26/abr

Comandante da PM descarta reajuste salarial, mas espera que não haja greve

26 / abr
Publicado por Cássio Oliveira em Notícias às 9:13

O governador Paulo Câmara, durante cerimônia de posse do novo comandante da Polícia Militar Foto: Felipe Vieira/JC
Foto: Felipe Vieira/JC

Sobre a ameaça de greve dos policiais militares de Pernambuco, o comandante geral da PMPE, Carlos Alberto D’Albuquerque Maranhão Filho, disse em entrevista concedida à Rádio Jornal na manhã desta terça-feira (26), que espera “sensibilidade da tropa” para que seja mantida a segurança da sociedade.

LEIA MAIS:

>> Polícia Militar pode deflagrar greve nesta quarta-feira
>> Com ameaça de greve da PM, Governo convoca Força Nacional para ocupar as ruas

De acordo com D’Albuquerque, o atual momento de crise econômica não é favorável para uma discussão sobre reajuste dos salários. “Entendemos a atual situação e temos conversado com a tropa que não é o momento para falar em aumento e reajuste salarial. Todos temos acompanhado momento de crise que o País enfrente e por isso, não acreditamos em greve. Espero a sensibilidade da tropa para seguir o principio básico de garantir paz e uma vida melhor para a sociedade”, disse o comandante, que assumiu a corporação em novembro de 2015 substituindo Antônio Pereira Neto.

A PMPE deve realizar uma assembleia nesta quarta-feira (27), às 14h, na Alepe (Assembleia Legislativa de pernambuco), com a possibilidade de deliberação de greve. A categoria está reivindicando um reajuste salarial de 25%.

>> Paulo Câmara assina nomeação do novo comandante
>> O ex-comandante, coronel Pereira Neto, deixou o cargo

O presidente da Associação de Cabos e Soldados, o cabo Alberison Carlos, explicou que os policiais cobram 18,5% de recomposição salarial, referente a perdas por causa de inflação acumulada dos últimos dois anos. Os outros 6,5% correspondem ao aumento salarial. Os profissionais ainda solicitam melhores condições de trabalho.

Ao ser questionado sobre a proposta de ‘reajuste zero’, proposta pelo governo de Pernambuco, o comandante disse que espera que a tropa seja condescendente com o atual momento econômico do Estado. “Acredito que a tropa tolera sim. A gente não pode gastar mais do que arrecada. Temos feito isso junto a tropa, mostrando a realidade dos fatos. É um momento onde temos que mover esforços para melhoria para a qualidade do serviço, melhoria condições de trabalho”, ressaltou Carlos D’Albuquerque.

>> Policiais militares ignoram crise e querem aumento de salários
>> Deputado denuncia pressão na PMPE para produção de boletins de ocorrência
>> Solenidade formaliza promoção de 696 oficiais e praças da PM e Bombeiros Militar

Em junho de 2014, os policiais militares de Pernambuco ficaram três dias em greve. O período de paralisação foi o suficiente para o registro de arrastões, assaltos e furtos. O Exército chegou a fazer as patrulhas no lugar dos policiais em greve.


FECHAR