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Casa Saudável

Imagem de sangue (Foto: Free Images)

Talassemias são um grupo de doenças genéticas e hereditárias que se caracterizam pela redução ou ausência de hemoglobina – substância dos glóbulos vermelhos do sangue responsável pelo transporte de oxigênio para todo o corpo (Foto ilustrativa: Free Images)

O Ministério da Saúde (MS) lançou o manual inédito no Brasil ‘Orientações para o diagnóstico e tratamento das talassemias beta’, cartilha voltada para os profissionais de saúde atuarem na promoção, prevenção, tratamento e reabilitação de pessoas que convivem com a doença. Elaborado por profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), o documento tem 20 capítulos com orientações técnicas sobre assistência multiprofissional aos pacientes, cuidados de enfermagem, qualidade de vida, adesão ao tratamento, ambulatório de transição e redes de atenção à saúde.

As talassemias são um grupo de doenças genéticas e hereditárias que se caracterizam pela redução ou ausência de hemoglobina – substância dos glóbulos vermelhos do sangue responsável pelo transporte de oxigênio para todo o corpo. Os sintomas mais comuns são anemia persistente, aparência pálida, aumento do baço, distúrbios cardíacos e endócrinos, atraso no crescimento e na maturação sexual e infecções recorrentes. Quem tem a condição clínica mais grave da doença pode precisar de transfusões de sangue a cada 2 ou 4 semanas, desde os primeiros dias de vida.

No Brasil, a estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que existam cerca de mil pessoas com síndromes talassêmicas. Em 2015, cerca de 600 pessoas com formas graves da doença foram identificadas pelo Ministério da Saúde, sendo que a maior parte delas recebe acompanhamento na hemorrede pública. “Estamos atentos às demandas dos profissionais de saúde e das pessoas com talassemia. Por isso, criamos em 2012 a Área de Assessoramento Técnico às Talassemias e instituímos uma Comissão de Assessoramento Técnico (CAT-Talassemias) com o objetivo de promover a implantação e implementação de ações, no âmbito SUS, em parceria com os municípios e estados da União em prol dessa população”, explicou o coordenador-geral de Sangue e Hemoderivados, do Ministério da Saúde, João Paulo Baccara.

Entre as iniciativas geradas com a parceria, estruturação do Centro de Referência em Genotipagem Eritrocitária, no Hemocentro de Campinas/UNICAMP, elaboração e distribuição da Caderneta da Pessoa com Talassemia, atividades de educação permanente e visitas de assessoramento técnico aos Serviços de Assistência Hematológica e Hemoterápica em todo o País. Pacientes com a forma mais grave da doença também podem ser submetidos a testes testes específicos dos sistemas mais imunogênicos e de importância clínica.

Todas as ações são tomadas com apoio do controle social, em especial da Associação Brasileira de Talassemia (ABRASTA), visando tratamento e acompanhamento regular e de qualidade às pessoas com talassemia, além do estímulo ao autocuidado e inclusão social. De acordo com a Federação Internacional de Talassemia, estão registradas, atualmente, pelo menos 200 mil pessoas com talassemia que recebem tratamento regular em todo o mundo.


Estudo da Rede Zika comprova relação causal entre vírus e microcefalia

12 de maio de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem de mulher segurando bebê com microcefalia (Foto: Diego Nigro / JC Imagem)

Estudo confirma que o zika vírus, doença transmitida pelo Aedes aegpyti, está relacionado ao surto de microcefalia registrado no Brasil em 2015 (Foto: Diego Nigro / JC Imagem)

Da Agência Fapesp de notícias

Um estudo conduzido no âmbito da Rede Zika, apoiada pela FAPESP, e divulgado nessa quarta-feira (11) na revista Nature apresentou a evidência definitiva de que a infecção pelo vírus Zika (ZIKV) durante a gestação pode causar má-formação cerebral congênita, confirmando que a doença está relacionada ao surto de microcefalia registrado no Brasil em 2015.

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Por meio de experimentos com camundongos, o grupo da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que o ZIKV é capaz de atravessar a barreira placentária, infectar e matar as células que dariam origem ao cérebro dos animais em gestação.

Dados de testes in vitro sugerem ainda que a linhagem brasileira do vírus é mais agressiva do que a linhagem africana, que originalmente infectava macacos. Isso corrobora a teoria de que, nos últimos anos, o ZIKV teria sofrido mutações que o tornaram mais eficiente para infectar humanos (leia mais em http://agencia.fapesp.br/22345).

“Não há mais dúvidas de que o vírus Zika é neurotóxico e pode causar microcefalia. A lesão que encontramos nos cérebros dos filhotes, caracterizada principalmente pela redução da espessura do córtex [camada mais externa e sofisticada do cérebro dos vertebrados], é muito característica e também foi vista nos bebês humanos. Além disso, encontramos o vírus se replicando no cérebro dos camundongos recém-nascidos em quantidades muito maiores do que em outros órgãos”, comentou Jean Pierre Peron, professor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP e um dos autores do artigo.

Parte das conclusões está baseada em experimentos feitos com camundongos da linhagem SJL que, segundo Peron, mostraram-se bom modelo para o estudo da doença. As fêmeas foram infectadas entre o 10º e o 12º dia de gestação com uma linhagem viral isolada de um bebê nascido com microcefalia na Paraíba, em 2015.

Imediatamente após o parto, foi possível notar uma redução no crescimento global dos filhotes expostos ao ZIKV. Enquanto o peso médio ao nascer das crias de fêmeas controle (não infectadas) era 3,4 gramas, a média dos filhotes infectados era 1,4 grama. Medidas do crânio – comprimento e altura – apresentaram diminuição de pelo menos um terço no grupo exposto ao ZIKV.

Análises do tecido cerebral feitas ao microscópio mostraram redução da camada cortical, bem como alteração no número e na morfologia das células dessa região, como explicou Patricia Beltrão-Braga, pesquisadora da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP.

“As análises histológicas revelaram um fenótipo celular atípico, principalmente no córtex, mas também no hipotálamo e no tálamo. As células apresentaram o que chamamos de núcleo vacuolado, ou seja, a cromatina estava toda espremida em um canto do núcleo, que à primeira vista parecia estar vazio”, contou Beltrão-Braga.

Segundo os pesquisadores, esse fenótipo costuma ser observado durante processos que levam à morte celular. De fato, análises de expressão gênica feitas posteriormente revelaram que, nos filhotes expostos ao ZIKV, genes associados a processos de apoptose (morte celular programada) e autofagia (no qual a célula degrada e reabsorve suas estruturas internas) estavam superexpressos em comparação ao grupo controle.

Para complementar os ensaios in vivo, foram realizados nos diversos tecidos dos camundongos recém-nascidos testes moleculares do tipo de PCR (reação em cadeia da polimerase) em tempo real, capazes de detectar o RNA viral durante a fase aguda da infecção.

“Encontramos o vírus se replicando no baço, no fígado e no rim, mas em quantidades muito menores do que as observadas no cérebro”, disse Peron.

“O conjunto de resultados mostra que o vírus tem enorme preferência pelas células do sistema nervoso. Não apenas detectamos no cérebro maior quantidade de RNA viral como também os principais efeitos da infecção”, acrescentou Beltrão-Braga.

Curiosamente, os mesmos achados não foram observados nos primeiros testes feitos na USP com camundongos da linhagem C57BL/6, os mais usados em laboratórios.

“Essa linhagem tem, sabidamente, uma resposta imunológica mais robusta, com maior produção de citocinas do tipo interferon alfa e beta. Acreditamos que isso tenha possibilitado aos animais eliminar o vírus do organismo de forma mais eficaz, impedindo sua passagem pela barreira placentária. Testamos com diferentes doses do vírus e diferentes datas de infecção e, em nenhum caso, os filhotes nasceram com qualquer tipo de má-formação”, contou Peron.

Para o pesquisador, esse fato evidencia a influência da genética materna na extensão do dano causado pelo vírus ao feto. “Assim como ocorre com camundongos, certamente deve haver mães humanas mais suscetíveis ao vírus e outras mais resistentes. Os mecanismos envolvidos ainda precisam ser estudados”, ponderou.

Confira a matéria completa no site da Agência Fapesp de notícias.


mulhercomdor

Na dismenorreia primária, que representa cerca de 80% dos casos, não há problemas no útero ou ovários. Já a secundária pode ter como causa outros problemas, como endometriose (Foto ilustrativa: Reprodução)

Sabia que as cólicas menstruais, muito conhecida em maior ou menor grau pela maioria das mulheres, é chamada de dismenorreia? A condição pode ser classificada como primária ou secundária, dependendo se a causa da dor seja alguma doença dos órgãos pélvicos.

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A cólica é consequência das contrações uterinas, que ocorrem por aumento da produção de prostaglandinas (moléculas reguladoras das vias metabólicas) no endométrio (camada interna do útero que é eliminada na menstruação). Essas contrações comprimem os vasos sanguíneos, dificultando o suprimento de oxigênio em algumas partes do útero. “Além da dor na parte inferior do abdome, que pode se irradiar para as costas e pernas, é comum ter outros sintomas, como náuseas, vômitos, diarreia, mal-estar e fadiga, que prejudicam o bem-estar e as atividades cotidianas. Algumas mulheres ficam incapacitadas até para trabalhar”, explica a ginecologista e obstetra Patrícia de Rossi, do Conjunto Hospitalar do Mandaqui, em São Paulo.

Na dismenorreia primária, que representa cerca de 80% dos casos, não há problemas no útero ou ovários. “Os sintomas são comuns. Metade das mulheres apresenta esse tipo de dor pélvica durante sua idade fértil”, diz a especialista. A dor costuma iniciar junto do fluxo menstrual e dura, geralmente, entre dois e três dias. “Esse tipo costuma aparecer após as primeiras menstruações, podendo diminuir ou não de intensidade ao longo dos anos ou depois da primeira gravidez”, acrescenta.

Já a dismenorreia secundária habitualmente começa duas semanas antes da menstruação e é mais intensa ou progressiva (piora com o passar do tempo). Pode ser acompanhada de outros sintomas ginecológicos, como aumento da duração ou volume das menstruações, causado por outras doenças, como miomas ou endometriose.

Segundo o médico Irimar de Paula Posso, presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), a dor é individual e pode varia entre amena e muito intensa. “Tanto na primária como na secundária a dor pode atingir intensidade bastante alta, chegando próximo a níveis máximos de desconforto. Isso depende da sensibilidade da paciente e de outras doenças concomitantes”, explica. Outros fatores podem influenciar o nível da dor, como a duração do fluxo menstrual, tabagismo, consumo exagerado de álcool, história de abuso sexual, obesidade, estresse e distúrbios emocionais.

Como amenizar os sintomas

Na dismenorreia primária, o foco é bloquear o mecanismo da dor. Algumas das fórmulas mais indicadas são os anti-inflamatórios não-esteroides (AINEs) à base de ibuprofeno. “Medicamentos dessa linha são muito eficientes no tratamento da dismenorreia primária, pois diminuem a produção das prostaglandinas causadoras dos sintomas”, ressalta a médica.

Se houver desejo de evitar a gravidez, uma alternativa é o uso das pílulas anticoncepcionais. Vale ressaltar que o tratamento deve sempre ser orientado por um médico, para que o medicamento seja usado na dose adequada e evite falha por uso incorreto, bem como reduzir a ocorrência de efeitos colaterais, como transtornos gastrointestinais.

Nos casos de dismenorreia secundária, é necessário também tratar a causa básica. “Os AINEs podem ser usados como medicação analgésica associada a outros fármacos nesses quadros, mas podem não ser suficientes para o tratamento da dismenorreia secundária. Em algumas situações, uma cirurgia para tratar a causa básica pode ser a única solução”, esclarece o médico.


Imagem de cicilista (Foto: Free Images)

Estudo investiga em competidores de triatlo mecanismos que levam à morte precoce de neutrófilos (Foto ilustrativa: Free Images)

Da Agência Fapesp de notícias

Pesquisadores descobriram que o exercício físico intenso pode acelerar o processo de apoptose – a morte celular programada – dos neutrófilos, células do sistema imunológico. Importante para o equilíbrio do funcionamento do organismo, a apoptose é um mecanismo que deve ocorrer de forma ordenada – do contrário, há danos à saúde, como quando células tumorais, que deveriam morrer naturalmente, persistem.

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“Várias células do nosso organismo estão morrendo agora para que outras novas ocupem seu lugar. Assim ocorre com os neutrófilos, que têm um tempo desejado na corrente sanguínea porque novas células do tipo estão continuamente sendo produzidas na medula óssea, em um processo fisiológico equilibrado que é prejudicado se a apoptose é diminuída”, disse Tania Cristina Pithon Curi, professora do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul) e participante do projeto “Efeitos da prática regular de atividade física na qualidade de vida, níveis de estresse e no sistema imune de adultos”, realizado com apoio da FAPESP.

Os neutrófilos são um subgrupo dos leucócitos, também chamados de glóbulos brancos, células encontradas no sangue cuja função é proteger o organismo contra agentes causadores de doenças, como bactérias. Quando há poucas dessas células o organismo fica mais sujeito a infecções – caso de um grupo de 12 triatletas que participaram da pesquisa.

Logo após cerca de quatro horas de prova e de percorrerem 21 quilômetros (km) a pé, 90 km de bicicleta e 2 km a nado, os atletas tiveram seu sangue coletado pelos pesquisadores em laboratórios instalados sob tendas no local da competição, em Ubatuba, no litoral paulista. Antes de competirem, todos haviam passado por exames de laboratório e avaliações da composição corporal e da capacidade cardiorrespiratória.

Os neutrófilos, tipo celular de interesse da pesquisa, foram isolados do sangue coletado. Em um citômetro de fluxo, aparelho por meio do qual é possível realizar análises de características físicas e químicas de uma célula, os pesquisadores avaliaram uma série de parâmetros relacionados à apoptose dos neutrófilos.

“Quando a célula começa a morrer por apoptose, um fosfolipídeo denominado fosfatidilserina, que está presente dentro da membrana celular, migra para a parte externa da membrana. Nós aplicamos na amostra uma substância que se liga a esse fosfolipídeo e emite uma fluorescência que é detectada pelo citômetro”, disse Curi.

“Também foram observadas outras características típicas da apoptose, como fragmentação de DNA e alterações na mitocôndria celular, sugerindo a morte precoce da célula, cujo tempo de vida normal é de aproximadamente 10 horas no sangue”, explicou.

Confira a matéria completa no site da Agência Fapesp de notícias.


Imagem de recém-nascido com microcefalia (Foto: Edmar Melo / Acervo JC Imagem)

Em homenagem ao Dia das Mães, FAV oferecerá consultas oftalmológicas e outras atividades gratuitas para 120 mães e cuidadoras de bebês com microcefalia (Foto ilustrativa: Edmar Melo / Acervo JC Imagem)

Ainda em homenagem ao Dia das Mães, a Fundação Altino Ventura (FAV) realizará nesta quinta-feira (12) uma ação voltada a mães de bebês com microcefalia. O projeto Cuidado de quem cuida oferecerá a 120 mães e cuidadoras do Projeto de Microcefalia, da FAV, consultas oftalmológicas, armações e lentes de contato grátis. Também terá tratamento de beleza especial feito pela empresa de cosméticos Mary Kay. O encontro acontecerá a partir das 8h, no Centro de Reabilitação Menina dos Olhos, na Iputinga, Zona Oeste do Recife.

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Metade das mães será atendida pela manhã, a partir das 8h, e a outra metade, à tarde. O Projeto Cuidando de quem cuida já existe na FAV há alguns anos para beneficiar as mães de crianças que fazem diversos tipos de tratamento no Centro de Reabilitação, mas este ano foi estendido às mães de bebês com microcefalia. O atendimento às mães será simultâneo à reabilitação à qual as crianças se submetem às quintas-feiras.

Serviço

Projeto Cuidando de quem cuida | Edição voltada para 120 mães e cuidadoras do Projeto de Microcefalia da FAV
Data: quarta-feira, 12 de maio
Horário: A partir das 8h
Local: Centro de Reabilitação Menina dos Olhos, da FAV | Avenida Maurício de Nassau, 2075, Iputinga, Recife


Imagem da fachada da Faculdade Esuda (Foto: Divulgação)

Com o tema A Loucura Nossa de Cada Dia: Conquistas e Desafios da Reforma Psiquiátrica, evento pretende reunir profissionais e estudantes da área de psicologia para debater o assunto (Foto: Divulgação)

A Faculdade de Ciências Humanas (Esuda) promoverá nos dias 17 e 18 de maio a I Jornada de Saúde Mental da instituição. Com o tema A Loucura Nossa de Cada Dia: Conquistas e Desafios da Reforma Psiquiátrica, o evento aberto ao público discutirá os principais assuntos relacionados à temática. A programação é voltada para alunos e profissionais da área de psicologia.

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A abertura ficará por conta do psiquiatra Gustavo Couto, às 8h30, com palestra que aborda o tema geral da jornada – Reforma Psiquiátrica: Conquistas e Desafios. As inscrições podem ser feitas até o dia 16 de maio ou até acabar o quórum de inscritos, através do site da Esuda.

O auditório da faculdade possui capacidade para até 130 inscritos, enquanto algumas salas suportam 50 e outras 35 participantes. O investimento para participar de toda programação é de R$ 25 para alunos Esuda, R$ 40 para alunos externos e de R$ 60 para profissionais.

Confira a programação completa:

Terça-feira (17)
8h30 | Palestra | Reforma Psiquiátrica: Conquistas e Desafios
Palestrante: Gustavo de Azevedo Couto | Local: Auditório

10h15 | Mesa-Redonda | Reforma Psiquiátrica: Avaliação e Perspectivas Atuais
Palestrantes: Gustavo Couto e Reviane Bernardo | Local: Auditório

10h15 | Mesa-Redonda | Acolhimento à Crise em Saúde Mental
Palestrante: Viviane Lôbo | Local: Sala 129

10h15 | Mesa-Redonda | Pesquisa Qualitativa em Saúde Mental
Palestrante: Wagner Lira | Local: Sala 127

10h15 | Mesa-Redonda | O Idoso e o Uso do Álcool: Desdobramentos na Vida Social
Palestrantes: Cristina Cabana e Socorro Bastos | Local: Sala 125

14h | Exibição de Filme | Crack Repensar
Palestrante: Rosemberg Belém | Local: Sala 129

14h | Exibição de Filme | Opium: Diário de uma Louca
Palestrante: José Arturo Escobar | Local: Sala 127

18h | Evento | Comunicação Oral e Apresentação de Banners
Palestrantes: Alunos ESUDA | Local: Sala a definir

Quarta-feira (18)
8h | Mesa-Redonda | Loucura, Cultura e Subjetividade
Palestrantes: Angela Baía, Glaudston Lima e Alexandre Nunes | Local: Auditório

9h45 | Evento | Comunicação Oral e Apresentação de Banners
Palestrantes: Alunos ESUDA | Local: Sala a definir

14h | Exibição de Filme | Estamira
Palestrante: Angela Fernandes Baía | Local: Sala 129

14h | Exibição de Filme | Bicho de Sete Cabeças
Palestrante: José Fernando Santos | Local: Sala 127

19h | Mesa-Redonda | Arte e Loucura
Palestrante: Ana Santiago | Local: Auditório

19h | Mesa-Redonda | Um Estudo de Caso Sobre o Discurso de um Usuário de Crack em Relação ao Seu Corpo
Palestrante: Anna Katarina Barbosa | Local: Sala 404B

19h | Mesa-Redonda | Psicofármacos
Palestrante: Luiz Evandro de Lima Filho | Local: Sala 400ª

19h | Mesa-Redonda | Depressão Infanto-Juvenil
Palestrante: Edna Souza | Local: Sala 400B

19h | Oficina | Oficina de Arte Terapia
Palestrante: Mônica Reis | Local: Sala 118

Serviço

I Jornada de Saúde Mental | Faculdade Esuda
Local: auditório da Faculdade Esuda | Rua Bispo Cardoso Ayres, 467 – Soledade, Recife
Data: 17 e 18 de maio
Informações: http://www.esuda.com.br/


Imagem da 5ª Caminhada Pernambucana de Apoio à Adoção (Foto: Lidio Maia / Gead Recife)

Caminhada para conscientizar sociedade sobre importância de apoio à adoção acontecerá no dia 22 de maio, na Avenida Boa Viagem (Foto: Lidio Maia / Gead Recife)

O Grupo de Estudo e Apoio à Adoção (Gead) Recife realizará no dia 22 de maio, a partir das 9h, a 6ª edição da Caminhada Pernambucana de Apoio à Adoção. O evento, com apoio do Gead Olinda, GAAP Paulista, do Geadip Belo Jardim e da Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (ADEPPE), terá concentração na pracinha de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, e seguirá pela Avenida Boa Viagem até as imediações do Edifício Acaiaca.

O objetivo é conscientizar a sociedade sobre a adoção e os direitos das crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária. Além dessas questões ligadas ao tema, a intenção é abordar a convivência afetiva, as diversas formas de constituir família e o respeito à singularidade dos indivíduos na sociedade. “A nossa intenção é trazer a reflexão sobre a atitude adotiva, desmitificando alguns mitos e contribuindo para a construção de uma sociedade inclusiva e que respeita as várias configurações familiares”, ressalta o presidente do Gead Recife, Guilherme Moura.

A Caminhada é aberta ao público e não é necessário se inscrever para participar.

Serviço

6ª Caminhada Pernambucana de Apoio à Adoção
Data: 22 de maio
Hora: concentração programada para as 9h
Local: saída da pracinha de Boa Viagem


Imagem de larvas do Aedes aegypti (Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem)

Entre os casos confirmados, 25 mortes foram registradas – 20 com resultado laboratorial positivo para chicungunha e outros cinco para dengue (Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem)

Entre os dias 3 de janeiro e 7 de maio deste ano, já foram notificados 104.713 casos suspeitos de arboviroses (dengue, chicungunha e zika) em Pernambuco. Entre os casos confirmados, 25 mortes foram registradas – 20 com resultado laboratorial positivo para chicungunha e outros cinco para dengue. Os dados foram divulgados na tarde desta terça-feira (3) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

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Neste período, para a dengue, foram notificados 70.784 casos no Estado. Desses, 13.538 foram confirmados e outros 15.066 descartados. O número representa uma diminuição de 8,77% em relação ao mesmo período de 2015, quando foram notificados 77.590 (sendo 36.107 confirmados).

Já para chicungunha, foram notificados 24.521 casos. Desses, 4.869 foram confirmados e 6.775 descartados. Em 2015, foram notificados 2.605 casos suspeitos de chikungunya, sendo 450 confirmados (03 importados, 02 no município de Iguaraci e 01 em Itaíba, todos com infecção no estado da Bahia; e 447 confirmados autóctones, sendo 220 na região metropolitana do Recife) e 589 casos foram descartados.

Em relação a zika, o Estado notificou 9.048 casos suspeitos. Ao todo, 23 foram confirmados e 171 descartados. Os casos sem diagnóstico fechado para as arboviroses continuam em investigação. Em 2015, desde o início das notificações obrigatórias de zika, a partir de 10 de dezembro,
foram notificados 1.386 casos da doença. Desse número, foram confirmados 46 casos da doença em 20 municípios.

O relatório também apontou notificações de 240 casos de formas graves das arboviroses, sendo 51 confirmados e 1 descartado. Os exames foram feitos pelo Instituto Evandro Chagas (IEC/SVS/MS) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz – PE/CpqAM).


Imagem de mulher segurando bebê com microcefalia (Foto: Fernando da Hora / JC Imagem)

Ao todo, 351 foram confirmados como microcefalia e 997 foram descartados (Foto: Fernando da Hora / JC Imagem)

De 1º de agosto de 2015 até 7 de maio deste ano, foram notificados 1.930 casos de microcefalia em Pernambuco. Desse total, 813 registros (42%) atenderam aos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a malformação congênita. Ao todo, 351 foram confirmados como microcefalia e 997 foram descartados. Em relação à semana anterior, quando 653 casos ainda não tinham diagnóstico fechado, outros 582 casos continuam em investigação. Os novo boletim foi divulgado na tarde desta terça-feira (10) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

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Ainda dentro do período de notificações, 29 casos de bebês natimortos e 26 que vieram a óbito logo após o nascimento. A SES ressalta que nenhum desses casos teve microcefalia como causa básica da morte.

Desde que a notificação de casos de gestantes com exantemas foi tornada obrigatória, no período de 02 de dezembro de 2015 a 07 de maio de 2016, foram notificados 4.148 casos de gestantes com esse quadro clínico. Desse total, 25 possuem detecção de microcefalia intra útero. Vale salientar que a notificação das mulheres com exantema não significa, necessariamente, que elas são casos suspeitos de dengue, chikungunya ou zika, já que outros fatores podem ter ocasionado as manchas vermelhas (rubéola, intoxicação, alergia ou alguma outra virose). O exantema também não é indicativo que a mulher terá um bebê com microcefalia.

Em Pernambuco, o Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães/Fiocruz e o Instituto Evandro Chagas confirmaram 153 casos de microcefalia relacionados ao vírus zika por detecção laboratorial. Outros 87 casos deram negativos e 3 inconclusivos, totalizando 243 testes realizados.


Imagem de mulher de máscara com mão espalmada em direção à câmera (Foto: Diego Nigro / JC Imagem)

Até o momento, 49,5 milhões de doses do imunobiológico foram entregues aos estados, o que representa 93% do total de doses (Foto ilustrativa: Diego Nigro / JC Imagem)

O Ministério da Saúde (MS) informou que até esta sexta-feira (13) todos os estados já terão recebido 100% das doses da vacina (54 milhões) para imunizar as 49,8 milhões de pessoas que fazem parte do público-alvo da campanha de vacinação contra a influenza. Até o momento, 49,5 milhões de doses do imunobiológico foram entregues aos estados, o que representa 93% do total de doses. A campanha segue em todo o País até o dia 20 de maio.

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“O Ministério da Saúde adquiriu doses em quantidade superior ao público-alvo, o que chamamos de reserva técnica. Portanto, não há necessidade de correria aos postos de saúde porque tem vacina para todos que fazem parte do público-alvo”, ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Antônio Nardi.

Devem tomar a vacina pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias), trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas – e os funcionários do sistema prisional. As pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, também devem se vacinar. Para esse grupo não há meta específica de vacinação.

A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da OMS. Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza. “Temos milhões de pessoas vacinadas, não só no Brasil, mas no mundo. Esta é uma vacina de vírus inativado, desta forma não tem capacidade de ocasionar um quadro gripal. O que pode ocorrer é que a pessoa, ao receber a vacina, coincidentemente, pode ter sido acometida por outros tipos de vírus em circulação e que não estão incluídos na vacina, inclusive aqueles que causam resfriados”, explica a coordenadora da campanha, Carla Domingues.

Casos da doença

Neste ano, até 30 de abril, foram registrados 2.467 casos de influenza de todos os tipos no Brasil. Deste total, 2.085 por influenza A (H1N1), sendo 411 óbitos, com registro de um caso importado (o vírus foi contraído em outro país). Os dados constam no Boletim Epidemiológico de Influenza do Ministério da Saúde.

Pernambuco registrou até 30 de abril 373 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), com 32 casos provocados pelo vírus da influenza A (H1N1). Dessas notificações, o Estado registrou 24 casos de SRAG com evolução para óbito. Do número de mortes, sete foram confirmadas com diagnóstico de influenza A H1N1.


 
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