corrupção

Denúncias de políticos envolvidos na Lava Jato ficam para fevereiro

Publicado em 25/12/2014 às 16:17 por em Notícias

Da Folhapress

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, só vai pedir aberturas de inquéritos e oferecer denúncias sobre políticos envolvidos na Operação Lava Jato em fevereiro de 2015, quando for aberto o ano do Judiciário.

No último dia 17, Janot enviou ao ministro Teori Zavascki, responsável pelos processos relativos à Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal) a delação premiada do doleiro Alberto Youssef.

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Os pedidos de abertura de inquérito e denúncias contra políticos terão como base as delações de Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que firmaram acordo com o Ministério Público para revelar crimes e tentar reduzir o tamanho de sua eventual condenação pelo desvio de recursos da empresa.

Tags: denúncias, Ministério Público, operação lava jato, Petrobras,
que horror!

Mais uma vez, letreiro no Marco Zero é pichado

Publicado em 25/12/2014 às 15:25 por em Notícias
Foto: Paula Schver/NE10

Foto: Paula Schver/NE10

O letreiro na turística praça do Marco Zero, Bairro do Recife, foi pichado mais uma vez nesta quinta-feira (25). Desde setembro, quando foi instalada, a peça foi vandalizada três vezes.

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A obra foi pichada no dia 10 de novembro, uma segunda-feira, mas os três adolescentes responsáveis pelo ato foram flagrados pelas câmeras de monitoramento do Centro de Operações da Prefeitura do Recife (PCR) e apreendidos. Três dias antes, a restauração da peça havia sido concluída, após a primeira ação contra ela.

Foto: Paula Schver/NE10

Foto: Paula Schver/NE10

O letreiro tem quase dois metros de altura e é permanente, com o objetivo de fazer com que turistas e cidadãos da cidade interajam com atrativos. Todas as noites, recebe uma iluminação especial com LED RGB.

Tags: Marco Zero, pichação,
segundo mandato

Analistas avaliam novos ministros como garantia de governabilidade para Dilma

Publicado em 25/12/2014 às 15:10 por em Notícias
Foto: Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

Da Agência Brasil

A escolha dos 13 novos ministros pela presidenta Dilma Rousseff é uma tentativa de conquistar aliados no Congresso Nacional e garantir a governabilidade no segundo mandato. Os nomes, anunciados na última terça-feira (23), atendem a partidos da coligação que reelegeu a presidenta e não deveriam ser surpresa para eleitores à esquerda, afirmam cientistas políticos ouvidos pela Agência Brasil.

A preocupação com a composição do próximo Congresso Nacional foi um dos principais elementos para a escolha dos novos ministros, disse o cientista político Ricardo Ismael, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Apesar de o PT e o PMDB terem as maiores bancadas, também cresceram partidos como o PSD, de Gilberto Kassab, escolhido para o Ministério das Cidades, e o PRB, de George Hilton, contemplado com a pasta do Esporte.

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De acordo com a análise de Ismael, desde as primeiras nomeações, a presidenta tem buscado dialogar com vários setores da sociedade. Segundo ele, isso ficou claro com as indicações de Joaquim Levy para a Fazenda, de Armando Monteiro para o Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e de Nelson Barbosa para o Planejamento. “Foi uma tentativa de atender o mercado financeiro, sinalizando mudanças na politica econômica. Com os 13 novos nomes anunciados, a preocupação foi na mesma linha, contemplando a base aliada, sobretudo o PMDB, que ficou com seis pastas.”

Para João Feres Júnior, professor de pós-graduação do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp), é natural que políticos sejam escolhidos para altos cargos no governo. Segundo ele, esta é uma forma de tentar um diálogo mais próximo com representantes eleitos para o Congresso e garantir que as propostas do Planalto sejam aprovadas pelo Legislativo.

Foto: Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

“O presidente da República tem uma autonomia limitada. Várias das politicas públicas do Executivo têm de ser aprovadas na forma de lei. Para uma lei ser aprovada, precisa passar pelo Parlamento. Então, a presidenta tem de ter aliados lá”, comentou Feres.

Ele lembrou que a Presidência da República apresenta mais projetos de lei que deputados e senadores, mas precisa tratar com eles. “No sistema presidencialista, o conteúdo do governo tem de ser negociado constantemente com o Legislativo. A presidenta não escolhe notáveis em cada área e os coloca nos ministérios. O gabinete ministerial reflete o acordo com a base parlamentar, uma articulação com a maioria do Parlamento”, explicou. “Política é uma arte complicada. É correr no fio da navalha”, disse.

Embora muitos nomes não agradem a eleitores mais à esquerda do PT, Luciana Veiga, professora de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná, lembrou que Dilma venceu representando uma coligação da qual ficaria dependente. “Não podemos pensar em desvirtuamento do voto. Pressupõe-se que os eleitores sabiam que era uma coligação sustentada pelos votos do Parlamento, que, na Câmara, ficaram divididos entre PT e PMDB”, acentuou.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Luciana acredita que, com cenário econômico mais apertado, sob influência das investigações da Operação Lava Jato, o segundo mandato será de negociação constante entre as forças que elegeram a presidenta. “Há os eleitores de esquerda que, na reta final, viabilizaram a eleição. Mas eles não são maioria entre os eleitores de Dilma. Pensando fria e estrategicamente em termos eleitorais, são eles os últimos a deixar de votar no PT em uma eventual disputa contra o PSDB.”

A professora da UFPR acrescentou que a escolha por políticos foi pensada para garantir a governabilidade, diante das incertezas econômicas e do cenário político. “Vão-se os anéis, mas ficam os dedos. Tem de negociar. Se ela fizer birra agora, cai na armadilha de negociar votação por votação. Sabemos como isso fica caro”, disse Luciana, referindo-se, por exemplo, ao trâmite tumultuado do decreto criando a Política Nacional de Participação Social (PNPS).

A análise de João Feres Jr. é semelhante. Ele sugere que os setores descontentes com as indicações devem cobrem de Dilma por terem sido decisivos na reta final da campanha. “Os movimentos sociais têm de cobrar a dívida, enquanto o papel da presidenta é governar”, justificou.

Tags: Dilma Rousseff, governabilidade, Governo Federal, ministérios,
redes sociais

Egoísmo cibernético. Por Luciano Siqueira

Publicado em 25/12/2014 às 14:21 por em Opinião

Por Luciano Siqueira, vice-prefeito do Recife

Sim, gente amiga, sinto-me tomado de um reprovável egoísmo na relação com as novas tecnologias, que em muito facilitam a minha vida, mas de mim recebem impaciência, incompreensão e mesmo desdém.

Explico: faço bom uso de tudo o que me agiliza a comunicação diária, mas me recuso a dominar mecanismos de funcionamento e orientações constantes de manuais de instrução ou mesmo páginas de ajuda na internet. Sempre recorro a alguém que sabe tudo, como meus auxiliares Flávio e Zanzul que, quando não sabem, advinham ou descobrem. O egoísmo está precisamente aí: recebo os benefícios do Facebook, Twitter, Wathsaap, Instagram e de alguns aplicativos que me interessam, e não lhes dou a atenção devida.

Parecido com o caso aqui do meu vizinho de assento num voo Recife-São Paulo, que insiste em falar do seu infortúnio amoroso, indiferente ao meu evidente enfado. Meio que arrependido (assim me parece), reconhece ter recebido o melhor dos cuidados, o carinho mais envolvente, a solidariedade a flor da pele, a compreensão mesmo nos instantes mais tensos, porém foi incapaz de retribuir com o mais elementar gesto de solidariedade humana: ouvir a parceira. Tudo havia recebeu e nada ofertou, confessa.

Efetivamente, reconheci, não tenho “escutado” alertas e dicas que aparecem diariamente na tela do meu iPhone, simplesmente ignoro. Com o risco de pagar caro por siso.

Leio agora que 38 milhões de brasileiros usam o Wathsaap e que aquele ruído chato tem infernizado muita gente, a ponto de gerar crise nervosa, ataque agressivo a aparelhos celulares e coisas assim. Isto porque a geringonça não para, tal a ânsia das pessoas em se falarem por ali.

E falam de tudo. Como o integrante de um desses grupos em que me incluíram à revelia, que solenemente anunciou: “faz calor, tomarei um banho, dormirei nu…” – e eu, sem o menor interesse em saber como o dito cujo estaria na cama, se solitário ou acompanhado, se vestido ou como Adão, antes que outros entrassem naquele streep tease virtual, caí fora.

E para não copiar o gesto tresloucado da garçonete inglesa que espatifou seu celular sobre a mesa de um cliente, estressada sob o tiroteio de plimplins emitidos pelas redes sociais, pus no modo silencioso todos os aplicativos que manejo. E antecipo meu pedido de desculpas se tenho demorado a responder mensagens que vocês me enviam: não é por desatenção; é porque a agenda é pesada e o meu juízo pouco para combinar o trabalho, a leitura, o lazer e o diálogo cibernético interativo. Faço o que posso.

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Tags: Luciano Siqueira, redes sociais, Tecnologia,
carros e motos

Detran faz último leilão de veículos de 2014 neste sábado

Publicado em 25/12/2014 às 12:59 por em Notícias

O décimo e último leilão de veículos deste ano será realizado pelo Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE), neste sábado (27), a partir das 9h, no pátio da empresa Coliseum Leilões, em Vitoria de Santo Antão. A visitação poderá ser feita nesta sexta-feira (26), das 8h às 16h.

Serão disponibilizados 464 veículos, entre carros e motos que podem voltar a circular nas ruas ou cujas peças podem ser recicladas. Os veículos sairão com o licenciamento deste ano quitado, mas o de 2015 ainda deverá ser pago.

O edital do leilão, explicando as informações gerais sobre a venda dos veículos, como as normas, a documentação exigida e as taxas de administração a serem pagas pelos arrematantes, pode ser acessado no site do Detran.

Tags: Detran, leilão,
segundo mandato

Em post de Natal, Dilma recebe críticas sobre ministérios

Publicado em 25/12/2014 às 12:19 por em Notícias
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A mensagem de felicitações de Natal da página oficial da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) teve, entre as respostas, críticas aos ministros escolhidos para o segundo mandato. Após os nomes anunciados para a equipe econômica no início do mês, a petista divulgou 13 outros nomes nessa quarta-feira (24).

Três horas depois de ser publicado, o post tinha mais de 560 comentários, muitos deles também desejando “feliz Natal” à presidente, porém outros criticando principalmente a nomeação do governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), para a pasta da Educação; da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), para a Agricultura; e do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD), para a de Cidades.

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“Não vê o estado do Ceará como está? Greve em cima de greve na UECE porque o ex governador não cumpriu o que prometeu aos professores”, disse uma internauta. “Votei em vc mas Cid Gomes na educação ficou difícil repetir meu voto”, afirmou outra.

 

OUTROS NOMES - Aldo Rebelo deixa o Ministério do Esporte, no qual coordenou as ações do governo durante a Copa do Mundo, para assumir a pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação. Jaques Wagner, atual governador da Bahia, será o novo ministro da Defesa no lugar de Celso Amorim. Pelo menos seis peemedebistas foram confirmados no comando de pastas do segundo mandato do governo Dilma. O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) assumirá o Ministério de Minas e Energia.

Como ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, no lugar de Moreira Franco, também PMDB, assumirá Eliseu Padilha, ex-ministro dos Transportes no governo Fernando Henrique Cardoso. Ainda do PMDB, o deputado Edinho Araújo (SP) vai comandar a Secretaria Nacional de Portos no lugar de César Borges, que está no cargo desde junho deste ano. Também do PMDB, o paraense Helder Barbalho assumirá o Ministério da Pesca, substituindo Eduardo Lopes.

No Turismo, permanece o atual ministro Vinícius Lages, que também é filiado ao PMDB e está no posto desde março. Também foi anunciado o nome do futuro titular da Controladoria-Geral da União, Valdir Simão, atual secretário-executivo da Casa Civil. O novo ministro do Esporte será George Hilton, deputado federal pelo PRB de Minas Gerais. Assumirá a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) a professora Nilma Lino Gomes, integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE).

Tags: Dilma Rousseff, Governo Federal, ministérios, redes sociais,
repasses

FPM continua insuficiente

Publicado em 25/12/2014 às 9:31 por em Notícias

Do Jornal do Commercio desta quinta-feira (25)
Por Beatriz Albuquerque

Os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) no acumulado de 2014 apresentaram crescimento de 3,4% em termos reais, somando R$ 79,213 bilhões, enquanto que no mesmo período do ano anterior o acumulado ficou em R$ 76,627 bilhões. Mas, para a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) o recurso ainda é insuficiente para solucionar a “crise” enfrentada pelos municípios.

Em Pernambuco, em especial no interior do Estado, as prefeituras se tornaram dependentes da verba da União em detrimento da arrecadação própria. A última parcela do FPM, por exemplo, foi utilizada para garantir o pagamento do 13° salário dos servidores na data limite (20/12) determinada pela lei.

No último dia 2, foi estabelecido no Senado o aumento de 1% no repasse do FPM. Com o reajuste, o recurso passa a ser formado por 24,5% do que a União arrecada com o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) e com o Imposto de Renda (IR).

Entretanto, o aumento será dividido em dois anos, com 0,5 ponto percentual em 2015 e 0,5 ponto percentual em 2016.

Um estudo realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) revelou que o efeito cascata gerado pelo aumento no salário de deputados federais e senadores poderá comprometer ainda mais a receita das prefeituras.

Caso o aumento de 26% dos salários dos deputados estaduais seja aplicado também aos salários dos vereadores, o impacto será um aumento de R$ 666 milhões para os 5.568 municípios do país. A previsão do incremento nas despesas municipais já preocupa o presidente da Amupe, o prefeito José Patriota (PSB/ Afogados da Ingazeira).

“Quem paga a Câmara de vereadores são as prefeituras e com esse aumento salarial as dificuldades irão se agravar”, avaliou.

Segundo Patriota, “a despesa fixa dos municípios pernambucanos é maior do que a receita média mensal”. Por isso, para conseguir fechar as contas no final deste ano, os prefeitos recorreram a pelo menos três alternativas: atualizar o quadro tributário, cortar os gastos com pessoal e reduzir a oferta de serviços.

mensalão prisão

Indulto de Natal deve extinguir pena de José Genoino

Publicado em 24/12/2014 às 20:38 por em Notícias

genoino12

Da FolhaPress

O indulto de Natal, assinado nesta quarta-feira (24) pela presidente Dilma Rousseff, deve extinguir a pena imposta ao ex-presidente do PT José Genoino, condenado a 4 anos e 8 meses de prisão no processo do mensalão.
O benefício, concedido anualmente, atinge milhares de presos, a maioria dos beneficiados são detentos de bom comportamento, com penas baixas e não reincidentes. No caso de Genoino, ele deve receber o perdão judicial por já estar no regime aberto e ter cumprido mais de um quarto de sua condenação.
A concessão do benefício, no entanto, não é automática. Genoino terá de enviar um pedido à Justiça dizendo que ele se enquadra nas regras do indulto de 2014. O juiz de execução, por sua vez, terá de analisar o caso específico, verificando o comportamento do ex-presidente do PT e checando se ele realmente pode descontar dias de sua pena por ter estudado.
Se entender que todos os critérios foram cumpridos, dará aval para a extinção da pena de Genoino. Como o processo principal do mensalão corre no STF (Supremo Tribunal Federal), o relator da matéria, ministro Luís Roberto Barros, também será consultado e caberá a ele uma palavra final.
FORA DA PRISÃO
Do núcleo político do mensalão, a maior parte dos condenados já está fora dos presídios. O ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e os ex-deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP), Bispo Rodrigues (PR-RJ) e Pedro Henry (PP-MT), por exemplo, cumprem pena no regime aberto, em suas casas.
Eles não foram beneficiados com o indulto de 2014 pois suas condenações são maiores que a de Genoino. Caso as regras para o perdão presidencial de 2015 repitam as deste ano, eles também devem conseguir a extinção de suas penas.

ministérios

Futuro ministro Eduardo Braga correu por fora e deve enfrentar crises em 2015

Publicado em 24/12/2014 às 17:17 por em Notícias

Político hábil, Eduardo Braga (PMDB-AM) cobrou caro de Dilma Rousseff os favores de anos como líder da bancada governista no Senado e a suposta infidelidade da presidente ao apoiar a reeleição de José Melo (PROS) ao governo do Amazonas.

Conseguiu a nomeação para o Ministério de Minas e Energia, abaixo do qual estão as duas principais estatais, Petrobras e Eletrobras, além de setores chave para a economia, como a mineração.

Crises não faltarão em 2015: possível racionamento de energia, rombo financeiro na Eletrobras, leilões mal sucedidos alto preço da eletricidade.

Apesar de ser engenheiro elétrico, Braga corria por fora para ser indicado à cadeira do MME. Giles Azevedo, chefe de gabinete de Dilma, e Flávio Decat, presidente de Furnas, eram mais cotados.

O senador trabalhou sozinho pela indicação. Exigiu que o presidente da casa, Renan Calheiros, colocasse seu nome na lista que seria levada pelo partido à presidente.

Petistas não gostaram da movimentação. Alguns preferiam Azevedo à frente do Ministério, outros Decat.

O entendimento era de que Dilma precisava escolher “um craque” para a pasta, como disse um senador petista.

EXPECTATIVA

Ansioso por soluções, o setor elétrico espera que Braga utilize o diálogo como instrumento para superar a maior crise dos últimos dez anos.

O atual ministro, Edson Lobão, escondeu-se atrás de secretários e técnicos do governo no último ano.

“Braga é uma pessoa de diálogo, com ampla experiência administrativa e capacidade técnica para liderar o setor elétrico”, diz Charles Lenzi, presidente da Abragel, associação de pequenas centrais hidrelétricas.

Nelson Leite, da Abradee, associação das distribuidoras, espera que Braga tenha êxito à frente do Ministério. “Especialmente em um momento de grandes desafios para o setor elétrico.”

No setor privado, Braga tem mais aceitação do que os outros cotados.

Azevedo é chamado por muitos de “carregador de pastas” e Decat, ligado à família Sarney, também não era bem visto.

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