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19/jun
Baywatch
Baywatch

‘Baywatch’, um escracho como você nunca viu

19 / jun
Publicado por Renato Mota em Cine às 15:04

Luiz Carlos Merten (Estadão Conteúdo)

É uma experiência muito curiosa assistir a “Baywatch – S.O S. Malibu” na versão dublada. Após o prólogo, que apresenta rapidamente o personagem de Dwayne Johnson, ex-The Rock, um dos aspirantes a integrar a equipe de salva-vidas é salvo pela garota sexy, que lhe aplica um tranco por trás e ele não resiste: tem uma ereção, que, tentando esconder, o leva a prender o membro numa fenda na madeira.

Ui! Todo mundo fica discutindo o assunto, junta gente e ninguém quer dar uma ‘mãozinha’ para tirar o cara do apuro. O diálogo, dublado, faz a súmula de todas as denominações para ‘pênis’.

Nunca houve um episódio assim na antiga série de TV dos anos 1990. Provavelmente nunca houve outra comédia classe A de Hollywood como essa. Nem a série “Se Beber não Case” foi tão “outrageous”, ultrajante. Pode não fazer de “Baywatch” nenhuma maravilha, mas é algo tão inusitado no cinemão que vale conferir Seth Gordon assina a direção. Possui uma extensa folha corrida como produtor de TV.

No cinema, dirigiu “Uma Ladra sem Limites” e “Quero Matar Meu Chefe”, os dois com Jason Bateman – e o primeiro também com Melissa McCarthy, a gordinha sexy do cinema de ação e humor. Gordon destaca-se pelo simples fato de apostar no politicamente incorreto. Não tem medo de ser grosseiro nem vulgar – com toques de sentimentalismo.

“Baywatch” fez história na TV ao mostrar grupo de salva-vidas numa praia da Califórnia. O seriado original era estrelado por David Hasselhoff e pela loira siliconada Pamela Anderson, que, na época, com o perdão do trocadilho, era chamada de “Barbie com peitos”. Ambos têm participações especiais no filme. De cara, enquanto está sendo apresentado – e o diálogo, em “praiês”, além de dublado, é legendado -, Mitch/Dwayne descobre, na “sua” praia, vestígios de drogas. Tem gente querendo… o quê, exatamente?

O tema de “Baywatch” é o capitalismo em ação. Chega a madame latina querendo comprar todo mundo. Bate na porta errada. Da trama também participa – e marombado! – Zac Efron, a quem Mitch chama de mané e galãzinho de musical (“High School”, com certeza). Ação, humor, machismo – muitos closes de bumbuns das gostosas da praia. E, claro, a moçada corre em câmera lenta em direção à câmera, como no original. Senão, seria qualquer policial, mas não “Baywatch”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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