eleições 2014

Romário pede voto para FBC no último guia de rádio

Publicado em 01/10/2014 às 10:08 por em Eleições, Notícias
Foto: reprodução do Facebook

Foto: reprodução do Facebook

Foi no último dia para exibição do programa eleitoral no rádio, mas o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB) conseguiu exibir um pedido de voto do ex-jogador Romário (PSB), vencedor da Copa do Mundo de Futebol em 1994. Atualmente deputado federal pelo Rio de Janeiro, Romário também tenta ser eleito para senador.

“Alô amigos de Pernambuco. Aqui no Rio de Janeiro sou candidato a senador. Quando chegar no Senado, quero bater um bolão com o 400 pernambucano, Fernando Bezerra. Agora, somos todos do mesmo time”, afirma o ex-jogador no programa de FBC.

Romário ganhou espaço no PSB com apoio do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que morreu em meio à campanha para presidente da República. O ex-jogador, que quase saiu do partido há um ano, acabou voltando e assumindo a presidência do PSB fluminense.

Tags: Eleições, Eleições 2014, fbc, psb,
adversários

Fernando Filho se queixa de críticas de Julio Lóssio

Publicado em 01/10/2014 às 9:48 por em Eleições, Notícias

Em conversa com o Blog de Jamildo, o deputado federal Fernando Filho (PSB) demonstrou incômodo com as críticas do prefeito de Petrolina, Julio Lóssio (PMDB), a ele e ao irmão Miguel Coelho, também do PSB), em nota enviada ao Blog nessa terça-feira (30).

Ao comentar uma arte em que pedia voto para Lucas Ramos (PSB) para deputado estadual, filho do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) Ranilson Ramos, Lóssio criticou a família Bezerra Coelho, chamada de “patrimonialista”.

Leia também: Em Petrolina, adversários ligam Júlio Lóssio a filho-candidato de Ranilson Ramos, que julga contas do São João no TCE

“Fica parecendo que foi um negócio premeditado. Na mesma hora que isso chega à imprensa, já chega uma resposta batendo em mim”, se queixou. “Como se a gente tivesse espalhando uma coisa que não somos nós. Isso está sendo espalhado pelo pessoal que está lá na prefeitura”, afirmou o deputado.

facebook Lóssio Filho

A arte com uma imagem de Lóssio pedindo voto em Lucas Ramos está na conta do filho do prefeito, Julio Lóssio Filho, no Facebook.

No TCE, Ranilson Ramos é o responsável por analisar as contas da Prefeitura de Petrolina. Nas mãos dele, está a auditoria de um pregão que aponta indícios de irregularidades no pagamento de apresentações artísticas.

Tags: Eleições, Eleições 2014, Fernando Filho, Interior, Julio Lóssio, Petrolina, PMDB, psb,
conectados

Ouvidoria da OAB-PE pode ser acionada também pelo WhatsApp

Publicado em 01/10/2014 às 9:31 por em Notícias

A ouvidoria da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE) disponibilizou uma conta no aplicativo WhatsApp para receber reclamações, denúncias, elogios, críticas e sugestões. O número a ser adicionado é o 55 81 9415.0552.

Os serviços da ouvidoria já podiam ser solicitados pelo e-mail ouvidoria@oabpe.org.br, através da aba Fale Conosco no site da OAB-PE e através do telefone (81) 3424.1012, no ramal 238.

“Com o auxílio destas ferramentas de interação, buscamos identificar oportunidades de melhorias de nossos processos, tendo sempre como foco, o cidadão”, diz o presidente da OAB-PE, Pedro Henrique Reynaldo Alves.

Tags: OAB,
Grande perda

A morte de um visionário

Publicado em 01/10/2014 às 8:24 por em Notícias
Foto: Jornal do Commercio

Por Leonardo Spinelli, do Jornal do Commercio

Morreu ontem aos 91 anos de idade o industrial e ex-presidente do Banorte, Jorge Baptista da Silva. O ex-banqueiro faleceu à noite, no Hospital Português, de causas naturais. O corpo será velado no casarão onde nasceu, na Avenida Rui Barbosa, nas Graças, e será sepultado às 10h de hoje, no jazigo da família, no Cemitério de Santo Amaro.

O pernambucano Jorge Amorim Baptista da Silva é filho do fundador do Banorte, Manoel Baptista da Silva. Ele deixa quatro filhas e a esposa, Rosa Colaço da Silva Oliveira.

Jorge Baptista se notabilizou como um grande incentivador da tecnologia bancária. O antigo Banorte foi fundado em 12 de outubro de 1942, se tornando uma marca muito forte na região. Sinônimo de “amigo na praça”, como diziam seus comerciais, a instituição se firmou pelas novas tecnologias que começou a adotar. O primeiro computador da IBM que chegou ao Estado de Pernambuco, em 1964, foi para o setor de processamento de dados do Banorte.

O industrial Marcos Ramos, da Pamesa, conta que conheceu Jorge Baptista quando era um pequeno empresário. “Sempre tive uma boa acolhida no banco e desenvolvi muitos dos meus negócios com o apoio do Banorte”, disse. “Conhecia Jorge há muitos anos e tinha admiração por ele, empresário sério de conduta e simples nas atitudes. É uma perda para Pernambuco”.

Nos anos 70 e 80, o Banorte se destacou pelos investimentos realizados na área de tecnologiapara melhorar a comunicação entre suas agências, distribuídas praticamente em todos os Estados. Ainda nos anos 70, a instituição implantou comunicação via teleprocessamento entre seus centros de processamento em São Paulo, Rio e Recife.

Presidente do Sindicato das Indústrias Mecânicas (Simmepe), Alexandre Valença destacou o perfil industrial do banqueiro. “Ele marcou muito a industrialização de Pernambuco no setor têxtil”. O grupo dele liderou uma série de empresas e trouxe inovações para a indústria têxtil, numa produção integrada na fábrica da Torre. Sua indústria fazia o tecido e o confeccionava durante as décadas de 60 e 70. Foi o apogeu dessa indústria no Estado”, lembrou.

O ex-governador Gustavo Krause destaca a importância da família do banqueiro na paisagem do Recife. “Morei na Torre quando criança e via a fábrica e o casarão como a morada de um gigante. Como eu soube depois, ali estava uma família que alavancou o progresso de Pernambuco. O Banorte era um orgulho do Estado. Sua marca é indelével”.

O banco foi uma instituição muito forte até a década de 90, mas não conseguiu sobreviver à estabilização da moeda a partir de 1994. Em 1996, o Banco Central decretou intervenção. Os ativos foram comprados pelo Bandeirantes e depois incorporados pelo Unibanco. Em 2010, o Banco Gerador, do empresário Paulo Dalla Nora, comprou as marcas do Banorte.

dê sua opinião

Quem venceu o debate da TV Globo? Opine!

Publicado em 01/10/2014 às 2:01 por em Eleições, Enquete, Notícias
Qual candidato se saiu melhor no debate promovido pela Rede Globo?

Qual candidato se saiu melhor no debate promovido pela Rede Globo?

A Rede Globo promoveu nesta terça-feira (30) o último debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco antes das eleições do dia 5 de outubro. A proposta era auxiliar os eleitores que ainda estão indecisos sobre o voto e aproveitar o espaço para que os postulantes apresentassem as propostas de gestão para o Estado.

Depois de acompanhar o confronto entre os políticos, ver e ouvir as ideias de cada um, o Blog de Jamildo quer saber qual dos candidatos venceu o debate. A enquete será encerrada às 15h desta quarta-feira (1º). Após o término, publicaremos uma matéria mostrando a opinião dos leitores.

P.S: A enquete não tem fins científicos é apenas uma maneira de o Blog interagir com seus internautas. Portanto, votem à vontade.


Tags: Armando Monteiro, debate, Enquete, Paulo Câmara, psb, psol, PTB, TV Globo, Zé Gomes,
reta final

Em debate franco na Globo, Paulo Câmara vira alvo de ataques e revida

Publicado em 01/10/2014 às 0:30 por em Notícias
Candidatos no último debate antes das eleições de domingo. Foto: Igo Bione/JC Imagem.

Candidatos no último debate antes das eleições de domingo. Foto: Igo Bione/JC Imagem.

Por Jamildo Melo, editor do Blog
Com a colaboração de Marcela Balbino, repórter do Blog

O debate da TV Globo, o último antes das eleições e o mais franco entre os candidatos ao governo do Estado, acabou se transformando em um ringue, com dois lutadores tentando a todo custo derrubar o candidato do PSB, que está a frente nas pesquisas, com larga vantagem. Armando Monteiro, do PTB, e Zé Gomes, do PSOL, uniram esforços, cada um a seu modo, para atacar o socialista Paulo Câmara, que não fugiu do embate e devolveu várias bordoadas, quando pode.

O petebista partiu logo para o ataque na primeira pergunta, contra Paulo Câmara, tentando jogar Lula e Dilma contra o palanque socialista ao falar de projetos para Pernambuco. Como o socialista reconheceu a ajuda federal, mas disse que Eduardo fez muito por Pernambuco, por saber tirar projetos do papel, Armando Monteiro reclamou que ele tinha um discurso decorado e que o reconhecimento era injusto.

Nos bastidores da gravação, marqueteiros e assessores dão as últimas orientações aos candidatos. Foto: Igo Bione/JC Imagem.

Nos bastidores da gravação, marqueteiros e assessores dão as últimas orientações aos candidatos. Foto: Igo Bione/JC Imagem.

Paulo Câmara devolveu. “Fico impressionado com Armando. quando Dilma estava em baixa, ele escondia. Agora que ela crescer nas pesquisas, ele cita Dilma. Mas ela parou o Brasil, fez a inflação voltar e não acabou com a corrupção. O governo Federal ajudou porque somos competentes”, disse.

Polarizando com os dois opositores ao mesmo tempo, o socialista entrou na alça de mira do candidato do PSOl, Zé Gomes. Com a palavra, ele pediu ao socialista que divulgasse quem eram os doadores dos R$ 8 milhões que amealhou. Paulo Câmara pareceu titubear, ao informar que não tinha a informação, mas que a repassaria. Depois, argumentou que o partido segue as regras eleitorais e que este não era o debate que as pessoas queriam. Zé Gomes repetiu o slogan segundo o qual quem paga a banda escolhe a música, para acusar Paulo Câmara de não ter independência e ser a cara da velha política. Paulo Câmara retrucou que o partido recebia mais doações porque a maioria das pessoas gostaria que Pernambuco continuasse avançando.

Na segunda rodada, foi a vez de Paulo Câmara e Armando Monteiro trocarem farpas. O socialista pediu que ele comentasse a proposta para os servidores públicos. O petebista o acusou de promover um arrocho salarial e agir com descaso, tratar mal os servidores e não ter autoridade para agora falar em melhorias. O socialista fez o mais duro ataque ao petebista até então na campanha, revelando publicamente o que já vinha sendo dito nos bastidores e pelas redes sociais.

“Quem não tem experiência na gestão pública não sabe o que está falando. Armando Monteiro nunca administrou nada no serviço público. O que fez na iniciativa privada gerou processos trabalhistas e demitidos que não receberam. Quem cuida do privado deste jeito não pode cuidar do público. O que o senhor administrou no setor privado deixou muita gente endividada e muita gente quebrada”. Na resposta, o petebista chamou Paulo Câmara de demagogo.

Os dois principais candidatos voltaram a se pegar de forma dura na seqüência. A iniciativa coube ao petebista. Armando Monteiro reclamou da forma abusiva com que a morte de Eduardo Campos foi usada na campanha e que ele, como pupilo, deveria apresentar-se como candidato. Paulo Câmara respondeu que tinha respeito por Eduardo Campos e que falaria dele pelo resto da vida, porque servia de inspiração para ele. “Não é você que vai me dizer a hora que eu vou falar ou não de Eduardo Campos”, frisou.

Na lata, Armando Monteiro disparou que o socialista não teria lastro nem estrutura. “Eduardo Campos era o técnico e o maestro. Você ficou com um time sem maestro nem técnico. Não se pode ficar a mercê de experimentalismo”, criticou. Na réplica, o socialista acusou o petebista de pensar em conchavo com amigos como José Sarney, Fernando Collor e Renan Calheiros.

No segundo bloco, o clima já não foi tão quente, por se tratar de temas mais propositivos, mas não deixou de haver ironias e farpas para todos os lados.

Os dois principais protagonistas voltaram a se enfrentar de forma dura tendo como mote o saneamento. O petebista disse que a PPP da Compesa era elitista pois só cuidava da Região Metropolitana do Recife e que iria usar recursos do BNDES para levar cobertura até o interior. Na sua fala, cometeu o vacilo de colocar Dilma como parceira da iniciativa, como se fosse condição para a realização da operação. Paulo aproveitou a deixa. “Dilma não vai ser revanchista (caso ele seja eleito e não Armando). Armando, isto é revanchismo? o povo pernambucano não gosta disto. Não vamos ficar com o pires na mão”. Armando Monteiro pediu direito de resposta ainda ano ar, mas acabou sendo recusado, com a argumentação de que não houve ofensa pessoal.

Quando foram comentar o tema educação, os dois voltaram às farpas. Com ironia, Armando Monteiro disse que o problema era que Paulo Câmara só começou a andar pelo Estado depois que virou candidato e que havia se especializado em cobrar impostos de quem não podia pagar. Paulo Câmara então respondeu que quem não conhecia a área de Educação era ele, que havia apontado o Ceará como exemplo, antes que os números do Ideb fossem divulgados, colocando Pernambuco em quarto lugar no ranking nacional.

A última peleja entre os dois teve como mote a área de saúde. Dando a parecer que iria fazer uma revelação bombástica, Armando Monteiro falou em gastos de R$ 4 bilhões em uma rubrica da área e perguntou, com ironia, para onde o dinheiro havia ido. Também com ironia, o ex-secretário da Fazenda disse que era do SUS e recomendou que conhecesse melhor a gestão pública.

Armando Monteiro reclamou que o socialista não respondeu adequadamente.
“Como sempre, Paulo não responde às perguntas, é só decoreba, faz voltas e diz que tem experiência, mas não responde. É inseguro. Não tem o perfil que Pernambuco precisa para ser um governante”, disse o petebista.

Na despedida, Paulo câmara voltou a falar de Eduardo Campos e pediu votos para Marina Silva (PSB), enquanto o candidato do PTB ainda lançou uma última ironia aos socialistas, ao pedir que Pernambuco não se curvasse às vontades de um grupo.

Além de acabar por deixar claro que o objetivo maior e único do partido era tentar eleger o primeiro deputado estadual da legenda, Zé Gomes, do PSOL, nas suas considerações finais, voltou a falar nos doadores e até estabeleceu hora e local (TRE) para a apresentação dos documentos. A fala acabou gerando polêmica com o staff socialista.

Quando as câmeras foram desligadas, o marqueteiro do PSB, Edson Barbosa, reclamou que foram dirigidas oito perguntas a Paulo Câmara e duas a Armando Monteiro, classificando a atuação do PSOL como linha auxiliar do PTB. O candidato negou. Paulo Câmara, ao sair dos estúdios, disse que não ia se prestar a ir ao TRE e que se Zé Gomes quisesse que olhasse a declaração na internet, no site do TRE. O PSOL soltou depois uma nota de repúdio (LEIA ABAIXO).

“Eu poderia imaginar muita coisa, menos que o PSOL estivesse de brincadeira. Eu estou envergonhado com o PSOL como força auxiliar do Armando”, disse Barbosa. “Eu estou triste, eu tenho direito. Oito perguntas para Paulo e duas para Armando e duas para Zé. Eu estou envergonhado”, lamentou.

“Linha auxiliar uma ova”, rebateram os membros do PSOL, rememorando a frase dita pela presidenciável Luciana Genro (PSOL) no debate com os presidenciáveis. No episódio, Aécio Neves (PSDB) afirmou que o PSOL era uma linha auxiliar do PT e Genro rebateu usando a frase repetida pelos correligionários locais.

Ao deixar os estúdios, Paulo Câmara ironizou com o fato de ter sido alvo principal dos adversários. “Tive a oportunidade de ser sabatinado pelos candidatos e ter respondido a todas as perguntas. Então tive oportunidade de responder praticamente todos os temas do debate”, disse o socialista.

Quanto ao desafio lançado por Zé Gomes, o postulante afirmou que as informações são públicas e estão disponíveis no site do TRE. “As empresas estão no site, têm construtoras, têm fornecedoras, tem tanta gente que presta serviço e quer contribuir com um Pernambuco melhor. Isso é uma regra do jogo, regra da legislação eleitoral”, explicou Câmara, afirmando que não recebe doações de pessoas que não participam da construção de um Estado melhor.

VEJA A ÍNTEGRA DA NOTA DO PSOL

O PSOL de Pernambuco, através de sua Executiva e da coordenação de campanha Zé Gomes Governador, vem a público lamentar o comportamento inadequado da assessoria do candidato Paulo Câmara, que, durante entrevista de Zé Gomes após o término do debate televisivo, dirigiu-se de forma desrespeitosa ao nosso candidato, interrompendo a coletiva e insultando o nosso partido.

O referido assessor insurgiu-se ao se ver instado a cumprir o compromisso assumido por Paulo Câmara durante o debate, de apresentar os doadores originários de R$ 8 milhões transferidos, via conta do diretório do PSB, para sua campanha, conforme a segunda prestação de contas parcial, feita em 2 de setembro.  Paulo Câmara foi convidado pelo candidato do PSOL a prestar as informações com hora e data determinados: no Tribunal Regional Eleitoral, às 14h do dia 1º de outubro.

O assessor buscou, diante desta intervenção sofrível, esquivar-se do compromisso feito, ao tentar apresentar, no ato de sua interrupção à entrevista, supostos documentos que esclareceriam o que o candidato não esclareceu durante o debate e busca omitir do eleitorado pernambucano.

O PSOL repudia o ato desrespeitoso contra o nosso candidato e não aceita manobras que retirem da população a transparência que exigimos ao cobrar quem são os verdadeiros financiadores deste projeto político. O destempero da assessoria do candidato Paulo Câmara reflete o mau desempenho no debate, em contraste com a excelente atuação, verificada facilmente, de nossa candidatura.

Por fim, reafirmamos que aguardaremos no local e horário marcados as informações cobradas por nosso candidato, em nome da transparência no processo eleitoral. Que Paulo Câmara não se acovarde diante do compromisso que assumiu perante as câmeras e o povo pernambucano.

Executiva Estadual do PSOL
Coordenação de Campanha Zé Gomes Governador

Tags: Armando Monteiro, debate, Globo, Paulo Câmara, Zé Gomes,
eleições 2014

Veja como o PTB de Armando Monteiro viu o debate da Globo

Publicado em 01/10/2014 às 0:15 por em Notícias

Veja a nota oficial da campanha petebista abaixo. Os socialistas não se deram ao trabalho, nesta terça-feira

Armando responde a todas as perguntas. Paulo tem respostas vazias

No último debate entre os candidatos a governador nesta eleição, Armando Monteiro (PTB) mostrou, no bloco inicial, porque é mais preparado para governar o Estado pelos próximos anos. Em todos os questionamentos feitos pelos adversários, o petebista apresentou seus posicionamentos, de forma clara e objetiva, ao contrário de seus oponentes, sobretudo Paulo Câmara (PSB). Denotando a falta de liderança política, Câmara evocou o nome do ex-governador Eduardo Campos (PSB), tutor de Câmara, em 12 ocasiões.

“Paulo, você fez uma carreira na burocracia, foi nomeado por contraparentes. Você está fazendo, agora, demagogia com as propostas. E você pensa que o povo pernambucano é bobo. Mas o povo sabe que você faz demagogia”, provocou Armando Monteiro.

O candidato do PTB também afirmou que falta a Paulo Câmara liderança política, diálogo e articulação nacional, atributos que o ex-governador Eduardo Campos (PSB) possuía”.

“Eduardo tinha liderança, construiu uma carreira, tinha diálogo nacional e articulação. Ele tinha time que era técnico e maestro. Você ficou com um time sem maestro e técnico. O povo não pode ficar a mercê de experimentalismo. Você tem que sair da sombra de Eduardo e mostrar a sua liderança e se impor”, cravou Armando ao adversário Paulo Câmara, em um dos confrontos diretos com o socialista no bloco inicial. O candidato José Gomes (Psol) resumiu a atuação de Paulo no debate: “Você só tem respostas vazias”.

opinião

O debate que não ajuda a escolher o melhor. Por Fernando Castilho

Publicado em 01/10/2014 às 0:07 por em Notícias

Por Fernando Castilho, especial para o Blog de Jamildo

Outro dia, na Coluna JC Negócios, do Jornal do Commercio, escrevi que se um eleitor tomasse por base o debate nas TVs, teria enorme dificuldade de escolher sobre uma base firme de informações apresentadas pelos dois candidatos. Porque os dois principais concorrentes vistos da TV estavam a quilômetros de sua verdadeira capacidade intelectual.

Dito de outra forma: Armando Neto e Paulo Câmara eram muito melhor que os personagens que eles encarnavam na TV. Porque, como atores de televisão, os dois foram apresentados ao eleitor como personagens ruins. Até porque, se os personagens apresentados fossem governar Pernambuco, estariam em maus lençóis. E que, pelo que mostrou na TV, José Gomes estaria muito mais capacitado a governar o estado. Com todo respeito ao candidato do PSOL, falamos aqui do que se viu na TV.

Felizmente, nem Paulo Câmara e nem Armando Neto são aquilo que está nos debates. O que nos leva a pergunta: o que diabos os levou a encenar os papéis que encararam perante o eleitor?

É possível que tenham feito isso a partir de pesquisas de seus assessores. Do estafe político e partidário que os orientou sobre o jeito de falar para a mídia, de vestir de andar nas ruas e de se comportar nos debates onde repetem e repetem um kit de frases.

Certo, o formato dos debates, mal copiado dos americanos não ajuda. Até porque, no Brasil em nome da Democracia, todos os partidos com representação no Congresso são convidados a participar. Nos Estados Unidos a emissora convida quem ela quer e os candidatos dizem se vão ou não. Como apenas o Democratas e o Republicano têm chances, o debate só ocorre entre dois. Não sei se a gente poderia chegar a isso, mas alguém acha que, em duas horas de TV, com um pacote de regras que faz dos convidados a fazer perguntas, belíssimo conjunto de figurantes, ajuda o eleitor?

Mas, a questão não é o formato debate. É o candidato desenhado para o horário da TV na campanha. Em Pernambuco a gente pode fazer a pergunta: o senador Armando Neto é só aquilo que sua propaganda apresenta?

O senador tem uma respeitável presença nacional, um trabalho razoável no Congresso e dirigiu a CNI uma entidade que dá de 10 no Congresso em termos de articulação se o sujeito deseja se eleger presidente. E teve oportunidade de desenhar uma série de ações em nível de interesse da indústria nacional. É interlocutor privilegiado de uma centena de empresários e é mostrado de um jeito que as pessoas percebem, no ato, que o figurino real não é o que veste. Em nome de uma imagem de homem do povo que anda pelas ruas distribuindo sorrisos de eterno candidato, ele perdeu qualidade. Não casa. Não é real e não dá liga. Não é o Armando. O senador Armando Neto é um aristocrata, bem formado e nem nascido. Nasceu rico e pronto. Não precisava virar povão para se apresentar como candidato. Mas, se colocou num figurino que a gente olha e diz: esse não é o senador que todos conhecem. Até porque, se o personagem da campanha fosse governador de Pernambuco, estaríamos perdidos.

O mesmo vale para Paulo Câmara. O ex-secretário é o protótipo do classe média bem-sucedida. Funcionário público concursado, casado com uma juíza, jovem e com renda que faz o Leão do Imposto de Renda dar uma mordida grande no salário dos dois. Tem carro comprado fiado, apartamento comprado fiado e faz feira no Bompreço todo mês. Sim, viaja para fora do Brasil comprando passagem com seis meses de antecedência. Foi secretário de três pastas, tem pós-graduação, fez canteiro em rua como militante para Eduardo Campos, passou quatro anos dentro do Confaz trocando texto técnico com a Secretaria do Tesouro, sempre com reconhecida seriedade. Além de ser um sujeito que você olha e vê que não quer lhe enganar. Aí, na campanha, veste um personagem que parece um robô do tempo da série Perdidos no Espaço. Não tem Registro. Paulo ficou repetindo um pacote de frase sem efeito, não usou o espetacular banco de dados que tem na cabeça e no governo e que ele mesmo ajudou a montar. Não usou sua real capacidade intelectual. Imagina se aquele Paulo Câmara espantando fosse governar o estado? Seria um desastre.

Ainda bem que o eleitor não forma seu voto pela sucessão de perguntas entre os candidatos na TV. É verdade que tem muita gente que se impressiona, mas o eleitor vota depois de fazer a sua própria pesquisa e as suas contas. Isso pode não valer para o deputado, mas para presidente e governador, o eleitor faz conta. Procura se informar e ainda bem que não faz isso só pela TV.

Por isso, agora que a campanha quase acabou dá para a gente começar a falar sobre isso. Porque na campanha a gente nunca tem um candidato melhor do que ele, de fato, é? Por que é que a gente tem que assistir em 45 dias uma campanha que nos apresenta algo de tão baixa qualidade?

Talvez, seja por isso que faça tanto sucesso os chamados exóticos. Aquele sujeito que a gente sabe que não vai ser eleito, mas nos alegra quando aparece pedindo um voto que você nunca vai lhe dar, mas que é muito engraçado. Então, senhores eleitores, Paulo Câmara e Armando Neto não são só aquilo que eles mostraram na TV. Intelectualmente são muito melhores. Ainda bem.

eleições em números

Ibope: Dilma abre larga vantagem contra Marina e Aécio

Publicado em 30/09/2014 às 20:29 por em Eleições, Notícias

Em uma semana, a presidente Dilma Rousseff (PT) ampliou de 9 para 14 pontos porcentuais sua diferença em relação a Marina Silva (PSB), que está menos distante de Aécio Neves (PSDB), segundo a mais recente pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. No 2.º turno, Dilma aparece numericamente à frente da principal adversária, mas ainda no limite de margem de erro (42% a 38%).

Apesar de Aécio não ter reagido – o tucano manteve os 19% do levantamento anterior -, o cenário de 2.º turno permanece indefinido, por causa da contínua redução do eleitorado de Marina. As curvas dos dois candidatos ainda podem se encontrar até as eleições. Em um eventual 2.º turno entre a atual presidente e o tucano, ela seria a favorita: venceria por 45% a 35% se a eleição fosse hoje.

Na simulação de 1.º turno, a pesquisa mostra que Dilma tem hoje 39% das intenções de voto, um ponto porcentual a mais que na semana anterior. Marina caiu quatro pontos, de 29% para 25%, e agora está a seis pontos de Aécio.Na série do Ibope, a candidata do PSB apresentou tendência de queda nos últimos cinco levantamentos – desde o início de setembro, ela perdeu oito pontos porcentuais, ou um quinto de seu eleitorado.

No mesmo período, Dilma oscilou dentro da margem de erro, entre 37% e 39%. Já Aécio subiu de 14% para 19% na metade de setembro e manteve-se no mesmo patamar desde então. Levando-se em conta apenas os votos válidos – excluídos os nulos, brancos e eleitores indecisos -, o placar é de 45%, 29% e 22% para os candidatos do PT, do PSB e do PSDB, respectivamente.

Nos votos válidos, a vantagem de Dilma em relação a Marina subiu de 10 para 16 pontos em uma semana. Já a distância entre a candidata do PSB para o tucano caiu de 11 para 7 pontos. O Ibope ouviu 3.010 eleitores entre os dias 27 e 29 de setembro. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95% – isso quer dizer que, em cada 100 levantamentos com a mesma metodologia, 95 apresentarão resultados dentro da margem de erro esperada. O registro no Tribunal Superior Eleitoral foi feito sob o protocolo BR-00909/2014.

Página 1 de 9.41612345...102030...Última »