18/maio
Foto: Reprodução
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Paulo Câmara se pronuncia sobre crise no País: Temer tem que se explicar

18 / maio
Publicado por Cássio Oliveira em Notícias às 20:48

Governador de Pernambuco e vice-presidente nacional do PSB, Paulo Câmara se pronunciou, na noite desta quinta-feira (18), sobre as denúncias envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB). Para o socialista, as denúncias são graves e precisam ser investigadas a fundo. 

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Paulo Câmara ainda disse que Temer necessita “dar explicações à nação”. O governador finaliza o breve pronunciamento pedindo que o Brasil reencontre a “unidade nacional”.

Na tarde desta quinta, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), aliado de Paulo, foi mais enfático ao afirmar que o melhor seria a renúncia de Michel Temer. “O caminho da renúncia anteciparia às mudanças necessárias”, afirmou, em entrevista à Rádio Jornal, com o comunicador Ednaldo Santos.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, defendeu na manhã desta quinta-feira que o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, entregue imediatamente o cargo. Bezerra filho é deputado federal de Pernambuco licenciado pelo PSB.

Para o dirigente, o governo Michel Temer acabou nesta quarta-feira, 17, após a divulgação da notícia de que o presidente foi gravado pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, mandando comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

“Estou defendendo a imediata entrega do cargo de ministro. Não tem mais sentido. A direção do partido não o indicou, mas o fato de ele ser filiado ao partido é suficiente para pedir essa demanda”, afirmou Siqueira ao Broadcast Político do Estadão.

DENÚNCIA CONTRA TEMER

De acordo com informações divulgadas pelo jornal “O Globo” nesta quarta-feira (17), Joesley Batista, um dos donos da JBS, encontrou Temer no dia 7 de março no Palácio do Planalto. O empresário teria registrado a conversa com um gravador escondido. Batista disse ter contado a Temer que estava pagando ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao lobista Lúcio Funaro para ficarem calados. O presidente, segundo o empresário, responde: “Tem que manter isso, viu?”.

Em nota publicada ontem, Temer confirmou o encontro, mas disse que “jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha” e negou ter participado ou autorizado “qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar”.

Hoje, Temer afirmou que não irá renunciar ao cargo e exigiu uma investigação rápida na denúncia em que é citado, para que seja esclarecida. “Não renunciarei. Repito não renunciarei”, afirmou em pronunciamento, no Palácio do Planalto.

“Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos, e exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dúvida não pode persistir por muito tempo”, disse Temer, em pronunciamento.

No caso do Aécio, ele foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Batista. O empresário entregou um áudio à Procuradoria-Geral da República em que o tucano pede a quantia, sob o pretexto de pagar as despesas com sua defesa na Operação Lava Jato. 

Hoje, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin proibiu Aécio de exercer as funções de senador. A Procuradoria-Geral da República também pediu a prisão do tucano, mas Fachin, responsável pela Lava Jato na Corte, negou o pedido. A irmã de Aécio, Andrea Neves, foi presa.

O mineiro deixou a presidência do PSDB nesta tarde alegando que vai se dedicar a provar sua inocência, após ser citado e gravado pelo empresário Joesley Batista em delação premiada feita à Procuradoria-Geral da República e homologada nesta quinta pelo STF.

“Em razão das ações promovidas no dia de hoje contra mim e minha família, quero afirmar que, a partir de agora, minha única prioridade será preparar minha defesa e provar o absurdo dessas acusações e o equívoco dessas medidas”, diz Aécio em nota oficial.



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