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12/09/17
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Jejum de Diego Souza e André contribui para seca de gols do Sport

12 / set
Publicado por Wladmir Paulino em Notícias às 18:36

Lá se vão 38 longos dias em que o Sport não marca um gol. Quando o volante Thallyson arriscou de fora da área, inclusive escorregou, e acertou o ângulo de Cássio na derrota por 3×1 para o Corinthians, mal sabia que o time embarcaria em seu pior momento na temporada. E por mais que fazer gol seja responsabilidade de quase todos, o fator principal salta aos olhos: o aplaudido André não marca um gol há 40 dias e o contestado Diego Souza já soma 54 dias de jejum.

De lá para cá o Sport teve tempo para aprimorar tanto fundamentos quanto a organização de seu jogo. O intervalo entre a derrota para o Cruzeiro e a goleada para o Grêmio foi de 12 dias. Tomou oito bolas na redes, média de duas por partida.

O jejum começou com o insosso 0x0 com a Ponte Preta, pela 19ª rodada, na Ilha do Retiro. A ladeira começou a descer de verdade a partir do dia 20 de agosto, quando caiu por 2×0 frente ao Cruzeiro, no Mineirão.

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Daí para a tragédia foi um pulo. Mesmo com tempo suficiente para recueprar jogador e consertar os erros, o abismo aumentou com os 5×0 para o Grêmio, que além do campo, desencadeou uma crise entre treinador e jogadores. Luxemburgo cobrou de forma dura, ameaçou, os jogadores não gostaram e ele teve o contrato renovado.

Depois, o técnico resolveu colocar panos mornos e deu uma chance para o time que foi goleado dar a volta por cima. Não deu. Perdeu para o Avaí por 1×0.

ARTILHEIROS

A90 e DS87 são responsáveis por 35 dos 92 gols do Sport em 2017. Isso representa 38,04% do que o time fez na temporada. André vem à frente com 19 gols. Nove deles foram marcados no Brasileirão, onde o atacante é o quarto maior goleador. O jogador, por acaso, é um dos poucos a escapar das críticas da torcida, inclusive sendo aplaudido na derrota para o Avaí. O esforço dele é notório, mas o gol não vem desde o dia 2 de agosto.

Diego Souza já e um caso mais grave, não pelo jejum ser maior, de 54 dias. Mas pelo símbolo que se tornou do clube desde que pediu para deixar o Fluminense e voltar a vestir a camisa vermelha e preta no ano passado. Foi jogando pelo Sport que chegou à seleção e, por isso, os dedos dos torcedores apontam mais para ele do que para qualquer outro quando o assunto é mostrar o ‘culpado’ pela má fase. O camisa 87 fez seu último gol nos 4×0 sobre o Atlético-GO, no dia 20 de julho, jogo em que a Ilha do Retiro estava mais para piscina do que campo de futebol.



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