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14/11/17
Foto: André Nery/Acervo JC Imagem
Foto: André Nery/Acervo JC Imagem

Tribunal de Contas alerta prefeitura sobre atraso nas obras do Geraldão

14 / nov
Publicado por Amanda Miranda em Notícias às 15:08

O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) enviou um ofício ao prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), fazendo um alerta sobre os prejuízos provocados pelo atraso na entrega das obras no Geraldão, o Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães. Com três anos de atraso, a reforma foi reiniciada no último dia 30.

A conselheira Teresa Duere, relatora das contas, deu um prazo de 15 dias para que o socialista informe quais as medidas para solucionar as irregularidades apontadas. Em nota ao Jornal do Commercio, a PCR afirmou que retomou as obras antes mesmo do alerta e que “responderá às colocações mais detalhadas feitas pela instituição no prazo por ela estipulado”.

Até o fim do primeiro semestre de 2018, a Prefeitura do Recife espera concluir os 44% que faltam.

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O investimento total é de aproximadamente R$ 45 milhões, sendo R$ 20 milhões de um convênio com o governo federal e R$ 25 milhões de contrapartida municipal. A União repassou cerca de R$ 5,9 milhões e a prefeitura, pouco mais de R$ 7,6 milhões. O valor inicial era R$ 34 milhões, R$ 11 milhões a menos. A empresa responsável pela obra é a Cinzel Engenharia.

A reforma do Geraldão começou em julho de 2013, com previsão de ser concluída um ano depois. Em outubro de 2014, foi estipulado um novo prazo de entrega para julho de 2015, quando foi confirmado um novo adiamento, desta vez para fevereiro do ano passado, período postergado novamente para exatamente um ano atrás. Em maio, quando a obra estava parada, a previsão era de entregá-la no último dia 31 de outubro, um dia depois de ser retomada.

Prejuízos

O tribunal afirmou que as constantes interrupções na obra causaram prejuízos às instalações do Geraldão. Segundo o TCE-PE, há infiltrações, mofo nas estruturas do piso e das arquibancadas, acúmulo de água nas salas internas, danos ao forro e ao revestimento das paredes e oxidação das canaletas elétricas e dos pilares metálicos nas rampas de acesso.

Em junho de 2016, o tribunal já havia emitido outro alerta à Prefeitura do Recife, afirmando que havia água acumulada e parada no ginásio. Segundo a equipe técnica do TCE, o acúmulo de água no local permanecia na última visita técnica, realizada em agosto, antes de as obras recomeçarem.



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