17/07/17
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e Temer (Foto: Beto Barata/Presidência da República)
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e Temer (Foto: Beto Barata/Presidência da República)

Número de empresas inadimplentes chega a 5,1 milhões e bate recorde

17 / jul
Publicado por jamildo em Notícias às 13:30

O número de empresas inadimplentes no Brasil bateu recorde em maio de 2017.

Cerca de 5,1 milhões de CNPJs estavam negativados, a maior quantidade registrada desde março de 2015, quando o levantamento passou a ser feito. Em relação a maio de 2016 houve um aumento de 15,9%. O montante alcançado pelas dívidas das empresas foi de R$ 119,2 bilhões. Cada CNPJ tem em média 11 dívidas, totalizando um valor médio de R$23 mil.

A maioria das empresas no vermelho é do setor de serviços (46,7%). Se comparado ao mesmo período do ano anterior, houve aumento de 1,5 ponto percentual.

O comércio corresponde 43,7%, queda de 1,3 pontos percentuais comparado ao ano anterior.

A indústria responde por 8,7% da inadimplência, decréscimo de 0,2 ponto percentual em relação ao ano anterior.

Segundo os economistas da Serasa, a retração nas vendas e no ritmo de produção por causa da longa e intensa recessão pela qual vem passando a economia brasileira tem debilitado o fluxo de caixa das empresas.

Por outro lado, as dificuldades de acesso ao crédito, que se mantém caro e escasso, prejudica a gestão financeira das empresas.

Tudo isto leva a inadimplência das empresas para patamares recordes, sendo absolutamente necessários que processos de renegociação ocorram entre credores e devedores para que tais dívidas possam ser equacionadas e regularizadas.

Inadimplência das empresas se concentra no Sudeste

Mais da metade das empresas em situação de inadimplência estão no Sudeste do país (53,6%).

O Nordeste tem 16,7% do total de empresas com dívidas atrasadas, enquanto o Sul responde por 15,7% do total.

Completando a lista, o Centro-Oeste, com 8,5% e o Norte, com 5,4% do total dos CNPJs negativados no Brasil.

Entre os estados, São Paulo tem o maior número de empresas negativadas, com 32,3% do total.

Em seguida está Minas Gerais, com 11,1%, e Rio de Janeiro em terceiro, com 8,1%.



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