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Casa Saudável

Permanecer muito tempo sentado prejudica a longevidade, aponta pesquisa

23 de abril de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem de mulher trabalhando sentada em frente a computador (Foto: Free Images)

Ficar muito tempo sentado influencia negativamente mecanismos biológicos do corpo (Foto ilustrativa: Free Images)

Da Agência USP de notícias

Até 4% das mortes no mundo poderiam ser evitadas apenas reduzindo o tempo que as pessoas permanecem sentadas ao longo do dia. Isso representa 433 mil pessoas por ano. Os dados são de um estudo realizado por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da Universidade Federal de Pelotas. “No limite, reduzindo o tempo sentado em até 3 horas por dia, seriam evitadas 4% de mortes. Entretanto, reduções mais singelas já repercutiriam em grandes ganhos em saúde pública. Por exemplo, reduzindo em 2 horas/dia o tempo que ficamos sentados seriam evitadas 2% das mortes; se for uma redução de 1 hora/dia, teríamos 1,2% a menos de mortes”, aponta o educador físico Leandro Fórnias Machado de Rezende, da Faculdade de Medicina (FMUSP).

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Juntamente com os pesquisadores Juliana Yukari Kodaira Viscondi e Juan Pablo Rey-López (da FMUSP), Thiago Hérick de Sá e Leandro Martin Totaro Garcia (Faculdade de Saúde Pública da USP), e de Grégore Iven Mielke (Universidade Federal de Pelotas), eles publicaram um artigo sobre o tema no American Journal of Preventive Medicine. E o jornal americano The New York Times publicou uma matéria sobre o tema no último dia 29 de março.

A grande questão é: por que permanecer muito tempo sentado eleva o risco de morte? “Existem alguns mecanismos biológicos do corpo que explicam isso. Ficar muito tempo sentado diminui a expressão de óxido nítrico do organismo [relacionado com algumas funções celulares e ao aumento do estresse oxidativo]. Isso leva ao aumento do risco de alterações cardiovasculares. Ocorre também a diminuição da ativação de uma enzima, a lipase lipoproteica, que é importante no metabolismo oxidativo, no controle de triglicérides, colesterol e outros fatores de risco metabólicos”, explica Rezende, que é doutorando do Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP.

O estudo teve o objetivo de avaliar quantas mortes poderiam ser evitadas no mundo caso fosse reduzido o tempo que as pessoas ficam sentadas ao longo do dia. Para isso, os pesquisadores precisavam de dois dados: o tempo médio mundial de permanência nessa posição e o aumento do risco de morte associado a esse tempo.

O tempo médio de permanência sentado foi obtido a partir da análise de artigos publicados em revistas científicas internacionais de 54 países. “Já conhecíamos dois artigos sobre o tema. Um continha dados sobre países europeus (Eurobarometer), e outro apresentava dados de 20 países (International Prevalence Study)”, diz. Além disso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem um inquérito chamado WHO Steps, com informações sobre 94 países. “Eles estavam na forma de relatórios no site da OMS e alguns não reportavam o tempo de permanência sentado. Então entramos em contato, via email, com os 94 países que constavam no WHO Steps”, conta.

Os pesquisadores também fizeram buscas em bases para identificação de dados que, por ventura, não foram identificados nas fontes citadas acima. Quando algum país estava em mais de uma publicação, a estratégia foi utilizar o dado mais recente. Foram contemplados todos os continentes, alguns com mais países outros com menos, e a única exceção foi a África, pois não encontraram material.

Para os dados ligados ao aumento do risco associado ao tempo sentado, os pesquisadores utilizaram uma meta-análise publicada na Revista Científica PLoS ONE. Eles encontraram uma relação que não é linear: para quem fica sentado entre 4 e 7 horas por dia, o risco de morte aumenta em 2% para cada hora sentado. “Por exemplo, ficar sentado 4 horas, aumenta o risco em 2%; 5 horas, 4%; 6 horas, 6%; 7 horas, 8%. A partir de 7 horas sentado, o risco aumenta para 5%; 8 horas, 13%; e 9 horas, 18%”, esclarece o pesquisador.

Confira a matéria completa no site da Agência USP de notícias.

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Estudo busca aperfeiçoar o diagnóstico por imagem da esquizofrenia

23 de abril de 2016 | postado por Malu Silveira
Ilustração de radiografia da cabeça (Imagem: Free Images)

Software permite reconhecer diferenças sutis entre estruturas classificadas como normais no cérebro e as que caracterizam pacientes com esquizofrenia (Imagem: Free Images)

Da Agência Fapesp de notícias

Por meio de um software capaz de minerar dados fornecidos pelo exame de ressonância magnética funcional, o diagnóstico da esquizofrenia usando o mapeamento do cérebro já é possível no âmbito científico. Novos estudos procuram investigar com maiores detalhes as principais regiões cerebrais envolvidas e também detectar eventuais reorganizações da estrutura cortical em função do tratamento medicamentoso. A informação foi comunicada à Agência Fapesp por Francisco Aparecido Rodrigues, pesquisador associado do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), um dos 17 Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP.

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Professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (USP), no campus de São Carlos, Rodrigues coordenou um estudo sobre o tema, realizado mediante colaboração entre a USP e a Radboud University, de Nijmegen, nos Países Baixos. Artigo relatando os primeiros resultados foi publicado em 2014 na revista Clinical Neurophysiology: “Structure and dynamics of functional networks in child-onset schizophrenia”. O estudo foi apoiado pela FAPESP por meio do projeto “Caracterização, análise, simulação e classificação de redes complexas”.

“Nesse estudo, que podemos definir como uma primeira abordagem do assunto, fizemos o mapeamento global do cérebro para detectar as diferenças entre a organização da estrutura cortical classificada como normal e aquela que caracteriza os portadores de esquizofrenia. Agora, estamos investigando em maior profundidade diversas regiões corticais, tal como o córtex pré-frontal, para localizar diferenciações talvez mais expressivas. Além disso, considerando que o cérebro é um órgão de grande plasticidade, em constante transformação, queremos saber também se o tratamento medicamentoso é capaz de reconfigurar estruturas de ligação, levando, eventualmente, a uma correção anatômica definitiva”, disse o pesquisador.

No mapeamento já realizado, as imagens foram obtidas por meio de ressonância magnética funcional e o cérebro foi mapeado como uma rede complexa. Cada vértice da rede representa uma área cortical. As diversas áreas são ligadas de acordo com a ativação durante o experimento. Essa rede foi analisada computacionalmente com o uso de descritores estatísticos e métodos de mineração de dados. Tais análises evidenciaram que existem diferenças sutis, mas bastante definidoras, entre os dois tipos de estruturação cortical, ou seja, a estrutura do cérebro das pessoas classificadas como normais e aquela dos portadores de esquizofrenia.

“De fato, o cérebro do indivíduo classificado como esquizofrênico tende a ser menos organizado em determinadas regiões. E esse déficit de organização estaria relacionado com os transtornos visuais, auditivos ou mesmo olfativos que caracterizam a doença”, afirmou Rodrigues.

Segundo o pesquisador, a diferenciação das redes corticais não poderia ter sido realizada por observadores humanos, mesmo que fossem especialistas na área, porque, visualmente, as redes são muito parecidas, apresentando diferenças de estruturação mínimas. “Por meio da mineração computacional de dados, a separação das imagens em dois conjuntos distintos pôde ser feita em minutos, por computadores pessoais comuns. Extraímos 54 medidas das redes corticais e apenas quatro se mostraram relevantes para realizar a classificação dos indivíduos”, complementou.

Uma vez diferenciados os dois conjuntos, o passo seguinte, segundo o pesquisador, foi empregar o aprendizado de máquina para ensinar ao computador as características rotuladas como “normais” e aquelas atribuídas aos portadores de esquizofrenia. “A partir disso, a máquina aprendeu a classificar os novos exames, alocando-os em um dos dois conjuntos, com uma margem de 80% de acerto”, afirmou.

Confira a matéria completa no site da Agência Fapesp de notícias.


Palestra no Recife aborda aspectos da endometriose

22 de abril de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem de barriga de mulher (Foto ilustrativa: Free Images)

Endometriose é uma doença inflamatória que ocorre quando o tecido que reveste o útero se expande fora dele. Dores pélvicas e durante a relação sexual e menstruações dolorosas são alguns dos sintomas (Foto: Free Images)

A Associação de Apoio a Portadoras de Endometriose em Pernambuco (Aspend-PE) promoverá neste domingo (24) um evento para informar e conscientizar o público interessado sobre os mais diversos aspectos da doença que atinge 10% das brasileiras em idade reprodutiva. O encontro acontecerá a partir das 14h no auditório da Livraria Cultura do Paço Alfândega, no bairro do Recife, área central da capital pernambucana.

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A programação contará com uma palestra sobre a doença, depoimentos de mulheres que convivem com a doença e sessão de perguntas do público. O evento fecha um ciclo de ações realizadas desde o final de fevereiro, que incluem participação em feira organizada pela Prefeitura do Recife com ONGs, participação em reportagens, ações de panfletagem nas ruas, além do trabalho intensivo através das redes sociais.

Serviço

Endometriose em Foco
Data: domingo, 24 de Abril Horário: 14h
Local: Auditório da Livraria Cultura do Paço Alfândega
Informações: aspendpe@gmail.com ou (81) 9.9973-1639


Imagem de médica segurando prancheta (Foto: Free Images)

Tratamentos complementares do câncer através da medicina antroposófica será o tema principal de palestra gratuita ministrada pelo médico especialista Nilo Gardin (Foto: Free Images)

O médico especialista em clínica médica e hematologia Nilo Gardin ministrará na próxima sexta-feira (29) a palestra gratuita ‘Tratamentos complementares do câncer na medicina antroposófica’. O encontro acontecerá a partir das 19h30, no auditório da Livraria Cultura do Paço Alfândega, no Recife Antigo, área central da capital pernambucana.

Formado pela Universidade Estadual de Londrina, Nilo tem formação em homeopatia e Medicina Antroposófica. Desde 2009, ele ainda atua em consultório, principalmente com o tratamento complementar do câncer e os problemas habituais da clínica médica.

Outras informações sobre a palestra através do número (81) 98599.3579 ou WhatsApp: (81) 99632.0020.

Serviço

Palestra gratuita ‘Tratamentos complementares do câncer na medicina antroposófica’
Data: 29 de abril
Horário: a partir das 19h30
Local: Livraria Cultura do Paço Alfândega | Rua Alfândega, 35 – Recife
Informações: (81) 98599.3579 ou WhatsApp: (81) 99632.0020


Pernambuco tem doses de vacina contra gripe para imunizar 107.588 gestantes (Foto: Miva Filho/Divulgação)

Em Pernambuco, a segunda etapa da vacinação contra os vírus da gripe, incluindo H1N1, começa na próxima segunda-feira (25/4) para todos os grupos prioritários da campanha nacional (Foto: Miva Filho/Divulgação)

A segunda etapa da vacinação contra três vírus da gripe, incluindo H1N1, começa na próxima segunda-feira (25/4) para todos os grupos prioritários da campanha nacional. Até o momento, Pernambuco recebeu do Ministério da Saúde 941.780 doses da vacina.

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Os públicos prioritários da campanha são: crianças de 6 meses a menores de 5 anos (até 4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhador de saúde, idosos (a partir de 60 anos), povos indígenas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional; adolescentes e jovens entre 12 e 21 anos sob medida socioeducativas, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

O Dia D conta a Influenza continua sendo no dia 30/4 em todo o Brasil. Até a segunda semana de maio, o Ministério da Saúde informou que encaminhará as doses para imunizar todos os 2.095.962 pernambucanos inclusos nos grupos prioritários. A expectativa da campanha é imunizar, no mínimo, 80% desse público total contra três vírus da influenza: A H1N1, A H3N2 e B.

A imunização é contraindicada para indivíduos com alergia grave ao ovo ou a qualquer outro componente da fórmula ou aqueles que apresentaram história de reação anafilática em dose anterior da vacina. Em caso de doenças agudas febris moderadas ou graves, é recomendado adiar a vacinação até a resolução do quadro.

A vacinação contra a influenza pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade global. Em residentes em lares de idosos, reduz o risco de pneumonia em cerca de 60%, o risco global de hospitalização em cerca de 50% e o de morte em 68%. Ela ainda pode reduzir em 40% os casos de síndrome gripal.


Senac Recife abre inscrições para curso de Técnico em enfermagem

19 de abril de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem de enfermeira (Foto: Photl.com)

Além do treinamento teórico, os alunos contarão com aulas práticas ministradas em laboratório de saúde (Foto: Photl.com)

O Senac Recife está com inscrições abertas para o curso Técnico em Enfermagem, com aulas previstas para começar no mês de julho. O objetivo é proporcionar conhecimentos e técnicas fundamentais para a atuação dos futuros profissionais em hospitais, clínicas ou prontos-socorros, e também promover ações de orientação, preparo e acompanhamento do paciente nos exames com finalidade diagnóstica. Ao todo, são oferecidas 30 vagas.

Além do treinamento teórico, os alunos contarão com aulas práticas ministradas em laboratório de saúde. O material didático do curso está incluso na mensalidade. No total, são 19 livros da Editora Senac, que vão de Saúde e Prevenção de Doenças a Enfermagem Cirúrgica. O conteúdo será entregue de acordo com as disciplinas cursadas.

Os interessados devem realizar a matrícula presencialmente, na Central de Atendimento Senac (CAS), na Avenida Visconde de Suassuna, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife. As aulas começam no dia 1º de julho, de segunda a sexta, das 7h30 às 11h30, e serão ministradas na unidade Suassuna do Senac. As mensalidades podem ser pagas por meio de boleto bancário ou pelos cartões de crédito Visa, Mastercard e Hipercard.

Serviço

Curso Técnico em Enfermagem | Senac
Matrículas: presencialmente, na Central de Atendimento Senac – Av. Visconde de Suassuna, nº 500 – Santo Amaro, Recife
Aulas: a partir do dia 1º de julho, de segunda a sexta, das 7h30 às 11h30.
Investimento: 24 parcelas de R$ 280 no boleto bancário ou em 12 parcelas nos cartões Visa, Mastercard e Hipercard.
Mais informações: 0800 081 1688 ou (81) 3413.6706


Imagem de médica segurando prancheta (Foto: Free Images)

Com o tema Saúde da Mulher – ginecologia, obstetrícia e oncologia ginecológica, Congresso Pernambucano de Ginecologia e Obstetrícia e Simpósio de Oncologia Ginecológica debaterá temas relevantes para as áreas (Foto ilustrativa: Free Images)

Recife receberá de 5 a 7 de maio o 42º Congresso Pernambucano de Ginecologia e Obstetrícia e 2º Simpósio de Oncologia Ginecológica. Com o tema principal ‘Saúde da Mulher – ginecologia, obstetrícia e oncologia ginecológica’, o evento divulgará o conhecimento das áreas através de debates que possam contribuir para a valorização e qualificação profissional. As atividades, realizadas pela Associação de Ginecologistas e Obstetras de Pernambuco (Sogope), acontecerão no Mercure Recife Mar Hotel, em Boa Viagem, Zona Sul da capital pernambucana. As inscrições seguem até o dia 25 de abril. Depois, só no local do evento.

A grande novidade desta edição é a junção com o simpósio que contará com a parte de oncologia ginecológica coordenada pela equipe do Centro de Oncologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz – (Ceon/HUOC). “Vamos abordar temas relevantes nessa área como genética e câncer de ovário, novas técnicas no rastreamento dos tumores de mama e ovário além de atualizações nos tratamentos de cirurgia, quimioterapia e radioterapia”, explica a oncologista e uma das organizadoras do simpósio, Cristiana Tavares.

Vários temas de importância serão discutidos no congresso, entre eles: influência da Zikavirose na gestação, armadilhas e dicas na interpretação do ultrassom em ginecologia, cirurgia para câncer de endométrio: abordagem linfonodal e novas tecnologias; sexualidade e câncer; anticoncepção e cirurgia bariátrica: o que dizem os novos trabalhos científicos, uso da densitometria óssea e outros métodos para o diagnóstico e monitoramento do tratamento, dilemas éticos frente aos casos de microcefalia, entre outros.

O encontro tem como público alvo oncologistas, cirurgiões oncológicos, cirurgiões gerais, ginecologistas, radioterapeutas, mastologistas, enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos, residentes e estudantes de graduação das várias áreas de saúde na tentativa de promover debates envolvendo a saúde da mulher de maneira integrada. Durante o encontro será realizada a entrega da Comenda Mastologia/Oncologia Antonio Figueira Filho, com o objetivo de homenagear um destaque da medicina pernambucana nesta área.

A expectativa é reunir, segundo a presidente do Sogope, Luiza Menezes, mais de 800 participantes. Mais informações no site: http://www.sogope.com.br/42congressope/.

Serviço

42º Congresso Pernambucano de Ginecologia e Obstetrícia e 2º Simpósio de Oncologia Ginecológica
Data: 5 a 7 de maio de 2016
Local: Mercure Recife Mar Hotel – Rua Barão de Souza Leão, 451 – Boa Viagem, Recife
Informações: (81) 3097.2011


Uninassau reúne especialistas em evento sobre microcefalia

19 de abril de 2016 | postado por Cinthya Leite
Entre os bebês com o diagnóstico de microcefalia confirmado em Pernambuco, 146 já apresentam relação com o zika (Foto: Ashlley Melo/JC Imagem)

Entre os bebês com o diagnóstico de microcefalia confirmado em Pernambuco, 146 já apresentam relação com o zika (Foto: Ashlley Melo/JC Imagem)

Médicos de várias especialidades se reúnem durante o evento Microcefalia: Dados Concretos, que será realizado no dia 11 de maio no Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau). As inscrições estão abertas nesta quarta-feira (20) para o público em geral. Serão ministradas palestras sobre importância epidemiológica da microcefalia, alterações neurológicas em pacientes com microcefalia e atendimento a mães de pacientes com microcefalia.

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São disponibilizadas 120 vagas para participação do evento. Uma parte será para estudantes de Medicina da Uninassau (inscrições devem ser realizadas nesta terça-feira, 19, até 12h30). A reserva de vagas para estudantes de outros cursos de saúde, profissionais e público externo será na quarta-feira (20), na sala 113 do Edifício Garagem (bloco I) da Uninassau, até as 12h30. Na hora da inscrição, é preciso doar um pacote com, no mínimo, 30 fraldas infantis de tamanho RN, P ou M.

Os produtos serão destinados para a organização não governamental Aliança das Mães e Famílias Raras (Amar). Dúvidas podem ser esclarecidas com a Coordenação de Medicina da Uninassau: 81 3413-4611 (ramal 4746).

Serviço:
Microcefalia: Dados Concretos
Local: Auditório do Bloco Capunga (C) da Uninassau
Endereço: Rua Joaquim Nabuco, 778, Graças – Recife/PE
Programação: 11 de maio, das 18h às 22h
Inscrições: 19 e 20 de abril


Imagem de microscópio (Foto: Free Images)

Descobertas poderão auxiliar pesquisas médicas e a indústria farmacêutica no desenvolvimento de medicamentos e terapias celulares (Foto ilustrativa: Free Images)

Da Agência USP de notícias

Um estudo inédito, coordenado pelo professor André Ponce de Leon Ferreira de Carvalho, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP (Universidade de São Paulo), em São Carlos, e pesquisador Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), chega à sua fase final com excelentes resultados e descobertas que poderão auxiliar nas pesquisas médicas e à indústria farmacêutica no desenvolvimento de medicamentos e terapias celulares para doenças relacionadas às alterações genômicas, como o câncer.

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O trabalho, desenvolvido em parceria com a Universidade de Regensburg, ao sul da Alemanha e também pelos pós-doutorandos peruanos Edwin Talavera e Soledad Llerena, da USP, em São Carlos, criou, pela primeira vez, uma ferramenta computacional que, usando técnicas de aprendizagem de máquinas e ciência de dados, permite identificar interações funcionais entre os genes quando se inibe um deles com algum tipo de produto químico/medicamento.

O professor André explica que a pesquisa irá ajudar a universidade alemã no avanço do entendimento e tratamento do câncer, mas que a metodologia poderia ser aplicada para se entender outros distúrbios da regulação gênica e seus respectivos tratamentos. “Atualmente não tem como saber, por exemplo, quais genes serão afetados quando a pessoa toma um medicamento e isso acaba levando a vários efeitos colaterais, inclusive pode levar depois a algumas doenças secundárias. Então, identificando exatamente a correlação e que genes estão sendo afetados por uma determinada droga, pode-se reduzir e até eliminar esses efeitos”, explica.

Além do desenvolvimento do software, dois artigos acadêmicos serão publicados até o final deste ano.

Confira a matéria completa no site da Agência USP de notícias.


Imagem de mulher segurando bebê com microcefalia (Foto: Diego Nigro / JC Imagem)

Estudo mostra que todos os bebês com microcefalia têm múltiplas cicatrizes graves em que o cálcio se depositou, em uma localização preferencial do cérebro: a junção entre a cortical e a substância branca subcortical (Foto: Diego Nigro/JC Imagem)

Um artigo científico inédito de pesquisadores pernambucanos, publicado recentemente pelo British Medical Journal (BMJ), um dos mais importantes periódicos internacionais da área, revela que todos os bebês com microcefalia analisados tinham pequenas e múltiplas cicatrizes graves nas quais o cálcio se depositou, em uma localização preferencial do cérebro (na junção entre a cortical e a substância branca subcortical). A calcificação nesse local é menos frequente quando a microcefalia não é relacionada ao zika vírus. Além disso, foram observadas múltiplas malformações nos mais comprometidos provavelmente pela infecção durante a gestação. O cérebro dos mais graves parece que havia parado de desenvolver, tendo um padrão bem simplificado.

A primeira autora é a neurorradiologista Maria de Fátima Vasco Aragão, professora do Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau). O trabalho analisa exames de tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM) de bebês com microcefalia cujas mães possivelmente contraíram o vírus zika na gravidez. A equipe fez comparações entre as lesões no cérebro deles e o que está descrito em estudos sobre as alterações encontradas em microcefalia causada por outros tipos de infecções congênitas.

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Nascidos entre julho e dezembro de 2015, os 23 bebês avaliados são atendidos pela unidade da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) no Recife, que fica sob a diretoria clínica da médica Vanessa Van Der Linden, segunda autora da pesquisa.

A publicação na BMJ reforça a importância do levantamento de indícios feito por Maria de Fátima Vasco Aragão com Vanessa Van Der Linden, junto de Alessandra Mertens Brainer-Lima, também docente da Uninassau, e de pesquisadores vinculados à AACD, Instituto de Medicina Integral Professor Fernandes Figueira (Imip), Universidade de Pernambuco (UPE) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

É um marco, mas ainda há muito que averiguar. “Nenhuma mãe do nosso estudo teve erupção no final da gravidez. Assim, podemos supor que, provavelmente, nesta doença (zika), também, quanto mais cedo a infecção durante a gravidez, mais graves as lesões cerebrais e a microcefalia. No entanto, nosso estudo tem apenas uma pequena amostra (23 crianças)”, diz Maria de Fátima, exemplificando um dos pontos que devem ser visados por outros trabalhos.


 
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