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14/06/18
Conheça os palcos dos jogos da Copa do Mundo que será sediada no Catar, entre novembro e dezembro de 2022. Foto: Reprodução/Twitter FIFA
Conheça os palcos dos jogos da Copa do Mundo que será sediada no Catar, entre novembro e dezembro de 2022. Foto: Reprodução/Twitter FIFA

A poucas horas do pontapé inicial, relembre as 32 seleções que farão o Mundial na Rússia

14 / jun
Publicado por Maria Lua Ribeiro em Copa 2018 às 7:40

O dia mais esperado de 2018 chegou para os fãs de futebol. Começa hoje a Copa do Mundo na Rússia. Considerada a maior competição esportiva do planeta, o torneio chega à 21ª edição. Na história da Copa, até agora foram disputadas 836 partidas, e 2.379 gols foram marcados. A maior participante, e consequentemente a seleção que mais conquistou títulos (cinco), estará presente neste Mundial: o Brasil. A Canarinho também foi a primeira, depois da Rússia, a garantir vaga no torneio. Por outro lado, outras duas participantes são estreantes na disputa: Islândia e Panamá.

Confira a trajetória de cada uma das seleções que estarão no torneio deste ano: pontos fortes e fracos, quantas vezes atuaram na competição, em quantas ocasiões levantaram o troféu, em quantas finais estiveram presentes, quem são os jogadores convocados para defenderem as cores de seu país, como as equipes serão escaladas para entrarem em campo, quais são os esquemas táticos optados pelos seus comandantes – e quem são eles -, e como são os padrões dos times que vestirão os atletas dentro das quatro linhas.

A partir de agora, as seleções percorrerão um período de 32 dias para chegarem ao objetivo principal, que é o título mundial de 2018. Algum palpite para quem vai levantar a taça? O torneio começa nesta quinta-feira (14), com a solenidade de abertura, às 11h30 pelo horário de Brasília. Em seguida, o ponta-pé inicial fica por conta de Rússia x Arábia Saudita, que contará com um trio de arbitragem formado por sul-americanos, composto por Nestor Pitana, Juan Pablo Belatti e Hernan Maidana, todos argentinos. O quarto árbitro é o brasileiro de Pernambuco, Sandro Meira Ricci e o árbitro de vídeo – maior novidade da Copa do Mundo – será o italiano Massimiliano Irrati. O jogo acontece meia hora depois do evento, às 12h, no Estádio Lujniki, em Moscou.

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Grupo A

Uruguai – Apenas uma campeã mundial compõe o grupo da Rússia, anfitriã do torneio de 2018. O Uruguai é a grande favorita da chave A, tendo conquistado o título nas edições de 1930, quando ocorreu a primeira Copa do Mundo, e 1950. A Celeste esteve em 12 edições do torneio. A grande atração do elenco comandado por Oscar Tabárez, é a dupla de ataque formada por Edinson Cavani, do Paris Saint-Germain e Luís Suárez, do Barcelona.

Rússia – A melhor atuação russa foi em 1966, quando o país terminou em 4ª lugar. Na última participação, o time foi eliminado na fase de grupos. O técnico Stanislav Cherchesov chega com a missão de mostrar uma campanha digna à frente dos Soviéticos, que formam um dos grupos mais desacreditados desta Copa do Mundo. Além de enfrentar a desconfiança dos torcedores da própria nação, os anfitriões terão que lidar com desfalques importantes como o atacante Alexandr Kokorin, do Zenit. Ele sofreu um rompimento no ligamento cruzado do joelho durante a Liga Europa, e não se recuperou a tempo da disputa. Outra baixa foi no sistema defensivo. Os russos não terão à disposição os defensores Viktor Vasin, do CSKA e Georgi Dzhikiya do Spartak Moscou, ambos com o mesmo problema de Alexandr. Por outro lado, a referência no grupo está no gol. O veterano Igor Akinfeev, do CSKA, terá a missão de segurar os resultados a favor da Rússia, enquanto o ataque deposita as esperanças em Fyodor Smolov, do Krasnodar. No time também há um brasileiro: o zagueiro e lateral-direito, Mario Fernandes, que foi naturalizado russo.

Arábia Saudita – Os demais componentes do grupo são: Arábia Saudita e Egito. A primeira participou em apenas quatro competições, todas elas consecutivas, entre 1994 e 2006. Nas eliminatórias, a Arábia Saudita foi a líder do grupo na primeira etapa, mas na fase seguinte enfrentou dificuldades e só garantiu a classificação na última rodada. Terminou em 2º lugar, atrás do Japão. Sem nenhum grande destaque na seleção árabe-saudita, o time comandado por Juan Antonio Pizzi sairá no lucro se repetir a campanha de 1994, quando chegou às oitavas de final da competição.

Egito – Já a última foi ainda mais incomum marcar presença em Copas. Participou das edições de 1934 e só veio retornar 56 anos depois, na Copa de 1990. Ficou durante mais um hiato de 28 anos de fora, e fará a sua terceira Copa neste ano, na Rússia. A grande estrela da seleção egípcia é o atacante Mohamed Salah. O jogador vem brilhando no Liverpool e compartilhou o melhor ataque da Liga dos Campeões da Europa desta temporada europeia. Ele se tornou uma dúvida após uma contusão no ombro depois de ter se chocado com o zagueiro espanhol Sergio Ramos na partida final do torneio. Saiu chorando de campo e preocupou os Faraós. Mas depois de exames e tratamento, foi constatado que ele participaria da Copa do Mundo na Rússia. Salah é a principal esperança do elenco para contribuir com a classificação para a fase seguinte e chegar cada vez mais longe neste Mundial.

Grupo B

Espanha – A Espanha é a grande favorita do grupo depois de ter conquistado o título de 2010, e ter mostrado ao mundo a consistência do futebol, no melhor estilo Barcelona de jogar. Hoje, o time espanhol conta com a equipe principal quase que completamente formada pelos atletas que atuam no grupo dos catalães e no Real Madrid, atual campeão da Champions. Jordi Alba, Gerard Piqué, Sergio Busquets são alguns dos exemplos que jogam no Camp Nou, e Carvajal, Fernandés, Sergio Ramos, Isco, Asensio e Lucas Vásquez, no Madridista. Embora tenha sido eliminada no Brasil na fase de grupos em 2014, A Fúria realizou as eliminatórias de maneira quase impecável, depois de vencer nove jogos e perder apenas um. A Espanha pode surpreender nesse Mundial – negativa, ou positivamente -, visto que o técnico Lopethegui foi demitido após ter assinado contrato com o Real Madrid para a próxima temporada europeia, dois dias antes da estreia da equipe na Copa. Fernando Hierro assumirá a responsabilidade de levar a La Roja à conquista do título.

Portugal – Junto à Espanha, a seleção de Portugal é quase unanimidade no que se refere à segunda vaga para a fase seguinte da competição. O time vai contar com o talento do centro-avante Cristiano Ronaldo, Bola de Ouro em cinco oportunidades e diversos títulos no currículo. Ele é considerado o maior craque do futebol na década e será a principal peça da Seleção das Quinas para buscar os resultados positivos. O elenco atual conquistou a Eurocopa em 2016 da França. A equipe também tem um fator ao seu favor, que é a experiência do técnico Fernando Santos em seleções. Ele treinou a seleção da Grécia entre 2011 e 2013, e atua na seleção portuguesa desde 2014.

Irã – Irã e Marrocos podem surpreender neste torneio. A primeira por ter feito uma excelente campanha nas eliminatórias do continente para disputar a classificação na Copa do Mundo. Apesar de ter terminado na lanterna do seu grupo na Copa de 2014, ela foi líder invicta do continente asiático, tendo sofrido apenas cinco gols, mostrando a capacidade defensiva do time. Foi a terceira seleção a garantir a participação neste edição do Mundial, depois do Brasil e da anfitriã. Esta será a quinta atuação do Irã em Copa do Mundo.

Marrocos – Já a segunda, que é treinada pelo técnico francês Herve Renar, volta a disputar o título de melhor seleção do mundo depois de 20 anos da última participação. Também se preparando para o quinto Mundial, tem no elenco grandes estrelas, a exemplo dos meias Ziyech do time holandês Ajax e de Harit que atua no alemão Schalke04.

Grupo C

Peru – A seleção peruana também conta com uma grande estrela: Paolo Guerrero. Depois de ter a participação ameaçada no Mundial, com a punição de suspensão de 14 meses pelo doping, o jogador do Flamengo conseguiu recorrer e percorrerá em busca do título junto aos demais companheiros de equipe. O time não atua em Copa do Mundo desde a edição de 1982. Outros jogadores dos Incas que atuam em clubes do Brasil são o lateral-esquerdo Miguel Trauco, também do Flamengo e o meia Christian Cueva do São Paulo. Essa será a quarta participação da seleção, que teve os melhores resultados em 1970 e 1978, ambos chegando até as quartas de final.

Austrália – Eliminada na primeira fase dos últimos mundiais, a exemplo da Copa sediada no Brasil, quando venceu apenas um jogo dos seis que disputou – participou das três edições mais recentes além do ano e 1974 -, a Austrália vai apostar nesse ano na filosofia do técnico Bert van Marwijk e em um jogador experiente do elenco, atacante Tim Cahill, para mudar a história. Aos 38 anos, ele é a principal referência dos Socceros. Cahill chegará ao Mundial na Rússia com o propósito de se tornar o quarto jogador da história a marcar gols em quatro edições da Copa do Mundo. Apenas o brasileiro Pelé e os alemães Seeler e Klose conseguiram este feito. Atualmente ele defende a camisa 7 do inglês Millwall, time ao qual atuou entre os anos de 1998 e 2004 – retornou depois de sete temporadas.

França – Dona de um título mundial na história das Copas (1998), a França não perdeu nenhum amistoso preparatório para o torneio deste ano. Venceu a Irlanda e a Itália e empatou com os EUA. O elenco comandado por Didier Descahmps é composto por craques como o atacante Antoine Griezmann, do Atlético de Madrid, o meia Paul Pogba, do Manchester United além da revelação do Paris Saint-Germain, de apenas 19 anos, Kylan Mbappé. O atacante vem brilhando no trio de ataque do PSG formado por ele, Edinson Cavani e Neymar. Por outro lado, uma peça que estará ausente na Rússia pelos Blues é Karim Benzema. Ele não foi convocado para jogar nesta Copa devido às acusações de extorsão e chantagem envolvendo o ex-companheiro Mathieu Valbuena. Apesar disso, a França chega como uma das maiores favoritas ao título de campeã em 2018.

Dinamarca – A Dinamite Dinamarquesa foi uma das 14 seleções a se classificar pelo continente europeu. Na Rússia eles farão o quinto Mundial, tendo participado das edições de 1986, 1998, 2002 e 2010. Os dinamarqueses têm no plantel nomes como o goleiro Kasper Schameichel, do Leicester, e Andreas Christensen, que atua no Chelsea. Nesta edição do torneio a Dinamáquina pretende superar a campanha da Copa sediada na França, quando chegou às quartas de final da competição.

Grupo D

Argentina – A principal esperança dos Albicelestes para esta Copa do Mundo é o atacante do Barcelona, Lionel Messi. Aos 30 anos, há quem diga que essa também pode ser a última oportunidade do atleta conquistar um título na carreira. Será? Vencendo o Mundial da Rússia ou não, a história da Argentina em Copas já é gloriosa. Foi campeã mundial em 1978 e 1986 e chegou à final nos anos de 1990 e na edição mais recente, em 2014, quando o torneio foi sediado no Brasil. Apesar de ter chegado bem perto do Tricampeonato, a seleção Argentina sofreu um gol de Mario Götze na prorrogação daquela final disputada no Maracanã.

Islândia – Uma das novatas na Copa do Mundo, o time dos Islandeses pode ser a maior surpresa do Mundial disputado na Rússia. Isso porque os nórdicos chegaram às quartas de final da Eurocopa eliminando a Inglaterra, além de ter se classificado como líder nas eliminatórias no mesmo grupo da Croácia, Ucrânia e Turquia. Fazer parte de um grupo forte no Mundial pode surpreender muitos torcedores, e consolidar o avanço na competição conquistando uma das vagas para as oitavas de final. Além de ser estreante, a Islândia também carrega a curiosidade de ser o menor país a disputar esta edição do torneio, com 350 mil habitantes, mesmo tamanho de Sochi, uma das cidades sede da competição na Rússia. No elenco, os destaques são o camisa 7 do Burnley, Johann Gudmunsson, o camisa 10 do Everton, Sigurdsson, e os meias do Cardiff City, Gunnarson, e do Udinese, Hallfredsson.

Croácia – O primeiro adversário do Brasil nos amistosos pré-Copa se mostrou bastante “chato” e impôs algumas dificuldades na Seleção Canarinho no jogo do dia 3 de junho. Até que a equipe comandada por Tite criou confiança e conseguiu passar pelos croatas, terminou com o placar por 2×0 com gols de Neymar e Roberto Firmino, já na etapa final. Esta será a quinta participação da Croácia em Copas do Mundo. O principal nome da equipe croata é o atacante e capitão Luka Modric, que foi um dos participantes do título do Real Madrid na última Liga dos Campeões da Europa, além de ter levantado a taça do maior torneio europeu nas temporadas de 2013/14, 2015/16 e 2016/17. Tantos títulos assim pelo clube que defende, Modric já revelou que trocaria um deles por um pela seleção croata. Será neste ano a oportunidade de conseguir o feito?

Nigéria – Um dos cinco países africanos a disputar a Copa do Mundo na Rússia, a Nigéria foi a primeira nação de seu continente a garantir uma vaga, uma rodada antes do fim das eliminatórias, na busca pelo título mundial. Das seis partidas que jogou, conquistou quatro vitórias, um empate e sofreu apenas uma derrota na primeira fase. Os Soldados Verdes têm no elenco a experiência de nomes como o meia Obi Mikel e o atacante Victor Moses – o primeiro já atuou no Chelsea e o segundo ainda compõe a equipe londrina -, além do meia Wilfred Onyinye Ndidi e do atacante Kelechi Iheanacho, ambos também trabalham no futebol inglês, defendendo as cores do Leicester City.

Grupo E

Brasil – A filosofia do técnico Tite vem trazendo confiança aos torcedores brasileiros, que pela primeira vez, desde a Copa de 2002, pode testemunhar uma seleção capaz de conquistar o sexto título da história. Os números são favoráveis a isso. Com 21 jogos à frente da Canarinho, Tite já tem o melhor aproveitamento (82%) das últimas cinco Copas. São 17 vitórias, três empates e apenas uma derrota, sofrida quando jogou com a Argentina (1×0) em um amistoso realizado na Austrália. Tite vem repetindo o sistema defensivo sólido que implantou no Corinthians, time por onde ele conquistou vários títulos, dentre os quais o Mundial de Clubes, em 2012, em cima do Chelsea. Ao longo desses 21 jogos, o gol brasileiro só foi vazado em cinco ocasiões. Somado a isso, o setor ofensivo é um dos mais eficientes. No mesmo período de jogos, o ataque da seleção balançou as redes 47 vezes e só deixou de marcar em apenas três oportunidades: diante da Inglaterra, Argentina e Bolívia. Junto a essa produção e contendo no elenco as maiores estrelas do futebol mundial – Neymar, Marcelo, Casemiro, Philippe Coutinho, Roberto Firmino, Miranda, Thiago Silva, Paulinho -, o Brasil carrega para a Rússia o melhor retrospecto em Copas da histórias, tendo conquistado cinco títulos e chegado a sete finais da competição.

Suíça – A Seleção Nacional fará a sua décima participação em Copas do Mundo. A melhor delas foi em 1954, quando a Suíça, que era anfitriã daquela edição, chegou às quartas de final da competição. No último torneio, que esteve no mesmo grupo da França, Honduras e Equador, o time conseguiu a vaga para a fase seguinte apenas na última e decisiva partida, quando venceu os hondurenhos por 3×0. Porém eles caíram nas oitavas de final para a Argentina de Lionel Messi, e futura finalista. Foram resistentes até os instantes finais, mas sofreram um gol de Di Maria na prorrogação. O time que vai estrear justamente diante do Brasil na Rússia, tem no elenco Shaqiri, meia do Stoke City, Lichtsteiner, lateral da Juventus, Xhaka, meia do Arsenal e a esperança dos gols suíços, Severovic, atacante do Benfica.

Costa Rica – Na Copa de 2014, a Costa Rica foi sorteada para o “grupo da morte”, acompanhando Itália, Uruguai e Inglaterra. Mesmo assim conquistou uma das vagas, que ninguém imaginaria que seria dela, juntamente aos Celestes, para as oitavas de final no Mundial do Brasil. Neste ano, apesar de não estarem dentro de um grupo tão difícil – mesmo com a pentacampeã no mesmo pote – os Caribenhos ainda são considerados os mais fracos. Por isso o técnico convocou 13 jogadores que participaram da última Copa do Mundo para disputarem o título na Rússia. Entre eles estão o goleiro Navas, do Real Madrid, o zagueiro Oviedo, do Sunderland, os meias Celso Borges, que atua na La Coruña e Bryan Ruiz, que defende as cores do português Sporting, além do atacante Joel Campbell, que joga pelo Bétis. Caso conquiste a segunda vaga para a próxima fase, considerando o Brasil como favorito à primeira vaga, os costarriquenhos podem enfrentar a temida Alemanha nas oitavas de final.

Sérvia – Com um time composto por talentos da nova geração, a Sérvia esteve longe dos grandes torneios europeus dos últimos anos, mas aposta na juventude para surpreender na Rússia. No Mundial de 2015 das equipes sub-20, Milinkovic-Savic, da Lazio, e Zivkovic, do Benfica, foram os principais destaques e disputarão a Copa do Mundo pela equipe principal neste ano. Apesar de ter sido alvo de muitas críticas nas eliminatórias pelos resultados tímidos, a Sérvia mostrou o potencial defensivo na disputa por uma vaga para a Rússia. Dos dez jogos que disputou, conseguiu seis vitórias, três empates e sofreu uma derrota. O principal nome do grupo é o volante do Manchester United, e considerado o um dos melhores jogadores da última temporada na Premier League, Nemanja Matic, de 29 anos.

Grupo F

Alemanha – O Grupo F é o que reúne mais participações em Copas. São 53 aparições somando a trajetória das quatro equipes. A atual campeã mundial, que chega à Rússia com o objetivo do Pentacampeonato, tem no elenco deste ano pelo menos dez remanescentes que levantaram a taça no Brasil. São eles: Manueal Neuer, Boateng, Ginter, Hummels, Khedira, Kroos, Özil, Draxler e Müller. A maior expectativa para os 23 convocados por Joachim Löw girou em torno do goleiro do Bayern de Munique, que havia quebrado o osso do pé em setembro do ano passado. Com a lesão, o arqueiro corria risco de ter a participação na Rússia comprometida. Mas se recuperou a tempo do Mundial. Apesar de carregar o posto de atual campeã, a Alemanha chega à Copa do Mundo sob desconfiança, devido aos resultados dos últimos amistosos. Perdeu para a Áustria por 2×1 e conseguiu um placar considerado magro diante de uma adversário notoriamente inferior, a Arábia Saudita (2×1). Momento de crise na Equipe? Apesar do clima de incerteza por parte dos torcedores, a Alemanha ainda é uma das principais candidatas ao título deste ano, e se conseguir o feito, igualará o número de títulos ao Brasil, e o torneio passará então a ter duas Pentacampeãs.

México – Disputando vaga com o Canadá, El Salvador e Honduras, o México entrou na quarta fase das eliminatórias para a Copa do Mundo com facilidade e foi o líder do grupo, sendo um dos três países da Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte) classificados para a disputa do Mundial na Rússia. Na fase seguinte também garantiu a vaga com folga, finalizando a disputa novamente na liderança, cinco pontos à frente da vice-líder, Costa Rica, e oito pontos à frente da terceira colocada, a seleção do Panamá. Apesar de ir para a 16ª participação em Copas do Mundo, o México nunca passou das quartas de final da competição. Nas últimas seis edições que marcou presença, A Tricolor foi eliminada nas oitavas de final. Feito que pretende conquistar na Rússia com um elenco que conta com os craques como atacante Chicharito Hernández, que defende o West Ham da Inglaterra, além do volante Héctor Herrera, capitão do Porto de Portugal.

Suécia – A grande ausência na seleção sueca, é, sem sombra de dúvidas, Zlatan Ibrahimovic, que chegou a declarar: “um Mundial sem mim, não é um mundial”. Mas a palavra final foi do técnico Jan Andersson, que não se agradou com o “tom de arrogância do jogador”, e o deixou de fora da lista dos 23 convocados que disputarão o título na Rússia. Mesmo sem o que pode ser considerada a principal peça da equipe, o grupo chega para o Mundial com a moral de ter cortado a Itália – a segunda seleção mais campeã da história, ao lado da Alemanha – da disputa nas eliminatórias para a Copa da Rússia. É válido lembrar que o time conseguiu o feito já sem contar com o atacante do Los Angeles Galaxy.

Coreia do Sul – A melhor campanha da Coreia do Sul em Copas do Mundo – participou de nove edições -, foi em 2002, mesmo ano em que o país sediou o torneio ao lado do Japão. Naquele ano, os Tigres Asiáticos chegaram à semifinal da competição e galgaram o 4º lugar da disputa. A equipe asiática conseguiu terminar a primeira fase das eliminatórias na liderança, mas na fase seguinte só garantiu a vaga para ir à Rússia na última rodada. O destaque do elenco vai para a revelação do futebol sul-coreano, Lee Seung-woo, de apenas 20 anos, que atua no Verona. Ele foi convocado apenas uma semana depois de ter feito a estreia da equipe principal de seu país. Outro nome protagonista no grupo é o atacante Son Heungmin, que joga no Tottenham da Inglaterra.

Grupo G

Bélgica – A atual geração Belga vem enchendo os olhos de quem acompanha o futebol. Os Diabos Vermelhos realizaram uma excelente campanha nas eliminatórias para a Copa do Mundo na Rússia, terminando a competição invictos. Os 43 gols marcados e apenas seis sofridos mostram a capacidade técnica e a competência do time comandado por Roberto Martínez em todos os setores do campo. Dos dez jogos, venceram nove e empataram um. A Bélgica chega na Rússia para superar a melhor campanha da história, alcançada em 1986, quando eles foram até a semifinal daquele ano. Ao lado da Inglaterra neste grupo, é uma fortíssima candidata a avançar de fase. No grupo das 23 estrelas que vão para a disputa estão os atacantes Eden Hazard, do Chelsea, Romelu Lukaku, do Manchester United, os meias Kevin De Bruyne, do Manchester City e Maroune Fellaini, do United e o defensor Vicente Kompany, do City.

Panamá – Outra principiante na Copa do Mundo é a seleção do Panamá. A Maré Vermelha garantiu vaga inédita na última rodada das Eliminatórias da Concacaf depois de vencer a Costa Rica e ver os Estados Unidos perderem para Trinidad e Tobago. A participação tímida na competição (somou apenas 13 pontos, marcou nove gols e sofreu dez), faz do Panamá o grande azarão da Copa na Rússia. No entanto, uma coisa é certa: independente da campanha, a festa do povo caribenho se fará presente neste ano, que já é histórico para os panamenhos ao alcançarem o feito inédito de disputarem um Mundial. A equipe comandada por Hernán Darío Gómez conta com um zagueiro conhecido do futebol brasileiro: Felipe Baloy, de 37 anos, que já atuou no Grêmio e Atlético-PR. Os demais jogadores, tidos como referências no time, também têm uma média de idade considerada avançada. São eles Jaime Penedo, de 36 anos, Román Torres, 32, Gabriel Gómez, 34, Blas Pérez, 37 e Luis Tejada, 36. Nenhum deles atua em grande ligas europeias e seis dos convocados vêm da Major League Soccer.

Tunísia – Desde de 2006 sem participar da Copa do Mundo, a Tunísia não tem grandes feitos em Copas do Mundo. As Águias de Cartago farão a sua quinta participação na Rússia, e se passarem da fase de grupos já entrarão para a história da seleção com a conquista inédita. O técnico Nabil Maâloul fará o Mundial com dois prejuízos importantes no setor ofensivo, devido a lesões: Taha Yassine Khenissi, que joga do Esperance da Tunísia e Yousse Msaki, que atua no Al Duhail do Qatar. Além da dupla de ataque considerada a melhor do país, o comandante da seleção da Tunísia não poderá contar com o zagueiro Aymen Abdennour, que pertence ao Valencia da Espanha, mas atua no Olympique de Marselha da França. A esperança de gols será depositada em Wahbi Khazri, do Rennais da França. A Tunísia terminou a primeira fase das Eliminatórias da África na liderança do Grupo A. Na competição, marcou 15 gols e sofreu seis.

Inglaterra – Os ingleses carregam na história o fato de terem sido os criadores do futebol como o conhecemos hoje. A geração dos Três Leões fará a 15ª participação do Mundial e é considerada uma das mais fortes do segundo pelotão das favoritas, podendo surpreender na Rússia. Este ano a Inglaterra terá a chance de apagar de vez a campanha da seleção na Copa de 2014, sediada no Brasil, quando os ingleses, que faziam parte do considerado “grupo da morte”, não passaram da primeira fase e encerraram aquela etapa na lanterna. Além disso eles perderam para a Islândia nas oitavas de final da Eurocopa. A seleção se classificou para a Copa do Mundo de 2018 no esquema 4-2-3-1, mas o técnico tem optado nos últimos jogos pela formação com três zagueiros. A referência do grupo é o ataque incontestável de Harry Kane – jogador formado nas categorias de base do Tottenham e com contrato renovado até 2024 no clube – que forma o trio ofensivo com Raheem Sterling, do Manchester City e Dele Alli, também do Tottenham.

Grupo H

Japão – O último grupo formado para fechar as 32 duas seleções que disputarão o Mundial deste ano é o que soma menos participações na história das Copas. Ao todo são 18 aparições na competição, juntando a trajetória das quatro equipes. O Japão, discípulo do ensinamento de um brasileiro nos últimos anos só veio fazer a sua primeira atuação no ano de 1998. Em compensação garantiu vaga em todas as edições subsequentes. Zico foi o responsável por boa parte do que os nipônicos aprenderam. Ele, que queria deixar os gramados depois de ter se aposentado como jogador, descobriu a atividade de treinador e foi técnico dos Samurais nos anos de 2002 e 2006. No ano do Penta da Canarinho, o Japão chegou às oitavas de final, e na Copa seguinte, quando os asiáticos fizeram parte do mesmo grupo do Brasil na Copa sediada na Alemanha, eles não passaram da primeira fase e terminaram como os lanternas da chave F. Campanha que não pretende repetir na Rússia.

Senegal – Neste grupo que vai para a Rússia, apenas a equipe do Senegal teve uma única participação, em 2002, e já foi uma atuação histórica tendo alcançado as quartas de final daquela edição da Copa do Mundo. A equipe caiu nesta fase diante da Turquia. A estrela do atual elenco do time africano, comandado por Aliou Cissé, é o camisa 10 Sadio Mané, atacante do time do Liverpool. Junto com o egípcio Mohamed Salah e com o brasileiro Roberto Firmino, o trio marcou nada menos que 30 gols (dez para cada um), na última Liga dos Campeões da Europa. O time inglês terminou em segundo lugar, depois de sofrer uma derrota por 3×1 para o Real Madrid.

Colômbia – O sul-americano do grupo é o time da Colômbia. Embora a equipe não tenha chegado fácil à classificação para disputar o Mundial, tendo conseguido a vaga apenas na última rodada das eliminatórias, o grupo conta com o reforço do atacante Radamel Falcao García, que atua no Monaco. Outro protagonista do time é o meia James Rodríguez, ex-Real Madrid e agora no Bayern de Munique, que esteve na Copa de 2014, com a Colômbia que terminaria em 5º lugar naquela edição. A equipe comandada por José Pékerman é candidata a líder do Grupo H, enquanto a segunda vaga deverá ser disputada pelos demais times.

Polônia – No time da Polônia, há um jogador nascido no Brasil, o zagueiro Thiago Cionek. Porém o defensor do Spal da Itália, naturalizou-se polonês por defender a seleção do país desde de 2014 e por atuar nos clubes de lá desde 2008. Dentre os convocados há o destaque para o atacante Robert Lewandowski, do Bayern de Munique. O camisa 9 foi o maior artilheiro da Alemanha nas temporadas europeias de 2013/14, 2015/16 e 2017/18 além de ter conquistado títulos na Bundesliga (seis), Supercopa da Alemanha (três), Copa da Alemanha (dois) e vestindo a camisa de seu país venceu uma Liga Polônia (2009/10), uma Copa da Polônia (2008/09) e uma Supertaça Polônia (2009).

Infográficos: Agence France-Presse


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