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15/04/18
Técnico alvirrubro ficou irritado com o empate. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Técnico alvirrubro ficou irritado com o empate. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

“Não vou botar o empate apenas na conta do Assis”, diz técnico do Náutico

15 / abr
Publicado por Karoline Albuquerque em Instant Articles às 22:39

Visivelmente irritado, mas mantendo um tom tranquilo, após o Náutico ceder o empate ao Santa Cruz na noite deste domingo (15) e sair com um ponto de seu primeiro jogo na Série C do Campeonato Brasileiro deste ano, o técnico Roberto Fernandes afirmou que era injusto colocar a culpa do resultado apenas no atacante Rafael Assis. O jogador alvirrubro teve a chance do arremate, mas acabou cedendo a bola para o adversário no segundo tempo, iniciando a jogada do gol tricolor marcado por Jeremias.

“Seria injusto. Tem parcela de culpa, mas tem que analisar como todo. Futebol moderniza, evolui, tem novas mudanças, mas tem máximas que vão durar mais duzentos anos. Quem não faz leva. Não vou tirar uma vírgula do mérito do Santa Cruz e do trabalho do Júnior (Rocha). Não desmerecendo, pelo que produziu o Santa segundo tempo, mereceu o empate”, analisou o comandante alvirrubro.

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Apesar da ressalva quanto ao mérito coral, Roberto destacou que a contribuição do Náutico foi determinante para o gol. Analisando com mais detalhes, ele percebe uma característica do seu time similar à atuação diante do Altos, no Piauí, quando o Timbu começou vencendo e cedeu o empate, perdendo a chance de se classificar para a fase seguinte da Copa do Nordeste 2018.

“O Náutico começou com ações do jogo, melhor na partida. Faltou maturidade para matar, foi displicente. Achou que estava com o jogo controlado. Castigo. Bem feito. O Santa cresceu no segundo tempo. É clássico, decidido em detalhes”, emendou. O treinador reclamou também do recuo do time, não ordenado pro ele. Citando as três substituições, com as saídades de Wendel, Jobson e Ortigoza para as entradas de Medina, Júnior Timbó e Wallace Pernambucano, respectivamente, era para colocar o time mais à frente.

Ao invés disso, a equipe passou a jogar no último terço do campo e ceder espaços. Roberto Fernandes contou os contra-ataques desperdiçados. “No quarto, a cereja do bolo. Contra-ataque. Chance fazer, mas aconteceram preciosismos, imaturidade. Perde o gol e o Santa arma o contra-ataque, a marcação recua ao invés partir matar jogada, o Santa empata, onde entendo que pelo que produziram as duas equipes e pelo erro de tomada decisão em determinada situação, acaba sendo justo o resultado. Tem merecimento não. Futebol é oportunidade aproveitada e acabou”, concluiu o técnico.



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