Confira o Replay desta quinta-feira

Sem estádio, Náutico pena atrás de patrocínio

Foto: Guga Matos/JC Imagem

Foto: Guga Matos/JC Imagem

A falta de de um estádio próprio é um complicador não só para a torcida do Náutico, que ainda não se adaptou completamente à Arena Pernambuco. A direção de marketing também vem encontrando dificuldades neste aspecto. Segundo o diretor de marketing do clube, Fábio  Lins, a ausência de um lugar próprio para mandar as partidas é uma das dificuldades na hora do Timbu garimpar patrocinadores.

“Não é que a Arena atrapalha. Eles são um parceiro valioso da gente. O que quero dizer é que a falta de um estádio atrapalha porque diminui o nosso leque de negociações. O nosso circulante de aproveitamento de bares e lojas diminui sem um estádio”, disse Fábio ao Blog.

Ainda de acordo com Lins, uma negociação junto com a Arena é possível, mas deve respeitar os interesses comerciais de quem administra o estádio de São Lourenço da Mata. Como um grupo de cerveja patrocina o Arena, o Timbu não pode fechar o pacote (clube e estádio) com um concorrente, por exemplo. “Eles também possuem os interesses deles e temos que respeitar isso”.

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A alternativa que o marketing do Náutico vem encontrando é negociar os patrocínios sem envolver o estádio. Além disso, está procurando parceiros pontuais para determinados jogos, por exemplo. Outra possibilidade é vender pequenos espaços da camisa, como foi o caso do patrocínio recente para a região dos ombros. “Vamos dar uma dinâmica nova para nosso mercado. A ideia é não procurar somente grandes empresas, mas parceiros pontuais”, argumentou.

Com relação ao tão aguardado patrocínio master, Fábio Lins pontuou que realmente o prazo foi esgotado para encontrar um, mas que a direção continua trabalhando forte para fechar um acordo o mais breve possível. Atualmente, uma empresa do ramo de alimentos estampa a marca na camisa alvirrubra. Eles, contudo, não se configuram em patrocínio master.

Zagueiro do Sport convocado para o Sul-Americano sub-17

Adryelson já havia sido convocado duas vezes para um período de treinos. Foto: site oficial

Adryelson já havia sido convocado duas vezes para um período de treinos. Foto: site oficial

O zagueiro Adryelson, do Sport, foi convocado para disputar o Sul-Americano sub-17 com a Seleção Brasileira entre os dias 4 e 17 de março no Paraguai. A lista com os 22 convocados foi divulgada nesta quinta-feira (26), pelo técnico Caio Zanardi, em Itu, onde a garotada termina a fase de preparação para a competição.

O defensor leonino já havia sido chamado para dois períodos de testes no ano passado, em setembro e dezembro. Ele foi campeão pernambucano sub-17 e disputou a Copa São Paulo de Juniores em janeiro, com apenas 16 anos. As boas atuações pelas equipes de base da Ilha fizeram o clube assinar o primeiro contrato profissional do atleta, que tem duração de cinco anos.

O Brasil estreia no Sul-Americano no dia 5 de março, diante da Colômbia. A Canarinha está no grupo A, que, além dos colombianos, tem Paraguai, Venezuela e Peru.
A lista de convocados é a seginte:

Adryelson (Sport)

Andrey (Vasco da Gama)

Bruno (Goleiro) (Coritiba)

Caíque (São Paulo)

Carlinhos (Goleiro) (São Paulo)

Eronildo (Vitória)

Evander (Vasco da Gama)

Jean (Grêmio)

Juliano (Goleiro) (Atlético Paranaense)

Kleber (Flamengo)

Leandro (Ponte Preta)

Léo (Corinthians)

Lincoln (Grêmio)

Marco Túlio (Atlético Mineiro)

Matheus Mascarenhas (Fluminense)

Matheus Pereira (Corinthians)

Mauro Júnior (Desportivo Brasil)

Ramon (Fluminense)

Renan (Corinthians)

Riuler (Atlético Paranaense)

Ronaldo (Cruzeiro)

Zé Marcos (Atlético Paranaense)

Nielson Nogueira apita o Clássico das Emoções

O árbitro Nielson Nogueira Dias terá o dever de comandar o Clássico das Emoções do próximo domingo, na Arena Pernambuco. Ele será auxiliado por Wlademir de Souza Lins e Ricardo Chianca.

Este será o terceiro jogo de Nielson no Pernambucano. Ele já comandou Serra Talhada 3×0 Santa Cruz e vai trabalhar nesta quinta-feira, em Sport x Central, na Ilha do Retiro.

Replay – Corrida das Pontes é lançada no Recife

Verdades e mentiras sobre o público do clássico

Público no Clássico das Emoções foi cerca de 10% da capacidade da Arena Pernambuco. Foto: Guga Matos/JC Imagem

Público no Clássico das Emoções foi cerca de 10% da capacidade da Arena Pernambuco. Foto: Guga Matos/JC Imagem

É verdade que o público do clássico entre Náutico e Santa foi inferior ao de Serra Talhada e Salgueiro, mas outras verdades também precisam ser ditas.

A primeira é que não se pode afirmar precisamente se o público no Nildo Pereira, em Serra Talhada, foi mesmo de 4.859 pessoas (contra 4.626 na Arena), afinal, é mais do que sabido que os sabidos cartolas dos times de interior, com a anuência velada da FPF e do poder público, superfaturam a presença nos estádios a fim de faturar um pouco mais com o Todos com a Nota.

No ano passado, o Diario de Pernambuco empreendeu uma batalha contra os públicos fantasmas e flagrou diversos jogos com arquibancadas às moscas que contrariavam os números dos borderôs, fenômeno nunca explicado por quem deve.

Mas mesmo que tivesse sido, vá lá, é um público realmente mequetrefe e que merece críticas, mas não deixa de soar estranho e até constrangedor que elas também partam da Globo.

Tudo bem, a qualidade dos times não é assim tão grande, nem o Estadual é hoje o que já foi, mas se tem algo que afugenta o público do estádio é o horário do jogo, indecorosamente marcado por imposição da emissora às 22h de um dia de semana, incompatível com o horário de funcionamento do transporte público e com os índices de violência do Estado.

Para se ter um ideia, em Londres, onde se muito morre meia-dúzia de pessoas vítimas de arma de fogo por ano, com mais 200 estações e 500 quilômetros de extensão de metrô, os jogos à noite nunca começam além das 19h30, para que o torcedor encha o estádio e retorne são e salvo.

Eu até acho que numa circunstância dessas, sem segurança e saber ao certo que vai voltar para casa, e ainda com o jogo transmitido ao-vivo e de graça para a TV, inclusive para a mesma cidade, cada um dos 4.626 torcedores na Arena em vez de serem criticados, deveriam ser parabenizados pela coragem e amor ao clube.

Que fique claro que não se trata de uma crítica aos profissionais da Globo, praticamente todos caros amigos meus e certamente entre os melhores do estado, uma casa que orgulhosamente tomei parte e onde inclusive passei anos comentando nos canais pagos jogos em horários igualmente inapropriados. Era, assim como eles são, tão vítimas quanto qualquer um do surreal horário dos jogos.

Toda vez que escrevo sobre isso, um cético aparece para comentar o post dizendo que é assim mesmo, quem paga faz o que quer, ou algo que o valha. Pode ser. Mas eu ainda acho que quanto maior o poder, maior a responsabilidade.

O público pequeno do clássico, digno de um jogo entre modestos, mostra exatamente o tamanho do cuidado que estão tendo com o nosso futebol.

Resiliente, Betinho venceu a pressão no Santa Cruz

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Resiliência é a qualidade que alguns metais têm de voltarem à forma original após serem dobrados ou contorcidos até quase partirem.

Betinho pode não ter qualidade no drible, nem tanta velocidade assim, características que poderiam sepultar a carreira de um jogador profissional. Poderia, não fosse o atacante do Santa Cruz resiliente a pressões e frustrações.

O gol no clássico contra o Náutico, que deu a vitória e um sopro de vida ao Santa Cruz, foi um prêmio à resiliência do jogador.

A vida de Betinho não tem sido fácil, desde a chegada da concorrência pesada de Anderson Aquino e Bruno Mineiro, sinal de que o banco de reservas poderia ser uma realidade, passando por boatos de que seria emprestado.

Era até justo se ele tivesse se curvado aos fatos até o ponto de quebrar. Mas não. O sinal de resiliência veio na boa atuação na primeira vitória coral, com duas belíssimas e precisas assistências para os gols da vitória.

Veio o jogo com o Salgueiro e mais um teste. A marcação implacável e até surreal da trave, três bolas que poderiam ser três gols. Betinho sofreu um novo golpe, balançou, envergou, mas, resiliente, voltou à posição original.

O clássico já chegava ao fim, mas antes que a cortina baixasse, um descuido da zaga alvirrubra, uma jogada de velocidade e o cruzamento rasteiro. Não havia ninguém para dar uma assistência perfeita. Era só Betinho, as traves e seus demônios.

Devidamente exorcizados assim que a bola cruzou a linha.

Renato e o difícil parto como atacante do Náutico

Renato abriu o placar para o Náutico. Foto: Guga Matos/JC Imagem

Renato abriu o placar para o Náutico. Foto: Guga Matos/JC Imagem

O nascimento de um jogador é literalmente um parto.

O nome Renato vem do latim “renascer” e é justamente o que o jovem atacante do Náutico tenta jogo após jogo. Mas cortar o cordão umbilical que mantém o prata-da-casa preso à base não é tarefa fácil. Requer além de talento, personalidade e persistência.

No clássico contra o Santa, Renato teve mais uma chance de renascer. Apesar da apresentação instável do time, a sorte lhe sorriu num lance raro de coordenação do ataque que culminou com a bola limpa na área e a vista livre pro gol. Chute seco e rede balançando.

Na comemoração do atacante, o grito dele era como o urro do choro de um recém-nascido.

Uma boa atuação num clássico, pelo grau de dificuldade e visibilidade, pode ser a certidão de nascimento de um jogador profissional e Renato viu de perto a chance de nascer para o mundo de futebol.

Segundo tempo, outro raro momento de lucidez no ataque alvirrubro e a defesa do Santa se apavorou. A barra então ficou aberta para o atacante do Náutico, as redes clamando para serem estufadas.

Mas não foi ainda dessa vez que Renato finalmente nasceu para o futebol. A bola explodiu no travessão. Faltou maturidade para a conclusão perfeita. E em vez de deixar o campo consagrado, foi substituído entre vaias e discretos aplausos, arrastando o cordão umbilical Arena afora.

A gestação prossegue.

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