Estudantes criam óculos inteligentes para deficientes visuais

O custo do protótipo foi de R$ 150 (Foto: Mariana Dantas/NE10)

Por Mariana Dantas

Dispostos a criar um produto que ajudasse às pessoas com deficiência visual a terem mais independência e segurança ao caminhar nas ruas, um grupo de estudantes de engenharia da computação de uma faculdade do Recife decidiu ouvir quem mais entende do assunto: os próprios deficientes visuais. Eles descobriram que a bengala, apesar de ser um instrumento de extrema importância, só alcança objetos com altura de até um metro (da cintura para baixo). Ou seja, o risco de esbarrar em obstáculos “altos” (na área entre a cabeça e a cintura) é grande.

Para solucionar o problema, os estudantes criaram um óculos inteligente para deficientes visuais com foco na detecção de obstáculos. Denominado de Paw Project, a ideia foi selecionada para participar do Startup Maker, espaço da CPRecife2013 onde novos empreendedores de negócios digitais podem apresentar os seus produtos.

Apesar de eficiente, a bengala só alcança objetos com altura de até um metro
O projeto dos estudantes foi selecionado para participar do espaço Startup Maker

O protótipo, considerado de baixo custo, utiliza sensores ultra-sônicos (mesma tecnologia dos sensores de ré usados em carros) acoplados em uma armação de óculos, baterias e uma pulseira vibratória. “Inicialmente, o sensor funcionava através de avisos sonoros. Mas fomos orientados pelos próprios deficientes visuais a criar uma outra opção de alerta, já que o som poderia incomodar. Por isso resolvemos desenvolver a pulseira, que aumenta a vibração ao se aproximar do obstáculo”, explica o estudante Jalingson Assis. Ele criou os óculos juntamente com os colegas Álvaro Maia, Everton Meireles e Marcos Penha.

O custo do protótipo foi de  R$ 150. “Caso passe a ser fabricado, esse valor pode cair”, disse Jalingson.

APP Outro produto do Paw Project é um aplicativo colaborativo onde os deficientes visuais podem reportar os obstáculos que encontram na cidade. Segundo o estudante, os dados são enviados para o site, que marca os pontos no Google Maps. “A ideia é criar rotas alternativas com menos obstáculos. Os problemas de mobilidade também poderão ser repassados para os órgãos públicos, como prefeituras”.

Aplicativo colaborativo marca os pontos de obstáculos na cidade

Serviço:

Informações sobre o Paw Project no site annuitwalk.com