Refinaria contratará mais 3 mil funcionários

Publicado em 24/03/2012 às 10:47 por em Notícias

Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

Adriana Guarda/Jornal do Commercio

Nos próximos três meses, a Refinaria Abreu e Lima (Rnest) vai contratar mais 3.000 trabalhadores para a construção e montagem do empreendimento, no Complexo de Suape. O recrutamento será feito pelas 14 grandes empreiteiras contratadas pela Petrobras para tocar a obra. Os novos operários vão se juntar a um time de 40.000 pessoas que hoje batem crachá na unidade de refino. Com as contratações, a Rnest alcançará seu pico de mão de obra (43 mil pessoas), que deverá se manter nesse patamar durante um ano.

O presidente da Rnest, Marcelino Guedes, diz que na atual fase da obra serão recrutados profissionais das áreas de instrumentação, eletroeletrônica e controle de sistemas. “Nessa etapa, provavelmente vão aumentar as contratações de pessoal de fora do Estado, porque Pernambuco não tinha tradição de montagem desse tipo de empreendimento”, observa.

Hoje, 60% dos operários são pernambucanos, mas a proporção deverá se inverter, com um aumento de migração principalmente da Bahia, de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais. O Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e o Senai oferecem cursos técnicos nas áreas que serão demandadas pela refinaria. A dificuldade é que as contratações vão acontecer a curto prazo.

Apesar da procura por profissionais mais especializados, os pernambucanos não devem desistir, porque além das novas vagas, as empreiteiras estão sempre precisando de profissionais por conta da rotatividade. Empresas e consórcios como Conest (integrado pelas construtoras Odebrecht e OAS), Alusa, Camargo Corrêa, Ipojuca Interligações e outras costumam ter escritórios no Cabo de Santo Agostinho e em Ipojuca, onde recebem currículos quando estão precisando de mão de obra.

STATUS DA OBRA – A Refinaria Abreu e Lima é um dos maiores canteiros de obras do País. Uma média de 5 mil veículos circulam por dia no local e 80 mil refeições são servidas aos funcionários. Todos os meses, a Petrobras desembolsa R$ 800 milhões para a obra. Para efeito de comparação, o valor é suficiente para construir uma indústria do porte da Companhia Brasileira de Vidros Planos (CBVP), anunciada em Goiana com investimento de R$ 770 milhões.

Até o final deste ano, começam a entrar em operação algumas partes da refinaria, como a Estação de Tratamento de Água e a Casa de Força. No início de 2013 deverá estar concluída a Unidade de Destilação Atmosférica (UDA), responsável por transformar o petróleo em produtos derivados.

O primeiro barril de petróleo só deverá ser processado no primeiro trimestre de 2014, marcando oficialmente o começo da operação da refinaria.

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