reforma politica

Raul Jungmann parabeniza plenário por “enterrar Distritão”

Publicado em 27/05/2015 às 19:00 por em Notícias

O deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), vice-líder da Minoria na Câmara dos Deputados, parabenizou os parlamentares que participaram da sessão plenária de ontem e votaram contra a proposta de sistema eleitoral conhecido como “distritão”.

Segundo o parlamentar, esse modelo é uma “real ameaça à democracia e à renovação do sistema político”.

Em sua explanação sobre o tema, o pós-comunista argumentou que o “distritão” torna a campanha mais cara, porque exige alto investimento financeiro dos candidatos para conseguir estar entre os mais votados.

“Espero que esse plenário seja capaz de avançar verdadeiramente na reforma política, seguindo na direção da maior representatividade, da maior transparência e da redução dos custos. A democracia brasileira precisa de uma reforma, dentro do desejo dos brasileiros, que combata efetivamente a corrupção e acabe com as quadrilhas”, destacou Raul Jungmann, em discurso inflamado na tribuna da Câmara.

reequilibrar as contas

CUT marca paralisação nacional contra MPs do ajuste fiscal de Dilma

Publicado em 27/05/2015 às 18:30 por em Notícias

Na próxima sexta-feira (29), as Centrais Sindicais de Pernambuco (CUT, CTB, UGT, CGTB, Força Sindical, Intersindical e Nova Central) convocam trabalhadores para participarem do Dia Nacional de Paralisação contra o PL 4330 e as Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665, aprovadas pela Câmara dos Deputados e o Senado Federal. No Recife, as Centrais se reúnem em Ato Público, a partir das 14h, em frente à sede da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), em Santo Amaro, no Recife.

De acordo com movimento sindical, a luta continua até a aprovação total das medidas que ainda precisam ser sancionadas pela presidenta Dilma Rousseff, a quem os movimentos sindical e social pedirão os vetos.

“Em apenas três meses, o Congresso Nacional mais conservador do período pós-1964 aprovou mais ataques aos direitos da classe trabalhadora do que em todo o governo militar (1964-1985). A toque de caixa, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 4330, que amplia a terceirização para todas as áreas das empresas e, agora, está aprovando as Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665, que restringem acesso a benefícios previdenciários, seguro-desemprego e abono salarial”, reclamam.

O presidente da CUT-PE, Carlos Veras, ressaltou que, no dia 6 de maio, por 252 a 227 votos, os deputados aprovaram a MP 665, que aumenta o tempo de trabalho para que trabalhadores possam solicitar, pela primeira vez, o seguro-desemprego. O governo queria elevar esse período de seis para 18 meses, mas o parlamento reduziu o prazo para 12 meses.

“Essa MP estabelece também um tempo mínimo de seis meses de trabalho para o/a trabalhadora/a ter acesso ao abono-salarial, que passa a ser proporcional aos meses trabalhados. Antes, todos recebiam um salário mínimo, independentemente do número de meses trabalhado com carteira assinada”, defende o sindicalista.

Segundo ele, as MPs 664 e 665 fazem parte do pacote de ajuste fiscal elaborado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy e foram anunciadas pelo governo no dia 30 de dezembro do ano passado, sem qualquer debate com a CUT nem com as demais centrais sindicais.

“As medidas mudam as regras de concessão e dificultam o acesso a benefícios como seguro-desemprego, abono salarial, seguro-defeso, pensão por morte e auxílio-doença”, acentuou..

Para as Centrais Sindicais de Pernambuco, essas medidas, assim como a aprovação precipitada do PL 4330, penalizam os trabalhadores mais fragilizados, em especial os que são o público alvo do sistema de seguro-desemprego e pensão por morte. “O mesmo raciocínio vale para os 12,7 milhões de terceirizados que têm seus direitos desrespeitados, péssimas condições de trabalho e renda e ainda tomam calotes dos empresários que fecham as empresas e somem sem pagar sequer salários atrasados”.

opinião

O juiz Sergio Moro joga xadrez

Publicado em 27/05/2015 às 18:00 por em Notícias

Elio Gaspari, na Folha de São Paulo

Há alguns meses o juiz Sergio Moro perdeu uma parada feia. O caso das propinas pagas na Petrobras pelos holandeses da SBM saiu de sua jurisdição e, pelo que se teme, foi dormir. A SBM é a maior operadora de unidades flutuantes de petróleo do mundo. No ano passado pagou uma multa de US$ 240 milhões por propinas que distribuiu mundo afora. No Brasil, despejou US$ 139 milhões de “comissões legítimas”. Moro e a força-tarefa do Ministério Público não disseram uma palavra. Pareciam Bobby Fischer entregando a rainha na partida de xadrez que, mais tarde, veio a ser chamada de “o jogo do século”.

Nas petrorroubalheiras das sondas e unidades flutuantes estão imersos contratos de US$ 25,5 bilhões. Desde que começou a Lava Jato esse braço das operações vem sendo protegido por um manto de empulhações. Em Curitiba, o jogo foi outro. Entre os empreiteiros presos em novembro estava Gerson Almada, vice-presidente da Engevix, dona de um lote de contratos para a construção de sondas. Na sexta-feira, Moro prendeu preventivamente Milton Pascowitch, o cupido das boas relações do PT com a Engevix. Almada reconhecera que pagava comissões a Pascowitch. Entre 2004 e 2014 foram R$ 80 milhões. Segundo Pedro Barusco, Pascowitch era um dos onze operadores que molhavam suas mãos e as de Renato Duque, ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras. Se há uma grande conexão entre as petrorroubalheiras e o PT, ela passa também por aí. Um dos clientes da empresa de consultoria do comissário José Dirceu era o doutor Pascowitch.

Quando Bobby Fischer entregou a rainha, sabia o que estava fazendo. Ao fim do jogo, a rainha do adversário ficou sem ter o que fazer, e o garoto ganhou a partida. Moro sabe que dois bancos japoneses já jogaram a toalha em relação a seus créditos com estaleiros nacionais. Um terceiro ameaça vir com a faca nos dentes, querendo saber se o seu dinheiro foi usado para pagar propinas. Almada já contou alguma coisa. Duque e Pascowitch estão em copas, mas há razões para se supor que Moro esteja mais um lance à frente, com um novo canário interessado em cantar para o Ministério Público. Em fevereiro o juiz Moro negara um pedido de preventiva contra Pascowitch, agora deferiu-o. Mais: o Ministério Publico está puxando o fio da meada das relações financeiras de empreiteiros com alguns escritórios de advocacia.

Até agora a iluminação da Lava Jato favoreceu casos como os das refinarias onde rolavam licitações fraudadas, aditivos e superfaturamentos. A mãe de um empreiteiro sempre poderá sustentar que o trabalho de seu filho resultou em obras visíveis, reais. No caso de algumas unidades flutuantes o buraco é mais em cima, pois há equipamentos alugados, prontos. O dinheiro vai de uma caixa para outra sem empregar vivalma.

Os investigadores de Curitiba começaram a mostrar o que sabem a respeito dos contratos do pré-sal. Logo depois de sua posse na presidência da Petrobras, o comissário Aldemir Bendine lembrou que num novo plano de investimentos “talvez você pegue a SBM, que é uma importante fornecedora”. Tão importante que foi proibida de fazer negócios com a empresa e, mesmo negociando um acordo de leniência, ainda não chegou a um acordo com a Controladoria-Geral da União.

ajuste fiscal

Em Pernambuco, relatório aponta pior quadrimestre na captação de recursos federais desde 2008. Queda em relação ao ano passado foi de 53%

Publicado em 27/05/2015 às 17:48 por em Notícias

Face

Um relatório apresentado pela deputada estadual Priscila Krause (DEM), no plenário da Assembleia Legislativa, nesta tarde, aponta que um dos principais motivos da redução da receita apontada ontem pelo governador Paulo Câmara (PSB) é a redução significativa dos chamados repasses de convênios voluntários, aqueles que não são obrigatórios e, portanto, mais sensíveis às conjunturas econômica e política.

Em 15 páginas, Priscila Krause registra que dos R$ 1, 447 bilhão previstos pelo governo estadual para o ano inteiro, apenas R$ 70,6 milhões foram repassados.

Em comparação com o mesmo período dos anos anteriores, é o menor montante desde 2008.

Ela pesquisou os convênios firmados entre a União e o gestão central pernambucana, excluindo a administração indireta.

Nas redes sociais, a deputada já repercutiu o relatório, confeccionado há três semanas e cuja cópia foi entregue a vários deputados que solicitaram em plenário.

Priscila afirmou que não é hora de entrar na discussão de culpa a respeito da queda, ultimamente um discurso recorrente na disputa entre petistas e socialistas, mas é necessário união.

“Nós temos ministro de Estado, uma bancada de senadores e deputados federais tradicionalmente forte, é preciso ação conjunta para que muitas obras importantes não fiquem pelo caminho. O diagnóstico está feito, os dados são alarmantes e, mantidos nesse ritmo, dias mais difíceis e tristes nos esperam. Pernambuco é sem dúvidas um dos estados mais atingidos por esse débâcle nacional”, afirmou.

emprego público

Governo do Estado autoriza concurso para 3 mil professores

Publicado em 27/05/2015 às 17:44 por em Notícias

O governador do Estado, Paulo Câmara, anunciou que autorizou, nesta quarta-feira (27), por meio da Câmara de Política de Pessoal (CPP), a realização de concurso público para contratação de três mil professores para atender a Rede Pública Estadual de Ensino.

O certame será realizado ainda neste ano.

Serão contratados professores, principalmente, das áreas de Química, Física, Matemática, Biologia, Educação Especial e Educação Profissional.

Os trâmites para a realização do concurso serão de responsabilidade das secretarias de Educação e Administração.

opinião

Atribuir a recessão atual ao ajuste é falso. Se gastos sempre maiores levassem ao crescimento, o PIB não teria estagnado nos últimos anos

Publicado em 27/05/2015 às 15:30 por em Notícias

Mais um editorial preciso do jornal Folha de São Paulo

Dilema existencial

Aos poucos, cada vez mais integrantes do PT, da base aliada do governo Dilma Rousseff (PT) e do próprio Planalto parecem perceber a real dimensão dos problemas econômicos atuais.

Dão-se conta de que não bastarão alguns poucos meses de austeridade para que o país reconquiste a confiança de empresários, investidores e consumidores e retome o rumo do crescimento.

A recessão de fato se aprofunda, e medidas como as que alteram benefícios trabalhistas e previdenciários, embora necessárias para o reequilíbrio das contas públicas, são impopulares no curto prazo.

Constadas as grandes dificuldades pela frente, surgem as fissuras. Enquanto uns começam a criticar o ajuste, outros enxergam sua importância para que o país possa voltar a se desenvolver num período de tempo o mais breve possível.

A gravidade dos problemas deriva de dois erros principais. O primeiro diz respeito à gestão econômica equivocada durante o primeiro mandato de Dilma, que fragilizou o Orçamento, fez colapsar a confiança e paralisou a economia.

No ano passado, a irresponsabilidade superou até os largos limites do petismo. Na luta pela reeleição, destruíram-se as contas públicas e mascararam-se os rombos; em campanha, Dilma prometeu não fazer o que seria imperativo.

Daí vem o segundo erro. A petista se reelegeu acreditando que poderia repetir o truque de 2003, quando Lula adotou política econômica ortodoxa e povoou os ministérios com figuras de proa.

O momento era outro. Lula comprometera-se a não romper contratos e tinha legitimidade inconteste. Além disso, o país começava a se beneficiar da maior alta dos preços de matérias-primas em décadas.

Hoje, tudo é diferente. Depois do mensalão, do escândalo na Petrobras e do inegável estelionato eleitoral, o desgaste interno é grande, e a bonança externa, pequena.

Daí o ruído em torno do ajuste –por erro de diagnóstico ou por qualquer outro motivo, petistas talvez não tenham visto que seria impossível promover uma arrumação econômica fácil e indolor para sua base de apoio.

Lula dá vazão a rumores de que gostaria de substituir o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Membros do partido, como o senador Lindbergh Farias (RJ), atacam o ministro e defendem reforçar a aposta no expansionismo de gastos.

Esquecem que algumas das medidas polêmicas foram gestadas por Guido Mantega. Ademais, atribuir a recessão atual ao ajuste é falso –se gastos sempre maiores levassem ao crescimento, o PIB não teria estagnado nos últimos anos.

De dilema em dilema, talvez próceres do PT percebam que retomar a irresponsabilidade orçamentária adiará a retomada econômica, o que aniquilaria as chances do partido em 2018 –ao menos nesse caso o pragmatismo eleitoral produziria efeitos benéficos para o país.

sem comparação

Obrigado, leitores atentos do Blog!

Publicado em 27/05/2015 às 15:27 por em Notícias
100-mil-posts-versao02

O Blog de Jamildo atingiu, nesta semana, os primeiros 100 mil posts publicados. Obrigado leitores atentos por fazerem o sucesso desta coluna eletrônica. Uma grande produtividade, como alta credibilidade, é algo do que, modestamente, também nos orgulhamos.

opinião

Sinal de alguma vida inteligente em nossas universidades federais

Publicado em 27/05/2015 às 15:03 por em Notícias

Um professor contra a greve

Por Bernardo Mello Franco, na Folha de São Paulo

Esta quarta-feira marcará o início de uma onda de greves nas universidades federais. As paralisações devem ser longas, e não há solução à vista. O Ministério da Educação, que já estava na penúria, acaba de perder R$ 9,42 bilhões de seu orçamento para 2015.

Na UFRJ, a maior federal do país, alguns campi fecharam nos últimos dias por falta de segurança e higiene. Alunos e professores tiveram que deixar as salas de aula para ajudar na limpeza dos banheiros. É um vexame, especialmente para um governo que prometeu a “pátria educadora”.

Nesse ambiente de justa indignação, o historiador Daniel Aarão Reis Filho decidiu remar contra a corrente. Professor da Universidade Federal Fluminense, ele escreveu um libelo contra a greve nas instituições públicas. É um texto polêmico, que merece ser lido fora do meio acadêmico.

Intelectual respeitado na esquerda e ex-integrante da luta armada contra a ditadura, Aarão Reis sustenta uma tese difícil de ser contestada: quando a universidade para, os maiores prejudicados são os alunos. Ele ataca o ajuste fiscal, mas condena a suspensão das aulas. Diz que há formas mais eficazes de pressionar o governo e sensibilizar a sociedade.

O professor define a greve nos serviços públicos como “uma infeliz mimetização dos movimentos operários”. “Em vez de prejudicar os patrões, prejudica apenas e tão somente os usuários dos serviços”, afirma. É possível transpor a frase para outras áreas, como saúde e transporte.

Aarão Reis cita um problema adicional. Apesar da crise, os professores devem continuar a receber em dia, “estejam ou não trabalhando”. “Se os trabalhadores do mundo soubessem que é possível fazer greve ganhando salários… Ai do capitalismo, não haveria um que não paralisasse imediatamente o trabalho”, ironiza.

geração de emprego e renda

Criado por Eduardo Campos, polo automotivo da Jeep ignora ajuste fiscal de Dilma e atrai novos fornecedores para Pernambuco

Publicado em 27/05/2015 às 14:31 por em Notícias
Modelo do Jeep produzido na fábrica de Goiana. Foto: divulgação.

Nesta quarta-feira, o Polo Automotivo Jeep está anunciando a chegada de novos fornecedores da cadeia automotiva que se instalarão em Pernambuco atraídas pela fábrica Jeep. A expectativa é de que mais de 20 empresas se instalem em condomínios logísticos de Goiana e em Itapissuma. Abaixo e em anexo segue release com mais informações.

De acordo com a empresa, a expectativa é a geração de aproximadamente 1 mil empregos durante a construção civil dos Complexos Industriais, Logístico e de Serviços, sendo que 40% dessas pessoas estarão dedicadas às obras dos galpões para os fornecedores Jeep. Haverá a geração de mais de 1,5 mil empregos diretos entre o final de 2016 e o primeiro trimestre de 2017, nos fornecedores da fábrica Jeep.

Os investimentos em equipamentos estão estimados em R$ 300 milhões (somente de fornecedores da Jeep) e a previsão de investimentos em construção civil da ordem de R$ 150 milhões (galpões e estruturas destinadas aos fornecedores Jeep).

opinião

Em artigo, Rui Castro compara Lula a hipnólogo de mau caráter, que deu errado com Dilma

Publicado em 27/05/2015 às 14:23 por em Notícias

Svengali de si próprio

Por Ruy Castro, na Folha de São Paulo

Certa vez, Nelson Rodrigues definiu a pessoa absolutamente só como um “Robinson Crusoé sem radinho de pilha”. Mas Dilma Rousseff está pior do que Robinson –abandonada até por aqueles que, no dia seguinte à sua reeleição, ainda lhe faziam rapapés. Não será surpresa se, em breve, não tiver sequer um contínuo para lhe levar cafezinho.

O eleitorado a abandonou porque descobriu que ela mentiu –o país que ela descreveu não existia. Os sem-terra, sem-teto e sem-ética também a abandonaram porque acham que ela os traiu. O PT, idem, porque as duras medidas econômicas que ela precisa tomar para tapar os buracos que seu governo abriu atingem a massa trabalhadora, o que deixa mal o discurso do partido. E o próprio Svengali que a inventou, o ex-presidente Lula, já está lhe mostrando a língua, embora, por enquanto, delegue a função de atacá-la ao seu pajem, o senador Lindbergh Farias.

O que me pergunto é se Dilma foi a única autora do programa de seu primeiro governo, que quase quebrou o país, dos pronunciamentos triunfalistas que fez à nação naqueles quatro anos e das promessas eleitoreiras que conduziram à sua segunda vitória. Não consigo visualizá-la sentando-se a um computador, hesitando por alguns segundos diante da tela em branco e finalmente pondo-se a escrever os projetos de lei, medidas econômicas e material de propaganda.

Quero crer que as decisões estratégicas de Dilma 1, os textos de suas mensagens delirantes e as mentiras de campanha tenham sido pensados, escritos, revistos e aprovados por seus auxiliares diretos no governo –companheiros de partido–, os quais nunca tomariam iniciativas que discordassem das orientações do líder maior, que é Lula.

Donde, se Dilma fracassou, quem é o responsável? Hoje parece claro que Lula só deu certo como o Svengali de si próprio.