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Casa Saudável

Cuidado com a saúde dos olhos deve ser redobrado durante o Carnaval

28 de janeiro de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem de pessoa com olhos claros (Foto: Divulgação)

Época é bastante propícia para disseminação de algumas doenças nos olhos, como a conjuntivite (Foto: Divulgação)

Para garantir que tudo seja só festa nos dias de Carnaval, é preciso ter alguns cuidados básicos com a saúde, inclusive com a dos olhos. Os especialistas alertam que além das irritações causadas pelo uso da maquiagem misturada ao suor (glitter, purpurina, cílios postiços e espuma de carnaval também estão incluídos na lista), a época é bastante propícia para disseminação de algumas doenças, como a conjuntivite.

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“Tem que ter cuidado na limpeza das mãos, evitar conglomerados com pouca circulação de ar, evitar contato com líquidos contaminados nos olhos, como as pistolas de água. Também se deve evitar compartilhar objetos de uso pessoal, a exemplo de maquiagem, travesseiros e toalhas”, explica a oftalmologista Laura Santos, do Hospital de Olhos de Pernambuco (Hope). As afecções mais frequentes nos períodos de festas são as conjuntivites infecciosas (virais e/ou bacterianas), conjuntivites químicas (por espuminhas de sabão), além dos traumas oculares.

Na hora de colocar os adereços próximos aos olhos, como glitter e pedrinhas, o cuidado deve ser redobrado. “Esses produtos podem levar a conjuntivite química, quadros alérgicos, ou caírem dentro dos olhos causando sensação de corpo estranho no olho. Em casos de trauma químico é recomendado lavagem imediata com soro fisiológico 0,9% (preferencialmente) ou, na falta do soro, água mineral corrente e procurar uma urgência oftalmológica para diagnóstico e inicio do tratamento”, explica.

Traumas contusos e perfurantes necessitam de atendimento médico oftalmológico imediato. E em hipótese alguma o paciente deve recorrer à automedicação. “Ao inicio dos sintomas o recomendado é procurar uma urgência oftalmológica para diagnóstico e inicio do tratamento”, finaliza a médica.


OMS convoca comitê de emergência para tratar do vírus zika

28 de janeiro de 2016 | postado por Cinthya Leite
Até o momento, 23 países já reportaram casos de zika, transmitida pelo Aedes aegypti (Foto: Rodrigo Lôbo/JC Imagem)

Até o momento, 23 países já reportaram casos de zika, transmitida pelo Aedes aegypti (Foto: Rodrigo Lôbo/JC Imagem)

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, anunciou, nesta quinta-feira (28), a criação de um comitê de emergência para tratar do vírus zika. O grupo deve se reunir na próxima segunda-feira (1º) em Genebra para tratar, entre outros assuntos, do aumento de casos de malformações em bebês e de doenças neurológicas possivelmente associado à infecção.

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De acordo com a OMS, o comitê também deve definir se a epidemia do vírus zika constitui emergência em saúde pública de importância internacional, como aconteceu na recente epidemia de ebola detectada na África Ocidental.

Durante sessão realizada em Genebra, Margaret Chan avaliou que a situação do vírus no mundo mudou drasticamente e que o zika, após ser detectado nas Américas em 2015, espalha-se agora de forma explosiva. Até o momento, segundo a diretora-geral, 23 países já reportaram casos da doença.

“O nível de alarme é extremamente alto”, disse, em discurso. “A chegada do vírus a algumas localidades foi associada a um grande aumento no nascimento de bebês com cabeças anormalmente pequenas e casos de síndrome de Guillain-Barré (doença neurológica que provoca fraqueza muscular e paralisia em membros do corpo)”, completou.

Ainda de acordo com a diretora-geral da OMS, uma relação causal entre o vírus zika e casos de malformação congênita e síndromes neurológicas ainda precisa ser estabelecida, mas há uma suspeita muito forte.

“As possíveis ligações, apenas recentemente levantadas, rapidamente mudaram o perfil de risco do zika, de uma leve ameaça a algo de proporções alarmantes. A crescente incidência de microcefalia é particularmente alarmante, já que coloca um fardo de partir o coração sobre famílias e comunidades.”

A situação é preocupante, segundo Margaret Chan, por causa de fatores como a ausência de imunidade entre a população, a falta de vacinas, tratamentos específicos e testes de diagnóstico rápido, além da possibilidade de disseminação global da doença, quando considerada a presença do mosquito Aedes aegypti em diversas partes do planeta. O mosquito é o transmissor do vírus.

“Além disso, condições associadas aos padrões de clima impostos pelo El Niño este ano devem aumentar a população de mosquito de forma significativa em diversas áreas”, alertou. “O nível de preocupação é alto, como o nível de incerteza. Perguntas não faltam. Precisamos obter algumas respostas rapidamente”, diz Margaret.


Imagem de homem segurando bebê com microcefalia (Foto: Edmar Melo / JC Imagem)

Pernambuco continua com o maior número de casos que permanecem em investigação: 1.125 casos (Foto: Edmar Melo/Acervo JC Imagem)

Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia já foram registrados, em todo o Brasil, até 23 de janeiro. Desse total, 270 casos tiveram confirmação da malformação (seis com relação ao vírus zika). Outros 462 casos notificados já foram descartados. Dessa maneira, o Ministério da Saúde continua a investigar 3.448 casos suspeitos da anomalia congênita no País. Esses são os dados que estão no novo boletim, divulgado nesta quarta-feira (27).

Os casos suspeitos de microcefalia (4.180) foram registrados em 830 municípios de 24 unidades da federação. A região Nordeste concentra 86% dos casos notificados. O Estado de Pernambuco continua com o maior número de casos que permanecem em investigação (1.125), seguido dos Estados da Paraíba (497), Bahia (471), Ceará (218), Sergipe (172), Alagoas (158), Rio Grande do Norte (133), Rio de Janeiro (122) e Maranhão (119).

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“Em relação ao boletim divulgado no dia 20 de janeiro, é possível constatar a tendência de redução no número de notificações. O aumento identificado em uma semana de casos notificados foi de 7%. No entanto, a quantidade de casos descartados cresceu 63%, passando de 282 para os atuais 462”, ressaltou o diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch.

No total, foram notificados 68 óbitos por malformação congênita após o parto (natimorto) ou durante a gestação (abortamento espontâneo). Destes, 12 foram confirmados para a relação com infecção congênita, todos na região Nordeste, sendo 10 no Rio Grande do Norte, um no Ceará e um no Piauí. Continuam em investigação 51 mortes e outras cinco já foram descartadas.

Até o momento, estão com circulação autóctone do vírus zika 22 unidades da federação. São elas: Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Roraima, Amazonas, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.


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Imagem de criança se alimentando com mãe (Foto ilustrativa: Photl.com)

Acompanhar os filhos nas refeições balanceadas, apresentar os alimentos de uma forma divertida e nunca forçar o pequeno a comer são algumas das recomendações (Foto ilustrativa: Photl.com)

A hora da refeição pode se transformar numa enorme dor de cabeça para muitos pais, principalmente aqueles com filhos pequenos. A queixa de muitos é sobre a dificuldade em introduzir na rotina da garotada uma alimentação equilibrada, com verduras, proteínas, fibras, legumes, frutas e grãos. Mas eis uma boa notícia para os que estão nessa missão: há inúmeros artifícios que garantem um cardápio na dose certa para as crianças.

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A primeira, e mais importante, dica dos especialistas é sobre a dinâmica familiar. Não adianta exigir da criança hábitos alimentares saudáveis se os próprios pais não têm uma dieta balanceada no dia a dia. “A criança se espelha muito no que os pais comem. Então, não adianta querer que o pequeno coma tomate se os pais não têm esse hábito. Tudo tem que fazer parte da dinâmica familiar”, alerta a psicóloga e psicopedagoga Amanda Pessoa de Melo.

O próximo passo é prestar bastante atenção no cardápio da criança. Variedade deve ser a peça chave. “Os pais precisam assegurar que a criança está comendo alimentos com alto valor nutritivo. Consultar especialistas e montar um cardápio diversificado é muito importante”, explica a nutricionista Conceição Chaves, professora de nutrição clínica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Uma vez montada a rotina alimentar da criança, é hora de ficar atento à forma como o alimento é apresentado. Vale introduzir os vegetais de uma forma mais divertida (com desenhos no prato) ou investir numa sopa de letrinhas com muitas verduras, por exemplo. “Os pais têm que usar o diálogo para convencer o filho, explicando sempre por que tal alimento deve ser consumido e sem forçá-los a nada. De acordo com a faixa etária da criança, há que se usar diferentes linguagens que os pequenos entendam. Algumas estratégias podem funcionar, como usar figuras montadas com a comida no prato, mostrar vídeos na internet e fazer piqueniques. Tudo isso pode ajudar a criança a ter vontade de comer”, diz a psicóloga Amanda Pessoa de Melo.

Ainda com dúvidas? Confira outras dicas das especialistas:

1. Introduza novas comidas no cardápio da criança aos poucos
2. Sempre ofereça alimentos saudáveis para o pequeno e deixe ele de guloseimas, produtos industrializados e refrigerantes
3. Estimule o pequeno a comer alimentos com alto valor nutritivo, como inhame, macaxeira e batata-doce
4. Tenha cuidado com a hora da refeição. Evite distrações (comer com a TV ligada, por exemplo). É importante a família comer reunida à mesa. Os pais devem seguir o mesmo cardápio da criança
5. Apresente os alimentos de diferentes formas. O fato de a criança não gostar de alguma comida pode vir de algum comportamento estimulado pela própria família. Diversificar é muito importante


Convivência com filho adotivo é tema de palestra gratuita neste sábado

27 de janeiro de 2016 | postado por Malu Silveira
adoção

Palestra sobre adoção com escritor e psicólogo especialista na área é aberta para o público em geral (Foto: Reprodução da internet)

O psicólogo e escritor Luiz Schettini Filho realizará no próximo sábado (30) a palestra ‘Convivendo com o filho adotivo’. Autor de 20 livros, sendo seis sobre adoção, Schettini traz na bagagem a experiência de ser pai adotivo e de lidar com a questão no consultório.

A palestra gratuita acontecerá das 15h às 17h acontecerá no auditório do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), no Centro do município do Paulista. O encontro é organizado pelo Grupo de Apoio à Adoção do Paulista (GAAP).

Serviço

Palestra gratuita ‘Convivendo com o filho adotivo’
Local: auditório do Ministério Público de Pernambuco, na Avenida Senador Salgado Filho, s/n, Centro, Paulista
Horário: 15h às 17h


Imagem de braços (Foto: Free Images)

A hanseníase tem como principais sintomas manchas de cor parda na pele, perda de sensibilidade térmica, de pelos e ausência de transpiração nos locais afetados (Foto ilustrativa: Free Images)

Em alusão ao Dia Mundial de Combate à Hanseníase, celebrado nessa segunda-feira (25), a Secretaria de Saúde do Recife promoverá nesta quarta-feira (27) campanha de busca ativa de casos da doença, caracterizada por manchas de cor parda na pele, perda de sensibilidade térmica, de pelos e ausência de transpiração nos locais afetados. O evento, em parceria com a Coordenação Estadual de Controle da Hanseníase e Movimento de Reintegração de Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN), acontecerá na Praça do Carmo, Centro da cidade, das 9h às 16h.

Os profissionais envolvidos, além de orientar os interessados sobre sinais, sintomas e tratamento da hanseníase, realizarão triagem de pacientes com manchas suspeita na pele. “A campanha favorece a intensificação do diagnóstico precoce da hanseníase e propicia acesso ao tratamento adequado em tempo hábil”, afirma Ariane Bezerra, coordenadora do Programa Municipal de Controle da Hanseníase e Coordenação de Doenças Negligenciadas (Sanar Recife).

Referência

Funciona na Policlínica Lessa de Andrade, no bairro da Madalena, Zona Oeste do Recife, o serviço de Sapataria, voltado para os pacientes de hanseníase que perdem, em alguns casos, a sensibilidade dos pés. O setor possui pia, lavabo e lava pés e duas novas máquinas usadas para a confecção de palmilhas e sapatos especiais para esses pacientes.


Sobe para 1.373 o número de bebês com suspeita de microcefalia em Pernambuco

26 de janeiro de 2016 | postado por Cinthya Leite
Imagem de mulher segurando bebê com microcefalia (Foto: Diego Nigro / JC Imagem)

Do total de casos suspeitos de microcefalia em Pernambuco, 138 (10,1%) foram confirmados como sugestivo de causa infecciosa (Foto: Diego Nigro/JC Imagem)

O Estado de Pernambuco já registra 1.373 bebês com suspeita de microcefalia (dados de 1º de agosto de 2015 a 23 de janeiro de 2016). Desse total, 530 (38,6 %) atendem aos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) para essa malformação congênita (perímetro cefálico igual ou menor que 32 centímetros).

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Ao todo, 138 (10,1%) foram confirmados como sugestivo de causa infecciosa (15 casos a mais do que na semana anterior, com dados até 16/1/16), 110 (8%) descartados e 1.125 (81,9%) estão em investigação, de acordo com o resultado dos exames de imagem dos bebês.

Os dados estão no boletim epidemiológico apresentado na tarde desta terça-feira (26) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).


As boas práticas de atenção ao nascimento inclui estímulo ao parto normal, já que a microcefalia como achado isolado não é indicação de cesariana (Foto: Free Images)

Infecção exantemática, durante a gestação, não leva obrigatoriamente à ocorrência de microcefalia no feto. No entanto, esse sinal tem sido referido no histórico gestacional de algumas mães de bebês com essa alteração congênita (Foto: Free Images)

A Fiocruz Pernambuco, em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), da Universidade de Pernambuco (UPE) e de outras instituições, dá andamento a pesquisas que têm como objetivo dar respostas a um evento sem precedentes no mundo: o avanço dos casos de microcefalia no Brasil, especialmente em Pernambuco. Entre os estudos, está um que analisará 500 mulheres que, durante a gestação, apresentarem exantema (mancha vermelha na pele), além de outras 200 grávidas sem esse quadro clínico.

“Queremos conhecer qual a probabilidade da gestante que tem infecção pelo zika ter um filho com microcefalia”, diz o epidemiologista Ricardo Ximenes, professor da UPE e da UFPE. Além disso, será analisada em que período da gestação a infecção pelo vírus oferece maior probabilidade de a mãe dar à luz um bebê com microcefalia. “Também vamos investigar se uma infecção tardia (no segundo e terceiro trimestres da gravidez) causa outra consequência que não seja a microcefalia”, informa Ximenes.

A pesquisa está sendo submetida para apreciação de comitê de ética. “Vamos solicitar que o projeto seja avaliado em caráter de urgência, a fim de que seja apreciado num tempo mais curto. Isso não significa que, para aprovação, haverá flexibilidade em relação a exigências do comitê”, reforça Ximenes.

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Exantema é um dos sintomas mais comuns de zika, mas também é um sintoma que pode aparecer nos casos de rubéola, intoxicação, alergia ou outras viroses. A infecção exantemática, durante a gestação, não leva obrigatoriamente à ocorrência de microcefalia no feto. No entanto, esse sinal tem sido referido no histórico gestacional de algumas mães de bebês com essa alteração congênita.

Apenas em Pernambuco, no período de 2 de dezembro de 2015 a 16 de janeiro de 2016, foram registradas 584 gestantes com exantema (manchas vermelhas na pele). Elas são residentes de 69 municípios. Entre os que reúnem o maior número de casos, estão Recife (21,2%), Vitória de Santo Antão (14,2%), Caruaru (12,2%) e Olinda (6,3%).

Com relação às características clínicas, 76,7% das gestantes registradas apresentaram febre, 24,5% realizaram exame laboratorial para dengue, chicungunha ou zika vírus (Secretaria Estadual de Saúde aguarda os resultados) e 49,1% passaram por exames para TORSCH (toxoplasmose, rubéola, sífilis, citomegalovírus e herpes, que também estão relacionados à microcefalia).

No grupo de gestantes que informaram o trimestre da gestação de início do exantema, 35,1% apresentaram no segundo trimestre.

Entre as gestantes com exantema, seis (1,2%) possuem detecção de microcefalia intraútero, quatro delas apresentaram febre, além das manchas vermelhas na pele. Em relação ao trimestre de aparecimento do exantema, uma refere o primeiro trimestre, outra o segundo trimestre da gravidez e duas o terceiro trimestre. As demais não informaram o trimestre em que foram acometidas por exantema.

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O município de Garanhuns já tem notificados 35 bebês com suspeita de microcefalia (Foto: Fernando da Hora/JC Imagem)

O município de Garanhuns já tem notificados 35 bebês com suspeita de microcefalia (Foto: Diego Nigro/JC Imagem)

Em 15 dias, o Hospital Regional Dom Moura, na cidade de Garanhuns, Agreste de Pernambuco, passará a oferecer atendimento aos bebês com suspeita de microcefalia e diagnóstico confirmado da anomalia congênita. A unidade é referência para os 21 municípios que fazem parte da 5ª Gerência Regional de Saúde de Pernambuco, com mais de 500 mil habitantes. “Haverá ambulatório de neuropediatria, atividades de reabilitação para os bebês, como fisioterapeuta, acolhimento para gestantes através de serviço de psicologia e realização de exames de imagem”, diz o diretor do Dom Moura, Luiz Melo.

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O município de Garanhuns já tem notificados 35 bebês com suspeita da malformação congênita. Do total, 20 são casos prováveis – ou seja, atendem aos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) para microcefalia, que identifica essa condição em bebês com perímetro cefálico igual ou menor que 32 centímetros. Em Pernambuco, o município é o quinta com o maior número de registros de casos suspeitos de crianças com a anomalia, atrás das cidades de Olinda (39), Caruaru (46), Jaboatão dos Guararapes (83) e Recife (239).

Em toda a 5ª Região de Saúde de Pernambuco, da qual Garanhuns faz parte, há 46 casos prováveis de microcefalia, distribuídos em 12 municípios. Entre eles, estão Bom Conselho, Caetés, Canhotinho, Capoeiras e Lajedo. Este último tem realizado palestras para gestantes, através da rede de atenção básica à saúde e do Núcleo de Apoio à Saúde da Família. Há atividades programadas para esta terça-feira (26), quarta-feira (27) e 1º de fevereiro.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o atendimento para bebês com microcefalia e gestantes que residem no interior já está sendo realizado em quatro unidades de saúde, além do Hospital Regional Dom Moura. Em Caruaru, o Hospital Mestre Vitalino oferece tomografia e atendimento na área de neurologia. Ainda na cidade, o Jesus Nazareno realiza exame de imagem, além de atendimento e assistência psicossocial para as gestantes.

Já no Sertão, o Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães, em Serra Talhada, está responsável por atender mulheres grávidas e bebês. E no Dom Malan, em Petrolina, também há consulta para a criança, com realização de tomografia. A SES informa que, nessas unidades, o atendimento é feito via regulação. Os serviços municipais fazem o agendamento com as Gerências Regionais de Saúde (Geres) para que os pacientes sejam atendidos nas unidades.


Imagem de larvas do Aedes aegypti (Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem)

De acordo com a Opas, o mosquito Aedes aegypti está presente na maioria dos países do continente americano (Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem)

Da Agência Brasil

Todos os países do continente americano provavelmente terão a circulação interna do vírus zika, com exceção do Chile e Canadá. O alerta foi feito hoje (25) pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), em nota sobre transmissão e prevenção do vírus que pode causar microcefalia.

Desde maio de 2015, 21 países das Américas registraram transmissão interna do vírus. A rápida disseminação do zika pelo continente, segundo a organização, se deve à presença do mosquito em todos os países, menos no Canadá e Chile, e também ao fato de a população não ter imunidade ao vírus.

A transmissão do zika pelo mosquito Aedes aegypti é certa e bem conhecida. Porém, as informações sobre uma possível transmissão por sêmen ainda são bem limitadas. O vírus já foi isolado no sêmen humano, mas ainda são necessárias investigações para saber se a transmissão sexual é possível.

Pelo sangue, já foi confirmada transmissão do vírus. Segundo a Opas, é uma forma pouco frequente e pode ser evitada na triagem do sangue para transfusão. A contaminação de mãe para filho na gravidez e na hora do parto são pontos em pesquisa, apesar de o Brasil já ter registrado seis bebês que nasceram com microcefalia e tiveram exame positivo para zika.

Sobre a transmissão pelo leite materno, a Opas informou que não há registros e que as mães, mesmo as infectadas pelo mosquito, podem continuar alimentando seus filhos exclusivamente com leite materno até os seis meses e depois conforme recomendações médicas.

Além do Brasil, notificaram casos transmissão interna de zika: Barbados, Bolívia, Colômbia, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana Francesa, Guatemala, Guadalupe, Guiana, Haiti, Honduras, Martinica, México, Panamá, Paraguai, Porto Rico, San Martin, Suriname e Venezuela.


 
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