publicidade
10/08/18
Foto: Tânia Rêgo/ABr
Foto: Tânia Rêgo/ABr

Irmão de Eduardo vai pedir provas complementares sobre acidente aéreo

10 / ago
Publicado por Victor Tavares em Notícias às 16:47

O advogado Antônio Campos, irmão do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, falecido em um acidente aéreo no litoral de Santos, São Paulo, disse no Recife, nesta sexta-feira (10), dia em que Campos completaria 53 anos, que irá requerer provas complementares sobre a investigação do acidente.

LEIA TAMBÉM
» PF apresenta conclusão do inquérito da queda do avião de Eduardo Campos
» Em ação judicial, mãe e irmão de Eduardo Campos criticam duramente ‘erros’ do Cenipa em relatório sobre queda de avião
» TRT condena PSB e empresários a indenizar família de piloto de Eduardo Campos
» Deputado faz requerimento de informação à Anac sobre queda de avião com Teori e Eduardo Campos
» Acidente de Eduardo Campos: Antônio Campos diz que testemunha pode mudar o curso das investigações do caso

Antônio Campos e outros familiares de vítimas, irão requerer, no início da próxima semana, ao Ministério Público Federal de Santos, onde está sendo encaminhado o relatório da Polícia Federal da lavra do Delegado Rubens Maleiner, provas complementares com a devolução do inquérito à Polícia Federal para novas diligências.

Segundo o irmão de Eduardo, a ideia é aprofundar a tese de falha mecânica e a possibilidade de essa ter sido previamente concebida para ocorrer, o que caracterizaria sabotagem.

A Polícia Federal apresentou, na segunda-feira (6), em São Paulo e no Recife, as conclusões do inquérito que apurou as circunstâncias do acidente, que vitimou o ex-governador e candidato a Presidente em 2014. A conclusão do delegado federal Rubens Maleiner, responsável pelo caso, descartou qualquer possibilidade de sabotagem. Maleiner pediu o arquivamento do inquérito ante a impossibilidade em se apontar a causa do acidente.

Esse resultado, no entanto, poderia ser outro, caso o gravador da cabine estivesse funcionando normalmente. Segundo os investigadores, a última gravação feita pelo equipamento foi feita 1 ano e 9 meses antes do acidente, ocorrido em agosto de 2014 na cidade de Santos (SP).

“A ausência das gravações foi um dos problemas mais relevantes para que o inquérito não apresentasse [o real motivo do acidente”, disse o delegado, após participar de coletiva de imprensa destinada a apresentar detalhes técnicos do inquérito.

“Esses gravadores são um dos elementos mais importantes desse tipo de investigação. Seria um auxílio significativo porque eles não gravam apenas vozes. Gravam também outros sons que ocorrem na cabine, como chuva no para-brisa, ruído. Nessas situações de acidente, as pessoas verbalizam alguma coisa. Se tivéssemos essas gravações, o entendimento do fato seria maior”, acrescentou.

Sem sabotagem

A hipótese de sabotagem foi “totalmente descartada” pela Polícia Federal. “Ouvimos todos que cuidaram da aeronave nos dias precedentes ao voo, além de termos feito investigações no Aeroporto Santos Dumont e com relação às oficinas de manutenção que lidaram com a aeronave. Todo entendimento que tivemos da mecânica do voo é absolutamente incompatível com qualquer possibilidade de sabotagem imaginada”, argumentou.

Perguntado sobre se seria possível algum tipo de “sabotagem perfeita que não deixasse vestígios”, o delegado foi enfático: “A pergunta já se responde. Se não pode ser identificada pela polícia, nós não a conhecemos. Portanto eu desconheço a possibilidade de uma sabotagem absolutamente indetectável”.


FECHAR