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30/03/15
peixe_Destaque
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Capriche nas receitas com peixe no almoço de Páscoa. A saúde agradece

30 / mar
Publicado por Cinthya Leite em Alimentação - 30/03/2015 às 6:00

Consumo regular de peixe ajuda a promover a redução do risco de doenças cardiovasculares (Foto: Felipe Ribeiro/Acervo JC Imagem)
Consumo regular de peixe ajuda a promover a redução do risco de doenças cardiovasculares (Foto: Felipe Ribeiro/Acervo JC Imagem)

Para o almoço da Sexta-Feira Santa, muitas famílias já escolheram o peixe, um alimento que pode trazer muitos benefícios para saúde, como a redução do risco para doenças cardiovasculares e a diminuição das taxas de colesterol, além de vantagens para a memória e visão. Sobre o assunto, a nutricionista da DSM Nutritional Products Maria Fernanda Elias, doutora em ciências pela Universidade de São Paulo (USP), esclarece algumas dúvidas. Confira:

– O que faz os peixes serem tão benéficos?

O consumo regular de peixe pode ajudar a melhorar a memória, a concentração e a aprendizagem, além de promover a redução do risco de doenças cardiovasculares, por conter um tipo de ômega-3 (chamado DHA, sigla para ácido docosahexaenóico) que atua como um anti-inflamatório no organismo.

– Existe diferença entre os nutrientes dos peixes provenientes de água doce e água salgada?

Sim, especialmente com relação ao conteúdo de DHA. Os peixes de água salgada possuem maior concentração de DHA, pois se alimentam de algas, que são fontes naturais dessa substância. Portanto, para obter os benefícios anti-inflamatórios desse alimento, o ideal é que sejam consumidos pescada branca, cavala, atum, salmão, sardinha e outros peixes marinhos.

– O que é ômega-3?

São ácidos graxos que são chamados de essenciais, pois o nosso organismo não tem a capacidade de produzi-los e também porque são fundamentais para a manutenção e promoção da saúde humana. Os ácidos graxos ômega-3 formam uma família específica na classe de ácidos graxos poli-insaturados. Entre eles, estão os da família do ALA (ácido alfa-linolênico), encontrados em óleo de linhaça e óleo de canola, que atuam basicamente no fornecimento de energia para o corpo. Por outro lado, o DHA, encontrado nos peixes marinhos, apresenta todos os benefícios colocados anteriormente.

– Qual é a dose diária recomendada de DHA?

A recomendação, com base em estudos, é de 250 mg a 500 mg. O DHA funciona como um cardioprotetor, fazendo com que o colesterol ruim (LDL) não se deposite nas paredes das artérias. Além disso, o DHA contribui para a redução dos níveis de triglicérides no sangue.

– A forma de cocção altera a quantidade nutrientes?

Sim, principalmente quando se opta por fritar o peixe, pois ocorre o aumento do teor de gorduras saturadas. Prefira preparar o peixe assado, grelhado, ensopado ou cozido. Ele pode também ser usados como ingrediente do pirão e saladas ou servir como recheio de tortas.

– Peixes são a única fonte de DHA?

Não. O DHA também está em produtos fortificados (como sucos e leites enriquecidos com DHA, por exemplo). Além disso, é possível consumir o DHA na forma de suplemento alimentar, em cápsulas. Eis um lembrete: é sempre importante conversar com um nutricionista ou médico antes de fazer uso de qualquer suplemento.


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