família na campanha

Renata Campos grava propaganda para Paulo Câmara

Publicado em 20/09/2014 às 20:22 por em Eleições, Notícias
Foto: JC Imagem

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Não foi só o filho de Eduardo Campos (PSB), João Campos, que se engajou publicamente na campanha do PSB em Pernambuco. Gravando para a propaganda de Paulo Câmara, afilhado político do líder socialista e candidato ao Governo do Estado, também entrou em ação, neste sábado (20), Renata Campos, viúva do ex-governador, que morreu vítima de um acidente aéreo há pouco mais de um mês, durante a sua campanha presidencial.

A ex-primeira-dama participou da gravação pela manhã, na casa onde vive com a família, na Zona Norte do Recife. A equipe de marketing ainda discute, no entanto, como será usado o material com Renata. No entanto, deve ir ao ar na reta final da campanha.

De acordo com informações de bastidores, desde a morte de Eduardo, Renata tem participado ativamente, dando sugestões e promovendo reuniões semanais com Paulo Câmara.

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Renata Campos era uma importante conselheira de Eduardo durante toda a vida e chegou a ser consultada pelo PSB para disputar a vice-presidência após a morte do marido.

Namorados desde a adolescência, os dois eram casados desde 1991 e tinham cinco filhos: Maria Eduarda, João, Pedro, José e Miguel, o caçula, nascido em janeiro deste ano.

Imagem: reprodução do Facebook

Imagem: reprodução do Facebook

No último sábado (13), exatamente um mês após a morte do marido, Renata divulgou uma carta em homenagem ao marido. “Está sendo belo, Dudu, ver que você se tornou aquilo que acreditava. Você se transformou em seus ideais. Sua vontade de melhorar a vida das pessoas, sua luta e sua resistência se transformaram em coragem pra mudar. O homem se tornou ideia”, dizia o texto.

“Tenho a sensação que tenho que participar por dois”, disse a ex-primeira-dama um dia após o velório de Eduardo, em evento em que reuniu, no Recife, a cúpula do partido.

FILHO - João Campos fez discurso em Caetés, no Agreste, nessa sexta-feira (19), também pedindo votos para o escolhido pelo pai para disputar o Palácio do Campo das Princesas. “Meu pai, que sempre lutou pelas causas do povo, pela vontade e pelo desejo dos que mais precisam, estava na mais dura batalha que ele já tinha enfrentado. Era uma briga contra duas forças que há mais de 20 anos estão no poder e hoje vêm tirando a oportunidade do povo sonhar com um futuro melhor. E nós estamos aqui para continuar essa luta”, disse, referindo-se à candidatura de Eduardo à presidência.

em casa

Subindo nas pesquisas, Aécio vai a Minas pedir votos para aliados

Publicado em 20/09/2014 às 18:21 por em Eleições, Notícias
Foto: Bruno Magalhães/Divulgação

Foto: Bruno Magalhães/Divulgação

Único candidato entre os melhor colocados que subiu nas últimas pesquisas Ibope e Datafolha, Aécio Neves (PSDB) esteve, neste sábado (20), no seu estado natal, Minas Gerais, que governou por dois mandatos e ocupa o cargo de senador. Em três carreatas na região do Vale do Aço, o tucano pediu votos para os aliados na campanha ao governo, Pimenta da Veiga (PSDB), e ao Senado, Antonio Anastasia (PSDB).

Aécio aproveitou para criticar a principal adversária, a presidente candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT). “Nós não queremos o PT em Minas Gerais porque ninguém confia na presidente da República, nesse governo intervencionista, aparelhado e irresponsável do ponto de vista ético”, disparou.

Segundo o Estadão Conteúdo, Aécio foi questionado sobre a distribuição de panfletos petistas pelos Correios. “Em primeiro lugar é crime de abuso de poder político e improbidade administrativa. Essa visão patrimonialista do PT, de considerar empresas públicas como seu patrimônio, tem que ter um fim”, comentou.

O PSDB já anunciou que vai entrar na segunda-feira (22) com ação por abuso de poder político no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Dilma pelo uso dos Correios para a distribuição dos panfletos eleitorais.

Foto: Bruno Magalhães/Divulgação

Foto: Bruno Magalhães/Divulgação

Sobre as suspeitas envolvendo a Petrobras, Aécio cobrou que as investigações não fiquem “apenas nesse ex-diretor Paulo Roberto (Costa)”. “As informações que circulam é que, cada vez mais, chega-se perto da construção ou da cabeça desse núcleo de corrupção”, afirmou o candidato do PSDB. “É preciso que as investigações se aprofundem, porque o que fizeram com nossa maior empresa pública é um crime.”

De acordo com a Agência Brasil, o candidato afirmou que a região do Vale do Aço sofre com o “processo de recessão e desindustrialização”. Para mudar esse dado, prometeu regras claras que fortaleçam o investimento privado, a melhoria da infraestrutura e uma simplificação “urgente” do sistema tributário. A duplicação rápida da BR-381 até Governador Valadares foi um de seus compromissos caso seja eleito.

“Vou trazer para essa região aquilo que já deveria ter acontecido há muito tempo, a Universidade Federal do Vale do Aço, para que possamos qualificar os jovens para atividades que sejam naturais e que já existam e tenham o potencial de crescimento aqui nessa região”, prometeu.

Aécio fez uma publicação no Facebook com os filhos mais novos, Bernardo e Julia, a esposa, Letícia Weber, e a mãe, Inês Maria.

vida moderna

Haddad continua dando boas sugestões a Geraldo Julio

Publicado em 20/09/2014 às 18:17 por em Notícias

Empresa com bicicletário pode ter desconto no IPTU

Na Folha de São Paulo deste sábado

As empresas que criarem vestiários e bicicletários em São Paulo poderão ter desconto no IPTU, um dos principais impostos municipais.

A medida faz parte de um pacote de incentivos da prefeitura para companhias sustentáveis, que deve ser lançado até o fim do ano, e reforça uma das bandeiras da gestão Fernando Haddad (PT): a implantação de ciclovias.

Batizado de IPTU Verde, a ideia é dar um bônus para empresas que aumentarem áreas verdes, reutilizarem água ou estimularem o uso de bikes por seus funcionários.

O projeto ainda está em discussão dentro da prefeitura, que criou um grupo de estudos específico sobre sustentabilidade para debater o tema.
Ainda não foi definido qual será o tamanho do desconto dado para as empresas.

Esse é justamente um dos entraves do projeto, já que, pela lei de responsabilidade do orçamento, é necessário determinar a contrapartida do desconto no IPTU –isto é, como a prefeitura vai compensar essa perda de receita.

ATUAÇÃO CONJUNTA

“Existe uma comissão estudando isso. É possível aprovar a qualquer momento e dar o desconto”, afirmou o prefeito Haddad.

De acordo com ele, a Câmara também tem uma comissão que analisa o tema.

Por isso, o prefeito propõe que esses dois grupos trabalhem conjuntamente para apresentar uma proposta única sobre o abatimento no imposto municipal.

Um projeto de lei semelhante já tramita na Câmara.

De autoria da vereadora Juliana Cardoso (PT), a proposta pretende instituir o programa Vou de Bicicleta, que prevê desconto de 10% para empresas “amigas do ciclista”.

A ideia é estimular e identificar empresas que incentivem funcionários e clientes a utilizarem a bike como meio de transporte.

O projeto recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça e Legislação Participativa.

Antes de ir ao plenário para ser votado, deve passar por outras comissões.

A vereadora poderá, no entanto, propor uma votação em caráter de urgência para acelerar a tramitação, segundo seu assessor jurídico, Leonardo Branco.

“Se passar por todas as comissões, dificilmente sairá neste ano. Mas, como ela vai propor prioridade para este projeto, haverá uma avaliação conjunta das comissões, o que acelera o trâmite.”

Leia mais aqui.

segurança

TSE alerta sobre e-mails falsos no período eleitoral

Publicado em 20/09/2014 às 17:20 por em Eleições, Notícias
Ilustração: Reprodução/TSE

Ilustração: Reprodução/TSE

Se você receber um e-mail do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alertando sobre cancelamento de título de eleitor, convocação de mesários e regularização de cadastro, por exemplo, não abra. Esse é um alerta da própria Justiça.

Segundo texto publicado neste sábado (20), com a proximidade do dia da votação, 5 de outubro, hackers costumam enviar e-mails falsos em nome do órgão. As mensagens chegam com links que, ao serem acessados, podem conter vírus ou softwares maliciosos.

Apenas os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) podem, se tiverem autorização, se comunicar com os mesários usando e-mails.

Outro alerta é que representantes da Justiça Eleitoral não visitam a residência de eleitores. Segundo o TSE, é comum em época de eleições indivíduos irem às casas e coletarem dados pessoais alegando assuntos diversos, como atualização de cadastro e cancelamento de título de eleitor.

Da mesma forma que nos e-mails, apenas os TREs visitam os eleitores que vivem em regiões de difícil acesso para a convocação de mesários.

crítica aos socialistas

Em Surubim, Armando cobra paternidade dos investimentos federais para Lula e Dilma

Publicado em 20/09/2014 às 17:08 por em Notícias
Foto: Alexandre Albuquerque/Divulgação

Foto: Alexandre Albuquerque/Divulgação

O candidato a governador de Pernambuco Armando Monteiro (PTB) voltou, neste sábado (20), a disparar contra os adversários. Em caminhada em Surubim, na Zona da Mata, cobrou a paternidade dos investimentos federais no Estado para os seus aliados nacionais, o ex-presidente Lula (PT) e a presidente candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), não é reconhecido.

Foto: Alexandre Albuquerque/Divulgação

Foto: Alexandre Albuquerque/Divulgação

“Em Pernambuco tem que acabar com essa história de que tudo que é de bom foi feito pelo PSB, e de ruim é culpa do governo federal. É o contrário. Lula e Dilma fizeram e fazem muito pelo nosso Estado e não esse governo, que abandona as nossas escolas e não dá a devida atenção à segurança pública, que volta a incomodar o nosso povo”, disse, ainda atacando os adversários socialistas.

Armando fez caminhada com o candidato a senador da chapa, o deputado federal João Paulo (PT), da Avenida Agamenon Magalhães até a Praça Dídimo Carneiro. Segundo a assessoria de imprensa do petebista, participaram do ato 3 mil pessoas.

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opinião

Ex-aliado de Lula, Etorre Labanca diz que Brasil precisa desistir dos petistas agora ou nunca

Publicado em 20/09/2014 às 16:47 por em Notícias

Por Etorre Labanca, prefeito de São Lourenço da Mata pelo PSB

Conheci Lula em 1987, quando me foi apresentado por Carlos Wilson, então vice-governador do Estado de Pernambuco, de quem eu era Chefe do Gabinete à época.

Meu primeiro sentimento foi de admiração, por ver um metalúrgico como líder nacional.

Com o desenvolver da conversa, estabeleci a certeza de que estava ao lado de um político genial.

O tempo se encarregou de mostrar que minha avaliação estava correta. Foi um presidente que desenvolveu o maior programa social deste Pais. Ponto Final.

Hoje toda essa linda história de vida está sendo corroída pelos escândalos e atos contínuos de corrupção dos governos petistas.

Culminando com a medalha de ouro no governo prepotente, incompetente e desastroso da arrogante presidente Dilma. Uma das figuras mais falsas e despreparadas da vida publica brasileira.

É agora ou nunca essa mudança. Chega desses PTralhas.

O Brasil tem que desistir deles, porque nos não vamos desistir do Brasil.

engajado na campanha

Filho de Eduardo discursa em Caetés e diz que luta contra PT e PSDB foi batalha mais dura do pai

Publicado em 20/09/2014 às 16:34 por em Eleições, Notícias
Foto: João Tavares/Especial para o Blog de Josélia

Foto: João Tavares/Especial para o Blog de Josélia

Com informações do blog de Josélia Maria

Pouco mais de um mês depois da morte do pai, o filho de Eduardo Campos (PSB), João Campos (PSB), se engajou na campanha socialista em Pernambuco. Em discurso em Caetés, no Agreste, nessa sexta-feira (19), o filho do líder socialista reforçou, em tom emocionado, o trabalho de Eduardo e pediu votos para Paulo Câmara (PSB), candidato a governador.

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“Meu pai, que sempre lutou pelas causas do povo, pela vontade e pelo desejo dos que mais precisam, estava na mais dura batalha que ele já tinha enfrentado. Era uma briga contra duas forças que há mais de 20 anos estão no poder e hoje vêm tirando a oportunidade do povo sonhar com um futuro melhor. E nós estamos aqui para continuar essa luta”, disse, referindo-se à candidatura de Eduardo à presidência. O socialista se apresentava como uma ‘terceira via’, em oposição, nacionalmente, aos petistas e aos tucanos.

Retomando a frase dita pelo pai na última entrevista ao vivo para a televisão antes da sua morte, afirmou: “Eu digo: meu pai, pode ficar tranquilo. Porque, enquanto eu e todo este grupo estiver unido, nós não desistiremos de Caetés, não desistiremos de Pernambuco e jamais desistiremos do Brasil.”

Foto: João Tavares/Especial para o Blog de Josélia

Foto: João Tavares/Especial para o Blog de Josélia

João Campos foi cotado para se candidatar a deputado federal e foi alvo de uma polêmica com a prima Marília Arraes (PSB) envolvendo a Juventude Socialista Brasileira (JSB), cargo para o qual teria sido indicado pelo pai.

Em Caetés, o jovem esteve com o candidato a vice na chapa encabeçada por Paulo Câmara, Raul Henry (PMDB). Pedindo votos para eles, disse que essa é a maior homenagem que pode ser prestada a Eduardo. Henry ressaltou que Câmara era um nome de confiança no governo do socialista.  “Toda bronca pesada que tinha no governo, Eduardo chamava ele pra resolver”, afirmou. Paulo Câmara assumiu as secretarias de Turismo e Administração para resolver problemas na gestão e também ocupou a pasta da Fazenda.

Esta semana, João Campos participou da inauguração do Calçadão de Confecções Miguel Arraes de Alencar, em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste, onde também discursou, ao lado do governador João Lyra (PSB). “Foi graças à capacidade do meu pai colocar a máquina do estado para moer para o lado dos que mais precisavam, que no dia de hoje, vemos a concretização de um sonho que não foi só de Edson, nem de meu pai, mas de todos os confeccionistas”, disse, emocionado, nessa sexta (19).

opinião

O PT investe na indignidade e na difamação. Por isso, perdendo ou ganhando, já perdeu

Publicado em 20/09/2014 às 16:30 por em Notícias

Os perdedores

Por Demétrio Magnoli, na Folha de São Paulo

A semente transgênica e o Código Florestal; a hidrelétrica e a licença ambiental; os evangélicos e os jovens libertários; o Estado e as ONGs; os serviços públicos e os tributos; a “nova política” e o Congresso; a política e os partidos; o PSB e a Rede. Na candidatura de Marina Silva, não é difícil traçar círculos de giz em torno de ângulos agudos, superfícies de tensão, contradições represadas. O PT preferiu investir na indignidade, na mentira, na difamação. Por isso, perdendo ou ganhando, já perdeu.

As peças incendiárias de marketing, referenciadas no pré-sal e na independência do Banco Central, inscrevem-se na esfera da delinquência eleitoral. A primeira organiza-se em torno de uma mentira (a suposta recusa de explorar o pré-sal), de cujo seio emana um corolário onírico (a “retirada” de centenas de bilhões de reais supostos e futuros da Educação). A segunda converte em escândalo um modelo que pode ser legitimamente combatido, mas está em vigor nos EUA, no Canadá, no Japão, na União Europeia, na Grã-Bretanha e no Chile –e que, no Brasil, surgiu embrionariamente sob Lula, durante a gestão de Henrique Meirelles.

Na TV, o partido do governo acusa a candidata desafiante de conspirar com banqueiros para lançar os pobres no abismo da miséria. O fenômeno vexaminoso não chega a causar comoção, pois tem precedentes. Contra Alckmin (2006) e Serra (2010), o PT difundiu as torpezas de que pretendiam privatizar a Petrobras e cortar os benefícios do Bolsa Família, ambas já reprisadas para atingir Marina. A diferença, significativa apenas no plano eleitoral, está na circunstância de que, agora, a ignomínia entrou no jogo antes do primeiro turno. A semelhança, por outro lado, evidencia que o PT aposta na ignorância, na desinformação, na pobreza intelectual –enfim, no fracasso do país.

Algo se rompeu quando eclodiu o escândalo do mensalão. Naquela hora, os intelectuais do PT depredaram a praça do debate político, ensinando ao partido que a saída era qualificar a imprensa como “mídia golpista” e descer às trincheiras de uma guerra contra a opinião pública. A lição deu frutos envenenados. O STF converteu-se em “tribunal de exceção”, e os políticos corruptos, em “presos políticos”. Os críticos passaram a ser classificados como representantes da “elite branca paulista” (se apontam as incongruências da “nova matriz econômica”), “fascistas” (se nomeiam como ditadura todas as ditaduras, inclusive as “de esquerda”) ou “racistas” (se objetam às leis de preferências raciais).

O projeto de um partido moderno de esquerda dissolveu-se num pote de ácido que corrói a convivência com a opinião dissonante. Do antigo PT, partido da mudança, resta uma sombra esmaecida. As estatísticas desagregadas das sondagens eleitorais revelam o sentido da regressão histórica. A presidente-candidata tem suas fortalezas no Nordeste e no Norte, nas cidades pequenas e entre os menos escolarizados, mas enfrenta forte rejeição no Centro-Sul, nas metrópoles e entre os jovens. Não é um “voto de classe”, como interpretam cientistas políticos embriagados com um economicismo primário que confundem com marxismo. É um voto do país que, ainda muito pobre, depende essencialmente do Estado. A antiga Arena vencia assim, espelhando um atraso social persistente.

Obviamente, a regressão tem causas múltiplas, ligadas à experiência de 12 anos de governos lulopetistas que estimularam o consumo de bens privados, mas não produziram bens públicos adequados a um país de renda média. A linguagem, contudo, ocupa um lugar significativo. O país moderno, cujos contornos atravessam todas as regiões, sabe identificar a empulhação, a mistificação e a truculência.

Na sua fúria destrutiva, a campanha de Dilma explode pontes, queima arquivos. O PT pode até triunfar nas eleições presidenciais, mas já perdeu o futuro.

giro pelo Nordeste

Gomes e Jereissati comandam o Ceará desde 1986

Publicado em 20/09/2014 às 16:01 por em Eleições, Notícias
Cid Gomes (PROS) e Tasso Jereissati (PSDB): 20 anos de mandato em uma imagem. Foto: reprodução

Cid Gomes (PROS) e Tasso Jereissati (PSDB): 20 anos de mandato em uma imagem. Foto: reprodução

marca-giro-pelo-nordestePor Paulo Veras, repórter do Blog.

O Ceará passou as últimas três décadas sendo governado pelos Gomes e por Jereissati. De 1986 até hoje, o único governador eleito sem um dos dois sobrenomes foi Lúcio Alcântara, aliado de ambos, na época do PSDB. Ele também vinha de uma família política: é filho do ex-governador Valdemar Alcântara.

Os Gomes e Jereissati têm o mesmo tempo à frente do governo cearense. Tasso teve três mandatos; foi eleito em 1986, 1994 e 1998. Ciro venceu as eleições em 1990. Cid ganhou em 2006 e 2010.

Aliança de Ciro Gomes com Lula em 2002 deu início ao afastamento com Jereissati. Foto: reprodução

Aliança de Ciro Gomes com Lula em 2002 deu início ao afastamento com Jereissati. Foto: reprodução

Hoje em chapas adversárias, os dois grupos começaram juntos no passado. Os irmãos Gomes e Tasso mantiveram uma aliança formal no Ceará até o segundo turno das eleições de 2002, quando Ciro apoiou Lula e Jereissati ficou com José Serra (PSDB).

Em 2006, Cid Gomes ainda teve o apoio informal de Tasso no estado, concorrendo contra Lúcio Alcântara. A expectativa era que o governador repetisse o gesto em 2010, trabalhando para ajudar a reeleger Jereissati senador. A pressão de Lula fez com que ele se engajasse na campanha de José Pimentel (PT), que venceu a eleição junto com Eunício.

“O rompimento é fruto mais de uma articulação nacional do Tasso e dos Ferreira Gomes, do que de divergências locais”, diz o professor Valmir Lopes, da Universidade Federal do Ceará (UFC). “Tanto que o modelo de gestão do Cid e do Ciro é uma cópia do que o Tasso fez”, avalia.

Leia também: No Ceará, eleição tem troca de acusações e censura à imprensa

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No Ceará, eleição tem troca de acusações e censura à imprensa

Publicado em 20/09/2014 às 16:00 por em Eleições, Notícias
Eunício Oliveira (PMDB): 42% nas pesquisas e R$ 99 milhões no banco. Foto: reprodução do Facebook

Eunício Oliveira (PMDB): 42% nas pesquisas e R$ 99 milhões no banco. Foto: reprodução do Facebook

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Por Paulo Veras, repórter do Blog.

Se já estava acirrada, a eleição para o Governo do Ceará subiu de tom ao longo da última semana, depois que a revista Istoé incluiu o nome do governador Cid Gomes (PROS) na lista de possíveis beneficiados por um esquema de desvio de dinheiro da Petrobras. Pelo Facebook, Ciro Gomes (PROS), irmão do governador, que disputou a Presidência da República em 1998 e 2002, acusou o senador Eunício Oliveira (PMDB), candidato ao Palácio da Abolição, de ter dado “dinheiro de propinas” à revista para caluniar Cid.

A pedido do governador, a juíza Maria Maciel Queiroz, da 3ª Vara de Família de Fortaleza, chegou a suspender a circulação da revista, mas a medida foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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A apreensão pode ser para que a denúncia não interrompa o crescimento do candidato apoiado pelos irmãos Gomes, o deputado estadual e ex-secretário das Cidades Camilo Santana (PT). Entre julho e setembro, o petista subiu 20% no Ibope e 12% no Datafolha.

Para o professor Valmir Lopes, coordenador do Laboratório de Estudos Sobre Política e Eleições da Universidade Federal do Ceará (UFC), o impacto do caso deve ser mínimo. “O eleitorado do Ceará é muito tradicional. E muito dependente do governo”, explica.

Por enquanto, o candidato do governo está em segundo lugar nas pesquisas. Quem lidera é Eunício, que se elegeu senador na chapa de Cid Gomes em 2010, derrotando o ex-governador Tasso Jereissati (PSDB). Quatro anos depois, o tucano volta a disputar o Senado na chapa do peemedebista.

A dupla tem forte presença política no estado e nacionalmente. Tasso já exerceu três mandatos de governador e já presidiu o PSDB nacional. Eleito com 2.500 votos a mais que o próprio Cid em 2010, Eunício já foi ministro das Comunicações no governo Lula (PT) e é o atual líder das bancadas do PMDB e da Maioria no Senado.

MILHÕES – Eunício e Tasso também são os candidatos a governador e a senador mais ricos do País. O peemedebista declarou R$ 99 milhões à Justiça Eleitoral. Já o colega tucano afirmou ter mais de R$ 389 milhões em bens. Por causa das fortunas, os adversários chegaram a apelidá-los de “clube dos riquinhos”.

Em 2012, o cenário político no Ceará era diferente. Os irmãos Gomes, na época no PSB, travaram uma disputa dura com o PT pela Prefeitura de Fortaleza. Os petistas acabaram perdendo para o então presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Roberto Cláudio, hoje no PROS.

Camilo Santana: nome do PT fiel aos irmãos Gomes. Foto: reprodução do Facebook.

Camilo Santana: nome do PT fiel aos irmãos Gomes. Foto: reprodução do Facebook.

A legenda abrigou os irmãos Gomes depois que eles saíram do PSB em outubro do ano passado, brigados com o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. Os Gomes eram contra a candidatura presidencial do pernambucano, que em 2010 barrou o nome de Ciro na corrida pelo Palácio do Planalto. “Todo esse quadro político foi desencadeado pela movimentação nacional do Eduardo Campos”, avalia Valmir Lopes.

Desde então, os irmãos reforçaram a relação com a presidente Dilma Rousseff (PT), que tem o apoio do PROS na corrida presidencial. Nem por isso os atritos com o PT cearense foram resolvidos.

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Em junho, os petistas haviam escolhido o deputado José Guimarães para disputar o Senado no palanque local, num acordo que deixaria o PROS com a vaga de governador. O nome de Guimarães, porém, foi fritado por aliados dos Gomes. Irmão do ex-presidente do PT, José Genoíno, Guimarães chegou a ser envolvido no escândalo do Mensalão depois que um assessor foi flagrado com R$ 100 mil dentro da cueca. A prisão virou manchete nacional.

No final, Cid acabou com um petista do seu próprio núcleo político concorrendo ao governo e indicou um aliado pessoal, o deputado estadual Mauro Filho (PROS), para disputar o mandato de senador.

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