eleições municipais

Com apoio do PTB a Anderson Ferreira em Jaboatão, Armando Monteiro Neto mina palanque de Geraldo Julio no Recife e ganha aliado para 2018

Publicado em 26/07/2016 às 20:06 por em Notícias
anderson amn1

O ex-ministro Armando Monteiro Neto, senador por Pernambuco e liderança do PTB estadual, manobrou muito bem ao anunciar, nesta terça-feira, o apoio do partido ao deputado federal Anderson Ferreira, do PR, um dos candidatos  a prefeito em Jaboatão dos Guararapes.

Esqueça aquelas falas empoladas que os políticos dizem nestas horas.

São dois os objetivos da jogada de mestre: minar o palanque do prefeito Geraldo Julio, no Recife, além de ganhar um importante aliado para as eleições de 2018, ao tirar da órbita do Palácio (Paulo Câmara) o líder do PR.

O pré-candidato à Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes pelo PR, o deputado federal Anderson Ferreira passou o ano todo esperando pelo apoio do governador Paulo Câmara. No entanto, o governador acabou optando por fazer uma aliança com o tucano Elias Gomes, dobrando-o a aceitar um acordo em que nomeia a vice e o candidato a prefeito da chapa é o socialista Heraldo Selva, do PSB.

Preterido pelos socialistas, o candidato do PR pode, como se espera, abandonar a aliança entre os partidos no Recife, ajudando a minar a base de sustentação de Geraldo Julio. Caso mude de lado, a jogada de Armando Monteiro Neto terá ajudado a fortalecer a candidatura de João Paulo e Sílvio Costa Filho. A eventual eleição de João Paulo no Recife é estratégica para os planos de Armando Monteiro Neto em chegar ao Palácio, em 2018.

Os petebistas confirmam as pretensões em relação ao campo adversário. “Anderson Ferreira está no palanque de Geraldo. Por enquanto. O PSC também pode vir”, afirma um aliado.
Anderson Ferreira obviamente negou que tenha assumido compromisso com a provável candidatura do senador Armando Monteiro Neto a governador, em 2018. Na coletiva desta terça-feira, Anderson Ferreira disse que “apoio não se rejeita” e que só discutirá 2018 em 2018.

“Nossa aliança é municipal e visa resgatar Jaboatão, não tendo elo com as eleições para governador”.

Vai ter retaliação ou não?

Os petebistas, interessados no racha do palanque de Geraldo Julio, apostam que haverá retaliação ao acordo, uma vez que Anderson Ferreira tem cargos na Prefeitura do Recife e no Governo do Estado. Caso se confirme, isto poderia ajudar a afastar o deputado ou todo o PR de Paulo Câmara.

De público, o deputado Anderson Ferreira disse esperar não ocorrer nenhum tipo de retaliação aos cargos que ocupa no Estado.

“Eu não estou ingressando no campo da oposição. Nestas eleições o PSB também está aliado a partidos de oposição. Em Jaboatão, por exemplo, o vice do candidato a prefeito do PSB é do PSDB, partido que está rompido com o Governo”, disse.

Só faltou combinar com os novos aliados, pois foi dito pelos bastidores que Anderson Ferreira não poderia ficar com um é em cada barco.

“E Armando Monteiro é pessoa de apoiar um cara que joga lá e ló. Anderson Ferreira é candidato de oposição ao palácio e ao governador sim”, diz um aliado do PTB.

A ordem unida foi passar a frente a mensagem de que o republicano fez, na prática, foi uma declaração de guerra ao Governo Paulo Câmara.

De público, o republicano preferiu deixar a questão dos cargos para o presidente estadual do partido, Sebastião Oliveira ou para a própria gestão socialista.

“Tem que perguntar ao governador ou a base aliada. Presidente do partido é o deputado Sebastião Oliveira. Se o nosso partido faz parte da base do governo, nada mais justo é que eu tenha espaço no Governo”.

Joel da Harpa sacado

Durante entrevista coletiva, foi anunciado que o PTN decidiu retirar o deputado estadual Joel da Harpa da disputa

O jogo custou o sonho do deputado estadual Joel da Harpa, obrigado a adiar a candidatura a prefeito que ensaiava.

O presidente do PTN, deputado Ricardo Teobaldo disse que seu partido e o deputado Joel da Harpa entenderam que “Jaboatão é a segunda maior cidade do Estado e precisa do olhar de alguém que tenha visão inovadora”. “Para mudar é com Anderson Ferreira, pela capacidade de articulação que ele tem em Brasília. Está reunindo apoios importantes e por isso é a melhor alternativa. Ele conhece tudo em Brasília e tem capacidade de trazer investimentos para Jaboatão”, ressaltou.

Joel da Harpa afirmou que seu apoio a Anderson Ferreira se dá pela afinidade que ambos têm e por ser a melhor opção para administrar Jaboatão. “Vamos lutar para termos uma nova perspectiva para Jaboatão”, bradou o deputado. Anderson agradeceu o desprendimento de Joel por cargos.

Com os novos apoios, a coligação de Anderson Ferreira já tem sete partidos e sua expectativa é que, até o prazo final das convenções, outros venham fortalecer seu projeto.

anderson e paulo câmara

Esquecendo os “golpistas”

Com o acordo, até o voto do deputado do PR no Impeachment de Dilma foi relevado.

O líder do PTB era contrário ao impeachment como ainda é e Anderson Ferreira chegou votou a favor e perder o comando do PR no Estado, em retaliação. Armando Monteiro Neto disse não ver desconforto, pois o impeachment diz respeito a um quadro nacional.

“Eu me posicionei de maneira muito clara e me sinto muito confortável com a posição que assumi. Porque se eu integro um governo e se permaneço num governo como é que eu não vou em qualquer circunstância defender o governo. Então, eu acho que esse processo é um processo que não tem rigorosamente a ver com a questão de Jaboatão. Embora o debate nacional não deva ser interditado e essa questão de resto vai ser colocada e poderá ser suscitada ao longo do processo, mas a nossa aliança se dá e se define por questões que estão associadas a Jaboatão, ao desenvolvimento de Jaboatão, a um projeto para Jaboatão. Então, eu acho que essa não é uma questão que se coloque de modo a criar qualquer embaraço, vamos dizer, para essa aliança”.

O senador Armando Monteiro Neto disse que o apoio do PTB se dá pela importância que Jaboatão representa sócio e economicamente para o Estado, e considera que Anderson é quem reúne as melhores condições para governá-la pelo bom trânsito que criou em Brasília e pela experiência política que acumulou.

“Jaboatão um município desafiador. Nós fizemos uma avaliação sobre o melhor caminho nestas eleições. Tomamos a decisão de apoiar Anderson, que tem um acúmulo na vida política que o credenciam. Tem tradição e tem revelado uma grande competência política. Anderson tem condições de viabilizar um modelo novo de gestão”, afirmou o líder petebista.

Anderson Ferreira agradeceu os apoios que está recebendo e ressaltou que se “inicia um novo ciclo”.

“As adesões têm sido espontâneas, com a visão, não só de ganhar a eleição, mas para governar a cidade. Construí uma boa relação em Brasília, temos ministros para nos ajudar. Não temos dúvida de que vamos impulsionar a mudança para transformar a vida das pessoas. A cidade pede mudanças. A gestão que está aí governa de frente para o mar e de costas para o povo”, disse o pré-candidato.

Tags: Armado Monteiro, Eleições 2016, Eleições 2018, Paulo Câmara, pr, psb, PTB,
senado

Defesa de Dilma pede para adiar entrega de alegações finais sobre impeachment

Publicado em 26/07/2016 às 19:52 por em Notícias
Foto: Lula Marques/ Agência PT

Estadão Conteúdo – A defesa da presidente afastada Dilma Rousseff protocolou, na tarde dessa terça-feira (26), um pedido de prorrogação do prazo de entrega das alegações finais do processo de impeachment A defesa alega que enfrentou problemas no acesso ao processo pelo site do Senado e requer mais dois dias de prazo.

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As alegações finais da defesa deveriam ser entregues nessa quarta-feira (27) até às 18h, totalizando 15 dias de prazo. De acordo com o pedido feito pelos advogados da presidente, entretanto, o acesso ao processo no site do Senado Federal esteve indisponível por dois dias. No documento, a defesa pede a reposição dos dias perdidos e autorização para entregar as alegações finais apenas na sexta-feira (29).

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De acordo com os advogados, o pedido tem base legal na Lei de Processo Eletrônico e visa garantir o amplo direito de defesa da presidente. A decisão, entretanto, cabe ao presidente da Comissão Especial de Impeachment, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), a quem o pedido foi dirigido.

Tags: comissão do impeachment, Defesa, Dilma Rousseff, Impeachment, José Eduardo Cardozo, senado,
eleições municipais

Em Olinda, Tereza Leitão terá vice do PRB como João Paulo no Recife

Publicado em 26/07/2016 às 19:29 por em Notícias
Arthur Marrocos 01

Como aconteceu no Recife, o PRB de Pernambuco vai disputar a prefeitura de Olinda ao lado do PT.

Nesta terça-feira, o partido confirmou a indicação de seu presidente municipal em Olinda, Gilberto Sobral, para integrar a chapa como vice da deputada Teresa Leitão, do PT.

A indicação foi oficializada em evento na sede estadual do PRB, com a presença de lideranças dos cinco partidos que compõem a coligação: PT, PRB, PTB, PTN e PTdoB.

Durante o encontro, Sobral apresentou sugestões para o programa de governo da candidatura.

“Essa aliança não é eleitoral, é antes de tudo uma aliança pelo futuro de Olinda. Por isso estamos apresentando nossas sugestões para avaliação”, destacou.

Ao receber o documento, Teresa Leitão disse ter ficado feliz por não encontrar conflitos com as propostas já em discussão pelo PT.

“Muitas das propostas aqui apresentadas já foram levantadas em nossos encontros. É bom saber que nossas ideias convergem”, reforçou, destacando o momento de união das forças políticas presentes.

Um dos articuladores da coligação, ao lado da própria Teresa e do deputado Ossesio Silva, o presidente estadual do PRB, Silvio Costa Filho, também destacou o momento de união interna do PT e do campo político que integra a aliança como fundamental para apresentar um projeto para o futuro de Olinda.

“Temos o compromisso de apresentar uma proposta para o futuro de Olinda, assim como para o futuro do Recife. E a união do nosso campo político é extremamente importante para isso”, diz.

Em Olinda, a coligação repete a mesma composição da candidatura do Recife, que tem João Paulo como candidato a prefeito, com Silvio Costa Filho como vice.

Tags: olinda, PRB Pernambuco, Prefeitura de Olinda, PT, recife,
aliança

PROS e PRP oficializam apoio a Junior Matuto em Paulista e lançam chapa de vereadores

Publicado em 26/07/2016 às 17:33 por em Notícias
Foto: Divulgação

A chapa encabeçada pelo prefeito Junior Matuto (PSB), que tenta reeleição, recebeu o apoio do PROS e do PRP nesta terça-feira (26). Os dois partidos formarão coligação e terão 23 candidatos a vereador, homologados em convenção realizada nesta manhã, no plenário da Câmara de Vereadores do município.

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Maria José Claudino
Edvânia Cesário
Irmã Edinha
Ednaldo Motorista
Zeca Comissário
Irmã Ceça
Adevon Julião de Azevedo
Hudson “Amaral”
Adcele de Souza
Ana Lígia Ferreira
Izabel Cristina
Marcílio da Singer
Iranildo Domício de Lima
João Victor da Silva
Josival Canário
Jorge Maclin “boca louca”
Paulo da Academia
Dodô do Caldinho
Ronaldo Reis
Tony da Ambulância
Márcio Mello
Junior Buda
Ricardo

O presidente do PROS, Márcio Melo, acredita que a aliança para a disputa para a Casa, com vencedores definidos pelo coeficiente eleitoral, dá mais chance aos partidos.

“Já temos um representante na Casa de Torres Galvão, que é o vereador Iranildo Domício de Lima, mas queremos ampliar o número de cadeiras na casa legislativa. Acreditamos que a coligação que recebeu o nome de Unidos por Paulista vai conseguir de 13 e 14 mil votos, permitindo a entrada de mais um do grupo. Vamos trabalhar para fazer ainda mais nessa eleição”, afirmou.

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Lima ressaltou o apoio à chapa majoritária. “Não podemos ir pra rua pensando na vitória e deixar de pedir o voto para o prefeito Junior Matuto. Temos que eleger ele pra que a nossa cidade continue avançando. E com toda crise econômica que o País está passando, Paulista está dando exemplo pra outros municípios”, opinou o presidente da Câmara.

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Tags: aliança, Coligação, Eleições 2016, Junior Matuto, Paulista, PROS, PRP, psb,
restituição

Mulher de Lula cobra R$ 300 mil da Bancoop e da OAS por apartamento no Guarujá

Publicado em 26/07/2016 às 16:59 por em Notícias
Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

Estadão Conteúdo – A ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva ajuizou ação na 34.ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo contra a Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) e a empreiteira OAS cobrando R$ 300.817,37 “em parcela única e imediata”. Os valores, segundo os advogados da mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003/2010), se referem a restituição sobre cota-parte do apartamento 141 adquirida pela ex-primeira dama no condomínio Mar Cantábrico, atual Solaris, no Guarujá, litoral paulista.

Marisa, Lula, o filho mais velho do casal Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, e mais 13 investigados são alvo de denúncia do Ministério Público de São Paulo. Lula é acusado de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica por supostamente ocultar a propriedade do tríplex 164-A no Solaris, reformado pela OAS ao custo de R$ 777 mil.

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O tríplex 164-A é um caso emblemático na mira da Operação Lava Jato. A Polícia Federal e a força-tarefa do Ministério Público Federal atribuem ao petista a propriedade do imóvel. O caso está nas mãos do juiz federal Sérgio Moro. A defesa de Lula afirma que ele não é o dono do tríplex.

O Solaris era da Bancoop, a cooperativa fundada nos anos 1990 por um núcleo do PT. Em dificuldade financeira, a Bancoop repassou para a OAS empreendimentos inacabados, o que provocou a revolta de milhares de cooperados – eles protestam na Justiça que a empreiteira cobrou valores muito acima do previsto contratualmente.

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Na ação distribuída para a 34.ª Vara Cível da Capital, Marisa afirma que, em abril de 2005, assinou Termo de Adesão e Compromisso de Participação com a Bancoop e adquiriu “uma cota-parte para a implantação do empreendimento então denominado Mar Cantábrico”. A previsão de entrega, de acordo com a defesa da ex-primeira-dama, era 2007.

Segundo o documento, subscrito pelos advogados Roberto Teixeira, Cristiano Zanin Martins, Maria de Lourdes Lopes e Rodrigo V. Domingos, a Bancoop reservou previamente uma unidade do edifício que seria construído para Marisa Letícia.

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“No caso, o apartamento 141 no Edifício Navia, uma unidade padrão, com três dormitórios (um com banheiro) e área privativa de 82,5 metros quadrados”, descreveram os criminalistas.

Os advogados afirmam que Marisa Letícia pagou a entrada de R$ 20 mil, as prestações mensais e intermediárias até setembro de 2009 Segundo os criminalistas, naquele ano, a Bancoop repassou o empreendimento à OAS e deu duas opções aos cooperados: solicitar a devolução dos recursos financeiros integralizados no empreendimento ou adquirir uma unidade da OAS, por um valor pré-estabelecido, utilizando, como parte do pagamento, o valor já pago à Cooperativa.

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A defesa afirma que Marisa Letícia à época não se manifestou sobre o tema, o fazendo em 2015 quando pediu a restituição dos valores colocados no empreendimento. Os advogados sustentam que, desde então, a Bancoop “não realizou a devolução do valor investido ou forneceu qualquer justificativa”.

“Diante disso, esgotados os meios amigáveis e suasórios, a presente ação de restituição de valores tornou-se necessária”, aponta a defesa.

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“A autora (Marisa Letícia) chegou, posteriormente, a estudar a possibilidade de adquirir uma unidade no Edifício Solaris usando, como parte de pagamento, os valores que haviam sido pagos à Bancoop. Mas essa hipótese não se transformou em realidade, razão pela qual em 26 de novembro de 2015 a autora solicitou a restituição do valor integralizado no empreendimento ao assinar o Termo de Declaração e Requerimento de Demissão do Quadro de Sócios da Seccional Mar Cantábrico (“Termo de Demissão”).”

Para os advogados, “ao assumir o empreendimento e comercializá-lo, a OAS se tornou co-responsável pelo ressarcimento da cota-parte dos cooperados”.

Tags: guarujá, Lula, Marisa Letícia, mulher de Lula, OAS, tríplex,
operação Custo Brasil

PF indicia Paulo Bernardo por organização criminosa e corrupção

Publicado em 26/07/2016 às 16:42 por em Notícias
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Estadão Conteúdo – A Polícia Federal indiciou criminalmente o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento/Governo Lula) na Operação Custo Brasil – investigação sobre suposto desvio de R$ 100 milhões de empréstimos consignados no âmbito do Planejamento, entre 2010 e 2015. A PF enquadrou Paulo Bernardo por integrar organização criminosa e corrupção passiva.

O inquérito da Custo Brasil foi relatado pela PF na sexta-feira (22) e enviado à Justiça Federal. Agora, o Ministério Público Federal vai analisar o inquérito para denunciar ou não o ex-ministro e outros envolvidos na Custo Brasil, entre eles o ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira.

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Paulo Bernardo foi preso na Operação Custo Brasil no dia 23 de junho, sob suspeita de recebimento de propinas de R$ 7,1 milhões do esquema Consist, empresa de software contratada em sua gestão em 2010 para administrar contratos de consignados com entidades de bancos e previdência – Associação Brasileira de Bancos Comerciais e para o Sindicato das Entidades de Previdência Privada. A Consist teria cobrado uma taxa em valor quatro vezes superior ao de mercado.

A Custo Brasil é um desdobramento da Pixuleco II que, em agosto de 2015, descobriu o esquema dos consignados. Um dos alvos da Pixuleco II, o advogado Alexandre Romano, o Chambinho, fez delação premiada e revelou os bastidores do caso Consist. Valores obtidos ilicitamente teriam abastecido a campanha de Gleisi Hoffmann (PT/PR), mulher de Paulo Bernardo, ao Senado em 2010.

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A Custo Brasil prendeu também o advogado Guilherme Gonçalves, de Curitiba, que teria realizado repasses do esquema Consist para o ex-ministro e para bancar despesas eleitorais de Gleisi. Gonçalves nega elo com o esquema.

Seis dias depois de sua prisão – decretada pelo juiz Paulo Bueno de Azevedo, da 6.ª Vara Criminal Federal em São Paulo -, o ex-ministro de Lula e também de Dilma (Comunicações) foi solto por ordem do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal

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Na semana passada, Paulo Bernardo foi ouvido na PF e negou ter recebido propinas do esquema dos consignados. Ele afirma que não existe contrato da Consist com o Ministério que dirigiu. “O Ministério do Planejamento nunca contratou a Consist.”

DEFESA – Em nota, a advogada Verônica Abdalla Sterman afirmou: “O ex-ministro Paulo Bernardo reitera que não participou ou teve qualquer ingerência na celebração ou manutenção do acordo de cooperação técnica celebrado autonomamente entre a Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e as associações de Bancos e Previdência (ABBC e SINAPP). Também reitera que não recebeu qualquer quantia da Consist, direta ou indiretamente.”

Tags: corrupção, indiciamento, Operação Custo Brasil, organização criminosa, Paulo Bernardo, Polícia Federal,
eleições municipais

Em Olinda, Antônio Campos anuncia professora de Peixinhos como candidata a vice

Publicado em 26/07/2016 às 15:30 por em Notícias

Nesta terça-feira, o candidato do PSB em Olinda, Antônio Campos, do Movimento Muda Olinda, informou que definiu o nome que ocupará o cargo de vice na chapa encabeçada pelo socialista.

Segundo o PSB, a escolhida para o posto foi a professora Conceição da Silva, conhecida como Ceça na comunidade de Peixinhos, onde desenvolve projetos sociais como a Associação Nossa Voz em Ação, que oferece um conjunto de atividades educativas, culturais e assistenciais para famílias em situação de vulnerabilidade.

O nome será lançado oficialmente nesta terça-feira, às 19h, no escritório político da coligação, no Largo do Amparo.

De acordo com o PSB, a escolha segue “a convicção de oferecer um projeto genuinamente novo à população olindense”.

Ceça é esposa do vereador Algério A Nossa Voz (PSB) e integra a comunidade evangélica do município e não esconde o entusiasmo com a pré-candidatura.

“A cidade clama por um novo jeito de fazer política e um novo modelo de gestão que cuide efetivamente dos olindenses. Não dá para tratar as demandas de Olinda de forma isolada. E da mesma forma que os problemas se comunicam, as soluções precisam ser trabalhadas de forma intersetorial, dialogando com a população e com todas as organizações interessadas”, pontuou.

crise política

Maioria dos brasileiros quer nova eleição presidencial, mostra pesquisa Ipsos

Publicado em 26/07/2016 às 15:14 por em Notícias
Foto: Lula Marques/ Agência PT

Agência Brasil – Mais da metade da população brasileira acredita que o melhor para o país é a realização de uma nova eleição presidencial ainda este ano, com a saída de cena da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) e do presidente interino, Michel Temer (PMDB), de acordo com pesquisa do instituto Ipsos divulgada nesta terça-feira (26).

O instituto perguntou a 1,2 mil entrevistados “O que é melhor para o Brasil?”, com quatro opções de resposta: permanência de Temer até 2018; retorno de Dilma até 2018; permanência de Temer com convocação de nova eleição este ano; e retorno de Dilma com convocação de nova eleição este ano.

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A maior parte dos entrevistados, 38%, respondeu que o melhor cenário seria que Temer permanecesse no cargo somente até a realização de uma nova eleição este ano. Outros 14% optaram pelo retorno de Dilma até o novo pleito. Somadas as duas respostas, o levantamento mostra que a maioria, 52%, é a favor da convocação de novas eleições, independentemente do desfecho do processo de impeachment.

A opção menos escolhida, com 14%, foi a permanência de Temer até 2018. Em relação a Dilma, 20% dos entrevistados responderam que o melhor para o país seria que a petista cumprisse seu mandato até o final, em 2018.

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Conforme as regras determinadas pela Constituição, uma nova eleição presidencial está prevista somente para 2018. A antecipação do pleito é permitida somente no caso de renúncia simultânea de Dilma e Temer. Também há a possibilidade de que uma proposta de emenda à Constituição (PEC) seja aprovada pelo Congresso para autorizar uma nova eleição. No entanto, ambos cenários são considerados improváveis.

A pergunta sobre o cenário político foi inserida em um estudo mensal mais amplo sobre o Brasil chamado Pulso, realizado mensalmente desde 2005 pela Ipsos, instituto presente em outros 86 países.

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Segundo a pesquisa, o apoio popular ao processo de impeachment caiu. Em julho, 48% dos entrevistados disse apoiar o impedimento definitivo da presidenta afastada, contra 54% em junho. Entre os que disseram não apoiar o processo de impeachment, o porcentual subiu de 28% para 34% em julho ante o mês anterior.

GOVERNO INTERINO – O levantamento também mostra aumento da avaliação negativa do governo Temer. Em julho, 48% dos entrevistados avaliaram a gestão do peemedebista como ruim ou péssima, ante 43% que deram as mesmas respostas em junho. Os que consideram o governo interino regular se mantiveram em 29%. E 7% consideram o governo Temer “ótimo ou bom”, segundo a pesquisa de julho.

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Na avaliação pessoal, os porcentuais de Temer ficaram estáveis entre junho e julho, com 70% de desaprovação e 19% de desaprovação. A aprovação de Dilma, por outro lado, cresceu cinco pontos percentuais em julho ante junho, com 25%. A reprovação da petista ficou em 71% em julho.

Tags: 38%, Dilma Rousseff, Impeachment, ipsos, Michel Temer, NOVA ELEIÇÃO, pesquisa, PMDB,
investigação

Mais um empresário pernambucano está enrascado na Lava Jato

Publicado em 26/07/2016 às 15:06 por em Notícias
PF Polícia Federal - Foto: Tânia Rêgo Agência Brasil

Foto: Tânia Rêgo Agência Brasil

Um relatório encaminhado pela força-tarefa da Operação Lava-Jato, nessa segunda-feira (25), ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, inclui o nome do empresário pernambucano Humberto do Amaral Carrilho.

Em um depoimento para a Polícia Federal em Curitiba, Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras confirmou ter firmado contratos falsos em 2013 para receber propina da Distribuidora Equador, que era fornecedora da Petrobras. A empresa era administrada por Humberto Carrilho, que administrava também as empresas Equador Log e Dislub Equador/Venbras Marítima.

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Segundo o MPF, Costa afirmou que recebeu propina da empresa até fevereiro de 2014, num total de R$ 1,398 milhão, por meio de sua empresa, a Costa Global. O MPF afirma que as empresas administradas por Carrilho não conseguiram comprovar serviços prestados por Costa.

Considerado fugitivo da Operação Repescagem da Lava Jato, Humberto do Amaral Carrilho chegou a ser preso em maio passado e depois de depoimento, foi liberado pelo juiz Sérgio Moro. O empresário era considerado foragido e se entregou à PF.  No dia em que a ação foi deflagrada, a defesa de Carrilho informou que ele estava na Europa e já havia providenciado retorno ao Brasil para se entregar à PF.

De acordo com publicação do Jornal O Globo, o MPF havia pedido prisão temporária de Carrilho, que foi substituída pelo juiz Sérgio Moro por medidas cautelares. A defesa de Carrilho pediu a revogação das cautelares, uma vez que o empresário ainda não foi indiciado ou denunciado na Lava Jato. Chamado a se manifestar sobre o pedido, o MPF solicitou que sejam mantidas as cautelares e informou que as investigações estão avançadas.

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O relatório faz paste da investigação que pretende descobrir se João Claudio Genu, ex-tesoureiro do PP e ex-assessor do deputado José Janene (PP-PR), falecido em 2010, enviou dinheiro de propina para contas no exterior. As informações são do O Globo.

Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), entre 2007 e 2012, Genu aceitou propina de R$ 357.945.680,52, valor que correspondia a 1% dos contratos celebrados entre a Diretoria de Abastecimento da Petrobras e as empreiteiras Engevix, Galvão Engenharia, Camargo Corrêa, UTC Engenharia, Mendes Júnior e OAS.

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Para o MPF, Genu utilizou um operador para enviar dinheiro para o exterior e há indícios de que tenha forjado um contrato falso para fazer as remessas. Ele é réu na Lava Jato e responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

DEPOIMENTO

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em novembro de 2014 Paulo Roberto Costa explicou como funcionava a cartelização da Petrobras e como eram pagas propinas de 3% pelas empreiteiras por contratos na estatal, para uso político. Segundo ele, 2% era para o PT e era recebido por João Vacari Neto, preso em Curitiba. Os outros 1% iam para o PP, Partido Progressista, que eram recebidos por José Janene até 2008 e que Alberto Youssef assumiu a função, quando ele adoeceu.

Paulo Roberto Costa informou que saiu da Petrobras em abril de 2012 e em agosto já havia aberto uma consultoria, de nome Costa Global, na área de Petróleo, gás natural e Biocombustível. Com a filha Arianna e mais secretaria e motorista.

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No depoimento à PF, ele relata uma série de contatos que seriam simulados, com Queiroz Galvão (R$ 800 mil), Camargo Correia (R$ 3 milhões). Com a Camago Correia, ele assinou outro contrato, em setembro de 2012, para receber R$ 6 milhões em um ano.

No depoimento, Paulo Roberto Costa é solicitado a dizer com quem tratava, nas empresas, sobre os contratos simulados e os pagamentos. Neste momento é que Paulo Roberto Costa cita Humberto do Amaral Carrilho, apresentado como dono da empresa Distribuidora Equador, bem como Equador Log, Dislub e Venbras Marítima.

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No entanto, o ex-diretor da Petrobras frisa que, no caso do empresário pernambucano, não há relação com as empreireiras nacionais. Não há participação de Alberto Youssef.

Paulo Roberto Costa revela que conheceu Humberto Carrilho em 2008 e 2009 e que ele apresentou um projeto para a construção de um terminal de derivados no Rio Amazonas, já que a estatal usava por lá um navio, tancagem flutuante.

Paulo Roberto conta que encaminhou o projeto para a área técnica da estatal e disse que não houve desvio de conduta nesta fase da análise. O empresário pernambucano construiu o terminal e acabou sendo contratado pela estatal sem licitação, sob a alegação de exclusividade.

Tags: empresário pernambucano, humberto carrilho, operação lava jato, Paulo Roberto Costa, sérgio moro,
opinião

Dia do Motorista: a data que o Brasil ainda não compreendeu

Publicado em 26/07/2016 às 15:06 por em Notícias
Fernando Holanda

Por Fernando Holanda, especial para o Blog de Jamildo

Há quase 50 anos, o Brasil considera oficialmente a data 25 de julho como o “Dia do Motorista”. Mas parece que o Poder Público ainda não compreendeu o que a data significa. Ou o que ela pode significar.

Instituída pelo Decreto 63.461/1968 – promulgado em plena ditadura militar – a data coincide com o calendário católico, que festeja o Dia de São Cristóvão, santo considerado o padroeiro dos motoristas profissionais no Brasil. Seu propósito é reconhecer e valorizar os motoristas que prestam serviços à sociedade atrás do volante de carros, táxis, ônibus e caminhões. Pessoas que se arriscam em infraestruturas viárias na maioria das vezes inadequadas e que carregam consigo a responsabilidade de transportar cargas e vidas diariamente.

Algo semelhante à história de Cristóvão, que teria se dedicado a transportar pessoas nas costas para atravessar um rio. E que nada tem a ver com a “comemoração” que se vê hoje nas propagandas de órgãos de trânsito, seguradoras, montadores e pré-candidatos que buscam acenar para suas bases eleitorais. Seria uma confusão leviana, típica de um País que possui mais de 500 datas comemorativas oficiais e que precisou até de uma Lei Federal (12.345/2010) para disciplinar as propostas que se multiplicam no Congresso Nacional. Mas a realidade é que, neste Dia do Motorista, o Brasil não tem nada para comemorar.

É que de acordo com Observatório Nacional da Segurança Viária, somente em 2014, 43.780 pessoas perderam a vida no trânsito. Uma verdadeira epidemia, que só se assemelha à quantidade de mortes por arma de fogo no País. Isso sem falar no caos urbano provocado pelo trânsito das grandes metrópoles, que impacta negativamente não só o meio ambiente e a economia, mas também os próprios padrões de convivência entre os cidadãos. É justamente por isso que não cabe hoje nenhum tipo de “comemoração”, mesmo que seja para ilustrar blitz educativa.

O que o Poder Público precisa fazer neste Dia do Motorista é garantir segurança e qualidade de vida dos profissionais que vivem nas vias e estradas do país. E não só deles, mas de todos que se beneficiam dos seus serviços ou que convivem com eles. O Brasil pode e deve se orientar pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que determinam reduzir pela metade as mortes e os ferimentos globais em vias públicas até 2020. Um esforço que demandará muita educação, fiscalização e melhoria da infraestrutura. Tanto para quem dirige quanto – e especialmente – para quem não dirige.

Com mais compromisso e menos oba-oba, o Dia do Motorista pode passar a significar uma data de reflexão e mobilização pela segurança no trânsito. Especialmente de pedestres e ciclistas, que, por sinal, não têm data no calendário oficial no Brasil.

Fernando Holanda é Coordenador do eixo Cidades Sustentáveis na Rede de Ação Política pela Sustentabilidade.

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