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13/09/17
Foto: Divulgação
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A solução não é a politicagem

13 / set
Publicado por jamildo em Notícias às 17:00

Por Fernando Holanda, para o Blog de Jamildo

Parece que os políticos perderam completamente a capacidade de representar as pessoas. É como se tivessem se esquecido de agir em sintonia com as demandas da sociedade. Ou fossem acometidos por uma grave esquizofrenia.

É que em meio a graves denúncias de corrupção – com milhões encontrados em malas, mega empresários presos e presidente e ex-presidentes denunciados – essas pessoas continuam com suas agendas personalíssimas, na busca desenfreada por atender seus projetos de poder a qualquer custo.

Temer, às vésperas de ser denunciado novamente por crime de corrupção passiva, persegue o Procurador Geral da República. Lula, já condenado em primeira instância, acena efusivamente para militantes antes de prestar mais um depoimento à Justiça. E seus respectivos correligionários seguem lhes fazendo uma defesa efusiva, desqualificando toda e qualquer prova que contrarie suas crenças.

Em Pernambuco não é diferente. Em meio à evidente crise na segurança pública no estado, caciques partidários arengam por suas legendas. Acusam-se de traidores, especulam nomes para as próximas eleições. Fazem uma defesa feroz de suas ideologias como se nunca a houvessem deixado de lado por pura conveniência eleitoral. E reduzem o debate político ao eleitoreiro. Não falam em alternativas para os problemas do estado, somente em alternância ou continuidade no poder.

Em Brasília, os congressistas agem para blindar o falido sistema que lhes levou até ali. Insistem em votar uma reforma política cujos únicos privilegiados são eles mesmos. Defendem com unhas e dentes um sistema eleitoral pitoresco, utilizado somente em países como a Jordânia e o Afeganistão. Na Esplanada dos Ministérios, um grupo recém-batizado de “quadrilhão” segue dando as cartas. Seus integrantes hoje ocupam os cargos de ministros e prisioneiros. Mas seguem articulam reformas, ajustes e decretos presidenciais. Dentre eles o suspeitíssimo Decreto dos Portos e aquele estapafúrdio que extingue uma reserva ambiental na Amazônia.

De quanto tempo os políticos precisam para entender que as coisas precisam mudar? Que trocar a sopa de letrinhas por nomenclaturas modernosas não vai resgatar a credibilidade dos partidos? Que o Brasil não aguenta mais a falta de efetividade, a corrupção e tanta gente advogando em causa própria?

Àqueles homens e mulheres que participam ativamente da vida política do país, sugiro: acordem. Esqueçam os melindres intra-partidários. Procurem se reconectar verdadeiramente com o povo. As coisas, de fato, mudaram. Basta por a cabeça para fora do gabinete. Não insistam em trocar a política pela politicagem.

Mas, principalmente àqueles que já não aguentam mais tanta frustração, recomendo a ação. Procurem redes e movimentos vinculados ou não à política representativa. Há boas iniciativas surgindo nos quatro cantos do Brasil. Fora desse beco sem saída que é a polarização, há muito o que fazer. A renovação que tanto esperamos na política do Brasil depende do que fazemos por ela.

 



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