eleições 2014

Luciana Genro bate em Marina, Dilma e Aécio cobrando pauta LGBT

Publicado em 30/08/2014 às 20:31 por em Notícias
Foto: Agência Brasil

A candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, participou, na tarde deste sábado (30/08), do debate “Por Mais Direitos”, em Porto Alegre.

O evento contou com a presença do advogado, jurista e professor universitário Salo de Carvalho, do militante LGBT, Lucas Maróstica, e dos vereadores Fernanda Melchionna e Pedro Ruas.

O encontro ocorre no mesmo dia em que a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, divulgou uma nota manifestando recuo em relação à defesa dos direitos da população LGBT. De fato, hoje, a campanha de Marina eliminou trechos de capítulo ‘LGBT’ do programa, possivelmente por pressão de alas da igreja evangélica. No Rio de Janeiro, o Pastor Malafaia elogiou as mudanças.

Em seu pronunciamento, Luciana Genro criticou o conservadorismo de Marina e reafirmou seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e da igualdade.

“A pauta dos direitos civis, da igualdade e dos direitos LGBTs deveria ser básica, mas não está incorporada nem pela Marina, nem pela Dilma, nem pelo Aécio”, disse Luciana Genro, acrescentando que nenhum dos três candidatos garantem “direitos que são fundamentais para se superar essas trevas da Idade Média.

“Na nossa campanha, direitos humanos não se negociam e igualdade não está sujeita a nenhuma ressalva”, disse.

eleições 2014

Humberto Costa questiona dados da pesquisa da Nassau

Publicado em 30/08/2014 às 19:53 por em Notícias
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O senador Humberto Costa (PT), coordenador da campanha de Dilma e aliado de Armando Monteiro Neto, questionou os números apresentados, hoje, pelo Instituto de Pesquisa Mauricio de Nassau (IPMN), com relação a disputa estadual deste ano no que toca ao pleito estadual.

Na campanha municipal de 2010, então candidato a prefeito pelo PT, Humberto Costa também reclamou da pesquisa e chegou a entrar na Justiça Eleitoral, em êxito. Começou com mais de 44% das intenções de voto, mas não se elegeu.

Segundo o parlamentar, os dados apresentados destoam dos levantamentos internos e de outros institutos.

“Apesar de terem sido realizadas praticamente no mesmo período, a Maurício de Nassau foi feita nos dias 25 e 26 de agosto e o Ibope, entre os dias 23 e 25, os dados são totalmente diferentes. Então, tem alguém que, por um motivo, está errando nas contas. Em abril, por exemplo, quando o IPMN apontava Paulo com 23% no Recife, todos os outros institutos apontavam sempre com algo em torno de 8%. Depois tiveram que ajustar esse número”, disse o senador.

Humberto Costa disse ainda que o sentimento das ruas é bem diferente do que a IPMN apresenta em seu levantamento.

“Independente de qualquer coisa, o que a gente vê na rua é uma campanha limpa, crescente e quem elege o governador é o povo. Tenho certeza que os pernambucanos vão saber escolher quem é mais preparado para liderar o Estado”, afirmou o petista.

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Em eleição aberta para o Senado, dez pontos separam João Paulo e Fernando Bezerra Coelho

pesquisa

Maioria dos idosos em Pernambuco pretende ir votar em outubro, aponta IPMN/JC

Publicado em 30/08/2014 às 17:55 por em Notícias

Apesar de a idade máxima para o voto obrigatório ser até os 70 anos, a pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Maurício de Nassau divulgada neste sábado (30) apontou que 89% das pessoas com mais de 60 anos pretendem ir votar no dia 5 de outubro, no primeiro turno. O número está dentro da média geral entre os que querem exercer o direito, que é de 85%, contra 7% que disseram não ter essa intenção.

A faixa etária em que os entrevistados mais declararam vontade de votar foi entre 35 e 44 anos (91%). Das pessoas entre 25 e 34 anos, 10% não pretendem votar. Se for analisada a região, é no interior de Pernambuco que os eleitores têm mais intenção de votar.

Segundo a pesquisa, o grau de instrução também influencia nesse resultado. Entre os que não chegaram a concluir o ensino fundamental, 66% querem votar e 17% não querem. O número para os que têm ensino superior é de 91%.

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Tags: Eleições 2014, idosos, pesquisa IPMN/JC, voto,
pelas redes sociais

Dilma critica mudança no programa de governo de Marina e diz que adversária é interrogação

Publicado em 30/08/2014 às 17:19 por em Notícias
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Diante do crescimento socialista nas pesquisas de intenção de votos, a expectativa de analistas políticos era de que os adversários começassem as críticas a Marina Silva (PSB/Rede). Não demorou para isso acontecer, principalmente após a polêmica envolvendo a alteração no capítulo do programa de governo sobre os direitos LGBT, neste sábado (30). Em texto intitulado “Incoerência crônica”, a presidente candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), alfinetou a acriana e disse que ela é “um grande ponto de interrogação na política”.

Tags: campanha 2014, críticas, Dilma Rousseff, Eleições 2014, marina silva, Programa de Governo,
muita polêmica

Marina nega “revisão” no programa de governo e silencia sobre vitória no 1º turno

Publicado em 30/08/2014 às 16:47 por em Notícias
Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Em uma tumultuada caminhada de cerca de 30 minutos na favela da Rocinha, a maior da zona sul do Rio, a candidata do PSB à presidência, Marina Silva, negou neste sábado (30) ter havido uma “revisão” no programa de governo em relação às mudanças publicadas hoje na política LGBT.

A candidata disse que houve um “engano” da coordenação de campanha no momento da revisão do texto. Segundo Marina, o conteúdo que havia sido publicado nesta sexta-feira “foi o texto tal como foi apresentado pela demanda dos movimentos sociais”, e que “o que foi feito foi apenas retomar o texto da mediação, porque havia sido cometido um engano, da mesma forma como aconteceu em relação à energia nuclear”.

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Sobre a alteração no trecho sobre energia nuclear, Marina afirmou que, “na parte de Ciência e Tecnologia, foi incluída uma questão que não havia sido acordada entre eu e o Eduardo”.

Ao lado de Romário (PSB), que foi buscá-la no aeroporto e lidera as pesquisas de intenção de voto para o Senado no Rio, Marina chegou às 11h35 na Rocinha. A caminhada foi marcada por grande alvoroço, em meio à grande quantidade de pessoas que acompanhava a passeata, Marina mal conseguiu cumprimentar os moradores – por vezes, evitou que fotógrafos e jornalistas que caminhavam à sua frente caíssem, tamanha a confusão. Ela deixou a comunidade, de carro, às 14h02, mas Romário seguiu a caminhada.

PRIMEIRO TURNO - “O que nós queremos é que esse movimento continue. É o movimento do cidadão que quer mudança e a encontrou, na minha candidatura e de Beto (Albuquerque, candidato a vice)”, afirmou Marina, que voltou a criticar a “polarização” entre PT e PSDB, partidos de seus concorrentes Dilma Rousseff e Aécio Neves.

“PT e PSDB ficam brigando entre si e não lutam pelo interesse da nação. É por isso que temos dito que queremos trabalhar com todas as pessoas honestas e competentes, independente de partido mas que estejam comprometidas com uma agenda do País que faça com que o Brasil volte a crescer. Tenho muita esperança no povo brasileiro e muita fé em Deus que isso poderá acontecer”.

Ao responder sobre qual seria sua opinião sobre uma possível desistência de Aécio Neves, Marina citou a recessão. “Todos nós temos o direito de ter nossas candidaturas. Eu sempre digo que quanto mais estrelas no céu, mais claro é o caminho. O que estou buscando é mostrar que é possível unir o Brasil para termos mais saúde, mais educação, para que nosso País não entre na recessão como começou a entrar, volte a crescer e controle a inflação”.

Marina prometeu “aumentar mais 4 milhões de moradias dentro do programa Minha Casa Minha Vida”.

Como já havia feito outras vezes, deixou para Beto Albuquerque (PSB) responder às perguntas sobre o jatinho que transportava Eduardo Campos no momento do acidente.

“Nós não podemos precipitar julgamentos e decisões que cabem à Justiça. Temos todo interesse que haja investigações acerca disso, que haja esclarecimentos sem uso eleitoral, sem uso político, vamos deixar o Ministério Público, a Polícia Federal e a Justiça tomar decisões”, disse o candidato a vice.

Tags: lgbt, marina silva, Programa de Governo, psb, rio de janeiro,
giro pelo Nordeste

Política em Alagoas é marcada pela violência e corrupção

Publicado em 30/08/2014 às 16:30 por em Eleições, Notícias
Arte: NE10

Arte: NE10

Por Paulo Veras, repórter do Blog.

Além dos baixos indicadores sociais e da forte presença de oligarquias, Alagoas é marcado por vários casos de violência política e de corrupção. O caso mais emblemático ocorreu em 1998, quando a médica Ceci Cunha foi assassinada em Maceió, junto com dois outros familiares, após ser diplomada deputada federal.

Em 2012, o também médico Talvane Albuquerque, primeiro suplente que assumiu o mandato após a morte de Ceci, foi condenado pela Justiça Federal de Alagoas como mandante do crime.

Já no início de 2011, o deputado federal Francisco Tenório (PMN) foi preso pela Polícia Federal, em Brasília, depois de não conseguir ser reeleito. Ele era acusado, assim como dois deputados estaduais, de serem mandantes na morte do cabo José Gonçalves da Silva Filho, em maio de 2006. Segundo a polícia de Alagoas, o militar atuava como pistoleiro.

Tenório voltou ao Congresso em 2013, depois que a deputada Célia Rocha (PTB) foi eleita prefeita de Arapiraca, a segunda maior cidade do estado, abrindo uma vaga na coligação.

Em outro caso, em dezembro de 2007, a Polícia Federal deflagrou uma operação para desmontar um esquema de fraudes na restituição do Imposto de Renda (IR) que teria desviado cerca de R$ 300 milhões da Assembleia Legislativa. A PF chegou a prender o ex-governador Manoel Gomes de Barros.

No ano seguinte, nove dos 27 deputados estaduais chegaram a ser afastados dos mandatos pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL); incluindo o então presidente da Assembleia Legislativa, Antônio Albuquerque. Eles retornaram aos cargos em 2009.

Tags: Alagoas, Eleições, Eleições 2014, Nordeste,
giro pelo Nordeste

Nova política não decola em Alagoas

Publicado em 30/08/2014 às 16:00 por em Eleições, Notícias
Renan Filho e Fernando Collor lideram eleição no estado. Candidato do PSDB apoia Heloísa Helena. Foto: reprodução do Facebook

Renan Filho e Fernando Collor lideram eleição no estado. Candidato do PSDB apoia Heloísa Helena. Foto: reprodução do Facebook

Arte: NE10

Arte: NE10

Por Paulo Veras, repórter do Blog

Pouco mais de um ano depois que uma onda de manifestações cobrou mudanças na forma de fazer política no País, o discurso de uma “nova política” sem a presença de velhas oligarquias parece não ter dado certo em Alagoas. No estado, o deputado federal Renan Filho (PMDB) – herdeiro político do presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB) – e o senador Fernando Collor (PTB), ex-presidente da República, lideram todas as pesquisas de intenção de voto para o Governo de Alagoas e para o Senado, respectivamente.

A dupla tem o apoio do PT e compõe o palanque da presidente Dilma Rousseff (PT) no estado. Alagoas representa apenas 1,3% do eleitorado nacional, mas Renan Calheiros é um aliado nacionalmente importante para o Planalto. Ele passou cinco dos últimos dez anos presidindo o Senado. No meio tempo, esteve outros quatro como líder do PMDB.

O principal adversário de Renan Filho é o senador Benedito de Lira (PP), 72 anos, que apoiava o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, mas não agradou à ex-senadora Marina Silva (PSB). Lira tem Omar Coelho (DEM) disputando o Senado e seu vice, o deputado federal Alexandre Toledo (PSB), pertence a uma família de usineiros.

“Do ponto de vista histórico, você tem governadores sempre ligados a uma ala de grandes proprietários de terra e produtores canavieiros, uma ala mais conservadora”, explica Ranulfo Paranhos, professor de Ciência Política da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). “Se eu não renovo o quadro político, eu não tenho novas propostas, mas uma manutenção do que já existe. Isso impacta nos indicadores sociais”, diz.

Com 3,3 milhões de habitantes, Alagoas tem os piores índices do País de desenvolvimento humano, alfabetização e mortalidade infantil. O estado também tem a pior taxa de homicídios do Brasil, segundo o Mapa da Violência. É o penúltimo em expectativa de vida e possui o terceiro menor PIB per capita.

Alagoas é governado há oito anos por Teotonio Vilela Filho, do PSDB. O partido também comanda a prefeitura da capital, Maceió. Mesmo assim, os tucanos foram incapazes de apresentar um nome competitivo para a sucessão estadual. O escolhido de Vilela, o desconhecido ex-secretário de Defesa Eduardo Tavares renunciou a candidatura no final de julho, depois que a maior parte dos partidos governistas migraram para a campanha de Benedito de Lira.

No lugar dele, os tucanos lançaram Júlio Cezar, vereador de primeiro mandato em Palmeira dos Índios, uma cidade de 70 mil habitantes do Agreste alagoano. Assim que entrou na corrida, ele declarou apoio a Heloísa Helena (PSOL), que tenta voltar ao Senado oito anos após deixar o cargo para concorrer à Presidência da República.

Vereadora de Maceió desde 2008, Heloísa Helena é a única candidata competitiva ao Senado além de Collor, mas trabalha contra a falta de estrutura do PSOL. O partido tem 31 segundos de propaganda na televisão e arrecadou apenas R$ 10 mil durante o primeiro mês de campanha.

A última pesquisa do Ibope, divulgada no dia 14, mostra Renan Filho com 42% das intenções de voto, contra 23% de Benedito de Lira e 8% dos demais candidatos. Na corrida pelo Senado, Collor também tem 43%, enquanto Heloísa Helena possui 26% e os demais 7%. A margem de erro é de três pontos.

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da paquera à política

“Tinder das eleições”: aplicativo permite voto ou veto a propostas de candidatos

Publicado em 30/08/2014 às 15:58 por em Eleições, Notícias
Foto: reprodução

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Inspirado no aplicativo de paquera que faz muito sucesso no Brasil, os eleitores mais indecisos podem usar o “Tinder eleitoral” para conhecer melhor as propostas dos candidatos ao poder executivo – governador e presidente. Na verdade, o aplicativo em questão é o “Voto x veto”, que usa a lógica do outro, de escolher se a proposta é aprovada ou rejeitada.

O uso é intencionalmente simples: aparece na tela do celular uma proposta – pesquisada pelo criador do app no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em seguida, o usuário pode escolher se vota ou veta o texto, marcando o botão verde ou o vermelho, de forma bem semelhante ao aplicativo de paquera.

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A identidade do candidato, junto com o número, só aparece depois que é escolhida uma opção. Diante dos resultados, é elaborado um ranking pessoal, mostrando quais são os postulantes que têm mais respostas positivas ou negativas de cada eleitor.

O download, gratuito, pode ser feito em aparelhos que usam o sistema Android e, a partir da próxima semana, para iOS. O criador do app é um estudante brasileiro do Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA) de 24 anos, que pretende fazê-lo chegar ao poder legislativo.

Tags: aplicativo, Campanha, Eleições 2014, governador, Internet, Presidente,
irônico

Para Aécio, programa de Marina é homenagem ao PSDB

Publicado em 30/08/2014 às 15:15 por em Eleições, Notícias
Foto: Divulgação

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O candidato a presidente da República Aécio Neves (PSDB) tratou com ironia o programa de governo lançado nessa sexta-feira (29) pela adversária Marina Silva (PSB) e classificou a proposta dela como “a maior homenagem que poderíamos receber”, numa referência à semelhança com as doutrinas tucanas.

“Programa da candidata Marina a trinta dias as eleições é a maior homenagem que poderíamos receber nesse momento, porque na verdade ela consagra as teses que defendemos ao longo da nossa existência”, disse ele ao chegar em Ribeirão Preto (SP) neste sábado.

A ironia do candidato continuou quando ele lamentou o fato de Marina ter, segundo ele, se convertido do ponto de vista econômico. “Lamento que essa conversão do ponto de vista econômico não tenha vindo quando Marina militava no PT, que combateu ferozmente o Pano Real, a lei de responsabilidade fiscal”, disse. “Fico feliz que ela adote prática que executamos em Minas Gerais, como o rendimento variável dos servidores da educação e em saber da necessidade que o agronegócio seja estimulado e o governo seja parceiro do etanol”.

No fim, Aécio classificou Marina como “uma marca um pouco genérica” e ele o original. “Entre o original e aquele que se apresenta agora com uma marca um pouco genérica, eu fico com o original. No momento que prevalecer a razão, vamos vencer as eleições”, afirmou o candidato.

CAMPANHA - Aécio evitou comentar a necessidade da mudança da campanha após a pesquisa Datafolha, divulgada ontem, mostrar sua candidatura com 15% das intenções de voto, 19 pontos atrás de Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB), ambas com 34%.

Ao ser indagado se concordava com a afirmação de que era preciso reavaliar a campanha – feita pelo ex-governador paulista e seu coordenador de campanha, Alberto Goldman, Aécio desconversou e partiu para o ataque a Dilma.

“Temos projeto para o Brasil, debatido e coerente com o que sempre pregamos ao longo a nossa caminhada. O quadro é que o atual governo fracassou e que a atual presidente da Republica perderá as eleições, porque levou o País à inflação novamente e paralisou as principais obras estruturantes”, afirmou Aécio.

Aécio defendeu uma política fiscal mais transparente, política econômica que permita de novo os investimentos e políticas sociais que “tragam de volta a superação da pobreza e não simples administração”.

O candidato tucano voltou a afirmar que tem absoluta confiança que as propostas de sua candidatura o permitirão estar no segundo turno e aproveitou para ironizar Marina, sem citá-la nominalmente. “Não basta tirar o PT do governo, é preciso no lugar um governo que tenha quadros, experiência e propostas exequíveis, que não carregam contradições”.

Aécio negou ainda que seja preocupante o cenário em Minas Gerais onde o candidato tucano ao governo Pimenta da Veiga enfrenta dificuldades para se aproximar do petista Fernando Pimentel. Segundo pesquisa Ibope divulgada na última terça-feira, Pimentel tem 37% e Pimenta da Veiga 23% das intenções de votos.

Ele comparou o cenário com o do ex-governador mineiro Antonio Anastasia (PSDB), em 2010, o qual saiu atrás da disputa e a venceu. “O Anastasia não tinha metade dos votos que o Pimenta da Veiga tem. Em Minas Gerais tenho vencido sucessivamente as eleições e quem conhece bem o Aécio vota no Aécio”, concluiu.

Tags: aécio neves, marina silva, Programa de Governo, PSDB,
programa de governo

Campanha de Marina divulga errata sobre capítulo LGBT

Publicado em 30/08/2014 às 15:08 por em Eleições, Notícias
Foto: Agência Brasil

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A coordenação da campanha da candidata do PSB à presidência da República Marina Silva informou que há dois erros no programa de governo divulgado nessa sexta-feira (29). Uma modificação substancial foi feita no capítulo “LGBT” e a nova versão é mais genérica do que a original. Outro objeto de mudança foi uma referência ao desenvolvimento da energia nuclear.

Na página 216 do capítulo LGBT do programa de governo divulgado na sexta consta que a candidata propõe “apoiar propostas em defesa do casamento civil igualitário”, uma referência à “aprovação dos projetos de lei e da emenda constitucional em tramitação, que garantem o direito ao casamento igualitário na Constituição e no Código Civil.” A correção da coordenação da campanha é mais genérica: “Garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo.”

Na página 215 do programa anunciado por Marina em São Paulo há uma linguagem mais incisiva do que nova versão. “Ainda que tenhamos dificuldade para admitir, vivemos em uma sociedade sexista, heteronormativa e excludente em relação às diferenças.” O texto destaca em seguida que “os direitos humanos e a dignidade das pessoas são constantemente violados e guiados, sobretudo, pela cultura hegemônica de grupos majoritários (brancos, heterossexuais, homens, etc.)

E ainda ressalta que “uma sociedade em que somente a maioria – seus valores, tabus e interesses – é atendida pelo poder político, enquanto minorias sociais e sexuais silenciam, não pode ser considerada democrática.”

A nova redação do tema ficou assim: “Ainda que tenhamos dificuldade para admitir, vivemos em uma sociedade que tem muita dificuldade de lidar com as diferenças de visão de mundo, de forma de viver e de escolhas feitas em cada área da vida. Essa dificuldade chega a assumir formas agressivas e sem amparo em qualquer princípio que remeta a relações pacíficas, democráticas e fraternas entre as pessoas.”

Além disso, o texto que deve prevalecer ressalta que “nossa cultura tem traços que refletem interesses de grupos que acumularam poder enquanto os que são considerados minoria não encontram espaços de expressão de seus interesses.” A nova versão aponta ainda que, “a democracia só avança se superar a forma tradicional de supremacia da maioria sobre a minoria e passar a buscar que todos tenham formas dignas de se expressar e ter atendidos seus interesses. Os grupos LGBT estão entre essas minorias que têm direitos civis que precisam ser respeitados, defendidos e reconhecidos, pois a Constituição Federal diz que todos são iguais perante a lei.

Veja a íntegra das propostas:

” – Garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo.
- Aprovado no Congresso Nacional o Projeto de Lei da Identidade de Gênero Brasileira – conhecida como a Lei João W. Nery – que regulamenta o direito ao reconhecimento da identidade de gênero das “pessoas trans”, com base no modo como se sentem e veem, dispensar a morosa autorização judicial, os laudos médicos e psicológicos, as cirurgias e as hormonioterapias.
- Como nos processos de adoção interessa o bem-estar da criança que será adotada, dar tratamento igual aos casais adotantes, com todas as exigências e cuidados iguais para ambas as modalidades de união, homo ou heterossexual.
- Normatizar e especificar o conceito de homofobia no âmbito da administração pública e criar mecanismos para aferir os crimes de natureza homofóbica.
- Incluir o combate ao bullying, à homofobia e ao preconceito no Plano Nacional de Educação.
- Garantir e ampliar  a oferta de tratamentos e serviços de saúde para que atendam as necessidades especiais da população LGBT no SUS.
- Assegurar que os cursos e oportunidades de educação e capacitação formal considerem  os anseios de formação da população LGBT para garantir ingresso no mercado de trabalho.
- Considerar as proposições do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT na elaboração de políticas públicas específicas para populações LGBT.”

A segunda correção foi a exclusão da energia nuclear como fonte importante de geração de energia para o País. Na página 144, o programa de energia nuclear foi apontado como um dos que merecem atenção para aperfeiçoamento e aumento de sua participação na matriz energética do País.

Contudo, foi informado que sobre o tema o que deve ser seguido está na página 65, no item 3: “Realinhamento da política energética para focar nas fontes renováveis e sustentáveis, tanto no setor elétrico como na política de combustíveis, com especial ênfase nas fontes renováveis modernas (solar, eólica, de biomassa, geotermal, das marés, dos biocombustíveis de segunda geração.”

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