14/dez
Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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Crise na segurança: Paulo Câmara interrompe férias de policiais

14 / dez
Publicado por Amanda Miranda em Notícias às 20:13

Em meio à crise na segurança e à ‘operação padrão’ dos policiais militares, o governo Paulo Câmara anunciou na noite desta quarta-feira (14) que PMs, policiais civis e profissionais da Polícia Científica que estiverem de férias devem voltar ao trabalho desde esta quinta-feira (15) até o dia 31 dezembro. A cúpula da Secretaria de Defesa Social se reuniu esta noite e deve divulgar outras medidas no dia em que boatos de arrastão assustaram a população do Recife, aumentando o clima de insegurança na cidade.

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Para pressionar o governo por um plano de cargos e carreiras para a categoria como foi feito para os policiais civis no mês passado, os PMs decidiram, desde o último dia 9, não cumprir o Programa de Jornadas Extras (PJEs), reduzindo o efetivo nas ruas. A medida vale até a próxima rodada de negociação, marcada para o dia 4 de janeiro.

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O plano de cargos e carreiras sugerido pelos PMs propõe o aumento dos soldados, que hoje recebem R$ 2.319,89, para R$ 4.497,84, valor aproximado ao piso da categoria em Sergipe. Os coronéis, que hoje recebem R$ 13.160,95, passariam a ter um salário de R$ 22. 498,82.

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Paulo Câmara pediu ao presidente Michel Temer (PMDB) o apoio das Forças Armadas para a segurança durante a operação padrão da PM, mas os 3,5 mil homens do Exército só ficam no Estado até a próxima segunda-feira (19).

O governador alegou na solicitação a Temer não aceitar “o desrespeito à hierarquia e a quebra do código disciplinar da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar verificado nos movimentos ilegais realizados por associações das duas entidades”.

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O presidente e o vice-presidente da Associação de Cabos e Soldados (ACS), Alberisson Carlos e Nadelson Leite, foram presos no dia em que a operação padrão foi iniciada, durante a assembleia que determinou a medida. O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), a pedido do Governo de Pernambuco, havia proibido as associações militares do estado de realizar reuniões para deliberar sobre greves. Os dois foram soltos no dia seguinte e criticaram a gestão estadual.

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A reivindicação dos policiais ficou mais forte depois que os policiais civis conseguiram a aprovação do plano de cargos e carreiras pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e os militares passaram a exigir reajustes também para eles.

O comandante geral da corporação, Carlos D’Albuquerque, porém, afirmou que a data prevista para a negociação é em abril. Mesmo assim, disse que há uma sinalização do governo estadual para elaborar o acordo prevendo reajustes até 2018, da mesma forma que foi feito em relação aos civis. O objetivo seria encaminhar o projeto aos deputados para análise até fevereiro de 2017.

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A reivindicação da PM acontece também no momento em que o Pacto pela Vida, programa de segurança que era vitrine da gestão de Eduardo Campos (PSB) chega ao terceiro ano de resultados negativos, com aumentos tanto nos índices de homicídios quanto nos de roubos. Paulo Câmara chegou a tirar o secretário Alessandro Carvalho e colocar o atual gestor, Ângelo Gioia.

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