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13/08/17
Os papais rubro-negros sempre tiveram motivo para comemorar. Foto: JC Imagem
Os papais rubro-negros sempre tiveram motivo para comemorar. Foto: JC Imagem

A lenda do Sport ‘Papai da Cidade’ teve seu auge com a conquista de 1975

13 / ago
Publicado por Wladmir Paulino em Notícias às 6:09

Como toda lenda há um certo exagero, mas a alcunha de ‘Papai da Cidade’ que o Sport Club do Recife carrega tem sua razão de ser. A partir da década de 1970, o time da Ilha do Retiro apresentou bons resultados quando entrou em campo no segundo domingo do mês de agosto e três anos seguidos no início da década de 1970 foram fundamentais para merecer o título, principalmente em 1975, uma das conquistas mais festejadas da história leonina.

A saga começou em 1973, quando o Santa Cruz dominava o futebol pernambucano. A primeira partida do Clássico das Multidões decisivos aconteceu no dia 12 de agosto, um Dia dos Pais. E deu Leão por 1×0, com gol de Odilon. Três dias depois um novo encontro. Os corais venceram por 2×0 com dois de Ramon e conquistaram o pentacampeonato.

12/8/1973

Local: Ilha do Retiro.
Juiz: Arnaldo César Coelho.
Renda: Cr$ 202 673,00.
Público: 31 631.
Gol: Odilon, 32 do 1.º tempo.
Sport: Adeíldo; Djair, Lima, Cidão e Marcos; Ronaldo e Draílton; Ditinho, Odilon, Maranhão e Ivanildo.
Santa Cruz: Gilberto; Gena, Rivaldo (Antonino), Paulo Ricardo e Botinha; Erb (Fernando Santana) e Luciano; Valmir, Santos, Ramón e Givanildo.

Um ano depois, em mais um Estadual, o Leão entrou em campo na mesma data festiva. Desta vez um jogo de meio de campeonato e com a Desportiva Pitu, que se transformaria depois na Desportiva Vitória. O placar foi tranquilo: 5×0. Luisinho Cearense marcou três. Adãozinho e Ditinho fecharam a conta.

11/8/74
Local: Arruda.
Juiz: Gilson Cordeiro.
Renda: Cr$ 26 328 (3 678 pagantes).
Gols: Luisinho Cearense, 8, e Adãozinho, 27 do 1.°; Luisinho Cearense, 18 e
39, e Ditinho, 42 do 2.°
Expulsões: Marcos e Carlinhos.
Sport: Adeildo; Marcos, Cidão, Alberto, Luisinho Paulista, Wilson,
Feitosa, Luis Fumanchu (Ditinho), Adãozinho (Helinho), Luisinho
Cearense e Orlando.
Desportiva: Laursa; Lula (Lulinha). Carlos, M

FIM DO JEJUM

A relação estreia com as vitórias no Dia dos Pais chegou ao auge no dia 10 de agosto de 1975. Os rubro-negros não levantavam uma taça havia 12 anos e os torcedores rivais já provocavam chamando o time de Leão XIII, alusão ao Papa, que comandou a Igreja Católica entre 1878 e 1903. Depois de um investimento pesado em contratações pelo então presidente Jarbas Guimarães, o hiato chegou ao fim num domingo, no estádio dos Aflitos. Assis Paraíba marcou o gol da vitória aos 23 minutos do primeiro tempo e o Sport conquistava o Pernambucano pela 20ª vez em sua história.

Local – Aflitos;
Juiz: Sebastião Rufino:
Renda: CrS 155 314,00;
Público: 12 140;
Gol: Assis 23 do 1.°;
Expulsão: Paraguaio;
Cartão amarelo: Jorge Mendonça, Miguel, Lima e Baiano.
Sport: Tobias, Marcos, Pedro Basílio. Alberto, Cláudio, Luciano, Assis, Miltão (Peri), Garcia, Dario e Peres
Náutico: Neneca, Miguel, Beliato, Sidclei, Draílton, Juca Show, Vasconcelos. Baiano. Jorge Mendonça, Paraguaio e Lima (Dedeu)

EQUILÍBRIO

O tempo passou e outros resultados aconteceram em Dias dos Pais. As vitóriaS foram mais frequentes que os outros resultados até meados dos anos 1990 quando os estaduais começaram a encolher em detrimento do Brasileirão e o aumento, ano a ano, dos clubes participantes da Copa do Brasil – a competição começou a ser disputada em 1989.

Um clássico sem vitória rubro-negra aconteceu em 1981, ano em que os leões conquistaram o bicampeonato. Santa e Sport se encontraram no Arruda e o time da casa arrancou o empate por 2×2 aos 40 minutos do segundo tempo depois de os visitantes fazerem 2×0 (Roberto e Nilson) no primeiro tempo. Eli e Aluisio marcaram para o Santa. Nesse jogo, o árbitro Glson Cordeiro expulsou três jogadores rubro-negros: Merica, Givanildo e o goleiro País.

Em 1984, o jogo disputado com muito equilíbrio foi contra o Náutico, na Ilha do Retiro, pelo segundo turno do Pernambucano. Heider pôs o Sport na frente no primeiro tempo e Careca empatou para os alvirrubros na segunda etapa. A igualdade forçou uma prorrogação, em que prevaleceu novamente o equilíbrio com outro empate: Baiano (Náutico) e Bianque (Sport) marcaram. Nos pênaltis, os alvirrubros venceram por 4×3 e conquistaram a segunda parte da competição.

RECENTE

No ano passado, não teve Sport em campo no Dia dos Pais, mas os papais rubro-negros puderam fazer a festa na véspera, quando o Leão venceu o Flamengo por 1×0 na Arena de Pernambuco com gol de Edmílson. No ano anterior, quando os rubro-negros fizeram sua melhor campanha na era dos pontos corridos o time vencia o Atlético Paranaense na Arena da Baixada até os acréscimos, com um gol de Marlone aos 15 do primeiro tempo. O Furacão só empatou aos 52 minutos da segunda etapa – foram sete minutos de acréscimo.



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