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16/02/15
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Comunicar-se bem com idoso que tem Alzheimer melhora a qualidade do cuidado

16 / fev
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 16/02/2015 às 6:00

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É importante olhar diretamente para o rosto do idoso durante uma conversa, por mais simples que ela seja (Foto: Reprodução/Internet)

A doença é Alzheimer é rodeada de mitos. Considerada a mais comum e prevalente entre os 140 tipos de demência, acomete cerca de 35 milhões de pessoas no mundo – destes, 1,2 milhão é de brasileiros. Muitas pessoas acreditam que a doença é caracterizada só por comprometimento da memória. Mas vai além disso. Esse foi o mote da minha dissertação de mestrado, defendida há 1 ano.

Como é um tema que interessa a muita gente, decidi compartilhar algumas dicas aqui sobre essa carência de esclarecimentos, que atinge especialmente os cuidadores. É por isso que geralmente aqueles que cuidam enfrentam a dúvida do que fazer ao longo da evolução da doença, que é acompanhada por incertezas em relação à  forma com que deve lidar e se comunicar com o idoso.

A demência, vale frisar, deve apresentar o desenvolvimento de outra perturbação cognitiva, como afasia (comprometimento das funções de linguagem), apraxia (prejuízo na capacidade de executar atividades motoras), agnosia (dificuldade para reconhecer ou identificar objetos) ou perturbação do funcionamento executivo (capacidade de pensar de forma abstrata e planejar, iniciar, sequenciar, monitorar e cessar um comportamento complexo).

Confira abaixo como o cuidador pode interagir mais com o idoso que tem Alzheimer e se comunicar melhor com ele:

Interação face a face

– Olhe diretamente para a face do idoso durante a conversação

– Chame o idoso pelo nome e use um toque gentil para chamar a atenção

Orientação tópica

– Repita o tema da conversação sempre que necessário, usando palavras e frases-chave

– Use os nomes das pessoas e locais do evento narrado

– Dê tempo o suficiente para o idoso compreender o que lhe é dito

Continuidade tópica

– Dê continuidade ao tópico de uma conversação pelo maior tempo possível

– Prepare a pessoa para a introdução de um novo tópico

Superação de bloqueios comunicativos

– Se o idoso faz substituição de palavra indevida, repita a frase da pessoa usando a palavra correta

– Se há dificuldade para o idoso se lembrar de uma palavra, sugira aquela que julgue a mais provável para o contexto da conversa

Estruturação de perguntas

– Use perguntas de escolha entre duas respostas, ao invés de perguntas abertas

– Forneça apenas duas opções por vez

Estímulo à troca de ideias e sentimentos

– Mantenha a troca de ideias acontecendo

– Comece a conversa com tópicos prazerosos e apropriados

– Quando o idoso apresentar dificuldades durante um diálogo, forneça pistas sobre a melhor maneira para ele continuar a conversa

Mensagens diretas

– Use frases curtas e simples e substantivos concretos

– Use sempre que possível a comunicação verbal (fala) e a comunicação não verbal (gestos, figuras, fotografias)

* Fonte: Succesful communication with persons with Alzheimer’s disease: an in-service manual. (2003)


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