A notícia que movimentou o mercado de tecnologia neste final de semana foi o rumor de que o Yahoo comprou a plataforma de blogs Tumblr. O valor seria de US$ 1,1 bilhão de dólares, segundo fontes ouvidas pela CNN. O jornal The Wall Street Journal deste domingo disse que a transação já aconteceu e que o anúncio oficial acontecerá nesta segunda (20).
Na semana passada, já estavam sendo levantados rumores sobre encontros da CEO do Yahoo, Marissa Mayer e o fundador e atual diretor do Tumblr, David Karp. Caso seja mesmo vendido, o Yahoo será dona de uma das comunidades mais ativas da internet hoje.
O Tumblr inovou por propor uma forma diferente de se fazer blog, mais focada na interação entre usuários, posts curtos e mecânica semelhante à rede sociais como o Twitter. Hoje, o espaço é um caldeirão de memes e virais, com 100 milhões de páginas ativas. A expectativa dos usuários é grande, já que uma aquisição como essa poderia mudar a forma que eles se relacionam hoje com a plataforma.
O Yahoo vive um período de transformação. Depois de anos estagnado, a empresa se renova para enfrentar a dura concorrência de nomes como Google e Facebook.
A empresa japonesa de equipamentos eletrônicos Toshiba vai instalar uma nova fábrica no Brasil. Segundo anúncio feito nesta sexta (17), a nova unidade vai fabricar transformadores elétricos e será localizada na cidade de Betim, em Minas Gerais.
A nova fábrica vai atender a demanda do Brasil e de outros países da América Latina. O setor de transformadores está em expansão e deve render US$ 250 bilhões até 2015.
Em nota, a Toshiba disse que o país é mercado prioritário, sobretudo por causa da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos. Além disso, “é um país que ativou um plano para acelerar o crescimento com mais investimento em energia e logística”. O investimento na unidade de Betim foi de 58 milhões de dólares. [Com EFE]
A internet precisa ser independente e seu acesso é fundamental para o desenvolvimento mundial, segundo defende o criador da web, Tim Berners-Lee. Durante a 22ª edição da conferência WWW, realizada no Rio de Janeiro nesta semana, ele afirmou que o acesso à internet vem crescendo em muitos países, mas boa parte das pessoas não tem condições de ter um smartphone e arcar com um pacote de dados para acesso à internet.
“Certamente a maior parte do crescimento do acesso à internet na África virá do mobile”, afirmou o físico britânico. O site Web Index analisa o desenvolvimento da web em 61 países e mostra um pouco deste panorama. A iniciativa funciona como um índice em que são analisados o crescimento, utilidade e impacto da internet sobre as pessoas e países, com indicadores que englobam tanto aspectos políticos, econômicos e sociais, quanto questões como conectividade e infraestrutura.
O Web Index foi desenvolvido pela Fundação WWW (World Wide Web Foundation), que tem por objetivo reduzir o custo do acesso a dados em todo o mundo. “Assim vamos ter o maior número possível de pessoas com acesso à internet”, acredita Berners-Lee. Na conferência WWW2013, ele afirmou que o Brasil está um passo à frente do restante dos países com a elaboração do Marco Civil da Internet, que espera votação no plenário da Câmara dos Deputados.
Para o criador da web, a tendência do futuro é que a internet seja construída de forma cada vez mais colaborativa. “A tecnologia vai se tornar cada vez mais fácil, o que vai aumentar a participação por meio de aplicativos. Fiquem de olho no trabalho de grupos (que estão se apresentando na www2013), porque há muita novidade vindo”, afirmou.
Berners-Lee citou como exemplo o trabalho desenvolvido pelo neurocientista Miguel Nicolelis, que busca decodificar sinais elétricos emitidos pelos neurônios para, assim, retransmitir mensagens para artefatos mecânicos, virtuais ou computacionais, conseguindo controlá-los. O britânico afirmou que o Google Glass – lançado pela Google neste ano e ainda em versão beta – é o início desta evolução que Nicolelis vem desenvolvendo. “Daqui a um tempo, estaremos controlando a web pelo que pensamos”, prevê.
Marco Civil
O Brasil está à frente dos demais países no que diz respeito à regulação da internet, segundo a avaliação de tim Berners-Lee, criador dos protocolos que deram origem ao World Wide Web (www), considerado o "pai da internet". "O Brasil está partindo na direção certa, porque parte da perspectiva de direitos humanos da questão", afirma Berners-Lee.
O Projeto de Lei 2126/2011, que cria o Marco Civil da Internet no Brasil, está pronto para votação no plenário da Câmara dos Deputados, mas segundo seu relator, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), enfrenta resistência de alguns grupos, em especial de provedores de internet. A proposta é tida como uma carta de direitos do usuário da web no Brasil, e determina regras gerais para o funcionamento da rede. "Este é apenas o primeiro passo; o Marco é uma lei maior, de onde virão outras sobre áreas específicas, como o comércio eletrônico", explica Molon. [Da EBC]
Anatel desligará mais de 500 mil aparelhos este ano, mas abre consulta pública sobre as novas versões com Wifi e pagamento com cartão
Durante décadas o orelhão foi a opção mais rápida e barata de se fazer um telefonema. Nem precisa viajar tanto no tempo: no início dos anos 1990 as pessoas ainda faziam fila para usar o aparelho em diversas partes do País. Com a popularização do aparelho celular (que chega a custar R$ 49 nos dias de hoje), operadoras e Governo pensam em um uso diferente para esses telefones coletivos.
É o que tenta fazer a Oi, que já experimenta um telefone público com acesso WiFi em Florianópolis. A capital foi a primeira do País a receber a nova tecnologia e deve instalar 30 desses “orelhões modernos” até o final de 2013. Usuários de qualquer operadora poderão se conectar gratuitamente, desde que estejam num raio de 50 metros de um desses aparelhos. A previsão é que esse modelo chegue a outras cidades ainda este ano. Mais de mil unidades estão previstas para as principais capitais.
A Agência Nacional de Telefomunicações (Anatel) colocou em consulta pública mudanças na evolução na tecnologia fixa. Um dos assuntos é a redistribuição dos orelhões e as novas tecnologias aplicadas a esses aparelhos. Também está em análise o uso de publicidade na parte externa e interna dos telefones públicos, além do método de cobrança, que pode ser cartões de crédito, débito e até mesmo a volta das fichinhas de metal, populares até o fim dos anos 1980. Outros estudos imaginam orelhões com chamadas em vídeo e envio de mensagem de texto.
Hoje para fazer uma ligação paga é preciso comprar um cartão com créditos que custam a partir de R$ 2,51 (20 créditos).
O ocaso dos orelhões
Hoje o Brasil tem 950 mil telefones públicos, sendo 39 mil em Pernambuco. No Recife, são 7.500, mas esse número vem caindo, seguindo um fenômeno nacional. Com pouco interesse em sua utilização, pouco foi investido nesses telefones. Defasados, eles geram pouca renda e são alvos de vandalismo, principalmente aqui no Recife. Em entrevista ao NE10, a Oi afirmou que 78% dos defeitos são decorrentes de depredações.
“Como os orelhões da empresa estão instalados em vias e estabelecimentos públicos, sofrem, diariamente, danos por vandalismo. Em 2013, foram danificados mensalmente por atos de vandalismo, em média, 6 % dos orelhões instalados em Pernambuco . No mesmo período, a companhia realizou a substituição de cerca de 80 campânulas dos orelhões por mês”, afirmou por email.
E os orelhões de hoje vão diminuir ainda mais: dos 950 mil existentes, 538 mil serão desligados pela Anatel. A agência revelou que metade dos orelhões não fazem mais do que duas ligações por dia, ou cerca de 60 por mês. Antes, a média era de 300 ligações/mês.
Ícone brasileiro
Telefones públicos existiam em todo o mundo, incluindo o Brasil, desde meados do século 19. Ficaram populares em cabines, mas em 1972 ganharam a forma que existe até hoje. Quem inventou foi a arquiteta chinesa radicada no Brasil Chu Ming. Ela apresentou o projeto para a Companhia Telefônica Brasileira (CTB), que iniciou a instalação no Rio de Janeiro e São Paulo.
A ideia de Ming era aproveitar melhor o espaço, podendo inclusive ser instalado em postes ou lugares de difícil acesso. Antes, os telefones ficavam dentro de cabines cilíndricas de acrílico e fibras de vidro. Desde então acabou se tornando um ícone do design brasileiro. Chegou a ser exposto na Bienal de Arquitetura em 1973 dado o impacto que teve na paisagem urbana de diversas cidades no Brasil.
Aparelhos foram importantes para as telecomunicações no Brasil. Veja abaixo uma galeria com a evolução dos aparelhos ao longo dos anos.
Primeiro modelo de telefone público, instalado no Rio de Janeiro no final do século 19 (Foto: Museu das Telecomunicações)
Nos anos 1970, os orelhões tinha estrutura externa de acrílico. Depois foi substituído para fibra de vidro (Foto: Museu das Telecomunicações/OiFuturo)
Era comum muitas comunidades fazerem solenidades de inauguração dos orelhões. Aqui, um novo é instalado em Ramos, no Rio de Janeiro (Foto: Museu das Telecomunicações)
Pessoas na fila para usar orelhões na orla do Rio de Janeiro (Foto: Museu das Telecomunicações)
Cartões com créditos foram introduzidos em 1992. Aqui, orelhão segue “inivísivel” em rua do Recife (Foto: JC Imagem/Arquivo)
Vandalismo é problema frequente, segundo a Oi. No Recife são 7.500 orelhões (Foto: NE10/Arquivo)
O aumento da renda, o acesso ao mercado de trabalho, o crédito fácil e a perda do “medo” da tecnologia entre os mais velhos foram fatores decisivos para a inclusão digital no País entre 2005 e 2011. Mais da metade da população com 10 anos ou mais de idade, porém, ainda não tem acesso à internet. As informações são da Agência Estado.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a proporção de pessoas que utilizam a internet passou de 20,9% para 46,5%.
Em seis anos, houve um aumento de 45,8 milhões de internautas. Uma média de quase 21 mil por dia. Utilizaram a internet no período de três meses antes da data da entrevista, em 2011, 77,7 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais de idade.
Embora ainda sejam as mais resistentes à rede mundial de computadores, os brasileiros com 50 anos ou mais tiveram peso decisivo no aumento da legião de internautas: passaram de 7,3% para 18,4% do total da população nessa faixa etária. Em números absolutos, foi o maior crescimento, passando de 2,5 milhões de usuários para 8,1 milhões. Um crescimento de 222%.
Outro crescimento significativo foi registrado no outro extremo, com os internautas de 10 a 14 anos. Em 2005, 24,3% desse público acessavam a internet, proporção que saltou para 63,6% em 2011. A pesquisa levou em consideração apenas os acessos à internet por computador. Não houve perguntas sobre acesso por meio de telefones celulares e tablets.
“A inclusão digital se dá sem medo entre os jovens. Entre os mais velhos, demora um pouco, mas é crescente, inclusive para acesso a banco, para declarar imposto de renda”, diz o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azevedo.
Mulheres
Embora a renda seja um fator importante de acesso à internet, é interessante notar que as mulheres jovens, que têm renda menor do que os homens, porém maior escolaridade, estão mais na rede mundial de computadores do que os homens.
E há mais usuários da internet na população com renda de 3 a 5 salários mínimos do que entre os que ganham mais de 5 salários mínimos. A explicação é que a faixa mais rica da população é também a faixa mais velha, ainda “engatinhando” no mundo virtual. Os técnicos do IBGE chamam atenção para o grande salto entre os alunos da rede pública que passaram a ter acesso à internet no espaço de seis anos.
A pesquisa não investigou o local de acesso, se o trabalho, a residência, a escola ou locais públicos como bares e lan houses, e por isso não é possível associar o crescimento à distribuição de computadores nas escolas públicas. Para Cimar Azevedo, no entanto, é um forte indicativo da inclusão digital entre os mais pobres. Em 2005, apenas 24,1% dos alunos da rede pública usavam a internet, proporção que cresceu para 65,8% em 2011.
Celular
Chegou a 115,4 milhões o número de pessoas com 10 anos ou mais de idade que têm celular de uso pessoal, ou 69,1% da população, segundo a Pnad 2011. Em 2005, eram 55,7 milhões, ou 36,6% da população. A população com celular cresceu 107,2%, enquanto a população geral nessa faixa etária avançou 9,7%.
Os mais velhos e os mais novos foram os que mais fizeram crescer o contingente. A proporção de pessoas com 60 anos ou mais com celular aumentou 161,3%. E a proporção das crianças de 10 a 14 anos com celular cresceu 118,2%. Os trabalhadores agrícolas são os que menos têm celular: apenas 43%.
Anunciado nessa quarta (15), o serviço de streaming de músicas do Google foi um dos maiores destaques na apresentação que a empresa fez durante seu evento para desenvolvedores. Chamado de Google Play Music All Access, ele estará disponível em tablets, smartphones Android e navegadores.
Seu maior diferencial é permitir o streaming do que já existe hoje no Google Music, além das enviadas pelo usuário. Também será possível excluir faixas de uma lista e escutar tudo instantaneamente, sem precisar comprar a faixa. O serviço chama atenção mais pela robustez do que propriamente a inovação.
A chegada do serviço é uma ameaça aos serviços como Rdio, Deezer, Spotify e #music, do Twitter. Mas, o Google Play Music All Access está disponível apenas para os EUA, com assinaturas que podem chegar a US$ 9,99. Nisso, o Google sai atrás de praticamente todos os concorrentes.
O Google afirmou que não tem previsão de lançar o serviço por aqui (nem o Google Music, lançado anos antes, chegou ao país).
Silvio Meira coordena o grupo de pesquisa (Foto: Alexandre Severo/JC Imagem/Arquivo)
A evolução da web tem tornado a utilização dos conteúdos on-line um processo cada vez mais participativo. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade Federal de Pernambco (UFPE) desenvolvem, em um grupo de estudos do Centro de Informática, novas ferramentas para lidar com este público cada vez mais presente e atuante. Estas são as chamadas Social Machines (máquinas sociais).
O grupo, orientado pelo professor Silvio Meira, faz investigações para definir um conceito de social machines, e a partir de então, ter um paradigma para o desenvolvimento de sistemas de software que na prática unem processos computacionais com processos sociais. "A partir do momento em que você permite interação, compartilhamento e co-criação de conteúdos, esta é uma forma de implementar esses processos sociais", explica o pesquisador Vanilson Buregio.
O aumento dos serviços em que é possível que o usário tenha interação e produção de conteúdo, como Youtube Wikipedia, tem tornado as "máquinas sociais" cada vez mais evidentes, segundo Buregio. "Hoje a web é programável. Você consegue criar aplicações a partir de serviços já existentes. É muito fácil, hoje, pegar um aplicativo de celular e usar serviços que já existem para criar novos sistemas", afirma o pesquisador.
Buregio fez uma apresentação na conferência www2013, que é realizada durante esta semana no Rio de Janeiro. O trabalho da UFPE abriu as discussões sobre Social Machines e foi o único representante brasileiro nos debates sobre o assunto. Se você se interessou pelo tema, pode ter mais informações no site do pesquisador Vanilson Buregio.
Esta é a 22ª edição da conferência WWW, e pela primeira vez o evento é realizado no Brasil. O evento terá ainda palestras do cientista brasileiro Miguel Nicolelis, que falará sobre as possibilidades de interação entre o cérebro humano e as máquinas com o uso da internet, e de Tim Berners-Lee, considerado o "pai da web" por ter criado, há 20 anos, os protocolos que deram vida à World Wide Web. Nesta quinta-feira (16/05), ele participa de um painel com o deputado Alessandro Molon para falar sobre a neutralidade da rede e o Marco Civil da Internet. [Do Portal EBC]
Em 2011, o acesso à internet no Brasil era maior entre jovens de 15 a 17 anos, faixa etária em que 74,1% da população eram internautas. Em seguida, vêm os jovens de 18 e 19 anos (71,8%). Entretanto, entre 2005 e 2011, o aumento mais expressivo no acesso à internet foi verificado entre a população com 50 anos ou mais, segundo dados divulgados hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2005, apenas 7,7% desse grupo etário usava a internet. Em 2008, o percentual subiu para 11,2%, e em 2011, para 18,4%. As informações são da Agência Brasil.
"Essa população hoje precisa acessar a internet para declarar Imposto de Renda, acessar o banco de casa", exemplificou o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo. "O crescimento entre os jovens foi menor, pois já estavam inseridos", acrescentou. Na pesquisa de 2008, em média, o uso de internet nas faixas entre 10 e 24 anos variava de 50,9 % a 62,7%.
Moradora de Belo Horizonte, a professora aposentada Marilze Alves Rêgo, 69 anos, começou a navegar na internet há dez anos, por curiosidade. Ela contou que, no início, enfrentou dificuldade para navegar na rede, por insegurança, mas hoje já tem tablet, laptop e celular com acesso à internet. "Já estou modernizada", comemorou. "Tudo é na internet, a gente não pode ficar parado no mundo de hoje, senão não evolui. Hoje em dia quem não usa internet é quase como um analfabeto."
A pesquisa mostra também que se a população de jovens for analisada por escolaridade e/ou faixas de renda, há grupos em que o acesso já está praticamente universalizado. "Para pessoas com 15 anos ou mais de estudo, ou seja, que pelo menos terminou o ensino médio, o acesso à internet já chega a 90,2%", informou o coordenador da pesquisa.
Acesso à internet por faixa etária (2011)
10 a 14 anos: 63,6%
15 a 17 anos: 74,1%
18 a 19 anos: 71,8%
20 a 24 anos: 66,4%
25 a 29 anos: 60,3%
30 a 34 anos: 53,9%
35 a 39 anos: 48,4%
40 a 44 anos: 41,3%
45 a 49 anos: 36,8%
50 ou mais: 18,4%
O número de alunos da rede pública de ensino que acessam a internet praticamente triplicou em seis anos e foi de 24%, em 2005, para 70%, em 2011. Os dados fazem parte da publicação sobre Acesso à Internet e Posse de Telefone Móvel Celular para Uso Pessoal, divulgada nesta quinta (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As informações são da Agência Brasil.
Apesar do salto na inclusão digital desse universo de pessoas, o percentual ainda é menor que o registrado entre os alunos de escolas privadas no mesmo período, que passou de 82%, em 2005 para 96,2% em 2011. "Entre as pessoas que acessaram a internet que estudavam em escola particular, esse acesso atingiu quase a universalidade", comentou o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo.
Segundo ele, o aumento do acesso dos alunos da rede pública pode ser explicado pelo aumento da renda das classes mais baixas e pela instalação de computadores com internet nesses estabelecimentos de ensino. Em 2011, dos 37,5 milhões de alunos (com mais de 10 anos), 29,2 milhões estavam na rede pública e 8,4 milhões de estudantes estavam na rede privada.
Na análise da escolaridade dos internautas, os dados revelam que de 2005 para 2011, no grupo de pessoas sem instrução e com menos de quatro anos de estudo, o percentual de acesso à internet passou de 2,5% para 11,8%. No mesmo período, no grupo com 15 ou mais anos de estudo, a estimativa aumentou de 76,1% para 90,2%.
Na série histórica, entre 2005 e 2011, os percentuais de internautas aumentaram em todas as faixas de renda, especialmente nas mais baixas: no grupo que engloba indivíduos sem renda e com renda de até ¼ de salário mínimo, o percentual de pessoas que acessaram a internet aumentou de 3,8%, em 2005, para 21,4% em 2011; no grupo de mais de ¼ até metade do salário mínimo, o percentual foi de 7,8% para 30%, no mesmo período de comparação. Por fim, no grupo com renda de ½ a um salário mínimo, o percentual de internautas foi de 15,8%, em 2005, para 39,5%, em 2011.
As análises apontam também que a internet está deixando de ser acessada exclusivamente no posto de trabalho. Em 2011, das 77,7 milhões de pessoas que utilizaram a internet, 60,1% trabalhavam e 39,9% não trabalhavam. Embora a maioria dos internautas seja de pessoas ocupadas, essa diferença vem diminuindo se comparada a 2005, quando 62,1% dos internautas trabalhavam e 37,9%, não.
"O aumento do poder de compra, o aumento do crédito e o barateamento do computador têm permitindo que as pessoas tenham acesso à internet também fora do posto de trabalho", comentou Azeredo. Segundo ele, no entanto, não é só o aumento da renda que explica a maior inclusão digital no país, mas sim, o resultado de todos os aspectos abordados pela pesquisa, como o sexo, a faixa etária, a ocupação e escolaridade. Ele deu como exemplo o fato de que entre a população de renda mais alta [5% da população ocupada] - com mais de cinco salários mínimos, o percentual de internautas é menor, porque ali há um número menor de jovens. "Muitos são idosos e não foram incluídos digitalmente e talvez não sejam nunca", comentou ele.
A fabricante cearense Ibyte anunciou o seu primeiro Ultrabook, com destaque para custo-benefício. A rede varejista lança o aparelho por sua marca própria por R$ 2.159.
O aparelho vem com processador Intel Core i5, HD 500GB com 32GB MSata para inicialização, tela de 14 polegadas em LED, Bluetooth e Windows 8. Dentro da oferta atualmente existente de Ultrabooks, esse modelo da Ibyte é considerado intermediário, mas traz um bom custo em relação às configurações.
O Ultrabook da Ibyte tem 2,5 cm de espessura e pesa 1,4 kg, o que condiz com o esperado para uma máquina dessa categoria. A bateria tem autonomia mínima de 5 horas.