16/maio
Campanha das Centrais Sindicais
Campanha das Centrais Sindicais

Em Pernambuco, centrais sindicais tentam constranger deputados que votam a favor das reformas

16 / maio
Publicado por jamildo em Notícias às 15:30

A tática sempre foi usada pela CUT, mas agora é dividida com outras centrais, possivelmente em função da queda de popularidade do PT, depois da passagem no poder. Sem entrar no mérito da discussão, trata-se de uma manifestação autoritária, afinal, os parlamentares devem ser livres para seguir sua própria consciência. Não estão todos obrigados a seguir a orientação corporativista, salvo melhor juízo. Pois bem.

Diversas centrais sindicais lançaram nesta terça-feira, no Recife, uma campanha tentar constranger os deputados federais que votaram a favor das reformas trabalhistas e estão prestes a votar a reforma previdenciária. O slogan adotado é “SE VOTAR, NÃO VOLTA”.

“O objetivo é alertar a população pernambucana acerca dos deputados federais que votaram pelo fim dos direitos trabalhistas no Brasil e que estão prestes a votar a reforma da Previdência”.

“A ação pretende pressionar os deputados para não traírem novamente os eleitores, durante a votação sobre a Previdência”.

Nesta primeira etapa, foram espalhados 35 outdoors em municípios de todo o estado de Pernambuco, destacando os nomes e fotos dos deputados Bruno Araújo (PSDB), Fernando Coelho Filho (PSB) e Mendonça Filho (DEM), que são ministros do governo Temer e se licenciaram somente para votar contra o trabalhadores.

Também aparecem imagens e nomes de André de Paula (PSD), Augusto Coutinho (SD), Carlos Eduardo Cadoca (PDT), Fernando Monteiro (PP), Jarbas Vasconcelos (PMDB), Jorge Côrte Real (PTB), Marinaldo Rosendo (PSB), Ricardo Teobaldo (PTN), Adalberto Cavalcanti (PTB), Betinho Gomes (PSDB), Daniel Coelho (PSDB), Guilherme Coelho (PSDB), João Fernando Coutinho (PSB), Kaio Maniçoba (PMDB) e Pastor Eurico (PHS).

Num primeiro momento, estão sendo distribuídos 500 mil panfletos, em várias cidades.

“A campanha divulga para a população os responsáveis por já terem aprovado mudanças inaceitáveis na legislação trabalhista, que irão permitir a demissão e recontratação de trabalhadores com salários menores; aumento da jornada de trabalho de até doze horas em todas as categorias; parcelamento de décimo terceiro salário e de férias; fim da Justiça do Trabalho e do Seguro-Desemprego; aumento do tempo mínimo de contribuição para ter direito à aposentadoria integral; e volta ao tempo da escravidão no regime de trabalho rural”, dizem as centrais.

A iniciativa foi realizada pela Central Única de Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE), pela Força Sindical, pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), pela União Geral dos Trabalhadores (UGT), pela Nova Central (NCST), pela Central da Classe Trabalhadora (Intersindical-PE), pela Frente Brasil Popular, pela Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), pela Frente Nacional de Mobilização Povo sem Medo e pela Pública-Central do Servidor.



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