Arquivo da tag: artista plástico

Leo Santana expõe no Museu do Estado

Publicado por em Notas às 10h38
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Leo Santana com seu Drummond

O artista plástico mineiro Leo Santana, autor da famosa estátua de Drummond em Copacabana, monta sua exposição “Do outro lado do desenho”, no Museu do Estado entre os dias 21 de janeiro e 13 de março. Ao todo, a individual traz 66 obras, divididas em esculturas em bronze, desenhos e aquarelas. Uma réplica do Drummond famoso vem.

Bruno Vilela lança “Sala Verde” na Livraria Cultura do Paço

Publicado por em Notas às 17h19
Bruno Vilela lança thriller psicológico/Foto: Divulgação

Bruno Vilela lança thriller psicológico na Livraria Cultura/Foto: Divulgação

O artista plástico Bruno Vilela lança Sala verde, thriller psicológico, no dia 13 deste mês, na Livraria Cultura do Paço Alfândega, das 16h as 18h30h. O projeto conta com fotos e pinturas feitas pelo próprio autor enquanto fazia intercâmbio artístico em Lisboa, no Palácio do Pombal. Nesse lugar, o artista plástico pode fazer parte do Carpe Diem Arte e Pesquisa – Instituição que recebe pintores, escritores  e escultores de todo o mundo. Durante o encontro, Bruno exibirá um vídeo do processo de produção do livro. A obra já foi lançada em Lisboa e contém 166 páginas.

Capa do "Sala Verde"

Capa do “Sala Verde”

Novo CD de Naldo tem capa feita por Romero Britto

Publicado por em Notas às 08h12
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Imagem: Reprodução/Instagram

O cantor Naldo apresentou a capa de seu novo CD, intitulado Mix, através da sua conta oficial no Instagram. A imagem foi feita pelo pernambucano Romero Britto e agradou muito o funkeiro. “Que alegria incrível, tá aí, a capa do meu novo CD feita pelo meu amigo e talentoso Romero Britto. Sempre fui fã do Romero e hoje estou em êxtase por receber esse presente tão especial para mim!”, escreveu Naldo.

José Rufino vem ao Recife lançar seu primeiro livro

Publicado por em Notas às 11h51

José Rufino, um dos artistas plásticos contemporâneos mais top da atualidade, marcou para sábado o lançamento do seu primeiro livro de contos Afagos. Será na Cultura do Paço, às 16h. O paraibano já expôs na Espanha, França, EUA, além de ter participado das principais bienais.

José Rufino é paraibano e muito conceituado. Foto: Divulgação

José Rufino é paraibano e muito conceituado. Foto: Divulgação

Rufino vive e trabalha em João Pessoa. Desenvolveu sua jornada artística passando da poesia para a poesia-visual e, em seguida, para a arte-postal e desenhos, nos anos 80. O universo do declínio das plantações de cana-de-açúcar no Brasil conduziu seu trabalho inicial em desenhos e instalações com mobiliário e documentos de família e institucionais. Filho de ativistas políticos presos pela ditadura do regime militar brasileiro nos anos 60, o artista é também muito conhecido pelos seus impressionantes trabalhos de caráter político. Ultimamente, tem realizado incursões na linguagem cinematográfica e desenvolve cada vez mais um trabalho misto de monotipias e instalações. .

Romero Britto processa Apple e empresa de design americana

Publicado por em Notas às 17h10
Romero Britto foi considerado uma das personalidades mais influentes do país pela Forbes (Foto: Divulgação)

Romero Britto foi considerado uma das personalidades mais influentes do país pela Forbes (Foto: Divulgação)

O artista plástico pernambucano Romero Britto está processando a Apple e a empresa de design americana Craig & Karl, na corte federal de Miami, por uso indevido de imagens em campanhas de marketing com a mesma  paleta de cores e  estilo que marcam suas obras.

De acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (13) pelo jornal O Globo,o processo movido pelo artista  em nome de sua empresa, a Britto Central, com sede em Miami, apresenta uma série de alegações, como violação do direito de propriedade intelectual e concorrência desleal. Também pede à Justiça que suspenda o uso indevido das imagens de Romero Britto.

A campanha da Apple “Start Something New” (Crie algo novo, no Brasil) foi citada na ação como um exemplo recente da utilização indevida da arte do brasileiro. Representantes da Apple e da Craig & Karl não responderam aos pedidos de posicionamento feitos pela Associated Press.

Marieta Severo encontrou Francisco Brennand na Oficina

Publicado por em Notas às 15h30
Marieta Severo com Francisco Brennand/Fotos: Divulgação

Marieta Severo com Francisco Brennand/Fotos: Divulgação

Durante sua estada no Recife com a peça Incêndios, Marieta Severo visitou a Oficina Cerâmica de Francisco Brennand, no sábado (4), junto com o namorado e diretor do espetáculo, Aderbal Freire-Filho. Ele, aliás, gravou com o artista plástico para o programa que apresenta na TV Brasil, Arte do artista. O museu, que funciona nos fins de semana, mas estava fechado devido ao feriadão, só abriu para receber o casal.

Marieta e o namorado, o ator e diretor Aderbal Freire-Filho, com Brennand

Marieta e o namorado, o ator e diretor Aderbal Freire-Filho, com Brennand

Marieta em visita guiada pelo artista plástico

Marieta em visita guiada pelo artista plástico

Atriz posou ao lado de obra de Brennand

Atriz posou ao lado de obra de Brennand

 

Abelardo da Hora: um artista incansável

Publicado por em Notas, Vídeos às 21h32

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“Alegria é uma emoção, é uma sensação que me toma conta de manhã até de noite. Eu não tenho mais a mesma caminhada, a mesma desenvoltura que eu tinha antes, mas eu tenho uma resistência fora do comum porque eu não sou um velho qualquer, eu estou com  90 anos e trabalho como um gigante”
Abelardo da Hora

Já passavam das 10 horas da manhã quando chegamos a um sobrado na Rua do Sossego, nem tão sossegada assim, para entrevistar o artista plástico Abelardo da Hora. Já da calçada dava para ouvir a música que tocava lá dentro. Era frevo. Bloco da Saudade. E lá vinha ele do fundo do corredor. Camisa de linho bege, bem engomada, como faz questão, e boné da mesma cor. Sentou-se no sofá, abriu um sorriso e soltou um “podemos começar”.

Conversamos durante uma hora e meia, um papo delicioso em que Abelardo narrou da origem de tudo até o que é hoje. Mostrou com orgulho algumas das suas obras abrigadas por lá. Nesta quinta-feira, dia em que este artista reconhecido internacionalmente como um dos maiores escultores brasileiros de todos os tempos e mestre de grandes nomes das nossas artes plásticas como Francisco Brennand, Gilvan Samico e José Cláudio, completa 90 anos, o Social1 fala da sua vida e da sua arte. A todos, uma deliciosa leitura.

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Fotos: Dayvison Nunes/JC Imagem

Escultor, desenhista, gravador, gravurista e ceramista, Abelardo Germano da Hora é um dos raros expressionistas das artes plásticas brasileiras. Nasceu em São Lourenço da Mata, no Grande Recife. Veio para a Capital aos seis anos com oito irmãos para que o pai assumisse o cargo de chefe de tráfego na Usina São João da Várzea, de Ricardo Lacerda de Almeida Brennand. Ele era um menino, ainda sem saber direito que rumo tomar na vida, quando as artes plásticas entraram, assim, meio sem querer, na sua vida.

O pequeno Abelardo sonhava em ser mecânico. Tudo culpa do Zepellin, que viu sobrevoar sua casa, na Iputinga, em 1930, aos seis anos, fato que lhe rendeu uma fratura na clavícula quando o menino peralta tentou, no telhado, alcançar aquele enorme objeto voador. Na Escola Técnica em que todos os irmãos ingressariam, não havia vagas para o ofício que desejava seguir. Resolveu então acompanhar o irmão Luciano, mais novo um ano e que queria ser escultor, matriculando-se em artes decorativas.

Não demorou nadinha para que o talento de Abelardo fosse revelado. Logo no primeiro ano do curso foi descoberto pelo professor Álvaro Amorim enquanto fazia uma estatueta de dois repentistas. O mestre, impressionado com sua desenvoltura, imediatamente lhe concedeu uma bolsa para a Escola de Belas Artes. Aos 16 anos, já estava desenhando com modelo vivo, apesar da pouca idade. No último ano da Escola foi eleito presidente do Diretório Acadêmico de Belas Artes, quando implementou excursões para que os alunos desenhassem e pintassem o mundo lá fora.

ARTE COMO PROFISSÃO
Foi à beira de um açude da Usina São João da Várzea que surgiu o primeiro convite para que Abelardo da Hora trabalhasse profissionalmente. Ricardo Brennand foi o primeiro e grande incentivador da sua arte. Montou oficina e olaria, chamou o jovem artista para morar lá e fazer cerâmica artística. Era janeiro de 1942.  Lá, conheceu Francisco Brennand, filho do seu chefe, que se preparava para prestar vestibular para Direito. O amigo passava as manhãs observando o trabalho daquele jovem escultor. Bastou para que, seis meses depois, o herdeiro dos Brennand resolvesse seguir também pelos caminhos das artes plásticas.

Foram quatro anos naquela Usina. Saiu por causa de uma “saliência” sua com uma das filhas do seu patrão, a jovem Conchita. Abelardo da Hora fez uma escultura chamada A Torre dos Meus Sonhos que em nada agradou o velho Ricardo. “Era a figura de uma mulher com a cara dela, dois cupidos brincando com sua cabeleira e um freguês agarrado nas pernas dela com a minha cara. Assumi para seu Ricardo que tinha avançado o sinal e fui embora”, contou.

Detalhe: No meio da nossa entrevista, Conchita, amiga de Abelardo até hoje, chegou ao sobrado na Rua do Sossego. Foi buscar o vidro de perfume do artista para comprar um igual e dar-lhe de presente.

 O INGRESSO NA POLÍTICA
Em janeiro de 46 Abelardo da Hora foi para o Rio de Janeiro trabalhar numa fabrica de manequins como modelador. Nesse período, fez um trabalho para concorrer ao Salão Nacional de Belas Artes. “Eu tava numa saudade danada do Recife e dos meus parentes, então fiz uma escultura chamada A Família”. Por determinação do Presidente da República, o militar Eurico Gaspar Dutra, o concurso não aconteceu. “A política começou a entrar na minha cabeça por isso. Voltei para o Recife disposto a lutar contra esse tipo de brutalidade, entrei no Partido Comunista, fundei a Sociedade de Arte Moderna e a Associação Brasileira de Escritores – Secção de Pernambuco”, contou. Nasceu ali, também, a revolta daquele artista pelas inúmeras desigualdades existentes no Brasil.

Em 49 assumiu a presidêndia da Sociedade e resolveu fundar uma escola de iniciação às artes para dar aulas de graça. No período, o Abelardo formador de outros artistas, influenciou nomes como Gilvan Samico, José Cláudio e Aloísio Magalhães. “Eu ensinei de graça durante dez anos uma geração de grandes artistas conhecidos no País todo. Pra mim, Samico é o maior gravador não só do Brasil, mas da América do Sul toda. Começou comigo, ele não sabia desenhar nada. Aliás, todos eles. E eu ensinei a eles com carinho, como se fossem meus filhos”, falou emocionado.

Já em 58, durante a prefeitura de Miguel Arraes, juntamente com nomes como Paulo Freire, Germano Coelho, Anita Paes Barreto, Geraldo Menuchi e Luiz Mendonça, ele criou o Movimento de Cultura Popular – MCP: ação política, cultural e educacional que tinha como intenção inserir o povo na sociedade. No auge do MCP, em 62 , Abelardo criou um de seus trabalhos mais pungentes: a série de 22 desenhos de bico-de-pena “Meninos do Recife”, que foi lançada em álbum como nota de apresentação de Miguel Arraes. Um desses desenhos ilustra a edição francesa do livro “Geografia da Fome”, a pedido de seu autor, o médico e professor Josué de Castro (1908-1973). Os desenhos mostram a miséria das crianças de rua, com seus pés descalços na lama, pernas e braços finos, barrigas inchadas, rostos angulosos e magros e vestimentas de molambo. Nos olhares, tristeza e desespero. Poeta bissexto, Abelardo assim definiu em versos sua coleção:

Outro feito importante foi a criação do projeto de lei que obriga prédios no Recife, que tenham mais de 1500m², a terem obras de arte na sua decoração. O projeto foi levado à Câmara Municipal ainda na década de 1960, e foi aceito por unanimidade. Dessa forma, “O Recife se transformou em uma galeria de arte a céu aberto”, como classifica o próprio autor da lei.

 INDIGNAÇÃO COM A MISÉRIA
Olhar de menino e um eterno sorriso moleque. Nos seus noventa anos de vida Abelardo da Hora aprendeu que a vida é uma dádiva e, ao mesmo tempo, cruel, injusta. O homem, cidadão do mundo, sempre esteve inconformado com as injustiças sociais que assolam a humanidade. Nunca aceitou a miséria e levou seu inconformismo a inúmeras de suas esculturas. Foi em 1946 que criou uma dos seus trabalhos mais emblemáticos: A Fome e o Brado, na qual mãe e filhos agonizam na miséria enquanto uma mão erguida representa  o desejo de mudança.

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1. A Fome e o Brado 2. Crianças Abandonadas

1. Agreste 2. Flagelo

FAMÍLIA

Abelardo da Hora junto ao busto da sua mulher, Margarida

Abelardo da Hora junto ao busto da sua mulher, Margarida Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

A primeira exposição de Abelardo da Hora aconteceu em 1948, na sede da Associação dos Empregados do Comércio, na Rua da Imperatriz. Foi onde conheceu a mulher, Margarida, durante a visita de uma turma de concluintes do curso de Direito da UFPE. ” No meio da turma tinha uma moça magrinha que começou a perguntar coisa demais. Aí eu chamei para ver uma peça que eu estava acabado de fazer na minha casa, na rua dos Coelhos.

Foto: Roberta Guimarães

Abelardo da Hora e Margarida Foto: Roberta Guimarães

Nessa época eu era quase noivo de um violoncelo, uma morena linda. Quando meus pais viram Margarida disseram logo que era com ela que eu tinha que me casar. Em abril começamos a namorar, em 21 de outubro casamos”, contou. Abelardo e Margarida passaram  62 anos casados, tiveram 7 filhos, sendo 5 moças e 2 rapazes. O artista ficou viúvo há quatro anos.

BOEMIA

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“Passava a noite inteira no restaurante A cabana, ali no Treze de Maio, lugar que aglutinava toda a classe artística do Recife. Muitas vezes eu já estava deitado e chegavam a minha porta Aluísio Magalhães e o poeta Carlos Pena Filho, pra me levar para a boemia. às vezes a farra começava no Bar Savoy, depois íamos para lá onde estavam também atores como Lúcio Mauro, Arlete Sales e Hermilo Borba Filho”, relembra.

Nessas épocas teve inúmeros namoricos. Grande admirador das mulheres, elas e suas formas também são personagens fortes em sua obra. Moças de seios fartos e nádegas volumosas estão espalhadas em vários pontos do Recife, como o Shopping Recife. “Minha mãe dizia que eu fazia esses seios tão grandes porque quando era pequeno gostava muito de mamar. E, sabe, minha santa, até hoje eu gosto”, falou soltando depois aquela gargalhada.

Paulo Brusck no New York Times

Publicado por em Notas às 17h49

Paulo Bruscky foi parar no The New York Times. No último dia 11, o jornal americano publicou uma crítica sobre a exposição retrospectiva, Paulo Bruscky: Art is our last hope, do artista plástico pernambucano, em cartaz no Bronx Museum, desde setembro do ano passado. Além desse destaque internacional, outra novidade vinda do exterior é que o Centro Georges Pompidou encerrou as negociações para a compra de obras da série Arte, para que serve?,  que vão compor o acervo do centro cultural, em Paris. Paulo Bruscky compõe o casting da galeria Amparo 60 e também se prepara para participar da III Bienal da Bahia, que acontece entre maio e setembro deste ano.

Paulo Bruscky foi destaque no The New York Times

Paulo Bruscky foi destaque no The New York Times

O terceiro reduto de João Câmara

Publicado por em CASA, Notas às 08h25
NÚMERO 420 Casa de João Câmara chama atenção na Rua das Pernambucanas (Fotos: Felipe Ribeiro/JC Imagem)

NÚMERO 420 Casa de João Câmara chama atenção na Rua das Pernambucanas (Fotos: Felipe Ribeiro/JC Imagem)

Ninguém imagina como um casarão daqueles pode ficar fechado e, ainda assim, ser tão cheio de vida, observado por quem chega ao fim da Rua das Pernambucanas, no bairro das Graças. João Câmara só vai lá quando realmente precisa. Vai levar um novo quadro ou conceder entrevista para algum pesquisador ou jornalista, como foi o caso do Social1. No restante dos dias, suas obras dão um ar diferente ao local, cuidadas por Beth Marinho, assistente do espaço. Grandes quadros fixados nas paredes do antigo casarão, talvez nem identificados, despertam a curiosidade de quem passa do lado de fora. A gente entrou na reserva técnica do artista plástico paraibano radicado em Pernambuco e mostra um pouco do terceiro reduto de João Câmara nas fotos e linhas a seguir.

ARTISTA João Câmara só vai ao endereço nas Graças quando precisa

ARTISTA João Câmara só vai ao endereço nas Graças quando precisa

Faz em média sete anos que João Câmara resolveu levar parte de sua obra para a casa de número 420 na Rua das Pernambucanas, nas Graças. O ateliê em Olinda, em frente à casa onde mora com a esposa, na Rua São Francisco, ficou pequeno para tantos quadros e histórias. Mas, o endereço mais recente foi escolhido por João, principalmente, para receber pessoas de fora, seja visita de colégios, pesquisadores, jornalistas; tudo feito por agendamento. Discreto, o artista supervaloriza sua intimidade e não gosta de se sentir invadido no lugar onde vive e trabalha. Antes da casa na Rua das Pernambucanas, ele afirma que não recebia ninguém.

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RESERVA TÉCNICA Espaço guarda as obras de João Câmara

Apesar da negativa do artista, que assegura que artes plásticas não é um segmento de glamour, como muitos pensam, é difícil não considerar a poesia presente nos cômodos do casarão, que funciona como reserva técnica. Grandes quadros, grandes figuras humanas pregadas na parede levam os visitantes à reflexão, à entrada em um outro universo. “Gosto de pintar figuras humanas, não a natureza morta só. E trabalho na grande área. O craque atua em pequenas áreas. Eu sou o clínico geral, passo por todos os lugares”, diz ele.

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João Câmara afirma que seu trabalho é 80% físico e 20% espiritual. Considera a inspiração, em 90%, e o artesanal, que é quando surge a necessidade pelo objeto em execução. Aos 70 anos, o artista pinta todos os dias. Começa de manhã cedo e retorna após a pausa para o almoço e descanso, encerrando as atividades por volta das 18h. “O que eu sei fazer é pintar”, declara ele, que além de Belas Artes, estudou Psicologia. Se o último bacharelado influenciou em sua pintura? João garante que não.

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Protagonista de incontáveis exposições individuais no Brasil e no exterior, assunto de livros, contribuinte de revistas e livros, João Câmara está escrevendo um livro sobre gravuras, com litogravuras que fez por 15 anos. O lançamento está previsto para o ano que vem. Além dese, outro projeto na vida do artista é se desfazer da piscina que fica na área externa do casarão. O pintor quer mais espaço para mostrar seus quadros.

MUDANÇAS O artista vai se desfazer da piscina para dar mais espaço a suas obras

MUDANÇAS O artista vai se desfazer da piscina para dar mais espaço a suas obras