Técnico do Náutico comemora mais opções para montar time

Lisca tem mais opções para armar o Náutico na decisão de quarta-feira. Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Lisca tem mais opções para armar o Náutico na decisão de quarta-feira. Foto: Diego Nigro/JC Imagem

O empate com sabor de vitória arrancado pelos reservas do Náutico diante do Bragantino, na largada da Série B, no último sábado (19), em Bragança Paulista, não mudou o pensamento do técnico Lisca em fazer mudanças na equipe para a decisão com o Sport, na quarta-feira (23), mas, sem dúvida, ampliou o leque de opções do comandante se quiser criar alguma situação diferente.

Dos que entraram em campo no interior paulista, quem tem mais chances de jogar é o atacante Geovane, substituído no intervalo, reconhecidamente para ser poupado. Lisca, no entanto, elogiou a todos genericamente. “A postura de alguns jogadores contra o Bragantino me agradou bastante. É bom chegar em uma momento decisivo com os atletas respondendo tão bem dentro de campo”, enfatizou.

Geovane pode ser aproveitado para a formação mais ofensiva que o timbu fatalmente apresentará no clássico, já que não tem outra alternativa a não ser vencer. Um triunfo timbu leva a decisão para as cobranças de tiros livres diretos da marca do pênalti, já que no primeiro confronto o Sport saiu vencedor por 2×0,  na Ilha do Retiro.

Técnico diz que Sport precisa ser mais respeitado e vê resultado justo

Sempre tranquilo nas entrevistas, o técnico do Sport, Eduardo Baptista reclamou do que entendeu como uma pergunta desrespeitosa de um radialista de São Paulo. Quando foi questionado se tinha entrado em campo para não perder por não ter se manifestado quando o gol de empate santista foi validado, o comandante leonino respondeu a altura: “Não vim preocupado em perder. O Sport não veio aqui para jogar futebol. Não reclamei porque não cabe a mim reclamar. O Sport tem uma diretoria responsável. Fico atento ao meu jogo. O Sport precisa é de mais respeito quando vier jogar aqui em São Paulo”.

A respeito dos dois tempos distintos – o primeiro apenas marcando e o segundo jogando de igual para igual – ele explicou que orientou seus atletas a ter mais a posse de bola e essa posse poderia render algo melhor, como terminou acontecendo. “No primeiro tempo o time marcou bem, mas ficou preso para jogar. No segundo, Ananias deu mais mobilidade pelo lado esquerdo”, avaliou.

Apesar disso, ele viu o resultado como justo. Considerou o ponto somado importante pela força que tem a equipe do Santos. “O segundo tempo foi bom, com personalidade, jogando e agredindo. Um dos nossos objetivos era somar pontos e acho que o resultado de 1×1 acabou sendo justo pelo que o Santos fez”, pontuou.

Autor do primeiro gol rubro-negro nesta volta à Série A, Neto Baiano não teve rodeios ao avaliar o jogo e o que ele serviu para o time. Ele vai brigar para ser artilheiro e rejeita qualquer insinuação de que os campeões do Nordeste vão apenas brigar para não cair para a Série B. “O Sport vem forte e não vamos disputar rebaixamento, vai ser algo maior, que é o título. E me empenho para ser artilheiro de todas as competições que disputar”, apontou.

O atacante também comentou duas situações que charam a atenção: o gol do Santos e sua reclamação com o lateral-direito Patric ao final do primeiro tempo. Não polemizou em nenhum dos dois. Sobre o gol, reconheceu que os erros acontecem, embora o peso seja diferente quando é uma equipe sem a mesma força de um Santos ou Corinthians. “Não foi desrespeito, mas há uma tendência maior para os times maiores, como Santos e Corinthians”.

A discussão com o companheiro foi classificada como uma cobrança normal. Segundo ele, faltava muito pouco para terminar o primeiro tempo e na cobrança de falta poderia conseguir o gol. Mas Patric entrou na jogada e apenas repôs a bola em jogo. “Essa cobrança faz parte, tanto eu com eles quanto deles comigo. Quero o melhor para o Sport”, finalizou.

Sport melhora no segundo tempo mas gol duvidoso do Santos tira a vitória

Foto: site oficial do Santos Futebol Clube

Foto: site oficial do Santos Futebol Clube

Um gol duvidoso de Gabriel tirou do Sport a chance de estrear com vitória na Série A do Campeonato Brasileiro. Depois de um primeiro tempo em que foi totalmente dominado, os rubro-negros entenderam o recado e voltaram para a etapa final mais ligados. Agora, as atenções estão voltadas para o Campeonato Pernambucano, competição que os leoninos decidem com o Náutico na próxima quarta-feira (23), na Arena Pernambuco.

» Técnico diz que Sport precisa ser mais respeitado e vê resultado justo

O Sport sofreu o que fez a maioria de seus adversários sofrerem na Copa do Nordeste e Campeonato Pernambucano. O Santos adiantou a marcação e anulou o setor de criação pernambucano. Renan Oliveira, que deveria ser o principal articulador, só tocou na bola durante os dez primeiros minutos para bater falta. No setor de Ewerton Páscoa e Rodrigo Mancha começava a caçada dos santistas.

Essa pressão rendeu duas grandes chances em sequência para os donos da casa. Aos quatro minutos, Geuvânio arriscou de fora da área e a bola passou raspando a trave esquerda de Magrão. No minuto seguinte, a mesma trave recebeu uma tremenda bomba de Cicinho. O lateral arrancou pelo meio e estava atento numa bola cortada por Durval. Livre, carimbou o poste.

O time da Ilha do Retiro limitava-se apenas a marcar, mas viu que na Série A vai ser complicado. Com muita movimentação de Geuvânio, Cicinho e Leandro Damião, o Santos conseguia confundir a marcação leonina e Geuvânio, que estava com boa pontaria para o lugar mais difícil, acertou a trave direita aos 15 minutos. Dois minutos depois foi a vez de o volante Gabriel aparecer como elemento surpresa e chutar fraco, o suficiente para Magrão defender.

O primeiro tempo serviu para dar um choque de realidade no Sport. O ritmo de jogo imposto pelo Santos é bem mais veloz do que qualquer equipe que os rubro-negros enfrentaram até a semana passada, seja no Pernambucano ou no Nordestão. Essa velocidade constata-se não só com a bola nos pés, mas também na disposição para retomá-la. E jogadores como Renan Oliveira, Wendel, Felipe Azevedo e Neto Baiano pareciam estar numa rotação mais lenta e, por isso, foram facilmente anulados.

O bombardeio do Santos também teve a bola parada. Aos 33, Cícero bateu falta e Magrão voou para fazer grande defesa. O mesmo Cícero, um minuto antes, perdeu a bola na saída do jogo, mas Neto Baiano chutou fraco, fácil para a defesa de Aranha.

Os dois times voltaram para o segundo tempo sem alterações e o Santos perdeu aqueles gols chamados de feitos aos três minutos. Cícero fez um lançamento longo. Ferron furou e Thiago Ribeiro ficou com a bola esperando a aproximação de Magrão. Quando ela aconteceu, ele deu um toque curto para o lado, onde estava Leandro Damião. Este também tocou curto, mas errou o gol aberto e mandou para fora.

O Sport só mostrou que o choque tomado no primeiro tempo fez efeito aos 18 minutos. Patric inverteu bem o jogo e encontrou Renê sozinho entrando pela esquerda. Ele chutou forte e Aranha defendeu parcialmente e conseguiu segurar na segunda uma fração de segundo antes da chegada de Neto Baiano. Na segunda tentativa, o Leão já tinha Rithely e Ananias nos lugares de Ewerton Páscoa e Wendel. O Sport ganhou em mobilidade sem ficar desorganizado, por isso, passou a chegar mais no campo defensivo do oponente

Aos 23, Renê cruzou novamente e desta vez Neto Baiano ajeitou para Patric chutar completamente torto. Desta vez jogando futebol, procurando competir, o time pernambucano conseguiu seu gol aos 27. Felipe Azevedo entrou pela direita e cruzou rasteiro. Encontrou Neto Baiano livre na linha frontal de pequena área. Ele só teve o trabalho de empurrar para o gol.

Meio que no desespero, até porque já desperdiçara gols de todas as formas, o Santos partiu para tentar a igualdade. E conseguiu de forma bastante contestada pelos leoninos aos 34. Geuvânio chutou de longe e Gabriel, em posição bastante duvidosa, desviou de cabeça para o gol. Mesmo depois de muita chiadeira dos rubro-negros, consulta ao assistente, o gol foi validado.

Nos minutos finais o Santos tentou pressionar de qualquer jeito, inclusive pediram um pênalti num cruzamento de Mena que bateu no braço esquerdo de Ferron. Mas o Sport estava mais organizado e não só se defendeu bem como conseguiu manter a posse de bola o suficiente para evitar um bombardeio.

Ficha do jogo:

Santos: Aranha; Cicinho, Neto (Jubal), David Braz e Mena; Arouca (Alan Santos), Gabriel, Cícero e Geuvânio; Thiago Ribeiro (Lucas Lima) e Leandro Damião. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Sport: Magrão; Patric, Ferron, Durval e Renê; Rodrigo Mancha, Ewerton Páscoa (Rithely), Wendel (Ananias) e Renan Oliveira (Augusto); Felipe Azevedo e Neto Baiano. Técnico: Eduardo Baptista.

Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP). Árbitro: Arílson Bispo da Anunciação (BA). Assistentes: Rodrigo Pereira Joia e Silbert Faria Sisquim (ambos do RJ). Gols: Neto Baiano, aos 27; e Gabriel, aos 34 do segundo tempo. Cartões amarelos: Jubal, Ferron e Rodrigo Mancha.

Primeiro tempo: Sport sofre pressão mas consegue manter o 0×0

Bastaram 45 minutos para o Sport ter o choque de realidade da Série A. Num ritmo veloz, tanto com a bola nos pés quanto na correria para retomá-la, o Santos dominou amplamente o Leão no primeiro tempo. O placar só ficou em branco porque Geuvânio estava com a pontaria mais afiada para acertar as traves e quando a bola foi no alvo, Magrão estava atento. Foram duas grandes defesas do camisa 1 leonino. Criativamente, os pernambucanos foram quase nulos. Renan Oliveira e Wendel foram anulados e, tanto Patric quanto Renê não tinham como avançar para não deixar espaço lá atrás.

Vila Belmiro: Santos e Sport definidos

Santos: Aranha; Cicinho, Neto, David Braz e Mena; Arouca, Gabriel, Cícero e Geuvânio; Thiago Ribeiro e Leandro Damião. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Sport: Magrão; Patric, Ferron, Durval e Renê; Rodrigo Mancha, Ewerton Páscoa, Wendel e Renan Oliveira; Felipe Azevedo e Neto Baiano. Técnico: Eduardo Baptista.

Santa Cruz: muitos nomes e nenhuma confirmação de técnico

Marcelo Martelotte é um dos técnicos citados para substituir Vica. Foto: Guga Matos/JC Imagem

Marcelo Martelotte é um dos técnicos citados para substituir Vica. Foto: Guga Matos/JC Imagem

Uma enxurrada de técnicos estão sendo citados, e nenhum confirmado, para comandar o Santa Cruz a partir de agora. A diretoria espera fechar com um profissional até esta segunda-feira (21), tanto que ainda não confirmou quem vai colocar o time em campo diante do Salgueiro, na terça (22), pelo segundo jogo da decisão do terceiro lugar do Campeonato Pernambucano.

Se o novo comandante não estiver no Recife, a responsabilidade deve ficar para o gerente de futebol, Ataíde Macedo. Quem comandou os trabalhos na reapresentação deste domingo (20) foi o preparador físico Jaílton Cintra.

Sobre os nomes, um dos mais fortes está bem complicado. Trata-se de Oliveira Canindé, campeão da Copa do Nordeste no ano passado pelo Campinense e atualmente no América de Natal-RN. O bom momento do time potiguar impede a negociação. Seguindo a lista, o nome de Sidney Moraes, valorizado após bom trabalho no Icasa em 2013, é visto com bons olhos. O problema é que ele assumiu o Vila Nova, de Goiás, há uma semana.

Roberto Fernandes, com três passagens pelo Náutico, tem rejeição dentro do clube por ser assumidamente torcedor do clube alvirrubro. Givanildo Oliviera, inicialmente, não interessa. Marcelo Martelotte, campeão pernambucano no no passado pelo Santa, acabou de ser campeão pelo Atlético de Goiás. Também se fala em Doriva, campeão paulista pelo Ituano. Porém, o título recente valorizou demais o ex-volante.

Presidente da Portuguesa diz que desistiu da Série A

portuguesa
Presidente Ilídio Lico admitiu que não há mais o que ser feito. Foto: divulgação

Da Agência Estado

A Portuguesa desistiu definitivamente neste domingo de disputar a primeira divisão do futebol brasileiro. O presidente Ilídio Lico admitiu que não há mais o que ser feito e, apesar do sentimento de injustiça, vai acatar a decisão da CBF e disputar a Série B do Campeonato Brasileiro.

“Estou muito triste, mas não tem jeito. Tudo já está determinado e temos que aceitar jogar a Série B. Nós só podemos lamentar que isso aconteceu com a Portuguesa. Agora eu vou entrar no próximo jogo normalmente”, desabafou o presidente, em conversa com a reportagem.

O dirigente revelou ainda que já há algum tempo ele havia tomado esta decisão, dizendo que não era sua vontade entrar na Justiça comum. Segundo Ilídio, ele foi obrigado a tirar o time de campo na partida contra o Joinville, na última sexta-feira.

“Não era a minha vontade. O normal era que antes do jogo essa liminar fosse cassada”, disse, pedindo a compreensão dos torcedores. “Eu entendo que a torcida está revoltada com isso, mas espero que ninguém mais coloque liminares porque isso está prejudicando ainda mais o clube”.

Questionado se teme alguma outra punição à Portuguesa após a confusão em Joinville, ele se mostrou tranquilo. “Eu não acredito em retaliação nesse caso. Nós tentamos adiar a partida para evitar qualquer problema, mas era uma liminar na Justiça e todos tem que respeitar.”

ENTENDA O CASO – Depois de toda a confusão envolvendo o meia Héverton, que acarretou com o rebaixamento do clube, a Portuguesa buscou na justiça retomar o seu direito de disputar a Série A. As tentativas, porém, não obtiveram resultado através do tribunal desportivo. Depois disso, a Lusa passou a depender da Justiça comum e, com uma liminar conseguida na última semana, a equipe retomava o seu lugar na primeira divisão.

Apesar disso, a Portuguesa entrou em campo normalmente para a primeira rodada da Série B, mas, aos 17 minutos de jogo, foi obrigada a deixar o campo de jogo por causa da liminar. A decisão acabou sendo cassada na noite de sábado pela CBF, que ameaçou novas punições ao clube paulista.

Homenagem a Luciano do Valle

Lembro como se fosse hoje a preparação da minha família para assistir aos jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1982. Eu ainda não tinha ideia do quanto era importante o Mundial. Mas a comoção da família e da minha vizinhança era algo fantástico.

Minha mãe colocava o aparelho 3em1 bem próximo da porta da sala e os caixas para fora de casa, no terraço. Ficava sem entender aquilo. Meia hora antes de a bola começar a rolar, já estávamos diante da TV. A primeira partida era Brasil x URSS, transmitida ao vivo pela Rede Globo, direto de Sevilha.

A voz marcante da transmissão era dele: Luciano do Valle.  Gostava demais de ouvi-lo. A emoção transbordava na tela. O som da TV fica alto para que a gente sentisse a adrenalina do jogo em cada lance. Tudo graças a seu talento. Quando o Brasil sofreu o gol de Bal, num frangaço de Valdir Peres, a tristeza em sua voz contaminava a sala. Todos abatidos.

O Brasil sofreu em campo. Luciano sofria também. Ficava angustiado com o fato de o Brasil lutar e não conseguir furar o bloqueio russo. Nós íamos com ele. Pela primeira vez eu estava envolvido com o futebol de uma maneira maluca. Mas aí veio os dois golaços da seleção. Sócrates e Éder. Valle explodia a alegria do povo brasileiro. No final do jogo, passei a entender o aparelho 3em1 no terraço: as marchinhas da seleção (“Eu te amo meu Brasil”, “Pra frente Brasil”) eram tocadas a todo volume.

Passei a acompanhar as transmissões dos jogos de futebol na TV graças a Luciano do Valle. Na época, poucos jogos eram transmitidos. Na Copa do Mundo de 1986, ele não foi mais o narrador oficial da Rede Globo. Já estava em outra emissora. E o domingo ficou esportivo. Luciano estava na Band, comandando uma equipe esportiva gigante e nos premiando com o Show do Esporte: o domingo inteiro de tramissões esportivas, que começavam com os jogos do campeonato italiano. Em seguida, tínhamos as transmissões de jogos de sinuca (Com Ruy Chapéu), boxe (Maguila), Copa do Mundo de Futebol Masters e outras modalidades pouco vistas na TV até então.

 

Depois, Luciano promoveu um projeto bacana: o Verão Vivo.  As trasmissões aconteciam diretamente do litoral paulista. Com jogos, entrevistas e atrações musicais. Acredito que esse projeto foi que o fez aterrissar no Recife e fortalecer seu elo com a capital pernambucana. Foi Luciano que enxergou o potencial televiso do Campeonato Pernambucano. Os jogos começaram a ser transmitidos pela TV graças a sua ousadia. Luciano não era estrela e viajava para interior fazendo da competição uma verdadeira festa.

Em 2001, tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente. Naquele ano, ao lado de Gustavo Aguiar e do jornalista Hugo Figueiredo, amigo de faculdade, organizamos a Copa do Nordeste de Futebol Juniores. Luciano do Valle transmitiu a grande final, direto dos Aflitos, entre Sport e Bahia.

Na noite do dia 19 de abril, Luciano do Valle se foi. Deixou órfão uma legião de fãs da minha geração que, começavam a amar futebol ouvindo suas transmissões. Um entusiasta do esporte. Um profissional simples, dedicado e que amava o seu ofício. E que soube como poucos contagiar a emoção o povo brasileiro através da sua voz inconfundível.

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