Quem é melhor: Bill Gates ou Steve Jobs? Songpop ou Draw Something? Arquivo X ou Lost? Batman ou Homem-Aranha? Essas questões tão cruciais foram resolvidas em uma das atividades mais divertidas da Campus Party neste sábado, a Epic Nerd Fights. A curadora do YouPix, Bia Granja reuniu a dupla Jovem Nerd, Alexandre Ottoni e Deive Pazos, o youtuber Cauê Moura e o blogueiro Pablo Peixoto para defender seus ícones nerds.
As batalhas funcionavam assim: depois de fazerem a defesa dos personagens, séries, filmes, etc, o público era chamado para resolver a disputa, gritando mais alto por sua escolha. O EpicNerdFights aconteceu no palco Michelangelo. Veja o resultado.
A perspectiva de 50 mil visitantes apontada pela organização da Campus Party para a Zona Expo talvez seja exagerada, mas o espaço tem funcionando bem para receber os visitantes que não puderam acampar no Centro de Convenções nem participar da programação do Chevrolet Hall. Neste sábado, havia centenas de crianças, adolescentes e adultos curtindo os atrativos abertos ao público.
Entre as atividades, as oficinas de robótica baseadas em ferramentas da Lego eram as mais concorridas. Com duração de duas horas, elas ocorrem até segunda-feira, às 10h30 e às 16h45. Mas é preciso chegar com antecedência para fazer a inscrição. “A metodologia se vale de um desafio, uma situação-problema que os jovens devem resolver montando e programando os robôs”, explica o sócio-diretor da Stae, representante da Lego em Pernambuco. Leia mais no JC Online.
“Chamam isso de praça de alimentação?”
Antes da Campus começar, todos os usuários chegaram com a informação de que estaria disponível uma praça de alimentação 24 horas por dia. O problema é que essa ~praça~ nada mais é do que um dos quiosques de venda de bebida do Chevrolet Hall. E o menu é pobríssimo: coxinha, bolas de queijo frito e sanduíche de atum ou “salpicão” (sic). Além de refrigerante. Agora já se pode dizer que a Campus contribui com a dieta pobre em nutrientes dos campuseiros.
Pica-pau
Um vídeo clássico do desenho animado Pica-Pau animou os campuseiros neste sábado (27). É que ele foi usado como pano de fundo para o já famoso grito de guerra dos usuários, o ôôÔÔ. Cada vez que aparece as cataratas, o público grita em coro. Veja abaixo.
Esse povo todo de jaqueta
O flashmob organizado na Campus Party reuniu muita gente no Palco Principal. Todos que estavam de casaco preto puderam participar, ganhando prêmios. Tudo fez parte de uma ação da Sebrae, que é uma das patrocinadoras da Campus.
Foto: Eudes Santana/Divulgação
Lotada
Este foi o dia mais lotado da Campus Party Recife até agora, com a presença dos campuseiros que não puderam vir na sexta por causa do trabalho. Foi difícil achar espaço vazio na Arena. Na zona Expo, gratuita, escolas públicas do Recife, alunos do Colégio Militar, pais com crianças e outros visitantes compareceram em peso.
É atávica a necessidade do ser humano de produzir imagem e contar história. Ao longo do tempo, muitas fases foram completadas até chegarmos ao hiperrealismo dos jogos de video game existentes na contemporaneidade. Foi para explicar esse processo de representação e simulação da realidade que o cineasta Leo Falcão apresentou a palestra “Convergência: Cinema e Game” na final da tarde deste sábado (28), no Cenário Stadium da Campus Party Recife.
Por meio de apresentação didática, Leo Falcão começou falando da história da imagem, passeando pela pintura rupestre na pré-história, o movimento neoclassicista europeu do século XVIII e adentrou na invenção da fotografia em 1826, atribuída ao francês Joseph Nicéphore Niépce; na criação de imagens em sucessão e, consequentemente, no invenção do cinema e dos games.
Segundo ele, a maior riqueza entre o diálogo entre essas duas artes está, não nos recursos que uma utiliza da outra, mas no que elas apresentam de singular. “Enquanto riqueza cultural, ambas continuam como gêneros autônomos, embora apresentem ações multimídias”.
Mestrado no Google, graduada pelo prestigiado MIT, passagem por empresas do Vale do Silício, uma das sócias de uma startup promissora, a Lemon – e ainda por cima bonita e simpática, Bel Pesce é o que no internetês chamamos de #EPICWIN no que diz respeito ao sucesso alcançado na área de tecnologia. Sua palestra no Palco Principal foi a mais concorrida deste sábado na Campus Party. Ela chegou para falar sobre sua carreira e dar respostas incentivadoras para os campuseiros.
Autora do livro “A Menina do Vale”, sobre sua experiência no Vale do Silício, Bel começou contando sua história de menina curiosa que precisou decidir se iria para o ITA ou o MIT. Como tomou a decisão tarde demais, acabou perdendo o prazo para diversas etapas do concorrido processo seletivo. “Decidi que iria tentar até o último minuto e fui perserverante”, disse. Ela contou como foi pedir a um ex-aluno a carta de recomendação e o episódio de sorte quando esperou algum candidato faltar para poder fazer a prova de múltipla escolha.
Veja a palestra na íntegra
Depois, Bel falou da sua experiência em empresas como Microsoft e Google e no desenvolvimento de dispositivos que visavam provocar mudanças em comunidades pobres e isoladas da África, a exemplo do celular de cinco dólares. Tudo isso aos 19 anos. “Foi uma experiência incrível poder identificar o problema e pensar uma solução. Vimos que era preciso muito mais do que superar os desafios em tecnologia, mas sim os percalços políticos, econômicos e de distribuição”, lembra.
Hoje, a Lemon atua criando uma réplica digital de uma carteira comum. A ideia é colocar num só lugar cartões de fidelidade, plano de saúde, cartão de crédito, e similares. Bastante aclamada, Bel foi recebida como uma pop-star entre os campuseiros. Ao responder perguntas da plateia, não escapou da indefectível pergunta: “tem namorado”?
Muito mais impressionado com a @belpesce do que achava que fosse ficar! Que historia de vida, vei! #cprecife
No último grande dia do Campus Party (segunda-feira é o dia do desmonte), o destaque vai para o empreendedorismo social, com a presença do chileno Julián Ugarte. Ele é fundador da Teto, uma das maiores ONGs da América Latina, que tem como objetivo retirar populações da pobreza, através de atividades sustentáveis e inovadoras. Sua palestra acontece às 13h, no Palco Principal, no Chevrolet Hall, nesse domingo (29).
Ainda dentro deste espírito, um pouco antes acontece um debate sobre o poder do jovem na internet. A conversa vai acontecer na Campus Forum, no Chevrolet e vai discutir como a tecnologia estimula os jovens a participarem do desenvolvimento das ações sociais nas comunidades em que estão inseridos.
Recife também estará na berlinda no domingo. A mesa “Psicocartografia das Artes e Tecnologias do Recife” vai fazer uma viagem pelos gráficos experimentais dos ano 1950 e mostrará a evolução das criações recifenses que aconteceram ao longo dos anos. Será no palco Michelangelo, às 14h15. Depois, no Palco Principal, a Campus vai debater a “Reinvenção de Pernambuco”, com os novos modelos de negócios para as indústrias da região Nordeste e para o Estado.
Edson Marinho, 25 anos e consultor de relacionamento, e Ivson Nascimento, 23 anos, são também conhecidos como “Dupla dos Pijamas” no bairro do Pixete, em São Lourenço da Mata. Esse é o nome das personagens de gibi que inventaram.
Por enquanto, os roteiros das histórias se encontram dentro de suas cabeças. Eles precisam de ilustrador para fazer a arte dos seus enredos. Fãs de roteiristas como Michael Moore e Jen Kirkman e de ilustradores como Alex Ross, compareceram à área livre da Campus Party neste sábado (28) a fim de exibirem a fantasia de suas criaturas e disputar partidas de Street Fighter. Caso alguém se interesse pelos garotos, o contato deles é o email aulkorn@yahoo.com.br.
Eles fazem parte da extensa fauna de tipos curiosos que circulam pela Campus Party. O evento termina nesta segunda.
Na principal palestra da programação deste sábado (28) do Campus Party Recife, o vice-presidente do Facebook na América Latina, Alexandre Hohagen, falou sobre a sua experiência à frente da montagem e suporte da rede social no continente. É a primeira vez que a empresa participa do evento no Brasil. Além disso, Hohagen chega ao Recife em busca de “pessoas interessantes”. Isto é, jovens recém-formados, que tenham conhecimento na área de engenharia de produtos. Mais do que uma simples tentativa de recrutamento, sua presença na cidade ratifica a força de Pernambuco na área de tecnologia.
Curioso observar que, além de responder às expectativas dos “campuseiros” ao expor as principais tendências no mundo das mídias sociais, Alexandre Hohagen tenha investido grande parte dos seus 60 minutos de apresentação na publicidade dos serviços do site. Isso acontece justamente no momento em que as ações do Facebook fecharam em queda de mais de 11% nesta sexta (27). Na véspera, a companhia divulgou prejuízo líquido de US$ 157 milhões. Essas informações foram divulgadas pela empresa por meio de comunicado sobre seus assuntos financeiros.
Mais do que obter lucros, “dar às pessoas o poder de compartilhar e fazer o mundo mais aberto e conectado” parece ser a política do fundador do Facebook Mark Zuckerberg há 8 anos, quando pensava nessa proposta de relações interpessoais no seu dormitório, na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Hohagen veio ao Recife para propagar essa ideia. Segundo ele, a utilização da rede mundial de computadores para busca de informação e notícias ficou no século 20. A tendência, hoje, vai além: compartilhar informações.
Hohagen exemplifica essa teoria por meio de exemplos práticos, através de vídeos apresentados ao público. No primeiro, um casal, em plena cerimônia de casamento, compartilha o momento por meio de uma fotografia no Facebook. Em outro “case”, é contada a história do Benedito, paulista de idade avançada, que acaba se perdendo pelas ruas da sua cidade por conta de um lapso de memória. Ao se dar conta do sumiço do idoso, a família postou imagem dele no Facebook. Em menos de 24h, 30 mil pessoas tinha compartilhado a fotografia. Benedito acabou sendo encontrado a 35 km de distância da sua residência por uma pessoa que tinha visto a imagem na rede social.
Para o vice-presidente, a rede social funciona melhor do que um site de buscas como o Google. “As pessoas com quem você compartilha informações lhe conhecem mais do que qualquer ferramenta. A identidade real dos indivíduos faz com que o resultado seja otimizado. Isso é a tendência dos tempos de hoje”. Segundo ele, o Facebook também é muito útil para negócios como o de games. “Tem mais gente jogando videogame nas redes sociais na contemporaneidade do que em toda história dos consoles. Sabe qual a diferença? Mais uma vez, a presença da identidade real. É muito mais divertido jogar um game com as pessoas que você conhece. O mesmo acontece com o compartilhamento de fotografias, em que você pode marcar seus amigos, e assim por diante”.
O Facebook apresenta, hoje, média de acessos por dia assustadora: 540 milhões via telefone celular e 955 milhões por meio de computador pessoal. Os três pilares da empresa: pages (páginas), ads (anúncios) e platforms (plataformas). Em vídeo promocional da Nike, Hohagen demonstra excelente utilização dessas três colunas. Ao falar sobrte marketing e comunicação, ele utiliza analogia entre uma bola de boliche e um pinball. Segundo o palestrante, antes, as empresas investiam em varias áreas a fim de acertar os consumidores.
No contemporâneo, não. A tendência é influenciar pessoas através de seus vários nichos de relações. No final da apresentação, não quis comentar as perdas da empresa. Preferiu investir em mensagens motivacionais e na descrição do perfil de um jovem que poderá vir a ser colaborador do Facebook: “precisa ter conhecimento técnico, ser questionador e ter apreço pelo trabalho colaborativo”.
Quem vê as barracas distribuídas pelo saguão do Centro de Convenções imagina tratar-se de um acampamento puro e simples. Mas investigando mais a fundo é possível perceber as peculiares distinções entre o espaço campuseiro e um camping tradicional no campo ou na praia.
Invadimos a barraca da campuseira Sarah Cristina Silva Cruz, 19 anos, estudante de Ciências da Computação da UFPE. Logo de cara dá pra notar que a harmonia do ambiente confortável e organizado. Comodidade em primeiro lugar com um colchão inflável com travesseiros bem cobertos por lençóis e fronhas e uma mala de rodinhas, nada de mochila pesada nas costas.
Há também muitos apetrechos tecnológicos no kit de sobrevivência na barraca. Computador, régua de tomadas, maquina fotográfica, fones de ouvido, smarthphone com wi-fi e muitos cabos e baterias para mante-la sempre online. A lanterna tem um toque especial, é praticamente um abajur, nem é preciso lampião a gás ou querosene.
“Já estive em acampamentos de aventura também, mas aqui é outro nível de estrutura. Dá pra curtir bastante e também em comparação com a Campus Party de São Paulo, que fui no início do ano, não tem muitas filas para ter acesso as coisas, tudo bem tranquilo”, conta a estudante.
Piso limpo, ar condicionado central e banheiro próximo também contrapõem as dificuldades climáticas e geográfica de um acampamento de aventura. Nada de perrengue e se não tem sol pra secar a roupa, vale pendurar as toalhas no topo da barranca.
E na sobrevivência alimentar, nada de panelas, fogueiras e lenha. Muita junk food com achocolatados, salgadinhos, biscoitos e guloseimas entre chocolates, pastilhas e chicletes.
A robótica faz sucesso na Campus. Uma das palestras que aconteceram neste sábado (27), no palco Galileu, na Campus Party, mostrou os desafios para proporcionar um acesso mais amplo das tecnologias dos robôs ao maior número de pessoas. Um dos pontos em comum na mesa foi a ideia de que a educação é ferramenta importante neste processo de popularização.
Fizeram parte da mesa, a educadora do colégio Apoio, referência local quando o assunto é robótica, o doutor em sociologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Luiz Carlos Pinto e o engenheiro de sistemas do Cesar, Henrique Foresti. O mediador foi o professor de matemática e um dos membros da equipe de pesquisa do Programa Um Computador Por Aluno (UCA). Saiba mais sobre essa robótica pedagógica no vídeo acima, com a palestra na íntegra.