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09/11/17
Foto: Luiz Pessoa/JC Imagem
Foto: Luiz Pessoa/JC Imagem

Secretário-executivo e coordenador da Casa Militar são presos em operação da PF

09 / nov
Publicado por Amanda Miranda em Notícias às 12:01

Dois secretários da Secretaria da Casa Militar foram presos temporariamente, com prazo de cinco dias, nesta quinta-feira (9) pela Polícia Federal. A pasta é o principal alvo de investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e corrupção em verbas públicas destinadas para reconstrução das cidades destruídas por enchentes na Mata Sul em 2010.

Foram presos o coronel Fábio de Alcântara Rosendo, secretário-executivo de Defesa Civil, e tentente-coronel Laurinaldo Félix do Nascimento, coordenador administrativo da secretaria. Os nomes foram confirmados pela Polícia Federal.

Rosendo integrava a comissão de licitação e Nascimento era pregoeiro e chefe da licitação em 2010.

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Os outros presos foram o coronel Roberto Gomes de Melo Filho, que exercia o cargo de Nascimento em 2010, e o coronel Waldemir José Vasconcelos de Araújo, secretário-executivo naquele ano.

Nesta quinta-feira (9), foram cumpridos 36 mandados de busca e apreensão, um deles no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual.

As investigações começaram em 2016 a partir de um relatório elaborado pela Controladoria-Geral da União com relação aos gastos efetuados. De acordo com a polícia, até R$ 450 milhões que foram depositados pela União para a assistência de vítimas das enchentes de junho de 2010 podem ter sido desviados. Os repasses dos recursos aconteceram entre 2010 e 2015.

Há suspeitas sobre contratos recentes, para atender as vítimas de maio deste ano.

Após as últimas chuvas, que deixaram novo cenário de destruição em cidades como Palmares, em reunião com o presidente Michel Temer (PMDB), o governador Paulo Câmara apresentou uma lista de obras que estão previstas desde as enchentes de 2010 na mesma região, para solicitar apoio federal na conclusão dos empreendimentos, em repasses que somam R$ 383.083.648. A justificativa do Estado para não ter concluído os projetos é de que a transferência de recursos pela União foi interrompida em 2014.



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