cabe ao pediatra e aos pais estabelecer estratégias apropriadas para uma boa nutrição do bebê, tentando sempre que possível manter a amamentação e complementar com leite artificial, por exemplo.

Leia também: Como eu aprendi a tirar, armazenar, congelar e usar o leite materno

7. Ouvi falar que as cólicas nos bebês são terríveis. É verdade?

As cólicas costumam acometer os bebês do nascimento até os 3 meses de vida. É mais comum naqueles que se alimentam de leite artificial, em comparação com os que só ingerem leite materno. Ocorrem devido à imaturidade do sistema digestivo do bebê, que provoca ondas de contrações intestinais em vários sentidos e gera dores, que podem ser leves ou intensas.

Há fatores que influenciam o sono, como doenças, fome e excesso de estímulos (Foto: Acervo pessoal)
Há fatores que influenciam o sono, como doenças, fome e excesso de estímulos (Foto: Acervo pessoal)

8. Será que o meu bebê vai dormir bem?

O número de horas que um bebê precisa dormir diariamente é variável e depende da idade. Em média, um bebê dorme praticamente todo o dia logo ao nascer e, a 1 ano, chega a dormir 12 horas por dia. Há fatores que influenciam o sono, como doenças, fome, excesso de estímulos (que diminuem as horas de sono) e quantidade de novas informações recebidas (aprendizado). Além disso, devido à dependência física e emocional que os bebês têm em relação aos adultos, em especial às mães, os bebês são bem sensíveis às variações do ambiente. Tensão, preocupação, angústia ou insegurança dos pais se transferem para o bebê, que reage com choro intenso, cólicas e insônia, entre outros comportamentos.

9. Se eu amamentar, poderei tomar algum medicamento?

Estudos têm comprovado que praticamente todos os medicamentos são transferidos para o bebê, em maior ou menor quantidade, pelo leite materno. Portanto, devem ser evitados. No entanto, nem todos são tóxicos. É importante perguntar ao pediatra e ginecologista se algum medicamento que a mãe pretende tomar pode prejudicar o bebê.

10. Posso amamentar ao longo do dia e, antes de o bebê dormir, dar uma mamadeira de leite artificial?

Esse é um procedimento bem usado por mães que se sentem cansadas demais, sobretudo no fim do dia. Deve, porém, ser evitado, pois é mais fácil para o bebê tomar leite na mamadeira do que mamar no peito. Assim, alimentado com mamadeira, mesmo que só uma vez por dia, o neném corre o risco de abandonar a amamentação, exatamente pelo fato de que é mais fácil sugar a mamadeira do que o seio. O bebê geralmente se acostuma à produção de leite da mãe – e a produção de leite da mãe se adapta às mamadas dele. Logo, essa dupla (mãe/bebê) entrará num ritmo mais confortável para ambos.


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