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Alberisson Carlos, presidente da ACS (Foto: André Nery/JC Imagem)
Alberisson Carlos, presidente da ACS (Foto: André Nery/JC Imagem)

Oposição pede para Gioia rever expulsão de dirigentes de associação de PMs. Entidade vai recorrer

19 / jun
Publicado por Amanda Miranda em Notícias às 17:23

A Associação Pernambucana de Cabos e Soldados Policiais Militares e Bombeiros Militares (ACS-PE) vai entrar na Justiça com um pedido para que a Secretaria de Defesa Social (SDS) reconsidere a decisão de expulsar os seus dirigentes e com um mandado de segurança acusando a pasta de não ter dado o direito à ampla defesa aos dois. Em nota, a bancada de oposição ao governador Paulo Câmara (PSB) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) também pediu, nesta segunda-feira (19), que o secretário Ângelo Gioia reavalie o caso.

Os parlamentares voltaram a defender no texto a criação de dois assentos para o Poder Legislativo no comitê gestor do Pacto pela Vida, a implantação de um gabinete de crise e a formação da Frente Parlamentar da Segurança Pública. “O momento é de união de forças para o combate à criminalidade e ao crescimento da violência e o resgate da transparência e do debate com a sociedade, princípios essenciais do Pacto pela Vida, são fundamentais para construir uma saída para o quadro em que mergulhamos nos últimos três anos”, afirmou a nota da bancada.

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A medida contra Alberisson Carlos, presidente da entidade, e Nadelson Leite, vice-presidente, foi publicada no Diário Oficial do último sábado (17). Os dirigentes foram punidos por tecer críticas e “comentários desonrosos” ao então secretário Alessandro Carvalho – que deixou o cargo em outubro do ano passado – e a Paulo Câmara em vídeos divulgados nas redes sociais. Os dirigentes da ACS respondiam a processos administrativos e chegaram a ser presos em dezembro do ano passado, durante uma assembleia da categoria sobre as negociações salariais, já que a realização da reunião estava proibida pela Justiça porque policiais não podem decretar greve.

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Os advogados da entidade acusam a Secretaria de Defesa Social de não intimar os dirigentes para apresentar alegações finais. Para Alberisson Carlos, a punição é uma forma de “perseguição”. “O Estado nos demitiu porque nós tecemos críticas a um governo autoritário, ditador. A um governo que não aceita de maneira nenhuma que trabalhadores como nós, da segurança pública, possam tecer críticas, muitas vezes construtivas, porque nós nos preocupamos como cidadãos”, disse o presidente da associação. “Não fomos demitidos por algo que desabone a nossa conduta como policiais militares.”

Há um mês, a associação foi descredenciada pela Secretaria de Administração, em punição por “atuação em desacordo com as suas finalidades estatutárias”. Também foram punidas a Associação de Praças dos Policiais e Bombeiros Militares do Estado de Pernambuco (ASPRA-PE) e a Associação dos Militares do Estado de Pernambuco (AME-PE). Na semana passada, sete policiais foram penalizados com prisão por terem participado de uma assembleia da categoria no ano passado.



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