transporte público do Recife

Deixemos de hipocrisia

Publicado em 24/07/2014 às 18:29 por em Opinião

Por Roberta Soares, repórter do Jornal do Commercio

Não existe almoço de graça. Desde que comecei a cobrir o setor de transporte, doze anos atrás, passei a ouvir essa expressão com frequência. Bastante usada no meio econômico, significa dizer que alguém paga a conta. Sempre, em qualquer situação. E no transporte público não é
diferente. Ao contrário, é um dos setores onde ela mais faz sentido.

A conta pode ser paga de três formas. Pelo Estado (gestor do sistema de transporte, no caso de Pernambuco), com a decisão de  subsidiar o sistema, ou convencendo, através de pressão ou contratos legais, os empresários a reduzirem o lucro do negócio (na RMR gira em torno de 12%, dizem). Pelos empresários, que  abririam mão do percentual do lucro, mesmo estando no setor para gerir um negócio e, logicamente, lucrar. Ou, por último, pela população, de duas formas: pagando o reajuste das passagens, dado porque o Estado não subsidia o sistema nem os empresários abrem mão do lucro, ou perdendo qualidade do serviço, comprometido pela redução da frota. Alguém, de fato, tem que pagar o almoço.

Sendo assim, deixemos de hipocrisia. Lá atrás, quando o governo do Estado, no início da gestão Eduardo Campos, decidiu indexar o reajuste das tarifas de ônibus ao IPCA, índice que nem de longe cobria as despesas do sistema, a população vibrou e a política, mais uma vez, lucrou.

Eduardo também estabeleceu, justamente, que as passagens da RMR subiriam apenas uma vez por ano – e  não mais duas e até três vezes como aconteceu várias vezes na gestão de Jarbas Vasconcelos. Lucrou mais uma vez, enquanto os empresários de ônibus, acuados, mantinham o
silêncio, sem criar polêmicas, e os técnicos do setor, mesmo sabendo que a conta chegaria, calaram-se. Para completar, o aumento das passagens dado em janeiro de 2013 foi retirado em junho, depois dos protestos que tomaram conta do Brasil. E em janeiro de 2014 ninguém falou
em aumento. Ou seja, o último reajuste tarifária da RMR foi dado em janeiro de 2012.

Não estou aqui defendendo o aumento das passagens. Mas volto a argumentar: não existe almoço de graça. E quem vai pagar o preço é o passageiro, de um jeito ou de outro. A não ser que venha o subsídio. Enquanto isso, o déficit do sistema vem se acumulando e, de algum tempo para cá, começou a pipocar. A receita do sistema não cobre o custo há muito tempo. E qual a solução quando se tem muita despesa e pouco dinheiro para cobri-la? Ou se aumenta a receita ou se reduz o custo.

Como o governo do Estado não tomou a decisão de subsidiar o sistema de transporte (o fará para bancar a operação do BRT, que custa caro pela qualidade dos equipamentos e estações), a saída é reduzir o custo. E como se reduz custo em transporte? Reduzindo a operação. E como se reduz a operação? Tirando ônibus das ruas. E qual o resultado: veículos abarrotados de gente. É fato que a falta de prioridade ao ônibus nas ruas provoca a perda de viagens, mas é fato também que algumas linhas estão operando ainda com a frota das férias de janeiro, sem que a reposição dos veículos tenha sido feita. E tudo com o conhecimento do Grande Recife Consórcio de Transporte. As informações são de bastidores. É claro que operadores e gestores vão negar. E fica difícil para a mídia confirmar que os 30% retirados de circulação durante as férias são repostos na sequência.

Quem vive o setor de transporte sabe que todos os dias, sem exceção, o passageiro reclama do serviço oferecido. Especialmente nos terminais integrados e nos subúrbios. É lá onde está o perigo, longe dos olhos da classe média (que não anda de transporte público) e dos políticos (principalmente). A questão é que esses problemas são potencializados sempre nos meses de junho/julho/agosto, período do dissídio dos rodoviários – é tanto que eles estão em estado de greve. Não é à toa que, este ano,  o setor empresarial chamou o Grande Recife Consórcio para sentar à mesa na negociação salarial com motoristas, cobradores e fiscais. Agora, com a licitação do sistema, o GRCT passou a ser um órgão regulador, totalmente responsável, inclusive judicialmente, pelo equilíbrio econômico-financeiro do setor.

A pressão está grande e a conta não fecha. Nos países sérios, onde o transporte público coletivo é visto como prioridade, os sistemas são subsidiados pelos governos, pouco importa se municipal, estadual ou federal, ou todos juntos. Por isso, deixemos de hipocrisia. Ou se subsidia o setor, reduz lucros, ou se dá aumento de passagem. Alguém terá que pagar o almoço. Que não sobre, mais uma vez, para a população – seja com o reajuste tarifário ou com a redução da oferta de serviço.

Tags: Mobilidade, opinião, transporte público do Recife,
suposta propina

Eduardo da Fonte entra na Justiça contra acusação de José Augusto Maia

Publicado em 24/07/2014 às 18:03 por em Eleições, Notícias

Foto: Lucio Bernardo Jr/Câmara dos Deputados

Foto: Lucio Bernardo Jr/Câmara dos Deputados

O líder do PP na Câmara, deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), informou nessa quarta-feira, 24, que fará ainda nesta semana uma queixa-crime por calúnia e difamação contra o deputado federal José Augusto Maia (Pros-PE), no Superior Tribunal federal (STF), pela acusação de oferta de propina para apoiar o candidato do PSB ao governo de Pernambuco, Paulo Câmara.

Maia disse ter recebido oferta de dinheiro para seu partido integrar a coligação de apoio ao candidato a governador de Pernambuco Paulo Câmara (PSB), afilhado político do presidenciável Eduardo Campos (PSB). A denúncia de Augusto Maia foi revelada nesta quarta pelo jornal Folha de S.Paulo.

Maia, que era presidente do diretório estadual do PROS, acusou o presidente nacional do seu partido, Eurípedes Jr., e Fonte de serem os autores da oferta de propina.

Fonte nega a denúncia e afirma que no período em que Maia relata o encontro em Brasília para negociar o apoio, ele estava em viagem nos Estados Unidos. Fonte afirma ter viajado para Miami entre de 12 e 20 de junho. Os comprovantes da viagem foram apresentados ao Blog.

Fonte afirmou ainda que Maia relatou datas diferentes sobre o encontro. À Folha de S. Paulo, o deputado falou 16 de junho e ao jornal O Estado de S. Paulo, usou o jogo do Brasil contra o México como referência, ocorrido dia 17. “Como posso ter feito proposta para esse cidadão?”, indagou o deputado. “Não tem explicação isso.” “É um absurdo”, afirmou.

Para Fonte, a acusação é uma forma de prejudicar a candidatura de Paulo Câmara ao governo. O candidato também afirmou que vai tomar medidas judiciais contra Augusto Maia. Já o presidente do PROS, Eurípedes Jr., também refutou as acusações.

Tags: Eduardo da Fonte, José Augusto Maia, Paulo Câmara, pp, psb, STF,
eleições 2014

Representação de grupo de Aécio contra Dilma é improcedente, diz ministro

Publicado em 24/07/2014 às 17:40 por em Eleições, Notícias

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, considerou “improcedente” representação apresentada pelos advogados de campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB), que acusam a presidente Dilma Rousseff (PT) de ter infringido a Lei Eleitoral em evento realizado no último dia 2 de julho em Vitória (ES).

A decisão monocrática de Neto foi proferida ontem e divulgada nesta quinta-feira, 24, pelo TSE. A representação deve seguir para discussão no plenário da Corte Eleitoral, que retoma suas atividades no início de agosto, após o recesso.

Na ação, os advogados eleitorais do PSDB alegam que Dilma fez propaganda eleitoral antecipada no evento de entrega de 496 unidades habitacionais do Residencial Vila Velha, do programa “Minha Casa, Minha Vida”.

Para os tucanos, a petista infringiu a Lei Eleitoral quando teria personificado as ações do governo federal e feito promessa de continuidade dos programas sociais. No entendimento do ministro não houve nenhuma irregularidade no discurso de Dilma.

“O exame circunstanciado da mídia juntada à peça vestibular dá conta de que o discurso inquinado de ilegal não ultrapassou as balizas da prestação de contas de ato de governo, não caracterizando, pois, propaganda eleitoral antecipada”, ressalta Carvalho Neto na decisão.

“Por conseguinte, não vislumbro a presença dos elementos caracterizadores da propaganda eleitoral, notadamente as alusões a eleições, candidaturas, projetos e pedidos de votos, ainda que implícitos… a meu sentir, a fala não condiz com propaganda eleitoral antecipada, mas sim com o cumprimento do dever constitucional de publicidade, de ministrar, inclusive, informações propiciatórias a um controle social mais eficaz”, acrescenta o ministro, em outro trecho.

Tags: Dilma Rousseff, Eduardo Campos, PSDB, PT,
opinião

0 último mandarim da cultura popular do Nordeste

Publicado em 24/07/2014 às 16:35 por em Notícias
suas

Por Michael Zaidan Filho

A expressão “mandarim” foi empregada para designar a geração dos grandes intelectuais alemães que emigraram para os EE.UUs., fugindo da perseguição nazi-fascista na Alemanha.

Nesse sentido, “mandarim” tem algo da autoridade que a sabedoria, a cultura e a tradição da velha Europa tinha produzido através das figuras exponenciais da Escola de Franckfurt: Adorno, Benjamin, Marcuse, Horkheimer etc.

No caso brasileiro, o uso da palavra designa os intelectuais que criaram a idéia da Cultura Brasileira e, mais especificamente, da Cultura Popular…do Nordeste. Entre eles, destaca-se sem sombra de dúvida o nome do escritor Paraibano Ariano Suassuna.

Muito se escreveu e se disse sobre a rica e múltipla obra de Ariano. Ela conta hoje com uma fortuna crítica invejável. Sobretudo, a obra teatral do escritor: a farsa da boa preguiça, o julgamento da porca, o auto da compadecida, uma mulher vestida de sol.

A obra romanesca propriamente dita é pequena. O livro mais importante é o romance da Pedra do Reino. Há os poemas, que Ariano tinha muito pudor em publicar. Há a tese universitária sobre a Cultura Brasileira, que ele nunca publicou. E tem as xilogravuras e pinturas produzidas por ele.

Tudo tem a sua importância relativa no contexto da obra do autor. Mas sua importância vai além dessa obra. Ela cresce exatamente pela influência que exerceu em muitos lugares (da mídia) como uma certa idéia de cultura brasileira (a tese), ou cultura popular (nos textos programáticos sobre o teatro e as montagens teatrais), desde a época do Teatro do Estudante e o Teatro popular do Nordeste, juntamente com a figura de Hermilo Borba Filho.

O criador dessa Cultura Popular, que junta a literatura de cordel, os espetáculos circenses, a literatura picaresca ibérica e a literatura brasileira (Silvio Romero, Guimarães Rosa, Euclides da Cunha). A síntese é improvável, mas foi avocada para si, o escritor Paraibano, com a fonte de sua literatura e visão de mundo.

Já tive inúmeras oportunidades de tratar dessa obra. Inclusive no livro “O fim do Nordeste e outros mitos”. Mas Ariano nunca manifestou nenhum desagrado ou ira em relação a essas críticas. Coisa que não fez com Celso Marconi e Jomard de Britto. Talvez por ser seu colega de Universidade, no departamento de História. A última vez o avistei foi na posse do secretariado de Eduardo Campos. Ele me abraçou por trás e pensei que se tratasse de Nilton Carneiro, pela leve semelhança física entre os dois.

Como dizia Nietzsche, uma grande obra não quer se adulada. Quer ser discutida, avaliada, desconstruída criticamente. Essa é a homenagem que o leitor presta ao escritor. Assim vai aqui a minha homenagem ao escritor falecido ontem.

0 núcleo racional do “anticapitalismo rural” da obra de Ariano opõe uma cultura cosmopolita, litorânea dos ricos e poderosos contra uma cultura dos pobres, humildes, os sertanejos do interior, nunca integrados ao mercado capitalista e aos ritos do Estado republicano.

A cultura deste estrato social é o messianismo, a espera do encantado, de D. Sebastião. Sua política, é a monarquia. Esses sertanejos pobres e abandonados pela plutocracia republicana do litoral tem o seu herói civilizador em João Grilo, o amarelinho da zona da mata, primo brasileiro de Pedro Malasartes.

As armas desse herói são a astúcia, a malícia, o jogo de cintura, a ironia, a esperteza. O nosso herói picaresco vence todas através da “lábia”, da conversa fiada, dos estratagemas de malandro. Mas não é um herói negativo, um anti-herói, como Macunaíma ou Jeca Tatu. Segundo Ariano, é um herói positivo, modelar, um ícone da cultura popular do nordeste.

Esse herói picaresco já foi objeto de muitas críticas, tanto quanto a própria idéia de cultura popular defendida por Ariano Suassuna: rural, pré-moderna, apolítica e individualista. Mas as últimas posições públicas de Ariano Suassuna em matéria de partidos e ideologias políticas mostram que o escritor estava mudando: abandonando o trama do assassinato do pai pela Revolução de 30 e se aproximando das idéias modernas de política e cultura. Prova disso foi sua aproximação com o mangue Beat. E suas inclinações para o campo da esquerda.

Lamentavelmente, essa evolução foi truncada pela instrumentalização política do PSB e de seu chefe-candidato. O uso político-propagandístico da obra de Ariano pelo PSB não acrescentou nada ao valor e a importância dessa obra.

Mas agregou valor a um partido, a um candidato e a uma ideologia que de socialista não tem absolutamente nada. Quanto mais de popular ou sertaneja. Sobra o elemento picaresco. Talvez de picaresca tenha muito semelhança com o herói de Ariano Suassuna.

"só sei que foi assim"

Dilma Rousseff e Eduardo Campos lado a lado no velório de Ariano em Pernambuco

Publicado em 24/07/2014 às 16:26 por em Eleições, Notícias
Eduardo e Dilma se encontraram durante o velório de Ariano Suassuna. Foto: BlogImagem

Eduardo e Dilma se encontraram durante o velório de Ariano Suassuna. Foto: BlogImagem

Sete meses depois do último encontro em solo pernambucano, o ex-governador do Estado Eduardo Campos (PSB) e a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), estiveram juntos nesta quinta-feira (24) durante o velório do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, que faleceu na última quarta-feira (23).

Aliados de longa data, os políticos romperam relações em setembro de 2013, quando Campos decidiu seguir voo solo rumo à Presidência da República. Dilma chegou ao Palácio do Campo das Princesas acompanhada do estafe petista e dos candidatos da coligação Pernambuco Vai Mais Longe – Armando Monteiro (PTB), Paulo Rubem (PDT) e João Paulo (PT). A petista chegou por volta das 14h20 e ficou pouco mais de 40 minutos. Dilma saiu sem falar com a imprensa.

A última vez que Dilma esteve em Pernambuco com Eduardo à frente do Governo do Estado foi em dezembro de 2013, durante a inauguração de segundo estaleiro pernambucano, o Vard Promar. Na ocasião, Eduardo e Dilma já estavam com relações políticas rompidas. Depois da visita em dezembro, a petista veio ao Estado outras três vezes, quando visitou Serra Talhada, Cabrobó e inaugurou a Via Mangue.

>> Corpo de Ariano Suassuna é levado em cortejo ao Morada da Paz

>> Veja especial de Ariano Suassuna produzido pelo NE10

>> Lula e Dilma prestam última homenagem a Ariano Suassuna

>> Para Eduardo Campos, Ariano deixa exemplo de dignidade e amor ao Brasil

Nesta quinta, era visível o desconforto de Dilma com a presença de Eduardo Campos. Ela cumprimentou o atual adversário político apenas no momento em que deixava a cerimônia. Os dois deram um breve abraço. Quem ciceroneou a presidente e intermediou o contato dela com a família de Ariano Suassuna foi o governador de Pernambuco, João Lyra (PSB). Ele ficou ao lado da petista durante o período em que ela estava no Palácio.

Durante a passagem de Dilma, um grupo ligado ao ex-governador Eduardo e os familiares de Ariano entoaram a música “Madeira que cupim não rói”, de Capiba e Ariano Suassuna, frevo de Carnaval que tornou-se hino das campanhas de 2006 e 2010 em Pernambuco, época em que Campos era aliado do PT. A canção também foi entoada no momento do sepultamento do escritor e dramaturgo.

Veja o vídeo:

Entre os políticos da ala oposicionista estiveram presentes Teresa Leitão (PT), Mozart Sales (PT), Pedro Eugênio, Fernando Ferro e o governador da Bahia, Jacques Wagner (PT) e o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo (PC do B).

Do estafe de Eduardo Campos estavam o governo da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), Paulo Câmara (PSB), Sileno Guedes (PSB), Antônio Figueira (PSB) e Luciana Santos (PC do B) e Elias Gomes (PSDB).

Tags: Ariano Suassuna, Dilma Rousseff, Eduardo Campos, encontro, psb, PT,
atividade econômica

Fornecedores pedem a Armando Monteiro a reabertura das usinas Cruangi e Pumaty

Publicado em 24/07/2014 às 15:26 por em Notícias

A AFCP e o Sindicape, entidades que reúnem 12 mil produtores de cana no Estado, entregaram suas reivindicações ao candidato ao governo estadual Armando Monteiro, na esperança de que o político, conhecedor do setor, e, nos últimos anos, ajudando a classe enquanto senador, possa colaborar na restauração da agroindústria canavieira pernambucana.

A Associação dos Fornecedores (AFCP) e o Sindicato dos Cultivadores de Cana (Sindicape) entregaram ao candidato a governador do Estado, Armando Monteiro, reivindicações de curto e médio prazo, na intenção de que o político, se eleito, possa revalorizar o setor sucroenergético.

Durante a reunião, no escritório do senador, no bairro da Ilha do Leite, no Recife, os agricultores conversaram por cerca de uma hora com o candidato, defendendo cada item da pauta apresentada.

Foram apresentadas cinco propostas. Três emergências e duas de médio prazo.

A reabertura das usinas Cruangi e Pumaty, localizadas na Zona da Mata Norte e Sul respectivamente, é uma das demandas de curto prazo.

“Fechadas em 2012 e 2013, cerca de 8 mil empregos diretos deixaram de existir na região”, pontuou Alexandre Andrade Lima, presidente da AFCP.

“A proposta consiste não na compra das usinas pelo Estado, mas sim que possa arrenda-las para duas cooperativas de canavieiros, possibilitando o funcionamento delas, e, consequentemente, a retomada da produção industrial e a geração de empregos e impostos novamente, e aquecendo ainda o comercio dessas localidades.”

Outra proposta emergencial defendida foi a imediata redução do ICMS para o etanol combustível, produzido em Pernambuco.

“Hoje o tributo é de 25%, onerando o preço final do produto para o consumidor nos postos de abastecimento. Esta política de incentivo fiscal, já tem sido realizada nos estados de São Paulo e em Minas Gerais, onde o tributo é de 12% – menos da metade do que é cobrado em Pernambuco”.

“Essa política contribui para a cadeia sucroenergética, mas também com toda a população, devido ao etanol mais barato. Além disso, contribui com a natureza, estimulando o consumo do combustível limpo e renovável, emitindo 90% de CO2 a menos em relação a gasolina, que é fóssil e não renovável”, diz Lima.

A manutenção e a ampliação do Programa Estadual de Apoio ao Pequeno Produtor, que consiste na distribuição de fertilizantes para o incremento da produtividade agrícola desses agricultores, também foi apresentada pelos representantes do setor.

Em relação aos pleitos de médio prazo, o setor canavieiro requereu que seja retomado os estudos técnicos de dois projetos específicos: o Projeto Águas do Norte e o Polo Canavieiro do Sertão. O primeiro visa atenuar os efeitos do déficit hídrico da Zona da Mata Norte Pernambucana, através de micro bacias de acumulação, visando o uso múltiplo da água, com abastecimento urbano, piscicultura, hortifrutigranjeiro e cana irrigada.

O segundo projeto consiste na volta de estudos para viabilizar plantações de cana ao longo do Canal Sertão Pernambuco, no Sertão do São Francisco.

“O pleito entregue a Armando visa atenuar a crise que afeta a agroindústria canavieira em Pernambuco, e, consequentemente, a maioria das cidades produtoras de cana, que convive com altas taxas de desemprego e demais problemas socioeconômicos ligados à acentuada decadência do setor sucroenergético”, finalizou Lima.

reino encantado

Na frente de Dilma, Eduardo Campos e a família de Ariano Suassuna cantam Madeira do Rosarinho

Publicado em 24/07/2014 às 14:49 por em Notícias
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No velório que ocorre no Palácio do Campo das Princesas, ainda há pouco, na frente da presidente Dilma, o socialista Eduardo Campos e a família de Ariano Suassuna cantaram Madeira do Rosarinho.

A música de carnaval fala em madeira que cupim não rói e virou moda em comícios dos socialistas, cantados até mesmo pelo escritor, quando vivo e ajudando a animar os comícios do PSB.

Depois disto, Dilma foi embora. Na saída, abraçou Eduardo Campos e os dois se falaram rapidamente.

Veja o vídeo:

rito de passagem

Presidente do TJPE transmite pesar pela morte do escritor Ariano Suassuna

Publicado em 24/07/2014 às 13:05 por em Notícias
tjpe

O presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, desembargador Frederico Neves, esteve, na manhã desta quinta-feira (24/7), no Palácio do Campo das Princesas, onde acontece o velório de Ariano Suassuna. Com pesar, lamentou a morte do escritor, que definiu como espírito de luz.

“O espírito não foi criado para a morte, mas para uma comunhão e um reencontro definitivos. Ariano é um espírito de luz, que, agora, irá brilhar em outras latitudes.”

"lacuna irreparável"

Jarbas Vasconcelos lembra encontro com Ariano Suassuna

Publicado em 24/07/2014 às 12:49 por em Notícias

Leia a nota:

“Ariano Suassuna deixará uma lacuna irreparável na cultura brasileira, não apenas por sua ampla e diversificada contribuição à literatura, ao teatro, às artes plásticas, mas por sua defesa apaixonada da arte popular, das raízes da formação histórica e cultural do nosso povo. Ficamos também sem uma grande figura humana. Um mestre na mais completa acepção da palavra.

Um dos momentos mais emocionantes para mim foi quando encontrei Ariano no aeroporto, não lembro se no do Recife ou no de Brasília. Ele conversou sobre a minha primeira eleição para prefeito do Recife e fez questão de cantar todinho o meu jingle. Foi de arrepiar. Esse era Ariano Suassuna. Vai deixar saudades.”

Jarbas Vasconcelos

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