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Matheus Oliveira (esquerda), Leo Zeba (centro), Antônio Inocêncio (direita), sócios-fundadores da Nazar. Foto: Divulgação
Matheus Oliveira (esquerda), Leo Zeba (centro), Antônio Inocêncio (direita), sócios-fundadores da Nazar. Foto: Divulgação

Pernambucana Nazar é a única startup da América Latina selecionada para aceleração no Vale do Silício

02 / mar
Publicado por Renato Mota em Emprendedorismo às 13:39

A startup pernambucana de monitoramento e performance de banco de dados Nazar foi a única da América Latina selecionada no programa de aceleração Batch 20, da 500 Startups, sediada em São Francisco, Califórnia. Serão quatro meses no Vale do Silício, na qual a empresa receberá auxílio de mentores em diversas áreas, além de atividades e acompanhamento específico voltado ao seu modelo de negócio.

Para participar do programa ao lado das outras 43 selecionadas, a Nazar teve que superar mais de dois mil candidatos. “Já conhecíamos a 500 há muito tempo, acompanhando por notícias, contato com empresas que também foram investidas em batches anteriores e pessoas da equipe da própria 500”, explica Matheus Oliveira, sócio fundador da empresa.

A 500 Startups é um fundo de capital de capital de risco global com uma rede de programas de aceleração com mais de US $ 330 milhões em capital em 4 fundos principais e 13 micro fundos. Mais de 1.800 startups de tecnologia em todo o mundo receberam investimentos do fundo, como a Twilio, Grab, Udemy, Ipsy, TalkDesk, Intercom, MakerBot e Viki.

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“Já tínhamos um planejamento de vir para São Francisco com o objetivo de adquirir clientes e crescer a nossa rede de relacionamento na Bay Area. O desafio sempre foi de entrar na rede de contatos do Valley com alguma referência local”, completa.

INVESTIMENTO

Além da mentoria, as selecionadas também recebem US$ 150 mil em investimentos. “Por mais que empresas brasileiras visitem o Vale e conheçam pessoas é diferente de ter acesso a rede de contatos de um fundo local e reconhecido globalmente. Acreditamos que isso facilitará na obtenção de clientes e de uma futura rodada de investimento aqui nos EUA”, avalia o executivo.

Fundada em 2014, a Nazar é especializada performance de aplicações de banco de dados. A empresa vem em processo de expansão e, além da sede no Recife, conta hoje com unidades em São Paulo e em Santiago, no Chile.

“Expandimos a nossa operação para o Chile em 2015 com a ajuda do programa Start-Up Chile. Hoje temos um funcionário em Santiago, que vem desenvolvendo negócios localmente. Lá conseguimos acesso à capital de risco do Grupo Telefônica e, agora, estamos começando uma pequena operação nos EUA”, explica Leo Zeba, sócio-fundador da Nazar.

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A empresa desenvolveu um SaaS de monitoramento de performance de banco de dados que permite que seus clientes otimizem o desempenho dos seus sistemas e reduzam os seus custos com infraestrutura. “Nossa tecnologia é desenvolvida em Recife e fazemos parte da comunidade de startups local chamada Manguez.al. Um dos diferenciais das soluções de monitoramento da empresa no mercado de banco de dados é que a tecnologia utilizada não exige a instalação de software para monitorar as aplicações dos clientes”, conta Oliveira.

Além disso, a Nazar começou a testar técnicas de aprendizagem de máquina nos dados coletados para prevenir futuros problemas relacionados ao desempenho dos sistemas e aplicações monitorados.

A startup pernambucana é parceira avançada de tecnologia da Amazon Web Services e da plataforma Cloud do Google. Recebeu investimentos da Aceleratech (São Paulo – Brasil), Wayra Chile do Grupo Telefônica (Santiago – Chile) e, recentemente, pela 500 Startups (São Francisco – Estados Unidos). Além disso, participou dos programas Start-Up Brasil e Start-Up Chile.

A expectativa dos diretores da empresa para o Batch 20 é de melhorar o produto SaaS, crescer e se tornar uma solução global. “Para isso, precisamos ganhar tração no mercado americano e planejar uma próxima rodada de investimentos para uma expansão global. Sabemos que estamos resolvendo um problema comum em várias empresas de todo o mundo e o desafio é provar a tecnologia no mercado mais competitivo que há: o americano”, completa Oliveira.

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