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09/09/10

Informe-se sobre hipertensão arterial pulmonar

09 / set
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 09/09/2010 às 2:40

Fadiga crônica, associada a outros sintomas, pode dar pistas de HAP. Como os sinais se confundem com outros problemas de saúde, vale a pena procurar um médico (Foto: Divulgação)

Falta de ar após atividades simples do cotidiano, como subir escadas e caminhar alguns metros, indisposição e fadiga constante – muitas vezes sem motivo aparente. Esses sintomas podem ser decorrentes apenas de estresse crônico, viroses ou intensa atividade física. Mas podem também ser sinais de hipertensão arterial pulmonar – ou HAP, como é chamada a síndrome (conjunto de sintomas).

Ainda pouco conhecida pelas pessoas em geral, a HAP é caracterizada pelo aumento progressivo da resistência vascular nas artérias dos pulmões, provocando sobrecarga e falência do ventrículo direito do coração, podendo levar à morte.

A HAP é um problema crônico que compromete a autonomia e a qualidade de vida do paciente. Como a doença não tem sintomas específicos, o diagnóstico é difícil. Recentemente, muito se tem estudado sobre a HAP, mas ainda se trata de uma síndrome ainda com mecanismos patogênicos pouco conhecidos. De qualquer forma, evidências indicam que ela pode ser idiopática (sem uma causa definida) ou ainda de caráter genético.

“É uma doença gravíssima e ainda sem cura. Depois do diagnóstico, o que podemos fazer é controlar os sintomas, desacelerando a progressão da doença”, explica a cardiologista Ângela Bandeira, professora da Universidade de Pernambuco (UPE). Existem doenças que podem desencadear a HAP. Entre elas, estão lúpus eritematoso sistêmico, esclerodermia, aids, doenças cardíacas congênitas, esquistossomose, embolia pulmonar e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). 

A prevalência de HAP ainda é maior em mulheres adultas, mas existe a percepção de que a doença vem surgindo em faixas etárias mais jovens. Um grande problema diante dessa síndrome é a falta de conhecimento. “Além da inespecificidade dos sintomas, há a questão da gravidade progressiva: um paciente em estágio avançado da doença, em classe funcional quatro, que é aquele que apresenta sintomas mesmo em repouso, sem medicação, pode ter uma sobrevida de no máximo seis meses”, alerta Ângela.

Apesar de não haver cura para a HAP, existem maneiras de melhorar a vida dos pacientes, retardando o agravamento do quadro. Há dois tipos de tratamento medicamentoso comercialmente disponíveis no Brasil, com alvos farmacológicos de ação distintos, que podem ser usados de maneira isolada ou combinados, dependendo da indicação médica.

Faz parte da terapêutica o citrato de sildenafila. “Esse medicamento atua diretamente nas enzimas que aumentam a biodisponibilidade de óxido nítrico, que tem o efeito de dilatar as arteríolas pulmonares e melhorar o desempenho do ventrículo direito disfuncionante, possibilitando fôlego extra à respiração dos pacientes”, explica Ângela.

Os tratamentos são fundamentais para dar qualidade de vida e melhorar a sobrevida aos portadores de HAP. Observações clínicas mostram que pacientes em tratamento medicamentoso podem reduzir a classificação de gravidade da doença de grau quatro para dois.

Classificação dos tipos de hipertensão arterial pulmonar (HAP)

Grau 1: Pacientes sem limitação para desempenho de atividades de rotina. Atividade física comum não causa dispneia ou fadiga, dor no peito ou quase-síncope.

Grau 2: Pacientes com limitação leve para atividades de rotina. Ficam confortáveis no repouso. Atividade física comum causa dispneia ou fadiga indevida, dor no peito ou quase-síncope.

Grau 3: Pacientes com marcada limitação para atividades de rotina. Ficam confortáveis no repouso. Atividades menores, como curtas caminhadas, causam dispneia ou fadiga indevida, dor no peito ou quase-síncope.

Grau 4: Pacientes com inabilidade para realizar qualquer atividade. Manifestam sinais de falência do ventrículo direito do coração. Dispneia e/ou fadiga podem estar presentes mesmo no repouso. O desconforto é aumentado por qualquer atividade física.

Centros de tratamento de HAP

Hospital das Clínicas de Pernambuco: 81 2126-3575

Hospital Otávio de Freitas: 81 3182-8531 / 81 3182-8530

Hospital Português: 81 3416-1168

Universidade de Pernambuco: 81 3117-4608

(Se você é de outro Estado, acesse o Portal HAP e veja onde procurar ajuda – clique aqui).

* Com informações da CDN, assessoria de imprensa da Pfizer


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