1978: o meu Contador de Histórias e Herói

Por Alessandro Matias*

Ontem foi embora mais um herói. Aquele ícone que me fez gostar e amar futebol. Para muitos, exageros de um escritor que quer chamar a atenção para o texto. Explico.

Imagine os anos de 1977/78. Neste período eu cheguei em Recife para morar, como faço até hoje. Nesta década a cidade e o mundo eram, literalmente, diferentes.

Fui morar na praia de Piedade. Hoje é simples (se retirarmos os engarrafamentos) dizer que mora lá. Para se ter uma pequena ideia, o bairro se comportava como uma praia de veraneio. Para ir a Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, era preciso se encaminhar pelo bairro da Imbiribeira ou, no máximo, encarar o asfalto até um pouco antes do Hospital da Aeronáutica ( pela Avenida Boa Viagem).

De resto, era apenas mato, pés de cajú e areia preta. Muita!

Cheguei criança, claro… Talvez o futebol ainda não estivesse na minha alma como ficou, ao longo dos anos, eternizado. E não estava. O esforço do meu pai para me fazer um torcedor do Sport foi grande. Imagine uma criança sem vínculo com o clube, morando longe e ouvindo apenas que o Corinthians, Flamengo, Vasco, Grêmio e Inter eram os melhores? E onde entra Luciano do Valle?

Calma… Continue imaginando aquele tempo. Nele não tinha esta pressa de chegar nos ”finalmentes”, como hoje. A tecnologia retirou o basilar do homem, que é ter calma, ler com atenção e IMAGINAR. Esta é a palavra chave do texto: I-M-A-G-I-N-A-R.

A leitura de hoje é vítima de descargas de informações na internet. Infelizmente.

Voltando aos anos 70…

Esqueçam internet e operadoras de comunicação. Celular? Quem falasse sobre isso era dado como um lunático. O universo se resumia ao rádio, apenas, e as televisões não eram esta magia de tecnologia e de câmeras. Pouco se tinha de imagem.

A primeira cena que lembro ao falar deste herói (Luciano) é o Brasil disputando a Copa do Mundo da Argentina, a sua “maior” rival.

Lembro do que eu, como criança, tinha em mente naqueles momentos de imagem e áudio (mais áudio do que imagem, claro!). E Luciano, como um contador de histórias, me repassava tudo o que eu gostaria que fosse contado como nos dias de hoje.

Das poucas referências visuais que tive, todas eram imagens borradas e com pouca qualidade. A qualidade das transmissões era assim. Lembro dos calções e camisas compridas e ao mesmo tempo apertadas nos atletas… O que para os dias de hoje seria uma moda “feia”. O restante da Copa foi o Contador de Histórias quem me relatou.

O Brasil, como todos sabem, não ganhou o torneio mundial, porém eu ganhei uma das coisas mais belas e que me fascina até hoje, o Futebol.

Talvez eu não tivesse conhecido os colegas de escola, os amigos de rua, não tivesse participado dos times de bairro e nem a vida sadia que tive. O pior? Não teria vestido o uniforme do clube de coração e jogado nele anos mais tarde.

É, seu Luciano, a responsabilidade foi grande! A mensagem chegou e surtiu o efeito desejado.

Não vou ousar em dizer que hoje é muito fácil fazer uma locução de jogo. Claro que não é. Porém, Luciano abriu o caminho de um mundo que pouco se tinha conhecimento (comparando com hoje). A voz dele gritando gol foi um marco inicial, e todos os que fazem futebol hoje são um pouco dele. Luciano não tinha concorrente. Ele era o Pelé da voz e do saber contar uma história.

Obrigado Luciano do Valle.

* Alessandro Matias é torcedor do Sport e responsável pelo site Eu Pratico Sport.

O texto não reflete necessariamente a opinião do Blog do Torcedor.

Technos lança coleção de relógios em homenagem às conquistas da seleção brasileira

Do Lancenet!

A Technos lança a coleção de relógios Capitães da Taça, uma homenagem a cinco capitães brasileiros campeões mundiais e suas conquistas históricas. Admirados por mais de 200 milhões de torcedores, Bellini, Mauro Ramos, Carlos Alberto Torres, Dunga e Cafu são os craques homenageados pela relojoaria. A coleção Special Collection Capitães da Taça, adianta a Technos, será exclusiva e limitada (1.500 unidades).

A coleção chegará às lojas com cinco relógios assinados por cada ex-jogador, em caixa premium de couro, com cinco medalhas comemorativas representando o triunfo em cada Copa do Mundo. Os kits custam R$3 mil e a partir de maio a marca estará disponibilizados os modelos separadamente.

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A Inglaterra no Brasil: a ligação entre dois países do futebol

Do site oficial da Fifa

“Numa tarde fria de outono em 1895, reuni os amigos e convidei-os a disputarem uma partida de football. Aquele nome, por si só, já era novidade, visto que na época somente conheciam o críquete”, afirmou Charles William Miller, em depoimento à revista “O Cruzeiro”, em 1952. Essa frase pode parecer absolutamente normal em muitos territórios, nos quais os gramados servem de base para jogadores munidos de bastões e outros apetrechos. Neste caso, porém, o personagem estava se referindo à cidade de São Paulo, a maior do Brasil. Sim, o Brasil, o país do… críquete?

Ao menos no final do século 19, a impressão era essa. Mas esse paulistano, descendente de ingleses e escoceses, tratou de fazer sua parte para mudar o curso da história, a ponto de ser considerado o grande pioneiro da modalidade que se tornaria praticamente uma religião para sua nação.

Se, mais de cem anos atrás, o nome mais difundido do esporte era o football – em inglês mesmo –, não tardou muito para que os brasileiros, tal como fizeram com a prática do esporte em si, se apoderassem do termo, aportuguesando tudo. Nasceu, então, o “futebol” – assim como outros vocábulos derivativos, como “chutar” (shoot), “driblar” (dribble) e, claro, o “craque” (crack).

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Técnico do Náutico comemora mais opções para montar time

Lisca tem mais opções para armar o Náutico na decisão de quarta-feira. Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Lisca tem mais opções para armar o Náutico na decisão de quarta-feira. Foto: Diego Nigro/JC Imagem

O empate com sabor de vitória arrancado pelos reservas do Náutico diante do Bragantino, na largada da Série B, no último sábado (19), em Bragança Paulista, não mudou o pensamento do técnico Lisca em fazer mudanças na equipe para a decisão com o Sport, na quarta-feira (23), mas, sem dúvida, ampliou o leque de opções do comandante se quiser criar alguma situação diferente.

Dos que entraram em campo no interior paulista, quem tem mais chances de jogar é o atacante Geovane, substituído no intervalo, reconhecidamente para ser poupado. Lisca, no entanto, elogiou a todos genericamente. “A postura de alguns jogadores contra o Bragantino me agradou bastante. É bom chegar em uma momento decisivo com os atletas respondendo tão bem dentro de campo”, enfatizou.

Geovane pode ser aproveitado para a formação mais ofensiva que o timbu fatalmente apresentará no clássico, já que não tem outra alternativa a não ser vencer. Um triunfo timbu leva a decisão para as cobranças de tiros livres diretos da marca do pênalti, já que no primeiro confronto o Sport saiu vencedor por 2×0,  na Ilha do Retiro.

Técnico diz que Sport precisa ser mais respeitado e vê resultado justo

Sempre tranquilo nas entrevistas, o técnico do Sport, Eduardo Baptista reclamou do que entendeu como uma pergunta desrespeitosa de um radialista de São Paulo. Quando foi questionado se tinha entrado em campo para não perder por não ter se manifestado quando o gol de empate santista foi validado, o comandante leonino respondeu a altura: “Não vim preocupado em perder. O Sport não veio aqui para jogar futebol. Não reclamei porque não cabe a mim reclamar. O Sport tem uma diretoria responsável. Fico atento ao meu jogo. O Sport precisa é de mais respeito quando vier jogar aqui em São Paulo”.

A respeito dos dois tempos distintos – o primeiro apenas marcando e o segundo jogando de igual para igual – ele explicou que orientou seus atletas a ter mais a posse de bola e essa posse poderia render algo melhor, como terminou acontecendo. “No primeiro tempo o time marcou bem, mas ficou preso para jogar. No segundo, Ananias deu mais mobilidade pelo lado esquerdo”, avaliou.

Apesar disso, ele viu o resultado como justo. Considerou o ponto somado importante pela força que tem a equipe do Santos. “O segundo tempo foi bom, com personalidade, jogando e agredindo. Um dos nossos objetivos era somar pontos e acho que o resultado de 1×1 acabou sendo justo pelo que o Santos fez”, pontuou.

Autor do primeiro gol rubro-negro nesta volta à Série A, Neto Baiano não teve rodeios ao avaliar o jogo e o que ele serviu para o time. Ele vai brigar para ser artilheiro e rejeita qualquer insinuação de que os campeões do Nordeste vão apenas brigar para não cair para a Série B. “O Sport vem forte e não vamos disputar rebaixamento, vai ser algo maior, que é o título. E me empenho para ser artilheiro de todas as competições que disputar”, apontou.

O atacante também comentou duas situações que charam a atenção: o gol do Santos e sua reclamação com o lateral-direito Patric ao final do primeiro tempo. Não polemizou em nenhum dos dois. Sobre o gol, reconheceu que os erros acontecem, embora o peso seja diferente quando é uma equipe sem a mesma força de um Santos ou Corinthians. “Não foi desrespeito, mas há uma tendência maior para os times maiores, como Santos e Corinthians”.

A discussão com o companheiro foi classificada como uma cobrança normal. Segundo ele, faltava muito pouco para terminar o primeiro tempo e na cobrança de falta poderia conseguir o gol. Mas Patric entrou na jogada e apenas repôs a bola em jogo. “Essa cobrança faz parte, tanto eu com eles quanto deles comigo. Quero o melhor para o Sport”, finalizou.

Sport melhora no segundo tempo mas gol duvidoso do Santos tira a vitória

Foto: site oficial do Santos Futebol Clube

Foto: site oficial do Santos Futebol Clube

Um gol duvidoso de Gabriel tirou do Sport a chance de estrear com vitória na Série A do Campeonato Brasileiro. Depois de um primeiro tempo em que foi totalmente dominado, os rubro-negros entenderam o recado e voltaram para a etapa final mais ligados. Agora, as atenções estão voltadas para o Campeonato Pernambucano, competição que os leoninos decidem com o Náutico na próxima quarta-feira (23), na Arena Pernambuco.

» Técnico diz que Sport precisa ser mais respeitado e vê resultado justo

O Sport sofreu o que fez a maioria de seus adversários sofrerem na Copa do Nordeste e Campeonato Pernambucano. O Santos adiantou a marcação e anulou o setor de criação pernambucano. Renan Oliveira, que deveria ser o principal articulador, só tocou na bola durante os dez primeiros minutos para bater falta. No setor de Ewerton Páscoa e Rodrigo Mancha começava a caçada dos santistas.

Essa pressão rendeu duas grandes chances em sequência para os donos da casa. Aos quatro minutos, Geuvânio arriscou de fora da área e a bola passou raspando a trave esquerda de Magrão. No minuto seguinte, a mesma trave recebeu uma tremenda bomba de Cicinho. O lateral arrancou pelo meio e estava atento numa bola cortada por Durval. Livre, carimbou o poste.

O time da Ilha do Retiro limitava-se apenas a marcar, mas viu que na Série A vai ser complicado. Com muita movimentação de Geuvânio, Cicinho e Leandro Damião, o Santos conseguia confundir a marcação leonina e Geuvânio, que estava com boa pontaria para o lugar mais difícil, acertou a trave direita aos 15 minutos. Dois minutos depois foi a vez de o volante Gabriel aparecer como elemento surpresa e chutar fraco, o suficiente para Magrão defender.

O primeiro tempo serviu para dar um choque de realidade no Sport. O ritmo de jogo imposto pelo Santos é bem mais veloz do que qualquer equipe que os rubro-negros enfrentaram até a semana passada, seja no Pernambucano ou no Nordestão. Essa velocidade constata-se não só com a bola nos pés, mas também na disposição para retomá-la. E jogadores como Renan Oliveira, Wendel, Felipe Azevedo e Neto Baiano pareciam estar numa rotação mais lenta e, por isso, foram facilmente anulados.

O bombardeio do Santos também teve a bola parada. Aos 33, Cícero bateu falta e Magrão voou para fazer grande defesa. O mesmo Cícero, um minuto antes, perdeu a bola na saída do jogo, mas Neto Baiano chutou fraco, fácil para a defesa de Aranha.

Os dois times voltaram para o segundo tempo sem alterações e o Santos perdeu aqueles gols chamados de feitos aos três minutos. Cícero fez um lançamento longo. Ferron furou e Thiago Ribeiro ficou com a bola esperando a aproximação de Magrão. Quando ela aconteceu, ele deu um toque curto para o lado, onde estava Leandro Damião. Este também tocou curto, mas errou o gol aberto e mandou para fora.

O Sport só mostrou que o choque tomado no primeiro tempo fez efeito aos 18 minutos. Patric inverteu bem o jogo e encontrou Renê sozinho entrando pela esquerda. Ele chutou forte e Aranha defendeu parcialmente e conseguiu segurar na segunda uma fração de segundo antes da chegada de Neto Baiano. Na segunda tentativa, o Leão já tinha Rithely e Ananias nos lugares de Ewerton Páscoa e Wendel. O Sport ganhou em mobilidade sem ficar desorganizado, por isso, passou a chegar mais no campo defensivo do oponente

Aos 23, Renê cruzou novamente e desta vez Neto Baiano ajeitou para Patric chutar completamente torto. Desta vez jogando futebol, procurando competir, o time pernambucano conseguiu seu gol aos 27. Felipe Azevedo entrou pela direita e cruzou rasteiro. Encontrou Neto Baiano livre na linha frontal de pequena área. Ele só teve o trabalho de empurrar para o gol.

Meio que no desespero, até porque já desperdiçara gols de todas as formas, o Santos partiu para tentar a igualdade. E conseguiu de forma bastante contestada pelos leoninos aos 34. Geuvânio chutou de longe e Gabriel, em posição bastante duvidosa, desviou de cabeça para o gol. Mesmo depois de muita chiadeira dos rubro-negros, consulta ao assistente, o gol foi validado.

Nos minutos finais o Santos tentou pressionar de qualquer jeito, inclusive pediram um pênalti num cruzamento de Mena que bateu no braço esquerdo de Ferron. Mas o Sport estava mais organizado e não só se defendeu bem como conseguiu manter a posse de bola o suficiente para evitar um bombardeio.

Ficha do jogo:

Santos: Aranha; Cicinho, Neto (Jubal), David Braz e Mena; Arouca (Alan Santos), Gabriel, Cícero e Geuvânio; Thiago Ribeiro (Lucas Lima) e Leandro Damião. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Sport: Magrão; Patric, Ferron, Durval e Renê; Rodrigo Mancha, Ewerton Páscoa (Rithely), Wendel (Ananias) e Renan Oliveira (Augusto); Felipe Azevedo e Neto Baiano. Técnico: Eduardo Baptista.

Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP). Árbitro: Arílson Bispo da Anunciação (BA). Assistentes: Rodrigo Pereira Joia e Silbert Faria Sisquim (ambos do RJ). Gols: Neto Baiano, aos 27; e Gabriel, aos 34 do segundo tempo. Cartões amarelos: Jubal, Ferron e Rodrigo Mancha.

Primeiro tempo: Sport sofre pressão mas consegue manter o 0×0

Bastaram 45 minutos para o Sport ter o choque de realidade da Série A. Num ritmo veloz, tanto com a bola nos pés quanto na correria para retomá-la, o Santos dominou amplamente o Leão no primeiro tempo. O placar só ficou em branco porque Geuvânio estava com a pontaria mais afiada para acertar as traves e quando a bola foi no alvo, Magrão estava atento. Foram duas grandes defesas do camisa 1 leonino. Criativamente, os pernambucanos foram quase nulos. Renan Oliveira e Wendel foram anulados e, tanto Patric quanto Renê não tinham como avançar para não deixar espaço lá atrás.

Vila Belmiro: Santos e Sport definidos

Santos: Aranha; Cicinho, Neto, David Braz e Mena; Arouca, Gabriel, Cícero e Geuvânio; Thiago Ribeiro e Leandro Damião. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Sport: Magrão; Patric, Ferron, Durval e Renê; Rodrigo Mancha, Ewerton Páscoa, Wendel e Renan Oliveira; Felipe Azevedo e Neto Baiano. Técnico: Eduardo Baptista.

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